quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Os passos do biodiesel


Ainda há muitas interrogações sobre o biodiesel brasileiro, muitas promessas futuras, poucos resultados presentes. Na qualidade de responsável pela primeira fábrica de biodiesel do país, abrangendo todo o processo de produção, Univaldo Vedana, diretor da BiodieselBR traçou um bom panorama da situação atual do setor, em entrevista a William Correia, do Projeto Brasil (www.projetobr.com.br).

O grande problema atual da produção nacional de biodiesel é a matéria prima. Hoje em dia, somente a soja poderia atender o mercado interno, mas seu preço está alto. Exatamente em função de sua utilização em nível mundial para biodiesel, o preço da soja aumentou de US$ 0,22 (R$ 0,46) por libra/peso em outubro de 2006 para cerca de US$ 0,30 (R$ 0,72) atualmente. Com o preço final do diesel em torno de R$ 1,70 e R$ 1,80, o usineiro de biodiesel não consegue pagar as contas e lucrar.

Além disso, seu uso em demasia pode prejudicar a indústria de alimentos. O Brasil amassa cerca de três bilhões de toneladas de soja por ano para uso alimentício, parte exportada, parte para o consumo interno. Se utilizar 50% desse óleo para combustível, vai haver problema de abastecimento do mercado interno.

O biodiesel brasileiro deve ser produzido sem mexer na safra de verão. A soja é colhida em fevereiro, março e abril praticamente no Brasil inteiro. Até novembro, pode se plantar girassol, nabo, granola, vinhaça e muitas oleaginosas no período de entressafra do verão.

Ainda há dúvidas sobre o futuro da agricultura familiar. Ela foi beneficiada pelo Selo Combustível Social, instituído pelo Decreto 5297. Usinas que produzirem biodiesel com 10% a 30% das matérias-primas oriundas da agricultura familiar terão isenção de 33% a 100% do PIS (Programa de Integração Social) e da Confins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social).

A idéia do Governo era incentivar a agricultura familiar. Mas somente os plantadores de mamona e dendê do Norte e Nordeste são premiados com 100% de isenção. Mesmo com esse incentivo, ainda não há uma produção expressiva de grãos em cima da agricultura familiar. O Governo disse que a mamona poderia ser plantada do Oiapoque ao Chuí para biodiesel e todos lucrariam, só que na realidade há limitações em algumas regiões.

Na região de Goiás, entre 2001 e 2004 a Caramuru Alimentos incentivou os produtores a plantarem girassol em fevereiro e março, garantindo a compra em contrato. Cerca de 80 mil hectares de girassol foram plantados. Com a valorização do Real, a empresa botou o pé no freio, porque compensava mais importar o óleo de girassol do que plantar. Com isso, as regiões que plantavam 20 ou 30 mil hectares de girassol na safrinha ficaram sem contrato e passaram a não plantar mais.

As exportações de biodiesel ainda levarão alguns anos. Primeiro, se terá que abastecer o mercado interno. A isenção de PIS, Cofins e ICMS deverá estimular as exportações, mas ainda existem problemas porto, infra-estrutura e produção a serem resolvidos, já que o biodiesel exige tanques fechados em navio separado e armazenagem específica no porto. Hoje em dia, se existissem condições de logística, o produtor de biodiesel preferiria exportar a abastecer o mercado interno.

Luís Nassif - 25/01
Fonte: Folha da Região - Araçatuba/SP

O Biodiesel no Brasil e no Mundo


A utilização do combustível alternativo já é uma realidade em diversos países

Produção mundial (Em bilhões de litros)
2004 - 2,5; 2006 - 8

O maior mercado
Alemanha, que consumiu 2 bilhões de litros em 2006

Países que já utilizam
Alemanha,Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Espanha, Estados Unidos,
Estônia, França, Índia, Malásia, Reino Unido, República Tcheca, Tailândia, Taiwan.

Como é usado
Puro ou misturado ao óleo diesel, em proporções de 5% a 20%

No Brasil, a corrida de investimentos foi motivada pela criação, em 2004, de um programa federal que estabeleceu a obrigatoriedade da mistura de pelo menos 2% de biodiesel ao diesel em todo o país a partir de 1o de janeiro de 2008. A mistura obrigatória subirá para 5% em 2013, o que deve gerar demanda anual de 2 bilhões de litros de biodiesel. O programa também concede redução de tributos federais para fabricantes que utilizam matérias-primas de pequenos produtores rurais. "O objetivo é gerar emprego e renda no campo, principalmente no Norte e no Nordeste", afirma Roberto Ardenghy, da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse tipo de subsídio levou muita gente a apostar que o biodiesel estivesse fadado a ser um mercado puramente experimental, voltado exclusivamente para o pequeno agricultor, e que só sobreviveria à custa de dinheiro público. O que se vê hoje é um número crescente de grandes empresas -- algumas das maiores do setor em todo o mundo -- entrando no jogo. A capacidade de produção das usinas em funcionamento alcançará até o final deste ano 1,2 bilhão de litros, ultrapassando os 800 milhões necessários para cobrir o consumo previsto.

Diferentemente do que ocorreu com o etanol -- combustível em que o Brasil ocupa a dianteira mundial em tecnologia e produção --, no caso do biodiesel o país largou atrasado. A Alemanha lidera a produção e o consumo do produto, com demanda superior a 2 bilhões de litros em 2006. As primeiras experiências dos alemães começaram há 20 anos. Hoje, os postos do país já vendem até biodiesel puro, o chamado B-100. A maior usina do mundo, da americana ADM, fica em Hamburgo, com capacidade para 600 milhões de litros por ano. Nos Estados Unidos, o movimento começou mais tarde; porém, o avanço é rápido. Em 2005, havia 35 usinas no país. Hoje são 105. Vários estados americanos vêm estimulando a adoção de fontes de energia limpa, com cortes de imposto sobre o combustível alternativo.

COMBUSTÍVEL EM ASCENSÃO

A obrigatoriedade de misturar 2% de biodiesel ao óleo diesel a partir de 2008 acelerou os negócios do setor

Investimentos em usinas (em milhões de reais)
2005 – 100; 2006 – 600; 2007(1) - 1200

Usinas em funcionamento
julho 2005 – 2; julho 2006 – 6; janeiro 2007 – 19; dezembro 2007(1) - 30

Produção (em milhões de litros)
2005 - 0,7; 2006 – 54; 2007(1) – 850; 2008(1) - 1 200

Fontes: Agência Nacional de Petróleo (ANP)/MB do Brasil/Abiodiesel

O interesse de países desenvolvidos no biodiesel resulta de uma conjunção de fatores. O primeiro deles é a necessidade de reduzir a dependência do petróleo, combustível finito e cujas maiores reservas estão em regiões politicamente complicadas, como o Oriente Médio. Essa situação faz com que o preço do petróleo esteja sujeito a oscilações fortes. Para completar, seus derivados estão entre os principais emissores de gases causadores do efeito estufa. Com o aumento das pressões ambientais, o mundo resolveu empenhar-se na substituição de combustíveis fósseis por renováveis e menos poluentes. A União Européia convocou os 27 países membros a substituir por biocombustíveis até 2020 pelo menos 10% do volume de combustíveis fósseis usados em veículos. Há poucas semanas, o presidente George W. Bush anunciou uma meta ainda mais ambiciosa: substituir 20% da gasolina consumida nos Estados Unidos por biocombustíveis.

O que se vê, portanto, é que a criação da indústria local de biodiesel segue uma tendência global -- bem diferente do que ocorreu com o etanol, durante muito tempo uma especificidade brasileira. "Não se trata de um programa isolado, como foi o Proálcool", afirma José Luiz Olivério, diretor de desenvolvimento e tecnologia da paulista Dedini, fabricante de equipamentos para usinas. Um dos motivos que colaboram para a disseminação do biodiesel é que ele pode ser produzido com vários tipos de matéria-prima -- soja, canola, girassol, pinhão-manso, mamona, dendê, além de gordura animal. "O caminho das matrizes energéticas renováveis é irreversível", diz Rogério Barros, diretor comercial da divisão de biodiesel do grupo Bertin. "O Brasil tem potencial para ser um dos maiores produtores e exportadores mundiais de biodiesel." Segundo Barros, o Bertin planeja exportar parte de sua produção. Há quem considere que o produto brasileiro irá enfrentar barreiras para entrar nos mercados europeu e americano. "Esses países tendem a estimular a produção local de biocombustíveis como forma de compensar a perda de mercados de alimentos, devido às sanções aplicadas pela Organização Mundial do Comércio por causa dos subsídios rurais", afirma José Carlos Hausknecht, da MB Agro Consultoria.

De qualquer forma, o mercado brasileiro de biodiesel ainda está longe de ser explorado plenamente. "Além de benefícios ambientais, essa indústria gerará ganhos econômicos", diz Plinio Nastari, consultor especializado em biocombustíveis. Um benefício possível diz respeito ao volume de importação de diesel. Dos 40 bilhões de litros consumidos por ano no Brasil, 10% são importados, uma conta de 1 bilhão de dólares. Esse número tende a cair na proporção em que cresce a produção local de biodiesel. "Estamos vendo surgir um grande negócio, tanto para as empresas como para o país", afirma Nastari


Fonte: Revista Exame, edição 887.

Etanol, biodiesel, biomassa: saiba o que tudo isso significa

Segundo o relatório do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change), o estudo mais recente sobre as causas e conseqüências do aquecimento global, a humanidade deve substituir as fontes de energia fósseis pelas ecológicas, o mais rápido possível. Algumas dessas alternativas energéticas são os biocombustíveis.

Para nós, brasileiros, é particularmente importante saber o que eles são, como podem ajudar o ser humano a livrar-se dos combustíveis fósseis e evitar desastres ambientais ainda maiores do que os já inevitáveis. De quebra, podem contribuir muito no crescimento da economia do Brasil.

Os biocombustíveis são obtidos através de produtos vegetais e animais, que são fonte de energia renovável e têm efeitos menos prejudiciais ao meio ambiente. Por esses motivos, aliados ao fato de o petróleo ser uma matriz energética finita e cara, os biocombustíveis são, hoje, uma das excelentes soluções para o desenvolvimento sustentável mundial.

O etanol e o biodiesel são os biocombustíveis mais promissores, pois o mercado já os aceita. Por isso, os cientistas depositam neles a esperança de um futuro de energia limpa, que vão ajudar o progresso da humanidade sem agredir ainda mais a natureza - o que pode tornar impossível a vida em nosso planeta.

Álcool do bem

O etanol é um álcool incolor, solúvel em água e extraído através do processo de fermentação da sacarose, de produtos como a cana de açúcar, milho, uva e até mesmo da beterraba. Ele já é utilizado como combustível para automóveis e na fabricação de diversos outros produtos.

Na verdade, o etanol é hoje um produto de diversas aplicações no mercado, largamente utilizado como combustível automotivo na forma hidratada (misturado à água) ou junto à gasolina. Também tem aplicações em produtos como perfumes, desodorantes, medicamentos, produtos de limpeza doméstica e bebidas alcoólicas. Merece destaque como uma das principais fontes energéticas do Brasil, além de ser renovável e pouco poluente.

Mais que ser mais barato do que a gasolina, esse álcool é bem menos agressivo ao meio ambiente do que o combustível fóssil. A quantidade de dióxido de carbono liberada pela queima do álcool etílico (nome comercial do etanol), é muito pequena - graças à composição química desse biocombustível, sua queima produz calor sem resíduos de fuligem.

O motor díesel foi criado em 1843, por Rudolf Diesel, em Augsburg, Alemanha. Por incrível que pareça, essa invenção foi planejada para usar óleos vegetais como combustível. Segundo a afirmação de seu criador, feita entre 1911 e 1912, "o motor a diesel pode ser alimentado por óleos vegetais, e ajudará no desenvolvimento agrário dos países que vierem a utilizá-lo. O uso de óleos vegetais como combustível pode parecer insignificante hoje em dia. Mas com o tempo irão se tornar tão importantes quanto o petróleo e o carvão são atualmente."

Entretanto, o petróleo ainda era uma fonte de energia mais barata e fácil de se obter. Como naquele tempo havia abundância de petróleo, a idéia de se usar óleos vegetais como combustível foi esquecida. Mas diante da situação climática de nosso planeta, pode-se dizer que o barato saiu caro.

A boa notícia é que - como o motor díesel foi desenvolvido para usar óleos vegetais como fontes comburentes - não é necessário fazer alterações nas máquinas movidas a díesel, para elas funcionarem com óleos de origem vegetal.

Testado e aprovado

O biodiesel é obtido através de um processo químico, conhecido como transesterificação, no qual óleos vegetais ou até mesmo gorduras animais sofrem reações químicas ao serem adicionados ao etanol ou ao metanol.

Dessas reações, resultam a glicerina e o ésteres (nome químico do biodiesel) que substitui o óleo díesel. A glicerina e o biodiesel são separados por gravidade, ou por centrifugação. Depois, o biocombustível é filtrado para que se elimine o excesso de etanol. A glicerina obtida é totalmente aproveitada pela indústria farmacêutica.

Além disso, o biodiesel tem a completa aprovação do Clean Air Act, de 1990, dos Estados Unidos e é autorizado pela EPA (Agência Ambiental Americana). Entretanto, muitos óleos vegetais puros ainda não são reconhecidos por essas entidades norte-americanas.

O biodiesel é biodegradável, não é tóxico, e está livre de poluentes. Tem mais: o dióxido de carbono produzido é liberado em quantidade tal que torna possível a sua reabsorção pelos vegetais, que por sua vez podem produzir mais biodiesel. Isso tudo faz dele, uma fonte de energia limpa.

Energia de tudo o que vive

Tudo o que é vivo possui biomassa, ou seja, animais, vegetais e todos os produtos e resíduos liberados por eles. A cana-de-açúcar, restos de madeira, estrume de gado, óleo vegetal ou até mesmo o lixo urbano são exemplos de biomassa que podem ser transformados em biocombustível. Entretanto, há compostos capazes de fornecer energia também na sua forma bruta, como o biogás (ou gás natural).

Através de processos químicos como a fermentação, gaseificação e combustão, a biomassa de produtos agrícolas, florestais, e animais são transformados em biocombustíveis capazes de fornecer energia elétrica e calorífica.

A biomassa se renova pelo ciclo do carbono, que por meio dos processos de queima e decomposição, libera dióxido de carbono para a atmosfera. Então, as plantas absorvem o CO2 e liberam o oxigênio - através da fotossíntese. O uso da biomassa como biocombustível, ao contrário das fontes de energia atuais, pode ser utilizada a longo prazo, sem que a atmosfera sofra grandes mudanças.

Brasil em primeiro lugar

Para quem diz que as soluções ecológicas não são economicamente viáveis, diversos estudos comprovam que o Brasil pode se tornar uma potência mundial em termos de fontes de energia renovável. E essa realidade não está muito distante: o Brasil é o maior produtor, consumidor e exportador do mundo, de etanol.

Em relação ao biodiesel, a projeção econômica brasileira pode ser igualmente próspera. Segundo o PNPB (Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel), "o Brasil apresenta reais condições para se tornar um dos maiores produtores de biodiesel do mundo por dispor de solo e clima adequados ao cultivo de oleaginosas. Assim, além de assegurar o suprimento interno, o biodiesel produzido no Brasil tem grande potencial de exportação".

Todas essas alternativas ecológicas, entretanto, devem ser usadas de maneira consciente. A maior alteração que deve ser feita em prol do meio ambiente e de tudo o que nele vive, é a mudança de consciência do ser humano. Este deve substituir seu velho hábito predatório de se utilizar da natureza como se ela fosse uma fonte de recursos infinita. É unânime a opinião, na comunidade científica, de que todos somos responsáveis pelo aquecimento global - e de que todos seremos suas vítimas.


Mariana Aprile - estudante de biologia na Universidade presbiteriana Mackenzie
Fonte: UOL Notícias


Esta charge do Samuca foi feita originalmente para



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Biodiesel em expansão em MG

Deverá entrar em operação em janeiro de 2008 a usina de produção de biodiesel de Montes Claros, no Norte de Minas. O empreendimento receberá investimentos de cerca de R$ 80 milhões. A unidade terá capacidade para produzir 48 milhões de litros de biodiesel por ano, gerando R$ 50 milhões anuais e beneficiando aproximadamente 15 mil famílias que serão responsáveis pela produção da matéria-prima na região.

Segundo o gerente de Construção e Montagens da Petrobras, Jeziel Borges, já nos próximos dias serão realizados os estudos de sondagem do terreno. "No primeiro trimestre deste ano estaremos com as obras civis prontas. Em dezembro será realizada a inauguração e em janeiro do próximo ano estaremos operando", disse Borges.

Fonte:

da Agência de Notícia UDOP
A Frota a diesel do Parque Nacional "Great Smoky Mountains" brevemente estará sendo abastecida com Biodiesel (B50).

A opção pelo uso da tecnologia avançada dos combustiveis limpos, é financiada pelos Friends of the Smokies.

Para suportar a demanda do biodiesel, o parque instalará um tanque de 4.000 galões em sua base de manutenção Oconaluftee no condado de Swain.

Um tanque menor,de 1.000 galões, será colocado para servir a veículos do parque no vale de Cataloochee no condado de Haywood. Ambos os tanques, serão dedicados ao combustível Biodiesel B-50, e suprirão parte do consumo dos veículos diesel, que consomem 12.000 galões do combustível todos os anos.

Fonte: Haywood County News

da Agência de Notícia UDOP

Epamig realiza em março dias de campo sobre pinhão-manso e mamona

No próximo dia 08 de março será realizado no Centro Tecnológico Norte de Minas, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), o Dia de Campo sobre pinhão-manso”. O evento é voltado para técnicos, pois o objetivo é apresentar esta cultura à região e atualizar as pesquisas sobre o produto. Para isto, será feito levantamento de todas as questões que envolvem a cultura, a divulgação dos projetos que estão em andamento e serão propostos novos projetos nesta área como alternativa para a cadeia do biodiesel. Será apresentada uma introdução geral sobre o cultivo do pinhão-manso e os estudos mais recentes sobre pragas e adubação em campo.

A inscrição é gratuita. Mais informações no telefone: (38) 3821-2160, Fazenda Experimental Gorutuba, Nova Porteirinha-MG (CTNM/EPAMIG).

Mamona

O cultivo da mamona, consorciada com diferentes culturas, será abordado no dia de campo do dia 13 de março na Fazenda Experimental de Jaíba, da EPAMIG, no Norte de Minas. São esperados para este evento produtores rurais, técnicos, secretários municipais de agricultura da região, representantes de cooperativas, pesquisadores e estudantes. O objetivo principal do dia de campo é apresentar os resultados experimentais do cultivo da mamona, que pode ser consorciada com café e feijão, proporcionando resultados compensadores, segundo os pesquisadores.

Mais informações no telefone: (38) 3821-2160.

Fonte: Ascom - EPAMIG
Rose de Oliveira - Jornalista
E-mail: comunicacao@epamig.br
Internet: www.epamig.br

ABN Amro quer entrar com vigor na geração de energia limpa no Brasil

Da costela do ABN Amro vai nascer um dos principais projetos de produção integrada de energia limpa do Brasil. O banco holandês trabalha na criação de uma companhia focada na geração energética a partir de fontes renováveis.

A operação terá elevada biodiversidade. Em pauta, investimentos na produção de etanol, biodiesel, reúso de água industrial e até mesmo geração eólica, modalidade que não passa de mera figurante na matriz energética brasileira.

Este “ABN Amro verde” terá três frentes de atuação. Será sócio de indústrias, notadamente das áreas de etanol e de biodiesel, financiará projetos de terceiros e administrará fundos de investimento focados na geração de energia limpa.

Pelo menos um destes private equities, formados por investidores da Europa e do próprio Brasil, já está em fase de criação.

A nova subsidiária fortalecerá ainda mais o peso do Brasil na operação global do ABN Amro. Nos últimos anos, a subsidiária brasileira vem apresentando as maiores taxas de crescimento entre todas as filiais do grupo. Atualmente, responde por quase um terço do lucro mundial da instituição.

© Relatório Reservado

Fonte: Cidade Biz

Brasileiro que criou o biodiesel compara Brasil à Arábia Saudita

O professor Expedito Parente patenteou, no fim da década de 70, o biodiesel, um combustível ecológico feito a partir de plantas oleaginosas como a mamona, o pinhão-manso e a soja, que podem ser facilmente cultivadas em áreas semi-áridas. Formado em Engenharia Química pela antiga Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil (atual UFRJ), esse cearense de 66 anos acredita que o biodiesel será um grande acelerador do desenvolvimento socioeconômico do Brasil, e que a Amazônia vai virar uma “Arábia Saudita do biodiesel”. Dona da primeira patente mundial do biodiesel, sua empresa, a Tecbio, desenvolve plantas e equipamentos para usinas do setor.

Ultimamente, está debruçado sobre outra invenção, que deverá provocar uma revolução na aviação comercial: o bioquerosene, um derivado do biocombustível já em testes pela Boeing, com o apoio da Nasa.

Leia aqui a integra da Matéria

Mato Grosso fortalecerá produção de biodiesel com a isenção fiscal


Os pequenos produtores mato-grossenses de plantas oleaginosas podem ser beneficiados com alíquota zero do Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços por um período de dez anos.

O benefício está inserido no programa de incentivo à cultura de oleaginosas para a produção do biodiesel. A proposta é do deputado José Riva (PP) e encontra-se em tramitação na Assembléia Legislativa.

De acordo com Riva, o programa tem objetivo de promover, nas pequenas propriedades rurais, o plantio de matéria-prima para a geração de combustível vegetal.

"A alíquota zero do ICMS é específica para a produção de óleo combustível. Mas para serem beneficiados, os produtores não podem possuir áreas superiores a 10 hectares. Eles precisam estar inscrito no programa agricultura familiar e estar cadastrados na Secretaria de Estado de Fazenda – Sefaz", destacou Riva.

O parlamentar explica ainda que as empresas extratoras de óleo para o biodiesel deverão informar mensalmente à SEFAZ a origem da matéria prima. A isenção do ICMS, segundo Riva, não incorrerá em perdas financeiras para o Estado, mas acredita que haverá incremento na arrecadação, em outras áreas.

Entre as oleaginosas com capacidade de se tornarem biocombustíveis estão o pinhão manso, o girassol, o soja e a mamona. "Por isso, cabe a cada produtor buscar a cultura que lhe dê melhor produtividade, o que proporcionará aos pequenos produtores mais renda e melhora na qualidade de vida", observou Riva.

Fonte:

O biodiesel virou negócio

A escalada de investimentos para atender à mistura de 2% no diesel em 2008 sugere um fenômeno semelhante ao do etanol

Em março de 2005, a distribuidora de combustíveis mineira AleSat foi a primeira no Brasil a vender em seus postos o biodiesel, óleo concebido para substituir o diesel e feito de vários tipos de vegetal ou de gordura animal. "Na época, o objetivo era atrelar nossa imagem à modernidade e ao respeito ao meio ambiente", afirma Sérgio Cavalieri, presidente do conselho de administração da AleSat, rede com 1 100 postos que em 2006 faturou 5,4 bilhões de reais. Hoje, o interesse de Cavalieri em biodiesel vai além do marketing. Ele e outros sócios da rede pretendem investir 130 milhões de reais para entrar na produção do combustível renovável, que polui até 78% menos que o derivado de petróleo. A usina será instalada na Região Centro-Oeste e deve entrar em operação em agosto de 2008. "Minha visão de futuro é que, assim como ocorreu com o álcool, o biodiesel passará por um forte desenvolvimento tecnológico", diz Cavalieri. "Surgirão motores flex e o motorista de caminhão poderá escolher entre usar diesel, biodiesel puro e uma mistura dos dois."

Cavalieri não é o único a fazer essa aposta. Nos dois últimos anos, o biodiesel no Brasil saiu do estágio experimental para transformar-se em um mercado promissor. Um dos sinais da mudança é a escalada de investimentos. De acordo com a Associação dos Produtores de Biodiesel, os aportes em novas usinas passaram de 100 milhões de reais em 2005 para 600 milhões no ano passado. Neste ano, o setor está ainda mais aquecido e deve fechar com 1,2 bilhão de reais investidos. O dinheiro vem de diferentes fontes. Em março, a agroindustrial Caramuru deve colocar em funcionamento uma usina em Goiás, orçada em 42 milhões de reais e com capacidade de produzir 100 milhões de litros por ano. O grupo Bertin, mais conhecido pela atuação no setor de carnes, está em fase de testes dos equipamentos de sua usina em Lins, no interior de São Paulo, para fabricar o combustível com sebo de gado. O objetivo do Bertin é abastecer sua frota de 700 caminhões e obter excedente para vender no mercado. A Petrobras, que nunca entrou na produção de álcool, anunciou que até 2011 quer ser líder na produção de biodiesel no país. A estatal aprovou a construção de três usinas -- em Minas Gerais, na Bahia e no Ceará --, ao custo total de 180 milhões de reais. Grandes multinacionais do agronegócio também estão marcando posição no setor. A americana ADM, uma das maiores produtoras de grãos do mundo, deve começar a operar até junho uma usina em Rondonópolis, em Mato Grosso. A francesa Dreyfus anunciou um projeto de 150 milhões de litros, e a Cargill e a Bunge planejam entrar no negócio no próximo ano.

Entre os estrangeiros há investidores menores, como o jovem fazendeiro americano Tyler Bruch. Bruch, que vive há quatro anos no Brasil e administra mais de 4 000 hectares em fazendas de soja, algodão e milho, levantou 35 milhões de dólares com um grupo de 15 agricultores americanos e um fundo de investimento europeu. O capital será empregado na Global AG Biodiesel, usina que começará a funcionar em abril do próximo ano na cidade de Luiz Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. "O mundo está mudando e a demanda por biocombustíveis só vai aumentar", afirma Bruch. "É uma oportunidade enorme para o Brasil, porque o país tem condição de produzir diversas matérias-primas usadas na produção de biodiesel."

A corrida de investimentos foi motivada pela criação, em 2004, de um programa federal que estabeleceu a obrigatoriedade da mistura de pelo menos 2% de biodiesel ao diesel em todo o país a partir de 1o de janeiro de 2008. A mistura obrigatória subirá para 5% em 2013, o que deve gerar demanda anual de 2 bilhões de litros de biodiesel. O programa também concede redução de tributos federais para fabricantes que utilizam matérias-primas de pequenos produtores rurais. "O objetivo é gerar emprego e renda no campo, principalmente no Norte e no Nordeste", afirma Roberto Ardenghy, da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Esse tipo de subsídio levou muita gente a apostar que o biodiesel estivesse fadado a ser um mercado puramente experimental, voltado exclusivamente para o pequeno agricultor, e que só sobreviveria à custa de dinheiro público. O que se vê hoje é um número crescente de grandes empresas -- algumas das maiores do setor em todo o mundo -- entrando no jogo. A capacidade de produção das usinas em funcionamento alcançará até o final deste ano 1,2 bilhão de litros, ultrapassando os 800 milhões necessários para cobrir o consumo previsto.

Diferentemente do que ocorreu com o etanol -- combustível em que o Brasil ocupa a dianteira mundial em tecnologia e produção --, no caso do biodiesel o país largou atrasado. A Alemanha lidera a produção e o consumo do produto, com demanda superior a 2 bilhões de litros em 2006. As primeiras experiências dos alemães começaram há 20 anos. Hoje, os postos do país já vendem até biodiesel puro, o chamado B-100. A maior usina do mundo, da americana ADM, fica em Hamburgo, com capacidade para 600 milhões de litros por ano. Nos Estados Unidos, o movimento começou mais tarde; porém, o avanço é rápido. Em 2005, havia 35 usinas no país. Hoje são 105. Vários estados americanos vêm estimulando a adoção de fontes de energia limpa, com cortes de imposto sobre o combustível alternativo.

O INTERESSE DE PAISES desenvolvidos no biodiesel resulta de uma conjunção de fatores. O primeiro deles é a necessidade de reduzir a dependência do petróleo, combustível finito e cujas maiores reservas estão em regiões politicamente complicadas, como o Oriente Médio. Essa situação faz com que o preço do petróleo esteja sujeito a oscilações fortes. Para completar, seus derivados estão entre os principais emissores de gases causadores do efeito estufa. Com o aumento das pressões ambientais, o mundo resolveu empenhar-se na substituição de combustíveis fósseis por renováveis e menos poluentes. A União Européia convocou os 27 países membros a substituir por biocombustíveis até 2020 pelo menos 10% do volume de combustíveis fósseis usados em veículos. Há poucas semanas, o presidente George W. Bush anunciou uma meta ainda mais ambiciosa: substituir 20% da gasolina consumida nos Estados Unidos por biocombustíveis.

O que se vê, portanto, é que a criação da indústria local de biodiesel segue uma tendência global -- bem diferente do que ocorreu com o etanol, durante muito tempo uma especificidade brasileira. "Não se trata de um programa isolado, como foi o Proálcool", afirma José Luiz Olivério, diretor de desenvolvimento e tecnologia da paulista Dedini, fabricante de equipamentos para usinas. Um dos motivos que colaboram para a disseminação do biodiesel é que ele pode ser produzido com vários tipos de matéria-prima -- soja, canola, girassol, pinhão-manso, mamona, dendê, além de gordura animal. "O caminho das matrizes energéticas renováveis é irreversível", diz Rogério Barros, diretor comercial da divisão de biodiesel do grupo Bertin. "O Brasil tem potencial para ser um dos maiores produtores e exportadores mundiais de biodiesel." Segundo Barros, o Bertin planeja exportar parte de sua produção. Há quem considere que o produto brasileiro irá enfrentar barreiras para entrar nos mercados europeu e americano. "Esses países tendem a estimular a produção local de biocombustíveis como forma de compensar a perda de mercados de alimentos, devido às sanções aplicadas pela Organização Mundial do Comércio por causa dos subsídios rurais", afirma José Carlos Hausknecht, da MB Agro Consultoria.

De qualquer forma, o mercado brasileiro de biodiesel ainda está longe de ser explorado plenamente. "Além de benefícios ambientais, essa indústria gerará ganhos econômicos", diz Plinio Nastari, consultor especializado em biocombustíveis. Um benefício possível diz respeito ao volume de importação de diesel. Dos 40 bilhões de litros consumidos por ano no Brasil, 10% são importados, uma conta de 1 bilhão de dólares. Esse número tende a cair na proporção em que cresce a produção local de biodiesel. "Estamos vendo surgir um grande negócio, tanto para as empresas como para o país", afirma Nastari.

Por Roberta Paduan

Fonte: Revista Exame

Seminário discute e perspectivas entraves do Biodiesel

No próximo dia 6 de março, acontece o Seminário InterNews “Biodiesel – O Ano do Biocombustível Brasileiro”, que reunirá autoridades e especialistas do setor no Blue Tree Nações Unidas Hotel, em São Paulo.

O objetivo é mostrar como os diversos players do mercado estão se preparando para cumprir as metas previstas no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), que prevê a entrada em vigor da mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo até 1º de janeiro de 2008.

Informações e inscrições pelo site www.internews.jor.br ou pelos telefones 0800-177 707 ou (11) 3751-3430.

Fonte:

Governo inicia distribuição de sementes por Mossoró


A governadora Wilma de Faria lança hoje, às 11h em Mossoró, o programa de reabastecimento dos bancos comunitários de sementes selecionadas. Este ano, serão distribuídas em todo o Rio Grande do Norte 275 toneladas de sementes de milho, feijão, algodão, sorgo, mamona e girassol. O investimento nesta ação, que beneficia diretamente os pequenos agricultores com o repasse das sementes, é de R$ 2,5 milhões. A governadora Wilma de Faria também vai anunciar a distribuição de 200 mil mudas de cajueiro anão precoce, dentro da política de incentivo à cultura do caju.

Este ano, pela primeira vez, o Governo do Estado leva aos bancos comunitários a semente de girassol, como forma de incrementar o programa de energia renovável com a produção de biodiesel. A mamona, também utilizada na produção de biodiesel, já vem sendo cultivada com sucesso na região do Açu, onde a Emparn (Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte) obtém excelente produtividade numa área de 20 hectares.
Fonte: Diário de Natal

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

EUA ameaçam liderança alemã em renováveis

As empresas alemãs são líderes mundiais em energias renováveis, mas podem perder o espaço no topo se não forem cuidadosas, alertou o ministro do meio ambiente, Sigmar Gabriel.

Gabriel disse que as companhias norte-americanas podem substituir as companhias alemãs e européias em importantes mercados de exportação. "A Europa precisa se esforçar bastante para não ficar para trás," disse em entrevista publicada nesta segunda-feira na edição alemã do jornal Financial Times.

Os Estados Unidos estão mudando sua visão sobre uso de energias renováveis, não tanto por razões ecológicas, mas por razões estratégicas. "Eles descobriram estas energias como um caminho para torná-los mais independentes das importações de gás e de petróleo", afirma Gabriel.

A Alemanha está atenta a este movimento e, por isso, trabalha para dobrar a quantidade de novas energias não fósseis até 2020.

O jornal deu o crédito para o governo anterior de Sociais Democratas e Verdes pelo incentivo às energias renováveis, mas disse que o principal avanço na área resultou do debate mundial sobre mudanças climáticas e das preocupações sobre o fornecimento energético proveniente da Rússia.

O setor de energias renováveis da Alemanha exportou instalações equivalentes a seis bilhões de euros (quase oito bilhões de dólares) em 2006, em oposição às exportações de somente 500 milhões de euros em 2000, publicou no domingo o jornal Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung (FAS), citando dados da associação Bundesverband Erneuerbare Energien.

A associação pretende crescer 10% ao ano, e alcançar rotatividade de cerca de 120 bilhões de euros em 2010. Atualmente a rotatividade é de cerca de 16,4 bilhões de euros. A associação também pretende aumentar o número de empregos na área (aproximadamente em 170 mil hoje) para 500 mil em 2010.

"Empresas de Hamburg, Husum, Thalheim e Freiburg são as estrelas da produção de células solares, moinhos de vento e usinas de biocombustível", segundo o jornal. Um terço das instalações hidrelétricas do mundo vem da companhia Alemã Voith, de Heidesheim, e quase todos os moinhos de vento e um terço das células solares foram feitos na Alemanha. Trinta e quatro por cento das células foram exportadas.

Potencial não explorado nos países em desenvolvimento

Nos últimos anos, a participação da energia eólica na matriz energética do país mais que dobrou, passando de 4% para 11%. Enquanto o Brasil tem potencial para produzir 147 mil megawatts (MW) e usa menos de 300 MW; a Alemanha já utiliza 20 mil do potencial de 25 mil MW para esse tipo de energia.

O atraso brasileiro se deve em grande parte à legislação, segundo o coordenador do Conselho Mundial de Energias Renováveis na América Latina, Stefan Krauter.

Segundo a organização Solar and Wind Energy Resource Assessment (SWERA), formada por 25 instituições de todo o mundo, o potencial de energia solar e eólica em países em densenvolvimento é muito maior que os 50 mil megawatts (MW) do total instalados atualmente no mundo. Somente a China tem o potencial de 100 mil MW em energias renováveis.

Fonte: Deutsche Welle

Biodiesel - promessas e problemas

Até o final do século 18 a energia necessária para construir e mover as sociedades humanas era proveniente dos escravos ou do Sol, sob a forma da energia dos ventos (que movia os navios e as moendas de grãos), as correntes fluviais (que moviam as rodas d’água) e a madeira das árvores que era usada para cozinhar ou aquecer ambientes. Carvão, petróleo e gás, que só passaram a ser usados mais recentemente, se formaram, milhões de anos atrás, de florestas e outros materiais orgânicos soterrados que sofreram transformações químicas ao longo do tempo. Hoje estamos usando-os como combustíveis fósseis como se usa uma herança, sob a forma de petróleo e gás. Por maiores que sejam estas reservas, elas não são infinitas e vão esgotar-se em razão da rapidez com que as estamos consumindo. Cerca de metade do petróleo e do gás existentes já foi utilizada. Além disso, as reservas fósseis têm muitas impurezas e, quando as queimamos, poluentes são lançados na atmosfera, provocando problemas ambientais.

É evidente, porém, que a humanidade não abrirá mão facilmente do conforto e das amenidades que combustíveis fósseis proporcionam. Eles representam hoje 80% de toda a energia que usamos, mas esta porcentagem certamente diminuirá muito nas próximas décadas.

Nestas condições, o que fazer? Uma das soluções é tentar repetir o que a natureza fez com as florestas, as algas e os animais marinhos no passado e convertê-los em combustíveis líquidos.

A cana-de-açúcar é uma candidata ideal para isso: dela se extrai um caldo que, fermentado, produz álcool, que substitui gasolina com vantagem; o bagaço restante pode ser usado como combustível para o processo industrial de fermentação e para a geração de eletricidade. Para cada litro de álcool produzido é preciso usar apenas um décimo de litro de combustíveis fósseis sob a forma de pesticidas, fertilizantes e combustível para as máquinas usadas nas plantações de cana. É por esta razão que ele é um programa de energia renovável que, no fundo, usa energia do Sol que faz a cana-de-açúcar crescer. Os americanos estão tentando fazer o mesmo com o milho, mas para cada litro de álcool é preciso usar quase um litro de combustível fóssil, de modo que o ganho ambiental é baixo. É por isso que o Programa do Álcool do Brasil (Proálcool) tem um futuro brilhante. Álcool substitui hoje 40% da gasolina que seria consumida pelos automóveis no País.

O sucesso deste programa levou o governo a tentar estimular a produção de um substituto para o óleo diesel usado pelos caminhões e ônibus, usando óleos vegetais. Em tese, a idéia é boa, mas, na prática, requer ainda muito trabalho. Os óleos vegetais mais atraentes (dendê, mamona, pinhão-manso) são pouco cultivados no Brasil e o que o governo fez foi criar um programa assistencialista (como o Bolsa-Família) para a agricultura familiar, que, em pequenos lotes, forneceria a matéria-prima. Os problemas logísticos deste programa não são fáceis de resolver. É preciso recolher a produção de centenas de milhares de pequenos fazendeiros ou assentados e levá-la a fábricas onde o produto é prensado e o óleo resultante sofre um tratamento químico.

Tendo isso em vista, não é de admirar que os produtores tenham optado por usar soja como matéria-prima, para se beneficiarem de economias de escala que a agricultura familiar não tem. A produção de biodiesel da soja, contudo, tem produtividade por hectare muito inferior à do dendê e da mamona e utiliza metanol importado na sua preparação, que é produzido a partir de combustível fóssil.

Os subsídios ainda são elevados: no último leilão para aquisição de biodiesel, o preço médio foi de R$ 1,72 por litro, sem os impostos que incidem sobre o óleo diesel comum, que, apesar destes impostos, custa apenas R$ 1,34. Quando o Programa do Álcool começou, o seu custo era também elevado, mas foi caindo à medida que a produção aumentou, e se poderia esperar que isto também aconteça com o biodiesel. Atualmente o custo de produção do biodiesel na Europa é o dobro do de diesel de petróleo e a decisão de subsidiá-lo naquele continente é política, o que gera dúvidas quanto à sua sustentabilidade.

Hoje a meta do governo é substituir 2% do diesel da Petrobrás por biodiesel, o que não cria problemas para os motores. Entretanto, para que esta porcentagem aumente será preciso estudar com cuidado o efeito que terá sobre os veículos, em testes realizados nos laboratórios do governo, como o IPT, que darão garantia aos seus produtos.

Para que o biodiesel repita o sucesso do Proálcool é preciso evitar que use apenas a soja, caso contrário, ele se tornará menos um programa de energia renovável - como o Programa de Álcool - e mais um programa para estimular as plantações de soja, que já ameaçam seriamente a floresta amazônica.

O outro problema do uso da soja é que ele nos força a escolher entre alimentos e combustíveis, que é uma armadilha da qual temos de escapar. O uso do milho para produzir álcool nos Estados Unidos já está criando sérios problemas.

A produção de óleos vegetais no Norte-Nordeste, estimulando a agricultura familiar, sobretudo a do óleo de dendê e de mamona, é uma boa idéia, mesmo porque eles têm outras aplicações industriais e elevado valor de mercado. Apesar de subsidiado, o programa poderá gerar empregos e fixará mão-de-obra no campo, o que vários países da Europa estão fazendo há muitos anos, por razões estratégicas, para reduzir as importações de petróleo.

O programa de biodiesel do Brasil ainda está na infância e poderá melhorar, mas é preciso olhar esta opção com realismo, para que se torne um programa de energia renovável, como é o etanol da cana-de-açúcar.

José Goldemberg é professor da Universidade de São Paulo

Fonte: Observatório do Clima

MS pode suprir sozinho demanda de biodiesel em 2010

Caso os seis projetos previstos para Mato Grosso do Sul operem com capacidade máxima de produção, em três anos, ou seja, até 2010, o Estado terá capacidade de suprir, sozinho, a demanda nacional de 800 milhões de litros de biodiesel por ano, necessários para a mistura obrigatória imposta pelo Governo federal, a partir de 2008, de 2% de biodiesel no diesel. Hoje, o Brasil consome cerca de 40 bilhões de litros de diesel por ano. A obrigatoriedade de mistura de 2% de biodiesel, em 2008, cria demanda imediata de 800 milhões de litros do biocombustível – volume idêntico à capacidade prevista das usinas a ser implantadas no Estado.

Hoje, em todo o País, 19 usinas de outros Estados já estão habilitadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a comercializar biodiesel com as distribuidoras. Outras 34 usinas de biodiesel, incluindo os projetos de MS, estão em fase de construção e devem receber a habilitação até o próximo ano. Existem ainda 41 empreendimentos que estão em fase inicial de construção, totalizando 94 usinas de biodiesel, em andamento, no Brasil.

De acordo com a coordenadora de Biodiesel do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Edna Carmélia, o Brasil deverá chegar ao mês de julho deste ano com produção de 1,3 bilhão de litros do biocombustível. Segundo ela, a capacidade de produção atual é de cerca de 500 milhões de litros. Desse total, cerca de 59% têm como matéria-prima o óleo de soja e cerca de 20% a mamona, principalmente na região Nordeste. Em entrevista à Agência Brasil, Carmélia garantiu que o País já tem condições de cumprir a primeira etapa da decisão governamental de adição, a partir de 2008, de 2% de biodiesel ao diesel (B2). "Já podemos, inclusive, discutir com tranquilidade a antecipação do B5 – que é a adição de 5% do produto ao diesel mineral, meta inicialmente estipulada para 2014", afirmou.

Gargalo

Um dos principais problemas que preocupa os empresários destas novas indústrias de biodiesel é a dúvida sobre a capacidade da agricultura estadual de suprir com soja a necessidade das indústrias previstas para MS. Se as seis indústrias do Estado operarem com capacidade máxima vão produzir juntas cerca de 800 milhões de litro de biodiesel por ano, praticamente, utilizando apenas a soja como matéria-prima.

No entanto, para tal produção seria necessário esmagar 4,4 milhões de toneladas da oleaginosa, ou seja, volume equivalente a quase a totalidade da safra sul-mato-grossense de soja. "Precisaremos ampliar a produção de soja e também de outras oleaginosas para atender a esta demanda que será criada pelas indústrias de biodiesel", disse o representante da Seprotur. Segundo ele, culturas utilizadas na safrinha podem ser fomentadas e a área agrícola estadual deve crescer impulsionada por esta demanda agroenergética. Vieira Borges ressaltou que usinas de biodiesel instaladas em Goiás, por exemplo, já enfrentam dificuldade no abastecimento de soja para o esmagamento e produção do biocombustível.

Mais 4 projetos devem operar até 2008

Além das duas usinas (Ecodiesel e Biocar) em construção em Dourados, estão previstas outras quatro indústrias em MS. Segundo a Seprotur, o grupo Brasil Bioenergia estaria elaborando o plano de negócio para implantação de uma usina de biodiesel em Nova Andradina, com capacidade diária de produção de 300 mil litros de biocombustível e investimentos na ordem de R$ 80 milhões. Em Caarapó, a Agrenco Bioenergia lança o início das obras de uma usina de biodiesel no próximo dia 28. A estimativa é que a indústria tenha capacidade de 300 mil litros de biodiesel por dia. Outras duas usinas de biodiesel, planejadas em parceria entre as empresas Brasilinvest, Caramuru e Petrobras, estão em fase de assinatura de acordo com o Governo do Estado para instalação em Maracaju. A produção das duas usinas, quando em atividade, deve atingir 410 milhões de litros de biodiesel por ano.

Fonte: Correio do Estado - MS

Teste dá carimbo de aprovação da qualidade do biodiesel


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O programa de testes do projeto Biodiesel Brasil e do LADETEL – Laboratorio de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas, em parceria com a maior empresa mineradora de ouro do Brasil (Rio Paracatu Mineração-RPM) finalizou testes comprovando a viabilidade da utilização de Biodiesel em misturas entre 5% e 100%. Para a obtenção dessas misturas foram utilizados 200,000 litros de combustível B-100. Testes foram realizados em dinamômetro de bancada e acompanhando o desempenho de veiculos e máquinas pesadas na Mineração Rio Paracatu, uma companhia do grupo empresarial canadense, Kinross.

Diferentes misturas foram utilizadas em uma carregadeira Caterpillar 992G equipada com um motor de 800 HP, um trator Caterpillar Bulldozer D10T equipado com um motor de 730 cavalos, um caminhão Caterpillar 777C com um motor de 870 HP com capacidade de carga de 85 toneladas metricas, uma motoniveladora Caterpillar Cat 140 H equipada com um motor de 439 HP e um caminhão Volkswagen VW 17.270 com um motor MWM 6.10 TCA de 206 HP.

A utilização de Biodiesel em motores e equipamentos Caterpillar, experiência inédita no Brasil, foi concluída em Dezembro de 2006. Ao final dos testes os motores dos equipamentos “Off-Road” que operaram durante mais de 4.000 horas foram abertos e examinados. Os resultados foram muito bons. Não foram detectados perda de potência ou torque nem estress nos motores. Além disso, as análises dos óleos lubrificantes e das peças internas dos motores não mostraram alteração ou mudança relacionada com o uso do biodiesel.

O coordenador do projeto, Prof. Dr. Miguel Dabdoub, professor da Universidade de São Paulo, a maior Universidade na América Latina, , disse: “a eficicia na utilização de biodiesel em motores de alta potência , como é o caso, representa o carimbo de aprovação da qualidade do biodiesel, além de uma grande contribuição para a implantação do Biodiesel na Matriz Energética Brasileira”.


Fonte: Biodiesel Brasil

Crédito de carbono para Biodiesel


A produção de biocombustíveis em países em desenvolvimento, como Brasil e Indonésia, poderia em breve passar a ganhar créditos de carbono, segundo o novo diretor de negociação desses incentivos na Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudança do Clima. Os biocombustíveis estão sendo produzidos em grande escala no Brasil, maior produtor mundial de etanol a partir da cana-de-açúcar, e na Malásia e Indonésia, maiores produtores de biodiesel a partir de óleo de palma.

Os produtores poderiam, em breve boas notícias, já que a ONU avalia se os biocombustíveis poderiam entrar no esquema de negociação de créditos de carbono, de US$ 3 bilhões, o Mecanismo de Desenvolvimento limpo.

O combustível alternativo gera menos emissão de CO2 do que os combustíveis fósseis ao ser utilizado, já que as plantas das quais são derivadas absorvem os mesmos gases. "A questão está senda discutida", disse Halldor Thorgeirsson, nomeado diretor de mecanismos de desenvolvimento sustentável da agencia de mudanças climáticas da ONU. "Poderia ser uma metodologia no primeiro período de Kyoto (de 2008 a 2012); uma vez que sejam resolvidos os problemas metodológicos, não haverá problema."

O maior obstáculo técnico para permitir a entrada dos biocombustíveis consiste na contagem dobrada: permitir que os países em desenvolvimento ganhem créditos de carbono quando os biocombustíveis são produzidos ou quando consumidos.

Os países em desenvolvimento relutam em dar passos para combater as mudanças climáticas, argumentando que os países desenvolvidos são os maiores responsáveis pelo problema.

A negociação de créditos de carbono pelo protocolo trouxe uma forma conveniente de fazer com que os países ricos aceirem o fardo de atingir as metas, mas que as alcancem de forma barata, pagando aos países em desenvolvimento para promover essas reduções. A inclusão dos biocombustíveis seria bem recebida pelo presidente brasileiro Luiz lnacio Lula da Silva, que criticou a negociação de créditos de carbono sob o Protocolo de Kyoto, sustentando que o país não recebeu dinheiro para ajudar a financiar sua indústria de biocombustíveis.

O Brasil investira R$ 17,4 bilhões em combustíveis renováveis nos próximos quatro anos.

"Nenhum país esta revolucionando sua matriz energética como nós estamos", disse Lula.

Mais boas notícias poderiam vir para os paises tropicais depois de 2010, quando há perspectivas de expandir o MDL para permitir que os países desenvolvidos paguern aos pobres para proteger suas florestas tropicais.

"Dar incentivos para sustentar as florestas, para manter as florestas (...) tem um grande potenial", afirmou Thorgeirsson.

"O desmatamento contribui para 20% das emissões globais causadoras do efeito estufa, vejo a situação se dirigindo nesse sentido", afirmou ele. "Teríamos de olhar para o país como um todo, de outra forma o desmatamento apenas seria transferido de urna área para a outra".



Fonte: Observatório do Clima

Argentina produzirá biodiesel a partir de algas marinhas

A produção de biodiesel a partir de algas marinhas é a aposta da Argentina para acelerar na corrida por fontes de energia limpas e mais baratas.

"O uso das algas como matéria-prima para produzir biocombustível vem sendo pesquisado no Japão, no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e em nosso país, mas nós seremos os primeiros a produzi-lo com fins comerciais", disse à agência Efe o presidente da empresa Oil Fox, Jorge Kaloustian.

A firma argentina, que produz biocombustíveis desde 1997, assinou nesta quarta-feira uma carta de intenções com o Governo da província de Chubut, no sul do país, para semear quatro variedades de algas do mar argentino e produzir óleo a partir delas.

Piscinas gigantes serão construídas para a reprodução das algas. Uma unidade de produção de óleo será erguida em seis meses, com um investimento de entre US$ 20 e US$ 25 milhões.

De acordo com o empresário, "produzir óleo a partir de algas é muito mais simples do que fazê-lo a partir da soja, e tem a metade do custo".

Em Chubut, a Oil Fox formará uma joint-venture com o Governo da província para produzir as algas e o óleo. Em San Nicolás, fabricará o biocombustível que será exportado quase totalmente à União Européia (UE).


Fonte:

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Algas como Materia-prima de Biodiesel

São Paulo ganha novos pontos de venda de Biodiesel

O número de postos que comercializam biodiesel nas cidades das regiões de Campinas (a 95 km de São Paulo), Araraquara (a 273 km) e de Ribeirão Preto (a 314 km) aumentou nos últimos 12 meses. Há um ano, somente Campinas oferecia o produto e, agora, o combustível já é comercializado em 11 cidades.

Em Campinas, são 25 postos que vendem o combustível. Mogi-Guaçu (a 172 km), Paulínia (a 126 km) e Vinhedo (a 79 km) também têm opções de postos com biodiesel para o consumidor.

Na região de Araraquara, São Carlos (a 231 km) tem quatro postos que vendem o combustível. Também há opções em Araraquara, Descalvado (242 km), Rio Claro (175 km) e São João da Boa Vista (229 km).

Ribeirão Preto possui 11 postos onde o biodiesel pode ser encontrado. Em Franca (a 400 km), são oito postos.

Fonte: Setorial News

Projeto de produção de Biodiesel da Agropalma recebe o reconhecimento de Harvard

VEM DA UNIVERSIDADE Harvard um reconhecimento para alegrar o Carnaval do Nosso Guia. Escondido nas matas do Pará, há um projeto agroindustrial privado que emprega 750 pessoas com uma renda média de R$ 650, preserva a mata, produz biodiesel e dá lucro. Antes, esses trabalhadores viviam com R$ 60, vendendo farinha e carvão. Quem conta o caso são três pesquisadores da USP (Rosa Maria Fischer, Monica Bose e Paulo da Rocha Borba), ligados ao Ceats (Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor).

Eles publicaram um artigo intitulado "O projeto de agricultura familiar do óleo de dendê" na revista do Centro David Rockefeller para Assuntos Latino-Americanos. É a história de um empreendimento iniciado em 2001 no município de Moju, pela Agropalma, a maior produtora de óleo de dendê do país.

Formou-se um ciclo virtuoso onde entraram uma empresa do andar de cima, 150 famílias do de baixo e os governos federal, estadual e municipal.

Cada família conseguiu dez hectares de terra e, por meio do Pronaf, recebeu equipamentos agrícolas e um salário mínimo mensal durante três anos, enquanto as palmas do dendê cresciam.

A empresa investiu R$ 2,5 milhões na infra-estrutura do projeto. Para cada hectare plantado com palmas, são preservados quatro de mata.
Segundo a empresa, nos últimos 12 meses, a renda média dos trabalhadores de Moju ficou em R$ 800.

O artigo dos pesquisadores registra que a experiência pode ser expandida, desde que sejam removidos entraves de educação, transportes e, sobretudo, de titulação de terras.

O governo do Pará e a União têm áreas públicas suficientes para promover dezenas de empreendimentos semelhantes.

Os grandes adversários de iniciativas como essa são os madeireiros clandestinos. Com o cultivo da palma, eles perdem terras, árvores e mão-de-obra semi-escrava. Por incrível que pareça, há prefeitos que não querem nem ouvir falar em plantadores de dendê

Em tempo: Lula visitou a usina de biodiesel da Agropalma em abril de 2005, mas deu-se pouca atenção ao seu entusiasmo. Se ele disser que o assunto só ganhou relevo porque apareceu numa revista de Harvard, estará coberto de razão.

O texto do artigo (infelizmente, em inglês) está na versão eletrônica da revista, no seguinte endereço: http://drclas.fas.harvard.edu/revista/

Fonte:

Produção de biodiesel em xeque na Europa

O ministro da Energia da União Européia (UE) acertou nesta semana a definição da meta obrigatória de uso de 10% de biodiesel na mistura da gasolina e diesel para veículos até 2020, mesmo em meio aos problemas enfrentados pelos produtores europeus do combustível feito a partir de vegetais.

A petrolífera francesa Total e a refinaria Neste, que ambiciona tornar-se a maior de biodiesel da Europa, desistiram dos planos para construir uma usina do combustível, com capacidade de produzir 200 mil toneladas por ano. Um dos motivos foi a tecnologia.

Fontes do setor disseram que a tecnologia consistia em um processo no qual os óleos vegetais são transformados em hidrocarbonetos por meio de um mecanismo que exige mais energia do que na produção normal de biodiesel, devido à alta temperatura necessária.

O grupo de engenharia espanhol Abengoa, também nesta semana, ameaçou suspender a produção de sua maior fábrica de etanol. A usina utiliza trigo, que é mais caro e rende menos combustível por tonelada em comparação a outras culturas, como milho. Os preços do trigo na Europa acumulam alta de 50% este ano.

A Abengoa tem dificuldades para vender em seu mercado doméstico porque a maioria dos motoristas espanhóis prefere carros a diesel, que não pode ser misturado com o etanol, mas com gasolina.

A maior usina de biodiesel do Reino Unido, controlada pela Biofuels, opera com apenas metade da capacidade e a empresa procura mais financiamento. Mesmo na Alemanha, maior mercado de biodiesel da Europa, a demanda não vem sendo encorajadora. Caiu mais de 30% neste ano, depois de o governo ter aplicado um imposto de 0,09 por litro no biodiesel em agosto passado. Há planos para elevar a taxa até 2012 para o 0,45 por litro cobrado do diesel fóssil.

O executivo-chefe da fornecedora britânica de biocombustíveis Greenergy, Andrew Owens, no entanto, destacou que o declínio na demanda na Alemanha foi compensado pelo aumento em outros países da UE. "A produção global de biocombustíveis vem aumentando drasticamente nos últimos anos e isso pressiona os preços das matérias-primas", diz Owens.

A posição da Alemanha como produtora de biodiesel dominante no mundo também sofre com o aumento na produção da Malásia, dos Estados Unidos e da América Latina, onde freqüentemente sua elaboração é mais barata.

O óleo de palma, usado para fabricar biodiesel, é negociado a cerca de US$ 550 por tonelada, em comparação aos US$ 580 do óleo de colza, que é a principal matéria-prima usada pelos produtores de c biodiesel na Europa. O óleo de soja, matéria-prima mais usada para produzir biodiesel na América Latina, é negociado em tomo a US$ 670 por tonelada. Os três produtos tiveram aumentos de preços nos últimos 12 meses, impulsionados justamente pela demanda do setor de biocombustíveis.

O contrato futuro de óleo de palma valorizou-se mais de 25% nos últimos 12 meses e, em dezembro, atingiu o maior patamar em sete anos. O contrato futuro de soja na bolsa Chicago, nos EUA, chegou a US$ 30,85 por libra-peso neste mês, em alta de 50% desde o início do ano passado e maior cotação desde maio de 2004.

Na Europa, os contratos futuros de óleo de colza foram lançados apenas em janeiro, para atender crescente apetite dos investidores para negociar commodities ligadas a biocombustíveis. Os preços da colza aumentaram mais modestamente, com valorização de 12% nos últimos 12 meses. As bolsas de commodities apresentam volumes recorde de negociação.

A alta no preço das matérias-primas, em um momento no qual as cotações do petróleo bruto acumulam uma queda de 25% em relação ao pico verificado no terceiro trimestre do ano passado, coloca em dúvida o futuro econômico do setor de biocombustíveis que depende pesadamente de subsídios e isenções fiscais do governo.

Os bancos de investimentos, no entanto, estão otimistas com a economia do setor e suas perspectivas, na medida que ampliam suas mesas de negociação de contratos agrícolas e mais produtores internacionais de etanol e biodiesel usam os mercados de commodities para proteger sua produção futura.

Fonte:

Adeus à Amazônia

NUM PAÍS como o Brasil, marcado por amplas e lamentáveis incúrias de parte do poder público, nada é comparável ao absoluto abandono a que está sujeita a Amazônia. O que está ocorrendo nessa área, que representa 59% do território, é simplesmente inacreditável.

Por meio de uma multiplicidade de processos, a Amazônia está sendo submetida a acelerada desnacionalização, em que se conjugam ameaçadores projetos por parte de grandes potências para sua formal internacionalização com insensatas concessões de áreas gigantescas -correspondentes, no conjunto, a cerca de 13% do território nacional- a uma ínfima população de algo como 200 mil índios.

Acrescente-se a isso inúmeras penetrações, freqüentemente sob a aparência de pesquisas científicas e a atuação de mais de cem ONGs. Recente reportagem publicada em caderno especial do "Jornal do Brasil" apresenta os mais alarmantes dados.
A Amazônia brasileira, representando 85% da Amazônia total, constitui a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica do mundo, com um quinto da água doce do planeta, sendo, concomitantemente, a maior reserva mundial de biodiversidade e uma das maiores concentrações de minerais valiosos, com um potencial diamantífero na reserva Roosevelt 15 vezes superior ao da maior mina da África, reservas gigantescas de ferro e outros minerais na região de Carajás, no Pará, de bauxita no rio Trombeta, também no Pará, e de cassiterita, urânio e nióbio em Roraima.

O dendê, nativo da Amazônia e nela facilmente cultivável, constitui uma das maiores reservas potenciais de biodiesel. Em apenas 7 milhões de hectares, numa região com 5 milhões de km2, é possível produzir 8 milhões de barris de biodiesel por dia, correspondentes à totalidade da produção de petróleo da Arábia Saudita.
É absolutamente evidente que o Brasil está perdendo o controle da Amazônia. É urgentíssima uma apropriada intervenção federal.

Os principais aspectos em jogo dizem respeito a formas eficazes de vigilância da região e de sua exploração racional e colonização. O Grupo de Trabalho da Amazônia, coordenado pela Abin, já dispõe de um importante acervo de dados, contidos em relatórios a que as autoridades superiores, entretanto, não vêm dando a menor atenção. É indispensável tomar o devido conhecimento dos relatórios.

Sem prejuízo das medidas neles sugeridas e de levantamentos complementares, é indiscutível a necessidade de uma ampla revisão da política de gigantescas concessões territoriais a ínfimas populações indígenas, no âmbito das quais, principalmente sob pretextos religiosos, se infiltram as penetrações estrangeiras.
Enquanto a Igreja Católica atua como ingênua protetora dos indígenas, facilitando, indiretamente, indesejáveis penetrações estrangeiras, igrejas protestantes, nas quais pastores improvisados são, concomitantemente, empresários por conta própria ou a serviço de grandes companhias, atuam diretamente com finalidades mercantis e propósitos alienantes.

O objetivo que se tem em vista é o de criar condições para a formação de "nações indígenas" e proclamar, subseqüentemente, sua independência -com o apoio americano.
Em última análise (excluída a eliminação dos índios adotada no século 19 pelos EUA), há duas aproximações possíveis da questão indígena: a do general Rondon, de princípios do século 20, e a atual, dos indigenistas.

Rondon, ele mesmo com antecedentes indígenas, partia do pressuposto de que o índio era legítimo proprietário das terras que habitasse. A um país civilizado como o Brasil, o que competia era persuadir, pacificamente, o índio a se incorporar a nossa cidadania, para tanto lhe prestando toda a assistência conveniente, dando-lhe educação, saúde e facilidades para um trabalho condigno.

Os indigenistas, diversamente, querem instituir um "jardim zoológico" de indígenas, sob o falacioso pretexto de preservar sua cultura.

Algo equivalente ao intento de criar uma área de preservação de culturas paleolíticas ou mesolíticas no âmbito de um país moderno. O resultado final, além de facilitar a penetração estrangeira, é converter a condição indígena em lucrativa profissão, com contas em Nova York e telefone celular.

Há urgente necessidade, portanto, de rever essas concessões, submetendo-as a uma eficiente fiscalização federal, reduzindo-as a proporções incomparavelmente mais restritas e instituindo uma satisfatória faixa de propriedade federal, devidamente fiscalizada, na fronteira de terras indígenas com outros países.

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HELIO JAGUARIBE , 83, sociólogo, é decano emérito do Instituto de Estudos Políticos e Sociais (RJ), membro da Academia Brasileira de Letras e autor de, entre outras obras, "Brasil: Alternativas e Saídas".

Caarapó pode virar pólo de agroenergia com biodiesel

O município de Caarapó será um dos três no País a receber investimentos em projetos de bioenergia do Grupo Agrenco, sediado na Holanda, que se uniu à japonesa Marubeni Corporation para investir em energia limpa de fontes renováveis no Brasil. No total o investimento do grupo será de US$ 190 milhões em todo o País.

Em Caarapó, a Agrenco Bioenergia construirá uma esmagadora de soja para a extração de óleo voltado ao biodiesel, à produção de farelo para exportação e plantio de capim napier para produção de biomassa, que será queimada para a geração de energia elétrica. A estimativa é de que a usina comece a operar no próximo ano.

Os investidores estrangeiros já adquiriram uma área de 25 hectares para a instalação de todo o complexo, às margens da BR-163, entre Caarapó e o distrito de Nova América. As outras duas usinas serão construídas nas cidades de Alto Araguaia, em Mato Grosso, e em Céu Azul, no Paraná.

No acordo acertado, a Marubeni investirá US$ 40 milhões na Agrenco Bioenergia, que é totalmente dedicada à produção de bioenergia. O grupo japonês terá participação de 33% da Agrenco Bioenergia e o holandês, 67%. As duas empresas deverão subscrever e integralizar o capital de US$ 120 milhões, de um investimento total de US$ 190 milhões em ativo fixo e capital de giro, segundo a Agência Estado.

As duas multinacionais construirão três parques de bioenergia no Brasil, sendo três usinas de biodiesel, duas usinas de co-geração de energia elétrica e duas indústrias de esmagamento de soja. Serão cultivados cerca de 10 mil hectares de napier para produção de biomassa, que será queimada para a geração de energia elétrica. A soja será comprada de agricultores e cooperativas.

"Nosso projeto está totalmente integrado, o que significa que produziremos não apenas biodiesel, mas também energia elétrica para nossas instalações e para venda no mercado à vista", afirmou o CEO do Grupo Agrenco, Antonio Iafelice. Este é o primeiro investimento da Marubeni em bioenergia no mundo.

Os parques de bioenergia deverão produzir B-100, o biodiesel puro que pode ser utilizado em qualquer veículo sem adaptação. "Desde o início, decidimos produzir conforme as regulamentações européias, americanas e japonesas, a fim de atender às necessidades de nossos clientes em potencial", explicou Iafelice.

As indústrias de esmagamento de soja serão responsáveis pela produção, em larga escala, de farelo de soja com maior teor protéico que a média hoje produzida no Brasil, destinado ao mercado de rações, por exemplo, para peixes. Devido a seu alto teor protéico, sua capacidade de digestão é mais alta em relação ao farelo normal.

Fonte: Correio do Estado

Expoagro Afubra apresenta motores movidos a Biodiesel


A Cia. Branco Motores, do Grupo Branco, fabricante e distribuidora paranaense de motores multiaplicação dois tempos (2T), quatro tempos (4T) e diesel participa da Expoagro Afubra, evento promovido pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), que acontece nos dias 27 à 1º de março em Rincão Del Rey no município de Rio Pardo no Rio Grande do Sul. Os visitantes terão contato com os últimos lançamentos tecnológicos em produtos e serviços, como os motores movidos a Biocombustíveis recém lançados pela empresa, e várias outras novidades apresentadas por técnicos especializados.

Um dos maiores atrativos da feira, é o espaço para apresentação de projetos experimentais. De acordo com informações no site da Afubra, este ano a associação protocolou dois projetos. Um deles apresenta novidades para a produção de biocombustível a partir do cultivo do girassol e outro com atenção para a produção florestal. No mesmo contexto da biotecnologia que a Associação de Fumicultores do Brasil apresenta esse ano, a Cia. Branco Motores promete ser uma das atrações da feira apresentando a primeira linha de produtos desenvolvidos para uso de biocombustíveis. Todos os motores diesel do Grupo já estão aptos para o uso da mistura B2 (biodiesel), ou seja 2% de óleo vegetal misturado ao diesel comum. Com isso a empresa se antecipa a norma que entrará em vigor a partir de 2008, da qual exige que todo motor diesel obrigatoriamente esteja apto a funcionar com o B2.

O projeto foi desenvolvido em parceria com o Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas – LADETEL, da USP, supervisionado pelo Professor e Doutor Miguel J. Dabdoub, coordenador do projeto biodiesel no Brasil.

Com a iniciativa de investir recursos nos ajustes dos motores a diesel comum para o biodiesel, o Grupo pretende não só ser uma das primeiras empresas a utilizar a tecnologia no Brasil, mas priorizar uma política de desenvolvimento sustentável. Segundo a diretora da Cia. Branco Motores, Mariana Branco “esta é uma tendência para o setor atuar em sintonia com a preservação do meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável, e estamos seguindo esse direcionamento”. O fácil acesso a matéria-prima, possibilita a inclusão de pequenos agricultores no mercado pois o óleo vegetal, de onde é extraído o biodiesel, pode ser encontrado em produtos de cultivo simples como a semente de girassol.

Fonte: Comunicare – Soluções Integradas de Comunicação

MT investe em Girassol para produção de Biodiesel


Nesta safra, o cultivo do girassol desponta como uma alternativa de renda aos produtores rurais das cidades próximas a Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá). A previsão é de que em um raio de 100 quilômetros a oleaginosa ocupe cerca de 20 mil hectares, o que vai significar a produção de aproximadamente 33 mil toneladas. Até o último ano agrícola, a planta não era cultivada na região. Para a safra 07/08, a cultura deverá atingir em torno de 40 mil hectares.

O responsável pela área de sementes da Prospecta Assessoria e Consultoria, Vilmar Beck, destaca que a ascensão do biodiesel fez do girassol uma cultura rentável, abrindo mercado para o consumo da oleaginosa. Segundo ele, os produtores podem cultivar atualmente a planta com a garantia de que irão comercializar a produção.
A maioria das vendas de girassol é casada, ou seja, o produtor adquire a semente e já assina um contrato futuro se comprometendo a vender a produção. Segundo Beck, a principal compradora do grão em atividade no mercado é a esmagadora nordestina Brasil Ecodiesel. "Muitos produtores já conhecem o girassol mas não estão plantando, porque antes não havia mercado para a cultura", avalia.

Além da rentabilidade, a grande vantagem do girassol é que a planta pode ser cultivada sem que as lavouras de soja sejam abandonadas. Isto porque a oleaginosa é produzida durante a safrinha " após a colheita da soja. Dessa maneira, o girassol se posiciona como uma opção ao plantio da safra de inverno de milho. "Hoje, a oleaginosa é mais rentável que o milho", garante.

Em média, o produtor que optar pelo girassol deverá ganhar R$ 278 por hectare nesta safra. O cálculo leva em consideração um custo de aproximadamente R$ 450 e uma produtividade de 28 sacas por hectare. No mercado futuro - preços para agosto, época da colheita da planta -, as cotações estão oscilando entre R$ 25 e R$ 27 a saca de 60 quilos. Nesta entressafra, a saca está cotada em R$ 26.

Fonte: Diário de Cuiabá - MT

Preço da soja dita velocidade do Biodiesel no MS


Apesar dos investimentos anunciados, nos últimos meses, por grupos interessados em instalar indústrias produtoras de biodiesel em Mato Grosso do Sul, as fortes oscilações nos preços das commodities no mercado internacional, principalmente, da soja, tem levado muitos empreendedores do setor a reavaliar e até a abandonar os projetos.

Desde o ano passado, pelo menos 10 grupos, dos 16 que haviam apresentado cartas-consulta ao Governo do Estado, já suspenderam os planos de implantação de usinas de biodiesel em MS.

De acordo com o representante da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Produção e Turismo (Seprotur) na Câmara Setorial do Biodiesel, Hermes Vieira Borges, restaram seis indústrias que mantêm planos de investir na produção de biodiesel em Mato Grosso do Sul. Destas, pelo menos dois empreendimentos devem começar a produzir ainda neste ano, e outras duas em 2008.

As duas usinas em construção no município de Dourados devem utilizar a soja como principal matéria-prima, em função da maior disponibilidade do grão frente a outras oleaginosas. Os primeiros contratos já firmados, segundo o representante da Seprotur, prevêem a utilização do biodiesel produzido na usina Biocar pela frota de ônibus de Dourados. "Os ônibus de Dourados devem circular, ainda neste ano, com 20% a 30% de biodiesel misturado ao diesel", revelou.

Segundo Vieira Borges, diversas indústrias pretendiam se instalar em Mato Grosso do Sul planejando a compra de óleo vegetal das grandes esmagadoras presentes no Estado para produzir biodiesel. No entanto, os elevados preços do óleo de soja, por exemplo, inviabilizam a compra do produto para produção do biocombustível e forçaram as indústrias a montar também estrutura de esmagamento dos grãos necessários para a usina de biodiesel.

"As empresas tiveram que refazer suas estratégias de negócio e de investimento devido à mudança de realidade econômica. Hoje, uma empresa de biodiesel precisa ter fortes investimentos em logística e em equipamentos capazes de esmagar os grãos e de armazenar todo o farelo gerado na produção de biodiesel", frisou. Outro desestímulo aos investidores do setor, apontado pelo representante da Seprotur, foi o anúncio pela Petrobras da descoberta do H-BIO – óleo diesel que utiliza uma parcela de matéria-prima renovável. A produção do H-BIO teria desestimulado muitos empreendedores do biodiesel que temiam suposta concorrência com o biocombustível da estatal. "Sobraram praticamente seis empresas que continuam com projetos em desenvolvimento no Estado", reafirmou Vieira Borges.

Fonte: 24 Horas News

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Incra quer produzir biodiesel no Pará

A Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Santarém, na região Oeste do Estado, quer produzir biodiesel em projetos de assentamentos de municípios da região. A declaração é do superintendente Pedro Aquino.

Atualmente o Brasil consome cerca de 43 bilhões de litros de óleo diesel por ano. A partir de 2008 será obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel (o que pode ser antecipado já para 2007), e de 5% a partir de 2013. Para suprir toda esta demanda, será necessário 1,5 milhão de hectares para plantação de espécies oleaginosas - soja, o girassol, a mamona, o algodão, a palma, o amendoim, o babaçu e o pinhão manso. Em 2013 será necessária uma área plantada de 2 milhões de hectares. Com a emergência do biodiesel, fala-se na criação de 200 mil empregos diretos no campo e estima-se que o País economize na importação de diesel. É neste contexto altamente promissor, do ponto de vista ecológico, produtivo e econômico, que o Incra quer entrar, como forma de garantir a fixação das famílias recém-assentadas.

"Estamos preocupados com a geração de renda e segurança alimentar nos projetos de assentamento recém-criados nesta região do Pará. As famílias assentadas recentemente ainda não produzem o suficiente para seu sustento", revela Pedro Aquino.

Atualmente são dois problemas básicos a serem enfrentados pelo Incra em Santarém para inserir a produção do biodiesel numa lógica regional de desenvolvimento, mais exatamente no seio da agricultura familiar: viabilidade técnico-econômica e espécie mais adequada para plantio.
Fonte: Ecopress com informações do jornal O Liberal - PA - 22/02/07, às 12h43

Biodiesel: Ameaça à Amazônia

A demanda por soja para a fabricação de biodiesel ameaça acelerar o desmatamento da Amazônia brasileira, segundo afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário espanhol El País.

A reportagem afirma que dois programas do governo incentivam a expansão da produção de soja: "o programa de produção de biodiesel, considerado pioneiro, e o novo programa de aceleração do crescimento, dirigido à ampliação da infra-estrutura e que supõe a ampliação de portos e rodovias para facilitar o transporte da soja".

O jornal reproduz declarações de um ambientalista brasileiro de que o cultivo da soja "está invadindo não somente o cerrado, como já está começando a comer parte da Amazônia, com o agravante de que o monocultivo da soja não só destrói a selva, mas também acaba expulsando comunidades inteiras de agricultores familiares, acrescentando a miséria às populações dessas áreas".

A reportagem afirma ainda que "o cultivo da soja pode provocar a contaminação dos rios e do solo por agrotóxicos e fertilizantes e reduz a biodiversidade animal e vegetal".

Para o jornal, "o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está entre a cruz e a espada, pois a produção e exportação de soja supõe uma das principais entradas de divisas, enquanto, por outro lado, o Ministério do Meio Ambiente, dirigido pela ministra Marina Silva, já teve vários desencontros com algumas medidas do governo".

"Uma das provas da vontade do governo de Lula em seu segundo mandato vai ser a permanência ou não no Executivo da ministra Silva, conhecida por sua intransigência em matérias ambientais", conclui o jornal espanhol.

Fonte: Observatório do Clima/ BBC Brasil

Irregularidades já marcam a comercialização do biodiesel

Menina dos olhos do governo Lula, o programa nacional de biodiesel já enfrenta os primeiros casos de irregularidade na comercialização de biocombustível. Várias usinas no Mato Grosso - o segundo Estado em número de plantas - operam sem autorização ou licenças ambientais. Há também casos de agricultores comprando diretamente o biodiesel puro das usinas, o que é proibido por lei. O próprio governo admite: a legislação foi flexibilizada para acelerar a construção de novas usinas e garantir a oferta a partir do ano que vem, quando entra em vigor a obrigatoriedade da mistura de 2% do biodiesel ao diesel tradicional.

Flexibilizar a legislação, neste caso, significa conceder uma licença especial para que as empresas possam participar dos leilões de biodiesel do governo sem a necessidade da apresentação imediata de toda a documentação exigida. Segundo o Valor apurou, muitas empresas estão fazendo o caminho contrário de iniciar a construção da usina para depois obter a autorização de operação da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), do Ministério de Minas e Energia.

"Muitas vezes, o ministério toma conhecimento da instalação de novas usinas pela imprensa e entra em contato com as empresas para garantir que os projetos seguirão as normas definidas por lei", disse uma fonte do governo na condição de não ter seu nome revelado.

A legislação possibilita que empresas participem dos leilões sem o selo social definitivo, a licença da Secretaria de Receita Federal e as licenças ambientais para construção da usina. Para participar dos leilões, as empresas precisam só apresentar um documento comprovando a intenção de comprar matérias-primas de agricultores familiares, para obter uma espécie de selo social prévio, e o prospecto mostrando que produzirá o biocombustíveis segundo as especificações da ANP. Hoje, existem 12 empresas com as duas autorizações e outras sete com autorização da ANP, mas sem registro na Receita. Dessas sete empresas, só duas tiveram a construção da usina concluída: Renobrás e Barrálcool.

"Os requisitos para o leilão é que as empresas tenham autorização da ANP e o selo social, ou um conjunto de informações como provável produtor. Para efetivar a entrega, aí sim, a usina precisa da documentação definitiva", diz Ricardo Dornelles, diretor de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia. As empresas que descumprem essas exigências ficam sujeitas a multas e podem perder o direito de entrega do biodiesel.

Roberto Ardenghy, superintendente de abastecimento da ANP, observa que a legislação foi feita de forma flexível para acelerar a construção des usinas e garantir a oferta de biodiesel. "É um mercado que ainda depende de leilões para a venda de biodiesel. O processo foi desburocratizado para facilitar a instalação, mas permanece a preocupação em garantir que, quando entrem em operação, as indústrias sigam as normas de segurança e qualidade exigidas por lei."

A fiscalização do comércio também caminha a passos trôpegos. A ANP fez parceria com alguns governos estaduais para otimizar a triagem das usinas de biodiesel. Desde 2003, a Secretaria de Fazenda do Mato Grosso é parceira da ANP na fiscalização das usinas do Estado, transformando seus fiscais em delegados regulatórios.

De lá para cá, o órgão fez um retrato 'in loco' da situação do projeto mais ambicioso do governo. "Dificilmente havia um município sem irregularidades", disse o secretário-adjunto de Receita Pública do Estado, Marcel Souza de Cursi. "O maior problema é a falta de autorização da ANP para operar".

A secretaria da Fazenda estima que o nível de substituição do combustível tradicional por biodiesel já chega a 20% no Mato Grosso. "Há uma regra de mercado que não pode ser ignorada: o biodiesel é muito mais barato que o diesel, até porque não existe o frete de deslocamento e a matéria-prima está toda lá", diz Cursi. "Os padrões de mistura permitidos pela ANP não estão sendo respeitados".

A operação detectou misturas disparatadas de 70% biodiesel para 30% de diesel - permitidas só se houver autorização especial da ANP. "Teve o caso de um grande fazendeiro que montou uma oficina na sua propriedade para fazer a manutenção de suas máquinas que abastece com o biodiesel B100", diz Cursi, lembrando que a vida útil dos equipamentos diminui com o uso integral do combustível alternativo. "Ele fornece o seu grão para o produtor de biodiesel e recebe em troca o combustível".

Hoje, a mistura do produto no diesel é voluntária. No varejo, o B2 - mistura de 2% de biodiesel no diesel - já é testada pelas redes AleSat, Shell, BR e Ipiranga. Empresas que recebem autorização especial da ANP também testam misturas diferenciadas, de 5%, 20%, 30% e, em alguns casos, biodiesel puro. As distribuidoras estimam que encerrarão o ano com uma comercialização média de 88,6 milhões de litros de biodiesel ao mês.

Para garantir a rastreabilidade e a qualidade do biodiesel produzido pelas indústrias regularizadas, a ANP lançou um marcador químico que identifica o biocombustível produzido por cada usina. "É possível saber em que usina o biodiesel foi produzido e se segue os padrões de qualidade", diz Ardenghy. O posto de gasolina que apresenta produto fora das especificações é rastreado e, o que não possui o marcador, é investigado pela ANP.

Do ponto de vista ambiental, as usinas irregulares são uma ameaça. Isso porque não se pode assegurar que seus subprodutos sejam armazenados de forma correta. Cursi aponta os riscos criados com a falta de silos, já que o farelo da soja fica exposto ao ar e muitas vezes perto de mananciais. Outro problema é a manipulação do álcool utilizado no processo de produção do biodiesel. "Os produtores irregulares não têm regras de segurança, e esse álcool pode vazar e provocar incêndios", diz Cursi.

Por Cibelle Bouças e Bettina Barros

Fonte: Ecodebate/ Valor Online

Agrenco produzirá biodiesel no Brasil com Marubeni

Firma japonesa pretende aproveitar a crescente demanda na Europa e no Brasil do biodiesel

A empresa japonesa Marubeni anunciou esta semana a próxima criação de uma "joint venture" com a firma brasileira Agrenco para produzir biodiesel no Brasil a partir do próximo ano.

A firma japonesa pretende aproveitar a crescente demanda do biodiesel na Europa e no Brasil criado a partir de óleo de soja. A intenção da Marubeni é investir US$ 40 milhões na empresa de participação conjunta, que se chamará Agrenco Bio-Energia, para contar com uma participação de 33%, enquanto o resto ficaria nas mãos da firma brasileira.

Marubeni disse que o biodiesel será produzido em uma nova unidade no Brasil, com capacidade para produzir 400 mil toneladas ao ano deste tipo de combustível vegetal, e afirmou que o acordo será assinado formalmente este mês.

Fonte: Revista Biodiesel e Agronegócios

HIDROESTERIFICAÇÃO: TECNOLOGIA DE SEGUNDA GERAÇÃO NA PRODUÇÃO DE BIODIESEL

O processo de hidroesterificação é a mais moderna alternativa na produção de biodiesel. Esse processo permite o uso de qualquer matéria-prima graxa (gordura animal, óleo vegetal, óleo de fritura usado, borras ácidas de refino de óleos vegetais, entre outros). Essas matérias-primas são totalmente transformadas em biodiesel independente da acidez e da umidade que possuem.

Esse é um grande diferencial quando comparado ao processo convencional de transesterificação. A transesterificação industrial ocorre por catálise alcalina gerando inevitavelmente sabões, exigindo invariavelmente matérias-primas semi-refinadas (mais caras). Esse problema afeta o rendimento dessas plantas bem como a dificuldade de separação biodiesel/glicerina. Para resolver esse problema, a transesterificação faz uso de grandes quantidades de ácidos para quebra de emulsão, o que gera um custo operacional elevado.

A hidroesterificação é um processo que envolve uma etapa de hidrólise seguida de esterificação.

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200 mil famílias de agricultores brasileiras envolvidas na produção de Biodiesel

O coordenador do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, Arnoldo de Campos, estima que o número de famílias envolvidas no projeto passe de 60 mil para 200 mil até o final do ano. “Temos hoje 60 mil famílias, com 500 mil hectares plantados e, quando chegarmos a 200 mil famílias em dezembro, serão 1 milhão de hectares plantados só por agricultores familiares”, prevê Campos.

Fonte:

Meta para adição de biodiesel ao diesel (B5) será antecipada pra 2010

O Brasil deve antecipar para 2010 a meta de 5% de acréscimo de biodiesel ao diesel comum estabelecida para 2013. A previsão é do coordenador do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, Arnoldo de Campos. O programa foi lançado em 2005. Hoje, existem 11 usinas em operação no país, com capacidade de produção anual de 640 milhões de litros de biodiesel.

Além de produzir um combustível menos poluente, o programa de biodiesel deverá permitir também que o Brasil deixe de importar diesel derivado de petróleo. Hoje, o consumo de diesel no Brasil é de cerca de 40 bilhões de litros e, 5% disso, ou seja, 2 bilhões de litros, são importados.

Para o economista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), empresa que presta consultoria em economia da indústria energética, a soja é a melhor oleaginosa para compor o biodiesel. Ele acredita que outras culturas tendem a ter uma participação marginal na produção do biocombustível.

“A principal matéria-prima tem que ser plantada em grande escala, o resto vai ser sempre uma contribuição marginal. Agora, diferente do programa do álcool, que só aceita a produção a partir da cana-de-açúcar, a planta do biodiesel é flex, ou seja, aceita outras fontes e sempre vai ter um pouco delas”, analisa Pires.

Fonte:

Rio estimula o uso do biodiesel

O Decreto 40.619, publicado na sexta-feira do Diário Oficial, prevê um desconto de 50% que o Detro concederá às vans movidas a gás natural ou biodiesel, nas taxas administrativas cobradas pelo departamento cujo valor atual é de 0,5 Uferj (cerca de R$ 77). O objetivo é estimular o uso destes combustíveis menos poluentes.

O decreto também estabelece regras mais severas em relação às reclamações dos passageiros que chegam à Ouvidoria do Detro. O reclamado terá um prazo máximo de 10 dias para responder, caso não o faça, será multado.

Fonte:

Matérias-primas para o Biodiesel

As matérias-primas para a produção de biodiesel são: óleos vegetais, gordura animal, óleos e gorduras residuais. Óleos vegetais e gorduras são basicamente compostos de triglicerídeos, ésteres de glicerol e ácidos graxos. O termo monoglicerídeo ou diglicerídeo refere-se ao número de ácidos. No óleo de soja, o ácido predominante é o ácido oléico, no óleo de babaçu, o laurídico e no sebo bovino, o ácido esteárico.

Algumas fontes para extração de óleo vegetal, com potencial para ser utilizado na produção de biodiesel, são: baga de mamona, polpa do dendê, amêndoa do coco de dendê, amêndoa do coco de babaçu, semente de girassol, amêndoa do coco da praia, caroço de algodão, grão de amendoim, semente de canola, semente de maracujá, polpa de abacate, caroço de oiticica, semente de linhaça, semente de tomate e de nabo forrajeiro.

Entre as gorduras animais, destacam-se o sebo bovino, os óleos de peixes, o óleo de mocotó, a banha de porco, entre outros. Os óleos e gorduras residuais, resultantes de processamento doméstico, comercial e industrial também podem ser utilizados como matéria-prima.

Os óleos de frituras representam grande potencial de oferta. Um levantamento primário da oferta de óleos residuais de frituras, suscetíveis de serem coletados, revela um potencial de oferta no País superior a 30 mil toneladas por ano.

Algumas possíveis fontes dos óleos e gorduras residuais são: lanchonetes e cozinhas industriais, indústrias onde ocorre a fritura de produtos alimentícios, os esgotos municipais onde a nata sobrenadante é rica em matéria graxa, águas residuais de processos de indústrias alimentícias.

Entre as culturas temporárias, podemos destacar a soja, o amendoim, o girassol, a mamona e a canola. A soja, apesar de ser maior fonte de proteína que de óleo, pode ser uma importante matéria-prima no esforço de produção de biodiesel, uma vez que quase 90% da produção de óleo no Brasil provém dessa leguminosa.

O amendoim, por ter mais óleo que proteína, poderá voltar a ser produzido com grande vigor nessa era energética dos óleos vegetais. De fato, se se desejar expandir a produção de óleos em terras homogêneas do cerrado brasileiro, com absoluta certeza o amendoim poderá ser a melhor opção, pois é uma cultura totalmente mecanizável, produz um farelo de excelente qualidade nutricional para rações e para alimentos, e ainda possui, em sua casca, as calorias para a produção de vapor.

O girassol situa-se numa posição intermediária entre a soja e o amendoim.

As características alimentares de seu óleo poderão dificultar o seu emprego na produção energética. No entanto, poderão favorecer um deslocamento de parte expressiva do óleo de soja para a produção de biodiesel. O girassol, produzido em safrinhas, na rotação de culturas, pode render 800 litros de óleo por hectare, rendimento próximo ao da soja.

Outra cultura temporária de destaque é a da mamona. Essa cultura pode vir a ser a principal fonte de óleo para produção de biodiesel no Brasil. Estudos multidisciplinares recentes sobre o agronegócio da mamona concluíram que ela constitui, no momento, a cultura de sequeiro mais rentável em certas áreas do semi-árido nordestino.

Nesses estudos verificou-se, com base em séries históricas das áreas tradicionalmente produtoras de mamona, uma produtividade média de 1.000 kg por ano de baga de mamona por hectare. Contudo, essa produtividade é considerada conservadora, pois, com as modernas cultivares desenvolvidas pelo Embrapa, atingiu-se produtividade superior a 2.000 kg por hectare por ano.

A cultura de maior destaque mundial para a produção de biodiesel é a da canola. O óleo de canola é a principal matéria-prima para produção de biodiesel na Europa. A produtividade, situada entre 350 e 400 kg de óleo por hectare, tem sido considerada satisfatória para as condições européias. O agronegócio da canola envolve a produção e comercialização do farelo, rico em proteínas, que corresponde a mais de 1.000 kg por hectare e, além disso, a sua lavoura promove uma excelente adubação natural do solo. A canola pode ser cultivada no Brasil, a exemplo das culturas temporárias, por meio de uma agricultura totalmente mecanizada.

Entre as culturas permanentes, pode-se destacar o dendê e o babaçu. A cultura do dendê pode ser uma importante fonte de óleo vegetal, pois apresenta a extraordinária produtividade de mais de 5.000 kg de óleo por hectare por ano.

Esse valor é cerca de 25 vezes maior que o da soja. Contudo, esse valor somente é atingido 5 anos após o plantio.

O óleo extraído do coco do dendê pode ser obtido da polpa e das amêndoas.

O óleo da polpa, denominado de óleo de dendê, é o tradicional óleo da culinária baiana, de cor vermelha, com sabor e odor característicos, sendo comercializado internacionalmente com a designação “palm oil”. Seu preço varia na faixa de 300 a 400 dólares a tonelada. O óleo obtido das amêndoas, denominado de óleo de palmiste, é comercializado no mercado internacional com preços superiores 500 dólares a tonelada.

Outra cultura permanente de destaque é a do babaçu. O coco de babaçu possui, em média, 7% de amêndoas, com 62% de óleo. Assim, o babaçu não pode ser considerado uma espécie oleaginosa, pois possui somente 4% de óleo

No entanto, a existência 17 milhões de hectares de florestas onde predomina a palmeira do babaçu e a possibilidade de aproveitamento integral do coco tornam possível seu aproveitamento energético.

A tabela abaixo mostra, com dados disponíveis na literatura (Parente, 2003), a produtividade de diferentes oleaginosas e seu potencial de geração de empregos.

Admitindo-se que 2% do óleo diesel fosse substituído por biodiesel (B2) e que o volume do óleo vegetal seja equivalente ao do biodiesel produzido, seriam necessárias 680 mil toneladas de óleo vegetal. Caso esse óleo fosse produzido a partir da mamona, poderiam ser empregadas até 723 mil famílias e cultivados cerca de 1,5 milhão de hectares. Contudo, nesse caso, a renda familiar seria muito baixa, pois cada família cultivaria o suficiente para produzir apenas 940 kg de óleo por ano.

Tabela: Potencial de geração de emprego de algumas oleaginosas:


Fonte: NAE