quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Mais de 70% das usinas de biodiesel em MT operam ilegalmente

Três comissões – de tratamento tributário, cooperativas e meio ambiente – formadas por representantes do segmento de produção de Biodiesel de Mato Grosso vão acompanhar a tramitação do projeto de lei, em tramitação na Assembléia Legislativa, que institui a política estadual de apoio à produção e à utilização do biodiesel, de óleos vegetais e de gordura animal. As comissões foram formadas em reunião promovida pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), na tarde desta segunda-feira (26.11).

A intenção é que os empresários do setor ofereçam sugestões para a formulação da proposta, a fim de estruturar melhor o desenvolvimento dessa modalidade econômica em Mato Grosso. O secretário de Fazenda, Waldir Júlio Teis, explicou que, como o desenvolvimento dessa atividade é recente e crescente no Estado, a legislação que abarca o setor também é. Dessa forma, muitos produtores iniciaram na atividade sem ter os embasamentos técnicos e de legislação necessários.

“A legislação é nova e complicada, baseada na legislação dos combustíveis, ditada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Por isso, é importante que os produtores tirem suas dúvidas. Além disso, é preciso que conheçam e apresentem sugestões para o projeto que tramita na Comissão do Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da Assembléia Legislativa”, pontuou o secretário de Fazenda na reunião.

O assessor extraordinário da Sefaz, Altino Sátiro dos Reis, observou que em caso de descumprimento da legislação – por pouco ou falta de conhecimento -, o estabelecimento pode chegar a ser lacrado e interditado pela Sefaz, que, por meio de convênio, desempenha essa atribuição no lugar da ANP no Estado. Além disso, a insuficiência de conhecimentos técnicos por parte dos produtores pode causar danos ao meio ambiente. “A atividade cresceu mais do que o Governo do Estado esperava. O Biodiesel não é um combustível puro. É preciso conhecer os procedimentos necessários para o tratamento dos resíduos para não provocar agressão ao meio ambiente”, acrescentou Altino.

A líder do Segmento de Combustíveis da Secretaria de Fazenda, Maria Aparecida Rodrigues Oliveira, destacou que o setor de produção de Biodiesel apresenta índices preocupantes de irregularidades.

Usinas irregulares

Das 41 usinas de biodiesel registradas no Cadastro de Contribuintes da Sefaz/MT, 70,73% não possuem autorização dos órgãos licenciadores (ANP, Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema, Corpo de Bombeiros, entre outros) para funcionar. Desse total, 90% não estão cadastradas na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Diante de irregularidades no cumprimento das obrigações acessórias (tudo que não é pagável) junto aos órgãos licenciadores, 19,51% estão suspensas e 12,20%, interditadas.

Além disso, nenhuma das 41 usinas recolhe o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devido nas operações. “Isso é preocupante”, destacou Maria Aparecida.

BASE DE CÁLCULO

Nas saídas internas de biodiesel, a base de cálculo do ICMS é equivalente a 70,59% do valor da operação, sendo a alíquota de 17%. Nas transações interestaduais, não há redução da base de cálculo e a alíquota aplicada é de 12%. No caso de retorno do Biodiesel do estabelecimento industrializador para o consumo do encomendante, a base de cálculo do ICMS é o valor total cobrado do autor da encomenda, inclusive o preço das mercadorias empregadas.

NF-eletrônica

Durante a reunião, os participantes obtiveram mais informações sobre a implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). O fiscal de tributos Adilson Garcia Rúbio salientou que os produtores, formuladores, distribuidores e importadores de combustíveis, além dos fabricantes e distribuidores de cigarros, serão obrigados a adotar essa sistemática em suas transações comerciais a partir de 1º de abril de 2008.

Os contribuintes desses segmentos que não substituírem as notas fiscais em papel pelas notas fiscais eletrônicas, pagarão multa e terão suas mercadorias apreendidas, além de recolherem o ICMS devido. Isso porque, a partir de 1º de abril do próximo ano, as notas fiscais em papel emitidas por esses setores serão consideradas inidôneas, ou seja, não terão mais validade.

A Sefaz/MT finaliza os últimos ajustes do sistema de gestão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). A previsão é disponibilizar, a partir de dezembro, o portal de produção da NF-e aos contribuintes do Estado.

Estiveram na reunião desta segunda-feira representantes da Sema, Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme), do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Mato Grosso (Sindipetróleo/MT) e Sindicato das Usinas de Álcool de Mato Grosso (Sindalcool).

Fonte: Sefaz/MT

Do:

Adição de 2% ao diesel começará em 1º de janeiro

A adição obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel começará no dia 1º de janeiro de 2008, esclareceu hoje o coordenador da Comissão Executiva Interministerial do Biodiesel, Rodrigo Rodrigues, ao desfazer dúvidas do mercado sobre a data em que a mistura passará a ser exigida - pois a lei que determina a medida foi editada em 13 de janeiro de 2005. A data foi definida na resolução número 5 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), editada em outubro deste ano, explicou Rodrigues. Na mesma resolução, o órgão prevê que poderão ser realizados leilões de biodiesel para contratar quantidades superiores à demanda exigida para atender ao porcentual mínimo de 2%.

Rodrigues explicou que a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis tem programados leilões para dezembro que poderão elevar em mais 1% a adição de biodiesel ao diesel, em caráter autorizativo e não obrigatório. A portaria 284 fixou dois leilões para negociar quantidade superior ao mínimo de 2% (B2) - respectivamente com 0,8% e 0,2% da demanda nacional de diesel apurada pela ANP no período de entrega do biodiesel, de 1º de fevereiro a 31 de julho de 2008.

Os produtores de biodiesel pressionam pela antecipação da mistura de 5% (B5) ao diesel, prevista para 2013, argumentando que a capacidade instalada no setor é muito superior à demanda atual. Foram autorizadas 44 plantas que somam capacidade de 2,5 bilhões de litros por ano, relatou Rodrigues, em palestra hoje no Seminário de Biocombustíveis da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em Porto Alegre. Mais 30 unidades estão em fase de regulamentação na ANP, que irão adicionar 1,2 bilhão de litros de capacidade em 2008. A demanda do mercado, considerando a adição de 2%, soma cerca de 800 milhões de litros por ano.

A antecipação do B5 depende da conclusão de estudos realizados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que devem terminar no fim do ano, disse Rodrigues. A forma de elevar a demanda por biodiesel passa pela adição de 5% ao diesel e pela abertura de novos segmentos de mercado, avaliou Rodrigues, citando, como exemplo, que a Companhia Vale do Rio Doce já utiliza uma mistura de 20%.

No mercado de etanol (álcool combustível), as 77 novas usinas previstas para o período 2008-2010 devem elevar a capacidade produtiva para 26 bilhões de litros por ano, ante os atuais 20 bilhões de litros, descreveu Rodrigues. Ele disse que são esperados US$ 8 bilhões em investimentos no setor, em parte pelos atuais produtores e pela entrada de novas empresas. No ano passado, foram produzidos 18 bilhões de litros de álcool.

Fonte:

Senado aprova a recondução de Haroldo Lima como diretor da ANP

O plenário do Senado Federal aprovou hoje a recondução de Haroldo Lima ao cargo de diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por 55 votos a favor e 9 contra, maior margem registrada até hoje para esse tipo de votação. No último dia 13, Haroldo Lima havia sido aprovado pela Comissão de Serviços de Infra-Estrutura do Senado. Foram 20 votos a favor e dois contra, em votação secreta do parecer favorável do relator da comissão, senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

O atual mandato de Haroldo Lima como diretor-geral da ANP teve início em 19 de outubro de 2005 e termina em 11 de dezembro deste ano.

Fonte:

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

II Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel

O MCT, em parceria com a ABIPTI, esta realizando, nos dias 27, 28 e 29 de novembro, deste ano, em Brasília, o 2º Congresso da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel.

O evento será uma oportunidade impar de reunir pesquisadores, estudantes e técnicos dos setores público e privado, atuantes nas entidades e empresas envolvidas com pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia de produção e uso do biodiesel. As temáticas do Congresso serão: Agricultura; Armazenamento; Caracterização e Controle da Qualidade; Co-Produtos; Produção; Uso de Biodiesel; e Biodiesel e Desenvolvimento Sustentável.

A realização do Congresso faz parte do projeto de Consolidação da Rede Brasileira de Tecnologia de Biodiesel, iniciado em 2005 pela ABIPTI com o apoio da SETEC/MCT.

Fonte: ABIPTI

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

B2 já é vendido em 22 postos de Rondônia

Desde o mês passado o biodiesel (B2) já é vendido em Rondônia em 22 postos da Petrobras, nove dos quais em Porto Velho.

Na maioria dos postos, o litro do biodiesel custa entre R$ 1,98 e R$ 1,99, enquanto o diesel comum é vendido em média a R$ 2,09, podendo ser encontrado a R$ 1,83 num dos postos da Jorge Teixeira.

Dados da Petrobras apontam que a distribuidora investiu, nos últimos dois anos, cerca de R$ 20 milhões para tornar suas instalações aptas a receber o biodiesel, com preço adequado para cada região.

Fonte: Rodonoticias

sábado, 24 de novembro de 2007

Brasil tera metas internas voluntárias de redução das emissões

A menos de um mês da realização da conferência de cúpula da ONU que tentará construir uma agenda comum para a segunda fase do Protocolo de Quioto (pós-2012), o Brasil sinaliza que poderá assumir uma nova postura no cenário multilateral de discussões sobre o aquecimento global. O governo brasileiro continua determinado a não assumir metas obrigatórias de corte para suas emissões de gases provocadores do efeito estufa, mas a novidade na reunião que acontecerá em Bali (Indonésia) entre os dias 3 e 14 de dezembro poderá ser o anúncio de metas internas voluntárias de redução.

O governo criou um comitê interministerial, Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), que elaborará até abril do ano que vem um projeto de lei para a criação da Política Nacional sobre Mudança do Clima.
A ideia do governo é a de estabelecer, internamente, metas de redução do desmatamento e das queimadas, responsáveis por cerca de 75% de suas emissões, como forma de diminuir suas emissões de gases que contribuem para o aquecimento global. Assim, o Brasil terá maior capital político para reapresentar em Bali a proposta, inicialmente rechaçada pelos países ricos, de que os países em desenvolvimento recebam incentivos econômicos pelo desmatamento evitado.

Fonte:

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Usinas Autorizadas pela ANP


Nota (1): Capacidade anual limitada de acordo com licença ambiental de operação vigente

Nota (2): Total autorizado: 7,04 mil de m³/dia (2,11 bilhão litros/ano)

Data da última atualização: 13/11/2007

*300 dias de operação


Usinas Autorizas pela ANP no Brasil (Por Região)

Mapa do Biodiesel no Brasil (Todas as plantas/por Região)

Usinas em Ordem Alfabética



Fonte: ANP

Já são 44 as Usinas de Biodiesel Autorizadas a Funcionar no Brasil

A ANP divulgou a atualização das usinas autorizadas a produzirem Biodiesel no Brasil.

Com a autorização de mais duas usinas, agora são 44 no total de plantas autorizadas a produzirem Biodiesel no Brasil.

Veja aqui o quadro com o Mapa do Biodiesel

Fonte:

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Alternativas para uso da Glicerina

"Uso da Glicerina Bruta na Produção do Biogás: Aspectos Tecnológicos, Ambientais e Ecológicos”.
Pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), venceram a 3ª edição do Prêmio Petrobrás de Tecnologia, no tema Tecnologia de Energia, propondo como uma das alternativas para o aproveitamento da glicerina, a produção de biogás, com vistas à geração de energia.

Com a queda dos preços da Glicerina originada da produção de biodiesel, devido a pressão causadas pela elevação da oferta, especialmente nos mercados europeu e americano, o que, muitas vezes, torna o seu processo de refino economicamente inviável.

Graças ao seu alto teor de carbono facilmente degradável, a glicerina possui propriedades favoráveis à digestão anaeróbica em biodigestores, quando associada a resíduos orgânicos com alto teor de nitrogênio (AMON et al., 2004). Partindo-se desse contexto, o trabalho avalia, qualitativa e quantitativamente, a introdução da glicerina residual como co-substrato no processo da biodigestão, junto com estrume de gado, e seu potencial para produção de biogás em escala de laboratório.


FONTE: Agência de Comunicação da Bahia
Telefone: 55 71 3115-6468 E-mail: agecom@agecom.ba.gov.br

Creditos de Carbono

A Organização das Nações Unidas assinaram um acordo estipulando forma de controle sobre as intervenções humanas na área de mudanças climáticas, deviso a crescente preocupação com o meio ambiente e o planeta.

Nasce ai o Mercado de Créditos de Carbono, em dezembro de 1997, com a assinatura do Protocolo de Kyoto, que determina aos países desenvolvidos signatários, ou Partes do Anexo I, uma redução nas suas emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 5,2%, em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012. Período conhecido como primeiro período de compromisso.

Com o cuidado de não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que parte da redução destes gases, a parte que não for possível de se cumprir por esses paises de forma imediata, pode ser feita através de negociação com nações através dos mecanismos de flexibilização que permitem a compra de créditos de outras nações que possuam projetos de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

O crédito de carbono do MDL é denominado Redução Certificada de Emissão (RCE) - ou Certified Emission Reductions (CERs), sigla em inglês.

Uma RCE corresponde a uma tonelada de Dióxido de carbono (CO2) equivalente.

Uma tonelada de CO2 equivalente corresponde a um crédito de carbono.

O CO2 equivalente é o resultado da multiplicação das toneladas emitidas do GEE pelo seu potencial de aquecimento global. O potencial de aquecimento global do CO2 foi estipulado como 1. O potencial de aquecimento global do gás metano é 21 vezes maior do que o potencial do CO2, portanto o CO2 equivalente do metano é igual a 21.

Portanto, uma tonelada de metano reduzida corresponde a 21 créditos de carbono.
Potencial de aquecimento global dos GEE:

· CO2 - Dióxido de Carbono = 1
· CH4 - Metano = 21
· N2O - Óxido nitroso = 310
· HFCs - Hidrofluorcarbonetos = 140 ~ 11700
· PFCs – Perfluorcarbonetos = 6500 ~ 9200
· SF6 - Hexafluoreto de enxofre = 23900

Fonte: Wikipedia

Ver Também: http://www.carbonobrasil.com/faq.htm

Selo Combustível Social

Concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA),o Selo Combustível Social*,é a identificação dos produtores de biodiesel que praticam a inclusão Social, gerando empregos e desenvolvimento regional através do aumento de renda dos agricultores familiares atendidos pelo PRONAF, na produção de matéria-prima do biodiesel (mix de matérias-primas da agricultura familiar e agronegócio).

Por meio do Selo Combustível Social, o produtor de biodiesel tem acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados, acesso a melhores condições de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a instituições financeiras credenciadas - Banco da Amazônia (BASA), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco do Brasil (BB) - ou, ainda, outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos com o Selo.

O Selo somente é concedido aos produtores de biodiesel que comprem, por meio de contratos, a matéria-prima da agricultura familiar em percentual mínimo de: 50% na região Nordeste e no Semi-árido; 10% nas regiões Norte e Centro-Oeste; e 30% nas regiões Sudeste e Sul.

Os contratos das empresas são negociados com os agricultores constando, pelo menos, prazo contratual; valor de compra e critérios de reajuste do preço contratado; condições de entrega da matéria-prima; salvaguardas de cada parte; e identificação e concordância de uma representação dos agricultores que participou das negociações. É exigida, ainda, assistência técnica e capacitação dos agricultores familiares por parte dos produtores de biodiesel.

* Decreto n.º 5.297, de 6 de dezembro de 2004, na forma da Instrução Normativa n.º 01, de 5 de julho de 2005, do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA.

Do Própio autor

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Biomassa pode chegar a 15% da matriz elétrica em 2020, projeta Cogen-SP

A biomassa de cana-de-açúcar pode se tornar uma das principais fontes da matriz elétrica brasileira. As projeções da Associação Paulista de Cogeração de Energia (Cogen-SP) mostram que a fonte pode ser responsável por 15% da matriz, com a adição de até 12 mil MW médios, até 2020. “São projetos que estão postos, mas não seguros, que precisam ser desenvolvidos ao longo do tempo”, diz Carlos Roberto Silvestrin, vice-presidente executivo da Cogen-SP. As previsões estão baseadas na perspectiva de aumento da produção de cana-de-açúcar, dos atuais 430 milhões de toneladas, para 1,038 bilhão de toneladas na safra 2020/2021.

Com isso, a geração de energia passaria de 1,4 mil MW médios para 13,4 mil MW médios. Somente o estado de São Paulo pode ganhar mais 4 mil MW médios até 2014 apenas com a modernização das atuais usinas de cogeração, que vão trocar as caldeiras atuais por modelos de alta eficiência. Os investimentos previstos apenas para São Paulo são de R$ 12 bilhões entre 2008 e 2014, sendo a maior parte para o retrofit das usinas.

Segundo Silvestrin, o setor de biomassa de cana precisa, contudo, superar três obstáculos: conexão à rede básica, licenciamento ambiental e equilíbrio de remuneração. A questão da conexão já está sendo tratada pela Empresa de Pesquisa Energética, que finaliza estudo para licitação de estações coletoras que irão conectar as usinas à rede básica. Para Silvestrin, isso vai tirar o peso dos acessantes - as usinas de açúcar e álcool -, que tinham que arcar com o custo para se ligar às linhas de transmissão em 138 kV e em 230 kV.

Licenciamento ambiental - Na questão ambiental, o executivo salientou que a problemática é mais administrativa, pois hoje o empreendedor precisa de duas licenças ambientais uma para a colheita da cana e outra para usina de cogeração. Silvestrin avaliou que a licença prévia poderia ser concedida para integralidade do projeto.

“Assim haveria mais tempo para conseguir a licença de instalação”, contou o vice-presidente da Cogen-SP, que participou nesta terça-feira, 13 de novembro, do seminário “Desafios e Perspectivas da Infra-Estrutura no Estado de São Paulo”, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Base e Infra-Estrutura.

Silvestrin contou que o Mato Grosso do Sul unificou no mês passado a concessão da licença ambiental para empreendimento de cogeração de energia. O equilíbrio de remuneração do projeto, afirmou, seria conseguido através de melhores preços para a energia vendida ou redução da carga tributária incidente.



Alexandre Canazio
Fonte: CanalEnergia
Da Agência

As vantagens da biomassa brasileira

Estudo revela que o enorme potencial da indústria brasileira de etanol. O estudo revela que o país utiliza apenas 16% dos 220 milhões de hectares de terras aráveis disponíveis. A título de comparação, revela que China e Índia, outros gigantes em extensão territorial, já utilizam 100% das porções aráveis de solo.

"Tais números evidenciam o caráter sustentável do agronegócio brasileiro, uma vez que preserva as condições de segurança alimentar do País", exalta o professor Roberto Hukai, do Instituto de Energia e Eletrotécnica da Universidade de São Paulo, ao acrescentar que o Brasil detém, ainda, 22% das reservas de água fresca do mundo. "

A Austrália, por exemplo, que dispõe da mesma quantidade de terra arável que o Brasil, detém apenas 1% das reservas mundiais de água fresca. Apenas Canadá e Rússia dispõem da mesma quantidade de terra e água que o Brasil, mas não têm sol. Daí nossa vantagem competitiva".

Como se não bastassem as condições naturais do País, a produtividade também representa diferencial para o Brasil. Como exemplo, lembra que o país consegue produzir 1,5 litro de etanol de cana-de-açúcar com um litro de água. Já os Estados Unidos demandam 4,5 litros de água para conseguir 1 litro de etanol a partir do milho.

"Se reservarmos 100 milhões de hectares para produzir etanol, apenas utilizando-se a tecnologia convencional, já conhecida hoje, será possível substituir 1,32 trilhão de litros de gasolina, ou seja, toda a quantidade consumida hoje no mundo", compara Hukai, ao lembrar que, atualmente, só 3,3 milhões de hectares do território nacional são utilizados para fabricar 20 bilhões de litros de etanol.

Nem mesmo a descoberta do campo de Tupi, na Bacia de Santos, deverá tirar o País da rota do etanol, segundo o acadêmico. Muito pelo contrário ? como mesmo afirma o professor ?, uma vez que deverá servir de estímulo para maior consumo do álcool de cana. "A descoberta de Tupi não altera essa equação. Só fará com que se consuma mais etanol para sobrar mais petróleo, que é um produto mais caro", avalia Hukai. "Quanto maior for a reserva de Tupi, maior será o estímulo para economizar o petróleo e o gás natural ali existentes".

Para Hukai o futuro de Cuba é alvissareiro com o etanol. A tendência da Ilha, depois da saída de Fidel Castro do poder, será tornar-se novamente grande plantador de cana-de-açúcar. Ao contrário de antes da revolução, a produção será para etanol e não para o açúcar.

Fonte:

Da Agência

sábado, 17 de novembro de 2007

Cresce apetite por novos combustíveis

Etanol celulósico gera pesquisas e corrida também no país. "É a corrida do ouro da era moderna. Quem sair na frente, vai se dar bem", afirma Tadeu Andrade, diretor do CTC.

Mônica Scaramuzzo e Cibelle Bouças

Alvo de sigilosas pesquisas nos Estados Unidos, o etanol celulósico, considerado a jóia da coroa de uma nova geração de biocombustíveis que em breve começará a chegar ao mercado, está em franco desenvolvimento também no Brasil. Uma planta-piloto para a fabricação deste tipo de álcool, que no caso será produzido a partir da lignocelulose - sistema de quebra de enzimas de celulose do bagaço da cana - deverá começar a ser operada pela Petrobras no país ainda no primeiro semestre deste ano.

A estatal não é a única com trabalhos nesta frente no Brasil, mas como ainda não há resultados práticos sobre o uso da alternativa em larga escala, nem nos EUA, por aqui a ordem também é evitar barulho, até para evitar espionagem industrial. "É a corrida do ouro da era moderna. Quem sair na frente, vai se dar bem", diz Tadeu Andrade, diretor do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) - outro que está debruçado em pesquisas "confidenciais" na mesma linha.

Na Petrobras, os estudos ganharam fôlego em 2004. Por meio do Cenpes, seu centro de pesquisas, a estatal desenvolve a rota tecnológica de aproveitamento de resíduos agroindustriais (bagaço) em parceiras com as universidades federais do Rio de Janeiro, de Brasília e do Amazonas. Esta "rota tecnológica" consiste na quebra das moléculas de celulose e de hemiceluloses em açúcares, que então passam a ser fermentados por fungos.

A planta-piloto que começará a operar até junho ficará nas instalações do Cenpes. O projeto está em fase de pesquisa, e logo passará à etapa de ajuste tecnológico fino. A expectativa é produzir em escala industrial a partir de 2008, segundo Sillas Oliva Filho, gerente de comércio de álcool da Petrobras. Nesta rota tecnológica, o Cenpes já depositou duas patentes envolvendo tecnologias inovadoras. E, segundo Oliva, o centro vem avançando na produtividade do processo, com aumento para cerca de 220 litros de etanol por tonelada de bagaço. O aporte nessa frente faz parte do montante total de R$ 40 milhões por ano que o Cenpes investe em biocombustíveis.

Estima-se que, apesar de terem crescido, os investimentos na área no Brasil ainda representem menos de 5% do total aplicado nos EUA, que já supera US$ 500 milhões por ano. No caso do CTC (mantido por quase 150 usinas do país), Andrade informa que o trabalho também é na direção da quebra de celuloses. Ele explica que a quebra de celulose para a produção de álcool pode ser feita com qualquer matéria-prima vegetal - o que na prática, abre um variado leque de opções, do bagaço até lascas de madeira. Mas, no Brasil, a vantagem é mesmo o bagaço, devido à oferta abundante.

Mozart Schmitt de Queiroz, gerente de desenvolvimento energético da Petrobras, lembra que a estatal já fez álcool a partir da mandioca entre 1978 e 1983 e produz, até hoje, álcool de babaçu no Maranhão. Ele diz que outras fontes em análise para a produção de etanol celulósico são as tortas de mamona, pinhão-manso e soja. A base da "torta" é o farelo produzido no processo de esmagamento da baga para a extração de óleo. Segundo Queiroz, a expectativa da Petrobras é implantar a primeira usina-piloto de fabricação do etanol ligno-celulósico a partir de outras matérias-primas em 2010.

Em trilha paralela, a Votorantim Novos Negócios anunciou, na semana passada, a criação da Biocel, empresa que terá uma usina de etanol a partir do material celulósico da cana. A nova unidade receberá aporte entre US$ 30 milhões a US$ 40 milhões e deverá entrar em operação também em 2010.

Outra que está na corrida é a americana Alltech. Com atividades no Brasil, a múlti pesquisa nos EUA e no México, o uso da enzima Alzyme SSF (Solid State Fermentation) para a produção de etanol ligno-celulósico. Conforme Ari Fischer, gerente-geral do braço brasileiro do grupo, trata-se de uma tecnologia adotada pelos chineses há quatro mil anos para fermentar grãos, conhecida como "koji". Fischer diz que a empresa pesquisa a levedura há cinco anos e consegui, em laboratório, elevar a produção de álcool a partir do milho de 378 litros para 643 litros por tonelada de matéria-prima. Segundo ele, em breve haverá testes no Brasil.

Além do etanol celulósico, o uso de tecnologias mais simples seguem no alvo de diversos institutos de pesquisas e de empresas. Como já informou o Valor, a Imcopa, por exemplo, produz desde 2006 álcool a partir do melaço obtido no esmagamento de soja em Araucária (PR). A empresa produz 10 mil litros de álcool por dia, e está construindo outra unidade na cidade para chegar a 70 mil litros.

E, ainda na corrida do ouro, o próprio CTC, em parceria com Dedini e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), trabalha em um técnica denominada Dedini Hidrólise Rápida (DHR), que permite a produção de álcool por meio do bagaço de cana-de-açúcar na rota hidrólise ácida - outra técnica que permite o reaproveitamento do bagaço para a produção de álcool.

Fonte: Valor online (03/05/2007)

Do CTC - Centro de Tecnologia Canavieira


Ver Também:

Biocombustíveis de Segunda Geração

Processo de Produção de Bioetanol

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Diversidade de matérias-Primas para o Biodiesel no Brasil

Que o Programa Nacional de Biodiesel (PNB) do Governo Federal é uma realidade constituída, ninguém mais tem duvidas.

O País, por se tratar de um país de dimensões continentais, e ser tropical possui condições privilegiadas de solo e clima para a produção de biocombustíveis em larga escala, pois conta uma diversidade de opções muito grande de oleaginosas.

Podemos observar, dentre uma variedade de oleaginosas possíveis de serem usadas, desde espécies com baixo domínio tecnológico como o Babaçu, Buriti, Macaúba, o Tungue, Pinhão-Manso e Oitica; bem como espécies com domínio tecnológico como a Colza, o Nabo Forrageiro, o Dendê, o Amendoim, a Mamona, o Algodão, o Girassol e a Soja.

É claro que esta diversidade de oleaginosas, esta acompanhada por variações tecnologicas de produção e beneficiamento envolvidas na produção do biodiesel.

ZONEAMENTO AGROECOLÓGICO POTENCIAL


Fonte: MAPA

Avaliação Preliminar do Potencial do Pinhão Manso para a Produção de Biodiesel

1 Introdução
Estudos sobre o emprego de fontes renováveis de energia têm sido intensificados nos últimos anos, motivados especialmente pela escassez e alta do preço do petróleo bem como pelas preocupações sobre as mudanças climáticas globais. Entre as fontes renováveis tem recebido grande atenção a biomassa, como no caso da produção de biodiesel.

A produção e o uso do biodiesel têm sido bastante incentivados pelo Governo Federal através do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), bem como pelos governos de diversos Estados e municípios. O incentivo dos governos ao biodiesel se caracteriza por um forte cunho social. O biodiesel também pode ser importante para reduzir a importação de óleo diesel e pode representar uma importante oportunidade de desenvolvimento econômico para diversas regiões do País.

O biodiesel pode ser obtido a partir de óleos vegetais, gorduras de origem animal e até mesmo de óleos usados em frituras. O Brasil possui uma grande variedade de oleaginosas com possibilidade de extração de óleos vegetais para a produção de biodiesel em larga escala (Nogueira e Pikman, 2002), além do sebo bovino e outras gorduras de origem animal. Algumas das oleaginosas são: soja, dendê (palma), mamona, babaçu, caroço de algodão, girassol, canola, pinhão manso e amendoim.

No Semi-Árido do Nordeste do Brasil a produção de biodiesel a partir do óleo de mamona tem recebido grande destaque. Entretanto, além da mamona, existem diversas outras oleaginosas adaptadas ao clima desfavorável da região, tais como a oiticica, catolé e pinhão manso, cujo potencial ainda precisa de mais estudos.

Este trabalho tem o objetivo de contribuir para uma melhor compreensão do potencial do uso do pinhão manso para a produção de biodiesel. Os resultados preliminares apresentados neste estudo podem servir de subsídio para a inserção do pinhão manso na cadeia produtiva do biodiesel.


2 Pinhão Manso
O pinhão manso (Jatropha curcas L.) pertence à família das euforbiáceas, a mesma da mamona, e é uma espécie nativa do Brasil. Pode ser cultivado em áreas de solos pouco férteis e de clima desfavorável à maioria das culturas alimentares tradicionais, como por exemplo, no Semi-Árido nordestino. A oleaginosa é bastante resistente à seca e pouco suscetível a pragas e doenças. É um arbusto que pode atingir mais de 3 metros de altura em condições especiais. A Figura 1 ilustra
o arbusto e os frutos do pinhão manso.

Figura 1. (a) Arbusto do pinhão manso e (b) frutos em estágio de maturação.

Uma das principais vantagens do pinhão manso é o seu longo ciclo produtivo que pode chegar a 40 anos e manter a média de produtividade de 2 ton/ha (Azevedo, 2006). Por ser perene, também contribui para a conservação do solo e reduz o custo de produção, fator importante para sua viabilidade econômica, especialmente na agricultura familiar.

Os frutos do pinhão manso são cápsulas que contêm em seu interior as sementes. As se-mentes são escuras quando maduras, dentro das quais se encontra uma amêndoa branca, conforme ilustrado na Figura 2. As sementes secas medem de (1,5 a 2) cm de comprimento, variando de acordo com as condições de cultivo. As sementes descascadas são ricas em óleo e foram usadas neste trabalho para uma avaliação preliminar da produção de biodiesel a partir de seu óleo, conforme apresentado na próxima seção.

Figura 2. Sementes de pinhão manso maduras com casca e descascadas.
3 Resultados e Discussão
3.1 Extração e Caracterização do Óleo
A determinação do teor de óleo em uma oleaginosa normalmente é feita por extração por prensagem seguida de extração por solvente, ou diretamente por extração com solvente empregando uma montagem de laboratório com soxhlet. Este método consiste na lixiviação do óleo contido na material em estudo através de ciclos de contato com um determinado solvente, como por exemplo, o n-hexano. A extração por solvente é preferida porque a extração por prensagem não apresenta uma eficiência satisfatória.

Neste trabalho, para a determinação do teor de óleo no albúmem foi empregada a extração direta com n-hexano. Foram escolhidas aleatoriamente diversas sementes da amostra recebida da ACS Sementes. Após serem descascadas, as amêndoas foram trituradas para aumentar a superfície de contato com o solvente, e submetidas a um processo de secagem, o qual foi efetuado numa estufa a 60°C por um período de tempo suficientemente longo para que a massa da amostra permanecesse constante entre duas pesagens.

A amostra de amêndoas secas e trituradas, de cerca de 15 g, foi acondicionada no soxhlet e extraída com cerca de 80 mL de n-hexano por um período de duas horas a uma temperatura de 80°C. Após o término da extração o solvente foi separado do óleo por destilação. A massa de óleo obtida foi então comparada com a massa de amêndoas empregada na extração. O procedimento foi repetido quatro vezes, obtendo-se um teor médio de óleo de 42% na amêndoa. Foi observada uma variação de cerca de 3% no teor de óleo entre as diversas extrações. Diversos fatores podem ter contribuído para isso, tais como a variabilidade genética na amostra recebida, as diferentes condições de cultivo e o estado de maturação e conservação dos frutos.

O óleo extraído apresentou uma coloração amarelada, conforme ilustrado na Figura 3(a). O óleo obtido foi parcialmente caracterizado, conforme apresentado na Tabela 1. A acidez foi determinada por titulação conforme a norma ASTM D 664. A massa específica foi medida a 20°C em um densímetro de bancada Anton Paar DMA 4500. A viscosidade cinemática foi medida a 40°C em um viscosímetro Cannon-Fenske empregando um banho Koehler modelo K23800. A composição foi determinada em um cromatógrafo a gás CG Master empregando uma coluna capilar PEG 530 μm × 60 m.

Na Tabela 1 também é apresentada a caracterização de um óleo de pinhão manso obtido em um processo industrial de extração por prensagem e estocado por várias semanas, fornecido pela E2C Consultoria. Como pode ser observado na Tabela 1, esse óleo apresentou elevado teor de acidez. A Figura 4 mostra o cromatograma do óleo de pinhão manso. Os resultados mostrados na Tabela 1 concordam com os valores apresentados por Vedana (2006).

Figura 3. (a) Amostras de óleo de pinhão manso e (b) de biodiesel do óleo de pinhão manso.

Tabela 1. Propriedades do óleo de pinhão manso.

Figura 4. Análise por cromatografia em fase gasosa (GC) do óleo de pinhão manso.

3.2 Produção do Biodiesel
O biodiesel do óleo de pinhão manso foi produzido por transesterificação metílica a 60°C, relação molar álcool/óleo de 6/1, com 0,5 % de hidróxido de sódio em relação à massa de óleo, sob agitação durante uma hora. No caso do óleo industrial, devido a sua alta acidez (Tabela 1), foi realizado um pré-tratamento por esterificação (Gerpen, 2005) com uma relação molar álcool/óleo de 6/1 e com 0,5% em volume de ácido sulfúrico como catalisador, a 60°C, com agitação durante uma hora, reduzindo assim a acidez para níveis em que fosse possível o uso de catálise alcalina (Tabela 1).

Após a reação de transesterificação, o glicerol foi separado do biodiesel por decantação durante 2 horas. O excesso de álcool foi separado do biodiesel por destilação e o biodiesel purificado por lavagem com água destilada e deionizada para a remoção de resíduos de catalisador, sabão, sais, álcool e glicerina livre. Finalmente, o biodiesel foi submetido a um processo de secagem por aquecimento e tratamento com sulfato de sódio. Na Figura 3(b) é apresentada uma amostra do biodiesel de pinhão manso.

Tabela 2. Propriedades do biodiesel de pinhão manso.

Algumas propriedades do biodiesel sintetizado foram medidas e são comparadas com as especificações da Portaria ANP N° 42/2004 e com as especificações do óleo diesel mineral (petrodiesel) na Tabela 2. As análises de massa específica, viscosidade e acidez foram efetuadas conforme descrito na seção 3.1. O ponto de fulgor foi medido segundo a norma ASTM D 93 em um equipamento da marca Herzog, modelo HFP 360.

Conforme pode ser observado na Tabela 2, a viscosidade do biodiesel é significativamente menor do que a viscosidade do óleo vegetal (Tabela 1). As propriedades fluidodinâmicas do biodiesel de pinhão manso, massa específica e viscosidade, também atendem às especificações do petrodiesel. O ponto de fulgor, parâmetro importante para a segurança durante o manuseio do combustível, apresentou valor dentro das especificações da Portaria 42/2004.


4 Conclusões
Através do uso da extração com hexano foi determinado que as amêndoas das sementes de pinhão manso apresentaram um teor médio de óleo de 42%, em base seca. Foi observada uma variabilidade de 3% no teor de óleo entre diferentes tipos de amostras que foi atribuída a diversos fatores, tais como: variabilidade genética, graus de maturação variados e diferentes estados de conservação
dos frutos. O óleo obtido apresentou cor amarelada.

Para a produção de biodiesel, a esterificação mostrou-se satisfatória para a redução da acidez livre na amostra de óleo industrial. O biodiesel produzido por transesterificação metílica apresentou massa específica, viscosidade cinemática, ponto de fulgor e índice de acidez dentro dos padrões estabelecidos pela ANP tanto para o B100 como para o óleo diesel de petróleo.


5 Agradecimentos
Os autores agradecem o suporte financeiro da ANP e da FINEP. Os autores também agradecem a Carlos Ramiro Coutinho Bartolomeu da ACS Sementes e a Eduardo Carpentieri da E2C Consultoria pelo fornecimento de amostras de sementes e de óleo de pinhão manso. J.C.M. também agradece à CAPES pela concessão de uma bolsa de mestrado e W.B. Jr agradece à FINEP pela concessão de uma bolsa ITI.


Referências bibliográficas
Azevedo, H., 2006. “Pinhão manso é lançado pelo presidente Lula como opção para o
biodiesel – Vegetal é de fácil cultivo”. Hoje em Dia, 8 a 14/01/2006, Brasília-DF.

Gerpen, J.V., 2005. Biodiesel processing and production. Fuel Processing Technology,
86, 1097-1107.

Nogueira, L. A. H.; Pikman, B., 2002. Biodiesel: Novas Perspectivas de Sustentabilidade.

Agência Nacional do Petróleo, Conjuntura & Informação, N° 19, 1-4.

Vedana, U., 2006. “Tudo sobre Pinhão Manso – Jatropha curcas”. Disponível onlineem http://www.pinhaomanso.com.br/.

Autores
Meloa, James C.;
Brander Jra, Walter;
Camposa, Ronaldo J.A.;
Pachecoa, José G.A.;
Schulerb, Alexandre R.P.;
Stragevitcha,*, Luiz
Laboratório de Combustíveis;b
Laboratório de Cromatografia Instrumental
Departamento de Engenharia Química – Universidade Federal de Pernambuco
Av Artur de Sá, S/N – Cidade Universitária – 50740-521 – Recife – PE; * Luiz@ufpe.br

Fonte:

Biodiesel: A lição que a Argentina deu ao Brasil

A Argentina exportou até o mês passado 322 milhões de dólares de biodiesel, quase todo para a Europa. Em contrapartida, o Brasil nada exportou, vê ameaçado o atendimento do que dita a lei, adicionar 2% de biodiesel ao diesel, a partir de 13 de janeiro, enquanto cresce a pressão para "melar" os leilões feitos pela Petrobras para aquisição do produto.

O motivo: com o aumento do valor da soja no mercado, não vale mais a pena fazer biodiesel com ela. Biodiesel de mamona, como propõe o presidente Lula, nem pensar, pois o óleo de mamona vale hoje mais que o de soja e a produtividade da mamona brasileira é baixa, 800 quilos por hectare.

O Programa Nacional de Biodiesel marcha celeremente para um impasse, diante da incapacidade da agricultura familiar de produzir a quantidade de matéria-prima necessária. E se as indústrias não comprarem a quantidade estipulada de oleaginosas de pequenos produtores, não terão direito à redução do PIS/Cofins embutido no custo do biodiesel, o que inviabiliza a produção.

A maioria dos assentados tem terra e Pronaf, mas não como produzir, porque está inadimplente e, com o nome "sujo", não tem acesso ao financiamento para comprar os insumos. Em conseqüência, não produz.

Há gente já propondo que os industriais forneçam semente, hora-máquina, adubo e defensivo para o assentado do Incra, para descontar na entrega do produto, esquecendo-se de que o industrial não é banco, não tem infra-estrutura para esse trabalho, que não faz parte de seu core business e nem há um sistema de fiscalização para garantir que o assentado entregue realmente toda a safra a quem o financiou.

Voltando ao exemplo argentino, enquanto o Brasil exporta soja em grão para a Europa, que a industrializa, agregando valor, a Argentina taxou com impostos proibitivos a exportação da soja em grão e desonerou a exportação do biodiesel. Deu certo.

já o biodiesel brasileiro tem tudo para não dar certo, porque é um programa com vários donos. Ditam regras no biodiesel: o Ministério do Desenvolvimento Agrário, a Agência Nacional do Petróleo, a Casa Civil, o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras. O Desenvolvimento Agrário quer que o programa alavanque a produção familiar, dos assentados, a Petrobras não tem onde armazenar os 800 milhões de litros de biodiesel necessários para os 2% prometidos, e por isso prefere que a produção não seja intensa e se apressa a entregar às distribuidoras o biodiesel que compra a R$ 1,70 por R$ 1,40, para não ter de armazená-lo. Já a Casa Civil resiste ao máximo à desoneração dos impostos. Em conseqüência, o biodiesel altamente taxado tem que concorrer com um diesel altamente subsidiado. A conta não fecha.

No último leilão da Petrobras, o biodiesel para entrega futura foi vendido a R$ 1.700,00 por mil litros, mas com o aumento do valor da commodity, hoje a tonelada de soja está a R$ 1.680,00. Resultado: o produtor de biodiesel tem R$ 0,02 de margem por litro para tirar seu custo de industrialização, pagar os impostos e supostamente ter lucro. Para agravar a situação, o PIS/Cofins foi "arbitrado" em R$ 0,218 por litro de biodiesel, e só baixa se o produtor tiver o "selo social", comprovando que compra entre 30% e 50% da matéria-prima de agricultores familiares. É claro que a situação leva a distorções.

Diante dessa situação, a única solução é a mesma de sempre, a única receita que funciona: deixar o mercado agir. É preciso que a Petrobras deixe de intermediar, não mais faça leilões para adquirir um produto que por lei terá que ser adicionado ao diesel. Basta deixar que produtores e distribuidores negociem diretamente, permitindo-se a formação de um preço justo, como já ocorre com o álcool.

Urge ainda taxar o biodiesel com um PIS/Cofins condizente, os mesmos 5,65% dos demais produtos, e que já é um imposto muito alto, mas que resulta em R$ 0,11 por litro. Não há sentido em taxar um produto que o País quer incentivar com quase o dobro do imposto.

Finalmente, se o governo insiste em usar o biodiesel para alavancar a agricultura familiar, que os produtores tenham de se reunir em cooperativas, mais fáceis de fiscalizar e que têm estrutura para ajudá-los na produção, através da concessão de crédito e assistência técnica. Importante, porém, é também olhar nosso vizinho do Cone Sul, ver o sucesso da Argentina, que trata acertadamente o biodiesel como produto e não como panacéia para resolver os problemas sociais ou, como mais uma fonte de arrecadação que engorde ainda mais a já brutal carga tributária brasileira.
Nosso vizinho trata, acertadamente, o biodiesel como produto e não como panacéia para resolver os problemas sociais.

Fonte: DCI

Da Notícias Agrícolas

BSBios defende antecipação da mistura de 5% de biodiesel a diesel

O diretor de operações da BSBios, Erasmo Carlos Battistella, defendeu a antecipação da mistura de 5% de biodiesel ao diesel, prevista para 2013, já que a capacidade de produção do combustível está à frente da demanda atual. Battistella lembrou que a demanda está em 840 milhões de litros, mas a capacidade autorizada de produção chega a 2 bilhões de litros.

Além disso, há autorizações para mais 1,4 bilhão de litros.

"Não contávamos com este nível de produção", comentou Battistella, explicando que a empresa estimava um volume semelhante no mercado dentro de cinco anos. A BSBios começou a operar em junho uma unidade produtora de biodiesel em Passo Fundo (RS), que já atingiu sua capacidade instalada de 345 mil litros por dia. O produto é entregue à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) e à Petrobras.

Os produtores de biodiesel consideram que é possível antecipar progressivamente, ao longo de 2008, a exigência de adição de 5% de biodiesel, disse Battistella. Ele participou hoje de seminário sobre oportunidades de negócios no setor de petróleo, gás e energia, em Porto Alegre (RS). A partir de 2008, será obrigatória a adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral. Dentro de cinco anos, o porcentual subiria para 5%.

A produção de biodiesel da BSBios é baseada na soja. A companhia começou a incentivar o plantio de canola e girassol para atender parte da necessidade. Em 2007, já foi possível contar com 3,5 mil hectares de canola. Para 2008, foram compradas sementes para cultivar 15 mil hectares, informou Battistella. Com girassol, o objetivo é semear 10 mil hectares em 2008, em parceria com cooperativas.

Fonte:

Agricultores do Nordeste e de Mato Grosso do Sul receberão sementes da Embrapa

A produção e distribuição de sementes para os agricultores familiares do Nordeste e do sul de Mato Grosso do Sul é uma das ações estratégicas do convênio a ser assinado hoje (14), às 9h, em Brasília, entre a Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Com o convênio, a Embrapa receberá apoio para atuar no Programa de Sementes da Agricultura Familiar, desenvolvido pela secretaria. Serão repassados R$ 4,7 milhões, sendo R$ 660 mil em investimentos nas estruturas produtivas e de beneficiamento de sementes da Embrapa e R$ 4 milhões na produção de sementes e capacitação de técnicos e agricultores.

Segundo o ministério, esse convênio atende 150 mil agricultores familiares do Nordeste, todos participantes do programa Garantia-Safra. Nessa região do país, as sementes serão distribuídas em seis estados, representando mais de 120 municípios, todos incluídos semi-árido.

No sul de Mato Grosso do Sul, o convênio beneficia 3 mil famílias de agricultores inseridas no Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB).


Fonte:

ANP vende 380 milhões de litros de biodiesel em dois leilões

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vendeu nos dois leilões de biodiesel ontem (13) e hoje (14) todos os 380 milhões de litros de biocombustíveis ofertados, com deságio médio de 22,3% sobre o preço inicial fixado pelo governo, de R$ 2,40 por litro, o maior já alcançado nos sete leilões realizados até agora.

No primeiro leilão, ontem, foram vendidos 304 milhões de litros, e no de hoje, outros 76 milhões. Os 38 lotes foram arrematados por um preço médio de R$ 1,865.

Foram arrecadados R$ 708,7 milhões. Das 27 empresas habilitadas que participaram da licitação, 11 venderam biodiesel. Os compradores foram a Petrobras (93%) e a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), do Rio Grande do Sul.

Na avaliação do diretor do Departamento de Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles, o êxito do leilão e o volume vendido garantem o cumprimento, ao longo de todo o primeiro semestre, da meta obrigatória de adição de 2% de biodiesel ao diesel mineral a partir de janeiro do ano que vem.

“O fato de termos vendido todo o volume ofertado com deságio de mais de 22% comprova que as empresas estão realmente buscando o mercado, procurando se estabelecer em um mercado que está começando agora e que tende a crescer ainda mais no futuro”, afirmou.

O diretor destacou a diversidade regional entre as empresas que venderam o biocombustível. “Do volume total, a Região Nordeste foi responsável por 27,4% do biodiesel comercializado, a Centro-Oeste apresentou o mesmo percentual, a Norte teve 9,2%, a Sudeste 14,5% e a Região Sul respondeu por 21,6%. Com isso, foi alcançado o objetivo do governo, de garantir o suprimento do combustível para o primeiro semestre de 2008, quando a adição de 2% de biodiesel no diesel passa a ser obrigatória”, disse.

Dornelles informou que em maio ou abril do próximo ano serão realizados outros dois leilões, quando deverão ser ofertados cerca de 420 milhões de litros para atender a demanda prevista para o segundo semestre de 2008.

Nielmar de Oliveira

Fonte:

Brasil Ecodiesel volta a liderar leilão de biodiesel

A Brasil Ecodiesel voltou a liderar as vendas de biodiesel nos leilões da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e biocombustíveis (ANP) realizados nos dias 13 e 14. Conforme comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa negociou 161 milhões de litros de biodiesel (42,4% dos lotes ofertados), ao preço médio de R$ 1.848,54 o metro cúbico.

Nos cinco leilões anteriores, de 876 milhões de litros negociados, a Brasil Ecodiesel ficou responsável pela entrega de 488 milhões, dos quais entregou efetivamente 153,459 milhões até setembro, conforme dados da ANP.

Ainda conforme a agência, das 41 empresas registradas, 27 participaram dos leilões e 11 garantiram contratos de entrega durante o primeiro semestre de 2008. Houve oferta de 38 lotes num total de 380 milhões de litros, a preço inicial de R$ 2,40, dos quais foram arrematados 304 milhões de litros a preço médio de R$ 1,865 por litro, o que representou deságio de 22%. Do total, 93% foram adquiridos pela Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Até maio de 2008, serão realizados outros dois leilões de 420 milhões de litros, para entrega no segundo semestre do ano.

Fonte:

Operários retornam às atividades da usina em Quixadá

Empreiteira faz acordo com trabalhadores e evita prolongamento de greve e atraso no cronograma da usina de biodiesel

Após paralisação na última quinta-feira, os 450 operários contratados pela empresa de engenharia Intecnial S.A. e sub-empreiteiras que estão construindo a usina de biodiesel da Petrobras, neste município do Sertão Central, retornaram na última segunda-feira às atividades. Os trabalhadores tiveram a maioria das reivindicações atendidas e se comprometeram a recuperar o tempo perdido.

Serventes, pedreiros, metalúrgicos e operadores de máquinas haviam decidido pela greve após denunciarem uma série de irregularidades trabalhistas. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem Geral no Estado do Ceará (Sintepav), Raimundo Nonato Gomes, havia tentado negociação com a empreiteira, mas não houve diálogo. Segundo ele, a alternativa encontrada pela categoria foi deflagrar o movimento de paralisação no canteiro de obra.

Reivindicações atendidas

Somente na última segunda-feira, após intervenção da Petrobras, as partes chegaram a um acordo. A maioria das reivindicações foram atendidas e no início da tarde a força de trabalho voltou ao canteiro de obras. Nenhum operário será demitido. Os que haviam sido dispensados também retornaram ao trabalho. Trabalhadores e sindicalistas comemoraram o entendimento.

O gerente da Unidade de Biodiesel que está sendo implantada em Quixadá, engenheiro João Augusto Paiva, acredita que o cronograma de conclusão da obra não será afetado pela paralisação. A usina deverá estar pronta até o início de março do próximo ano, quando o presidente Luis Inácio Lula fará a inauguração.

Na oportunidade, o engenheiro ressaltou que a Petrobras não tem qualquer responsabilidade na etapa de construção do parque de processamento de biocombustível. Cabe à empreiteira nacional, com a qual a reportagem não havia conseguido contato até o enceramento desta edição, a adoção de todas as medidas para que o prazo seja cumprido.

Além da usina de Quixadá, a Intecnial trabalha na construção de mais duas unidades de produção de biodiesel no Brasil, uma delas em Candeias (BA) e a outra em Montes Claros (MG). A Petrobras está desembolsando R$ 227 milhões na construção das três usinas. Cada uma delas terá capacidade para produzir 57 milhões de litros de biodiesel por ano. O setor é uma das áreas estratégicas do governo federal.

Fonte:

Espanhola CIE fecha parceria para garantir biodiesel

O grupo espanhol CIE Automotive anunciou hoje que fechou um acordo para constituir uma joint venture com a brasileira NNE Minas Agro Florestal, com o objetivo de assegurar o abastecimento de matéria-prima para o biodiesel. A CIE Automotive é um conglomerado industrial especializado no suprimento de componentes para o mercado automotivo.

O investimento inicial previsto foi estimado em 3,7 milhões de euros (cerca de R$ 9,4 milhões). O total desse aporte será dividido entre a filial CIE Autometal, que investirá 1,9 milhão de euros (51% das ações da joint venture) e pela NNE e seus associados, que entrarão com 1,8 milhão de euros.

Segundo comunicado, a parceria tem o objetivo de assegurar a obtenção de sementes de pinhão manso (jatropha curcas) - uma planta não alimentícia eficiente na produção de energia. Além disso, a operação permitirá que a companhia disponha de uma superfície total de 160 hectares.

A nova empresa se dedicará à produção de sementes e brotos de pinhão manso, com introdução de novas variedades, além de ter a intenção de prestar serviços de tecnologia e assistência técnica a agricultores locais. "Esta operação é um salto qualitativo no posicionamento de CIE Automotive dentro da cadeia de valor da área de biocombustíveis." A CIE é atualmente o principal fabricante de biodiesel espanhol.

Fonte:

Zimbabwe abre fábrica de biodiesel

Harare, Zimbabwe (PANA) - O Zimbabwe abriu quinta-feira uma fábrica de biodiesel para a produção local de combustível, uma medida tida pelas autoridades como um meio a longo prazo de reduzir a dependência do país das importações petrolíferas.

A fábrica, construída na capital zimbabweana, Harare, é uma "joint venture" entre o Zimbabwe e a Coreia do Sul, que forneceu igualmente a tecnologia.

Ela vai permitir transformar em combustível diversos produtos agrícolas, como sementes de algodão e de soja.

O Zimbabwe sofre há vários anos de penúrias de combustível crónicas como consequência da falta de divisas para importar este produto em quantidades suficientes.

O aumento recente dos preços do petróleo no mercado internacional agravou as penúrias de combustível no país.

De acordo com fontes oficiais, a fábrica não vai permitir satisfazer imediatamente as necessidades nacionais em combustível, mas "marca o início do fim das importações de combustível no Zimbabwe".

"Estamos muito entusiastas face a este desenvolvimento que marca o início do fim das importações de combustível no Zimbabwe e o começo da segurança energética para o país", declararam as fontes.

Elas não precisaram a quantidade de combustível a ser produzida, mas disseram que a produção inicial seria suficiente para satisfazer as necessidades do sector agrícola.

Biliões de dólares zimbabweanos foram investidos neste projecto realizado em três anos.

Harare - 16/11/2007

Fonte:

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Processo de Produção de Bioetanol

Podemos resumir o processo nos seguiintes passos:
1. Trituração/Moagem: A biomassa é limpa e triturada (ex: cana-de-açúcar), ou moída (ex: milho), até ficar uma pasta ou farinha dependendo da biomassa.

2. Mistura: Com água (e um enzima - alfa-amilase, quando a biomassa usada fôr algum tipo de grão), onde a mistura é cozinhada e liquefeita.

3. Sacarificação (etapa extra no caso dos grãos): A enzima gluco-amilase é adicionado para converter as moléculas de amido em açúcares fermentáveis.

4. Fermentação: A levedura é adicionada á mistura, para fermentar os açúcares etanol e dióxido de carbono. Num processo contínuo, uma bateria de fermentadores será usada até que a fermentação termine, numa fermentação em descontinuo o fermentado permanecerá aproximadamente 48 horas no fermentador.

Equação Química: C6H12O6 --> 2 CH3CH2OH + 2 CO2

5. Destilação: O fermentado é bombeado em fluxo contínuo, num sistema multi-colunas de destilação onde o álcool é removido dos sólidos e da água, com uma pureza de aproximadamente 96%. O resíduo será a área processando do co-produto.

6. Desidratação: O álcool passará então através de um sistema de desidratação, geralmente um sistema molecular, para remover a água. O álcool desidratado é chamado etanol anídro.

7. Desnaturar: O bioetanol que será usado para combustível é desnaturado então com uma pequena percentagem de algum produto, para o tornar inadequado para consumo humano.

Esquema da produção:


Contudo, o mais difícil e caro é o desenvolvimento de enzimas apropriadas e adaptadas para fornecer um melhor e mais rápido rendimento na produção.
Em 2001, o Departamento de Energia dos EUA concedeu um projeto de pesquisa de três anos à Novozymes, no valor de US$ 14,8 milhões, para reduzir a um décimo o custo das enzimas. Em 2004, no final da pesquisa patrocinada pelo governo, o custo tinha sido reduzido com sucesso ao nível pretendido

Podemos chamar este combustível de ecológico devido sua origem não ser de fontes fósseis e por promoverem uma redução de até 80% nas emissões gasosas de efeito estufa.
O CO2 que é libertado na queima do bioetanol fica dentro de um "ciclo fechado", pois foi extraído da atmosfera pela fotossintese, durante o crescimento das plantas que fazem parte da biomassa.

Aplicações
a) Produtos químicos

b) Combustível de bioetanol puro

c) Combustível do bioetanol misturado com gasolina (E10 – 10% bioetanol e 90% gasolina sem chumbo - para o uso em qualquer veículo; E85 – 85% bioetanol e 15% gasolina sem chumbo - para o uso em veículos flexíveis.

d) Explosivos

e) Aditivo de combustível

f) Laca

g) Perfumes

h) Tintas

Fonte: Bioetanol

Ver Também:

Etanol: EUA avançam em pesquisas

Biocombustíveis de Segunda Geração

Quando tratamos de biocombustíveis de segunda geração devemos antes fazer algumas considerações a respeito de nomeclaturas adotadas para evitarmos confusões de conceitos.

O bioetanol é uma denominação geral para todo o etanol combustivel, um biocombustível, produzido a partir da fermentação alcoólica dos açúcares vegetais da biomassa que contenha amido ou sucrose, como por exemplo o milho, o trigo, o sorgo, o amendoim, a soja, a beterraba, a batata doce, o girassol e a cana-de-açúcar. No Brasil por ele ser produzido, basicamente de cana-de-áçucar (sacarose), é comumente conhecido apenas por etanol. Em outros países, como os EUA e a França, que utilizam o milho (amido) e a beterraba, respectivamente, é chamado de bioetanol.

A tecnologia brasileira é considerada mais avançado, pois tem um redimento energetico muito melhor. Enquanto uma unidade de energia usado no processo de produção de etanol brasileiro gera oito unidade (1:8) de energia, no processo americano essa relação é de cerca de 1:1,3 atualmente e o frances é de 1:1,5. Alem disso, o processo brasileiro começa a tornar-se cada vez mais eficiente com a utilização do bagaço da cana, para a geração de eletricidade elétrica. Além dos avanços tecnologicos esperados para a produção de etanol a partir da biomassa das sobras restante do processo de produção (bioetanol), bem como o uso de variedades mais produtivas.

Os Biocombustíveis de segunda geração são o Bioetanol (etanol de lignocelulose* ou lenhinocelulósicas) produzido de fontes diversas da biomassa, não usadas na alimentação humana. Os de primeira geração utilizam como matéria-prima produtos agrícolas e agroindustriais como insumo na produção de biocombustíveis, como o etanol de cana-de-açúcar e o biodiesel de óleos vegetais.

Como somente o amido e a sacarose são usados no processo de produção do bioetanol, a maioria da substância, da biomassa usada, não são utilizadas, estes “detrítos” podem ser usados como sub-produtos valiosos para a produção de alimentos e produtos químicos.

O Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já possui pesquisas em andamento para a produção bioetanol a partir de bagaço de cana-de-açúcar ou de torta de mamona (resíduo da produção do biodiesel), utilizando um processo de quebra de moléculas pela ação de enzimas. O processo foi desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

No resto do Mundo diversas outras opções tecnológicas estão sendo desenvolvidas, sendo a mais promissora o processo Fischer-Tropsh. Este processo, conhecido desde a década de 1920, consiste em transformar o gás de síntese (mistura dos gases monóxido de carbono e hidrogênio) em hidrocarbonetos. No caso do aproveitamento de biomassa, faz-se inicialmente uma queima parcial, ou seja, na presença de baixa concentração de oxigênio, para produzir o gás de síntese, que é posteriormente transformado em hidrocarbonetos na faixa da gasolina e do diesel.

Os Estados Unidos estão investindo US$ 1,6 bilhão em pesquisas dessa natureza, especialmente para tornar sua produção de bicombustíveis minimamente competitiva. Por isso as pesquisas para segunda geração no Brasil, se tornam fundamentais.

No Canadá, já se encontra em operação uma primeira fábrica de etanol feito de celulose. A empresa de biotecnologia, Iogen, foi fundada em 1970 e já investiu 130 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento (http://www.iogen.ca/).

A UE deve igualmente continuar a apoiar a investigação no domínio dos biocombustíveis de segunda geração como o etanol lignocelulósico, o biodiesel Fischer-Tropsch ou o éter bio-dimetílico (bio-DME).

Na suécia estão usando derivados da floresta, serradura e aparas de madeira, para gerar combustível através da fermentação e destilação dos açúcares vegetais. Além do bioetanol o processo gera um valioso subproduto: aparas de madeira ressequida que são usadas para aquecimento em lareiras ou obtenção de energia eléctrica em unidades térmicas industriais. O custo atual estimado de produção do bioetanol é de 0,43 euros por litro, mas com perspectiva de diminuição à medida que evoluir a tecnologia. Esta unidade resulta de um investimento de 22 milhões de euros avançado por um consórcio privado sueco e três empresas regionais de energia, a Skelleftea Kraft, a Ovik Energi e a Umea Energi.

Uma das tecnologias mais promissoras no domínio dos biocombustíveis de segunda geração – o processamento de matérias lenhinocelulósicas – já está bastante avançada, tendo sido construídas três unidades-piloto na União Europeia (Suécia, Espanha e Dinamarca). Entre as outras tecnologias de conversão de biomassa em biocombustíveis líquidos (BtL), contam-se os processos biodiesel Fischer-Tropsch e bio-DME (éter dimetílico). Estão em funcionamento unidades de demonstração na Alemanha e na Suécia.

No Brasil ainda não existe especificação proprias para estes biocombustíveis, o que impede que o biocombustivel, produzido por Fischer-Tropsch sejam comercializados no país. Não podemos, porém, ficarmos com a ilusão que brevemente estes combustíveis não serãoincorporados nossa matriz energética.

Neste campo de combustiveis, as pressões que grandes corporações mundiais que estão desenvolvendo novas tecnologias, são imensa. Caso o país não invista rapidamente em desenvolvimento de pesquisas neste campo, corremos o risco de ficarmos dependentes, num futuro proximo, dessas tecnologias alternativas, mais viáveis energética e economicamente que os biocombustíveis de primeira geração.

* Toda biomassa é constituída de uma base seca, que consiste quase que integralmente de lignocelulose, nome dado a um conjunto de três polímeros que são: celulose, hemicelulose e lignina. Lignocelulose - sistema de quebra de enzimas de celulose do bagaço da cana

Do Autor do Blog

Ver também:

Etanol Celulósico

Processo de Produção de Bioetanol



Bibliografia consultada:


Nascimento, Roberto. “Nova geração de bioetanol pode dobrar produção” .
Wikipédia, “Bioetanol”.
Wikipédia, “Etanol Celulósico”.
Almeida, Nunes. “Combustível Verde”.
Bioetanol
http://europa.eu.int/comm/agriculture/biomass/biofuel/index_en.htm

Biodiesel de Indaiatuba vai abastecer a região

Gilson Rei / Agência Anhangüera

(15/11/2007) - A primeira usina de biodiesel urbano - obtido a partir da reciclagem do óleo saturado de cozinha ou de vegetais -, do País começa a ser construída no próximo mês em Indaiatuba. Ela servirá como piloto para outras cidades brasileiras. Com a vantagem de poluir menos a atmosfera e ser mais econômico, o biodiesel vai abastecer veículos públicos de 20 municípios, incluindo cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

A instalação da usina vai contribuir também para manter os rios e córregos de Indaiatuba mais limpos, pois o despejo do óleo de cozinha nas pias e ralos do município será reduzido ou até deixará de existir. Outra vantagem está na geração de milhares de empregos e no desenvolvimento econômico na região de Campinas, tanto para realizar a coleta e distribuição do produto como para o plantio de vegetais por pequenos agricultores.

O biodiesel vai ser produzido na usina a partir de óleo vegetal saturado (usado para frituras em restaurantes, lanchonetes e residências) e de produtos agrícolas como girassol e mamona, entre outros. A construção da usina está orçada em R$ 3 milhões e deverá ser inaugurada em abril do ano que vem na área disponibilizada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), ao lado da Estação de Tratamento de Esgoto Barnabé, no Distrito Industrial de Indaiatuba. Para entrar em operação pelo menos 200 empregos diretos estão previstos.

O projeto será viabilizado através de uma parceria entre a Prefeitura de Indaiatuba, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Instituto Harpia Harpyia, com apoio do governo federal. As projeções dos idealizadores indicam que a usina vai iniciar as atividades com a capacidade de produção de 50 mil litros diários de biodiesel.

O prefeito de Indaiatuba, José Onério da Silva (PDT), disse que uma planta piloto da usina funciona no município desde outubro do ano passado, a partir de uma parceria feita com a Faculdade de Agricultura (Feagri), da Unicamp, e com o Instituto Harpia Harpyia.

Em um pouco mais de um ano, a população de Indaiatuba incorporou-se ao projeto com doação de óleo de cozinha usado, assim como os proprietários de restaurantes e lanchonetes da cidade. Nesse período, foram produzidos quase 100 mil litros de biodiesel, utilizados 100% em três veículos do Saae e 50% do produto em mais 20 veículos da frota do Saae.

A experiência adquirida nessa planta piloto foi apresentada recentemente em Brasília, no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a participação do chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, e de representantes dos ministérios de Ciência e Tecnologia e de Desenvolvimento Agrário.

A partir dessa reunião, os representante do governo federal comprometeram-se a fazer o investimento de R$ 3 milhões, necessários para a construção da usina. Carvalho destacou que a proposta é viável e promove a inclusão social. Além disso, o projeto foi bem visto na esfera federal porque preserva o meio ambiente e estimula a agricultura familiar.

Diante do sucesso do projeto, foi constituído também na reunião um grupo de trabalho que terá a incumbência de formar um consórcio intermunicipal da região. "Através do consórcio, cada município deverá participar na coleta e no transporte de óleo saturado para a usina, além de intermediar pequenos produtores agrícolas na produção de vegetais para a produção do biodiesel", revelou o prefeito de Indaiatuba.

Durante a reunião, foi acertado também a destinação do lucro gerado pela eventual venda do biodiesel da usina ao Fundo Municipal de Alimentação e Nutrição para financiar ações e programas de inclusão social.

O secretário de Meio Ambiente de Indaiatuba, Nilson Gaspar, disse que já começou a ser feita a terraplanagem da área de 2 mil metros quadrados doada para abrigar a usina. O local deverá iniciar as obras de dois galpões de 150 metros quadrados. A verba desse início de obras é municipal, mas o investimento do governo federal deverá vir a partir de janeiro, através dos ministérios participantes da reunião. Os primeiros contatos para a formação do consórcio intermunicipal na região também já foram iniciados.

SAIBA MAIS

O biocombustível é resultado de uma reação química chamada de transeterificação entre um ácido graxo e um álcool (ou um etanol obtido de cana ou o metanol, de cereais e madeira).

Essa reação química produz glicerina e diesel. A glicerina é separada para outras utilidades, entre elas na fabricação do sabão.

O biodiesel pode ser obtido de qualquer óleo.

Unicamp faz catalisador de alto desempenho

A proposta de utilizar o biodiesel urbano - obtido a partir da reciclagem do óleo saturado de cozinha ou de vegetais -, surgiu com a tecnologia desenvolvida nos últimos cinco anos por engenheiros e pesquisadores da Feagri, na Unicamp. No período, foi desenvolvido um catalisador que obtém resultados eficientes no processo de transformação do óleo em biodiesel. O catalisador é de alto desempenho à base de etanol e, por ser uma boa novidade no mercado, foi patenteado pela universidade em abril deste ano.

O pesquisador Osvaldo Cândido Lopes explicou que o catalisador, ou reagente, é essencial no processo de transformação do óleo vegetal em óleo combustível.

O coordenador do Programa de Biodiesel da Unicamp, Antonio José da Silva Maciel, disse que o catalisador desenvolvido na Feagri é de terceira geração, mas manteve em sigilo a composição desse novo catalisador. Adiantou apenas que é componente de matéria-prima abundante na natureza.

Além de ter criado uma planta piloto em Indaiatuba, através de uma parceria com a Prefeitura, a patente da tecnologia já foi licenciada para a BioCamp, uma empresa do Mato Grosso do Sul. Apesar disso, não há exclusividade de utilização. A tecnologia poderá ser repassada a quantas empresas desejarem utilizar o catalisador e a universidade receberá royalties pelo emprego dele.

Fonte: Cosmo On Line

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Uso da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel

Fatos

As variedades de soja plantadas no Brasil são fruto de mais de vinte anos de pesquisas. Ao contrario do que possa parecer para o leigo, o principal produto da soja é o seu farelo (proteína) e não o óleo (lipídio). Portanto, todo o desenvolvimento do material genético brasileiro tem sido voltado, além de outros fatores, para o aumento de seu teor de proteína (38%), com a conseqüente redução no teor de óleo (19%) e de carboidratos totais. Ou seja, a soja tem baixos níveis de produção de óleo por hectares (2.700 kg/ha).

Pelas suas características comerciais, para ser produzida como uma oleaginosa, tendo o seu produto principal o óleo, ela é inviável porque é muito pouco produtiva. A menos que, com a tecnologia, se pudesse desenvolver outras variedades com mais óleo.
Outro elemento que hoje compromete o cultivo da soja, que é o alto custo de produção. A soja é um cultivo “petrodependente”, ou seja, que depende de grandes quantidades de insumos derivados de petróleo, como é o caso dos adubos químicos e dos agrotóxicos. A tendência, com o aumento do preço do petróleo, é o custo de produção da soja se elevar ainda mais. Por isso, a visão da soja transgênica como uma perspectiva para a produção de biodiesel.

Todas as etapas da produção de soja são mecanizadas - o preparo do solo, o plantio, toda a adubação, prevenção de pragas, colheita, transporte e armazenamento.

É uma cultura que tem todas as suas etapas de produção já dominada pelo produtor rural e, sua produção, já está bem adaptada em vasta extensão do território nacional.
A maior parte da exportação de soja feita pelo Brasil é na forma de grãos devido, basicamente, os menores custos da sua logística.

Como a soja é uma commodity (o produto soja encarado do ponto de vista de seu valor de mercado, como item de negociação em bolsas de mercadorias), seus valor é cotado conforme a variação do mercado internacional seguindo a regra básica que quanto maior os teores de proteína maior o seu valor de venda.

Uma das maiores dificuldades apresentadas para a disponibilidade do álcool combustível reside na variação internacional do preço do açúcar, outra commodity. Quando está em alta, diminui-se a produção de álcool para atender ao mercado. Quando está em alta, aumenta-se, internamente, a oferta deste combustível. Tanto uma quanta a outra situação causam problemas no fornecimento interno do álcool combustível.

Com a soja já ocorre a mesma coisa. Quando os preços lá fora sobem, diminui-se a produção de óleo de soja e quando baixam, diminui-se.

A Petrobrás lançou no começo do ano o H-Bio de forma completamente , no mínimo, atrapalhada chegando, quase, às raias da irresponsabilidade, bem diferente da forma normal de ação desta empresa. Como única justificativa para tamanha insanidade, na minha opinião, de atender às reivindicações dos grandes produtores de soja que atravessavam uma grande crise no setor devido à valorização do real frente ao dólar, que reduziu a rentabilidade do setor de grãos, fortemente dependente das exportações.

Conclusão

Com tudo isso posto, podemos notar que a soja oferece grandes vantagens na sua produção. No entanto, apresenta muitas desvantagens também.

O risco que o Brasil corre de colocar todo o seu potencial produtivo de biodiesel na soja é de estar criando um novo Pro-Álcool, o Pro-Bio. Que, de social, não teria absolutamente nada (Artigo relacionado).

Do Autor do Blog

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terça-feira, 13 de novembro de 2007

Comissão de InfraestruturaI aprova recondução de Haroldo Lima à direção da ANP

Por 20 votos a favor e 2 contrários, em votação secreta, a Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) aprovou, nesta terça-feira (13), a recondução do ex-deputado Haroldo Lima (PCdoB-BA) para a direção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ele é diretor-geral da Agência desde 19 de outubro de 2005 e seu mandato vai até 11 de dezembro próximo. O presidente da CI, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), informou que a matéria será imediatamente encaminhada à Secretaria Geral da Mesa, para que possa ser votada em Plenário.

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) destacou em seu relatório sobre a indicação que o currículo de Haroldo Lima "demonstra que sua formação acadêmica e experiência profissional são compatíveis com o cargo". Em sua explanação diante dos senadores, o indicado destacou as atividades da ANP, enfatizando as atividades da Petrobras e a recente jazida descoberta no campo Tupi, que, estima-se, aumentará em 50% as reservas brasileiras conhecidas de petróleo.

Haroldo Lima afirmou que o valor de mercado da maior empresa brasileira era de R$ 28,3 bilhões em 1997, mas que atingiu R$ 223 bilhões no ano passado e, depois da revelação do novo campo descoberto, chegou a R$ 285 bilhões. O lucro líquido consolidado da Petrobras passou de R$ 1,5 bilhão em 1997 para R$ 26 bilhões em 2006, num crescimento de 1.733%.

Explicou que, no novo campo descoberto, foram feitas 15 perfurações, sendo que em oito houve resultado positivo. Resultado que considerou excelente, uma vez que a média mundial de produção é de um posto testado - jargão do setor para perfurações nas quais se acha petróleo - a cada dez perfurações. Ele também defendeu a retirada de 41 blocos de exploração dos 312 incluídos na 9ª Rodada de Licitações de blocos, que já estava em andamento. Lima disse que esses blocos não serão simplesmente entregues à exploração da Petrobras, mas o governo os retirou para analisar melhor a forma para sua exploração.

Haroldo Lima também falou do ambiente regulatório da ANP, que tem responsabilidade sobre 180 distribuidoras de combustíveis, 34.750 revendedores de combustível e 35.352 revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP), além de importadores, exportadores e distribuidores de combustível, asfalto e outros derivados. Acrescentou que, em decorrência de maior ação de fiscalização - que saltaram de aproximadamente 7 mil em 1999 para quase 25 mil a no passado -, o índice de não-conformidade (jargão para combustíveis adulterados) caiu de 12,5% para pouco menos de 3% das amostras fiscalizadas.

Na sabatina, realizada depois da votação, Marconi Perillo indagou sobre o aproveitamento de gás natural nos poços de alto mar: as informações das quais dispunha indicavam um prejuízo de US$ 324 milhões com o gás natural, que, por falta de planejamento para sua exploração comercial, é queimado ou injetado de volta nos poços. O vice-presidente da CI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), indagou se a ANP procedeu a um estudo sobre a viabilidade da exploração de petróleo no Pantanal mato-grossense e no vale do Rio Parecis. O senador Valter Pereira (PMDB-MS) quis saber se a fiscalização de combustíveis em seu estado já voltou ao normal. O senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) criticou o contingenciamento, pelo governo, de recursos das agências reguladoras. O senador César Borges (PR-BA) questionou a política nacional de gasodutos e o senador Augusto Botelho (PT-RR) manifestou sua confiança no nacionalismo e na competência do indicado.

Haroldo Lima respondeu a algumas das perguntas, principalmente sobre os tópicos que já tinha tocado em sua exposição, e pediu aos parlamentares que pudesse encaminhar as demais por escrito.
José Paulo Tupynambá / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Motivações para o uso de biodiesel

a) Fonte Renovável.
b) Busca de substitutos aos derivados de Petróleo.
c) Economia de Petróleo.
d) Substituição de Importação de diesel.
e) Combustível Limpo.
f) Diminuição do “Efeito Estufa”.
g) Crédito de Carbono (1t de biodiesel evita a produção de 2,5 t de CO2).
h) Geração de Emprego e Renda.
i) Posicionamento Estratégico / Econômico.
j) Auto-suficiência energética.
k) Fortalecimento do Agronegócio.
l) Desenvolvimento regional sustentado.
m) Aumento da arrecadação pelo aumento atividade econômica.

Do própio Autor

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Mercedes-Benz destacou na Fenatran os avançados testes com Biodiesel B100


Marca já finalizou, com êxito, testes com B100 em bancos de prova ensaios realizados em seu Centro de Desenvolvimento Tecnológico.

Mercedes-Benz, confirmando seu pioneirismo no desenvolvimento tecnológico de veículos comerciais, vem dando passos inovadores na utilização de biodiesel em caminhões e ônibus. A marca é a primeira do Brasil a apresentar os resultados de testes com o B100, combustível 100% biodiesel, tendo realizado, com sucesso, testes funcionais e de durabilidade com motores eletrônicos em bancos de prova, partindo agora para testes operacionais nos veículos em operações regulares de transporte.

O biodiesel é uma das opções da matriz energética veicular para reduzir o nível de emissão de poluentes. Sua utilização em veículos comerciais é uma iniciativa de países preocupados com a preservação do meio ambiente.

A experiência mundial da Mercedes-Benz com biodiesel tem sido fundamental para o direcionamento do trabalho realizado no País. A marca tem capacidade tecnológica e experiência internacional para o desenvolvimento do uso do biodiesel, apoiando ao Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel e contribuindo para a proteção ambiental.

Avanços com biodiesel na Fenatran - A fim de mostrar os avanços com o biodiesel, a Mercedes-Benz criou um espaço especial para o tema no seu estande da Fenatran, onde mostrou componentes de motores, um abastecido com biodiesel e outro com diesel.

A marca demonstrou as peças utilizadas nos testes com biodiesel e diesel, como pistões, coletores, válvulas, cabeçotes e sistemas de escape e de combustível, destacando as diferenças entre elas e evidenciando a ação do biodiesel no funcionamento do motor.

Testes rigorosos com B100 em bancos de prova - A Mercedes-Benz submeteu os motores eletrônicos OM 457 LA e OM 926 LA, abastecidos com biodiesel B100, a condições extremas de testes funcionais em bancos de prova do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Empresa, em São Bernardo do Campo.

Nos bancos de prova, foram realizadas 1.400 horas de testes de durabilidade em programas de alta solicitação, conhecidos como durabilidade acelerada, envolvendo motores abastecidos com biodiesel. Os resultados obtidos nesta etapa foram extremamente satisfatórios, dando sustentação agora à fase de testes operacionais em veículos.

Testes em ônibus com B20 e B5 em São Paulo - No avanço da Mercedes-Benz com o biodiesel há outros passos marcantes. A mistura B20 (20% de biodiesel + 80% de diesel), que também havia obtido resultados satisfatórios em rigorosos testes de bancos de provas, vem passando agora por testes operacionais em percursos regulares de ônibus da Viação Cidade Dutra, em São Paulo. São 15 veículos equipados com motores médios e pesados.

A Viação Cidade Dutra também foi parceira da Mercedes-Benz em testes com biodiesel B5, etapa concluída com êxito, cujos resultados foram encaminhados para análise de validação pela ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A porcentagem de mistura B5 (5% de biodiesel + 95% de diesel) será exigida no Brasil somente a partir de 2013. O programa de testes, iniciado em agosto de 2006 e que teve duração de cerca de um ano, envolveu 8 ônibus em linhas de grande densidade de passageiros na capital paulista. Os veículos Mercedes-Benz estavam equipados com motorização eletrônica, sendo 2 ônibus com motores novos e 4 com motores usados de alta quilometragem, abastecidos com biodiesel B5, além de outros 2 abastecidos apenas com diesel para comparações de desempenho, durabilidade e emissões. Assim como aconteceu na Europa, esses motores não receberam nenhuma alteração para o abastecimento com B5.

Os seis ônibus movidos com a mistura B5 percorreram mais de 320.000 quilômetros e consumiram cerca de 134.000 litros de combustível durante os testes. Foram mais de 19.300 horas trabalhadas em operações de alta solicitação, sem observação de problemas decorrentes do uso do biodiesel.

Mesmo nos motores com alta quilometragem, a utilização do biodiesel B5 comportou-se de forma exemplar, demonstrando a perfeita sintonia entre o motor e o combustível.

Veículos Mercedes-Benz aptos para o biodiesel B2 - Desde 2006, caminhões, ônibus e modelos Sprinter Mercedes-Benz, novos e usados, podem ser abastecidos normalmente com biodiesel B2, sem prejuízo ao produto, não sendo necessária nenhuma alteração na motorização. Estes veículos já saem de fábrica abastecidos com o B2, o que demonstra a total adequação do produto a esse combustível alternativo, bem como o comprometimento da marca com o tema.

Trabalho de parceria - Os testes com biodiesel vêm sendo realizados pela Mercedes-Benz em parceria com o PROBIODIESEL - Programa Brasileiro de Desenvolvimento Tecnológico de Combustíveis Alternativos (projeto de fomento à pesquisa tecnológica financiado pelo CNPq), TECPAR - Instituto de Tecnologia do Paraná (monitoramento da qualidade do biodiesel), Viação Cidade Dutra (empresa de ônibus urbanos de São Paulo), Shell (abastecimento de diesel e lubrificantes e responsável pela mistura do biodiesel ao diesel), Bosch (sistema de injeção de combustível), Parker Hannfin (pré-filtro de combustível), Mahle (filtro de combustível), Hengst (filtro de óleo lubrificante) e Brasil Ecodiesel (abastecimento de biodiesel).

Também no Rio de Janeiro vêm sendo realizados testes com utilização do biodiesel em operação regular do transporte coletivo urbano. Cerca de 3.000 ônibus vêm rodando, em fase experimental, com a mistura B5.

O biodiesel reduz as emissões de Material Particulado (PM), Hidrocarbonetos (HC) e Monóxido de Carbono (CO), promovendo apenas pequeno aumento nas emissões de Óxido de Nitrogênio (NOx).

Fonte:

Britânica investe em pinhão-manso em SP

A D1-BP Fuel Crops Limited, joint venture criada em junho deste ano pelas empresas britânicas BP e D1 Oils, deu ontem o primeiro passo para a produção de pinhão-manso no Brasil. A empresa fechou acordo com produtores do município de Jales (SP) para o cultivo de 10 mil hectares da oleaginosa.

As sementes serão esmagadas localmente e o óleo bruto será exportado ao Reino Unido para a produção de biodiesel para atender ao mercado europeu, informou ao Valor Steve Douty, diretor executivo da D1-BP. "Estamos buscando outros parceiros no Brasil para expandir o plantio do pinhão-manso a 300 mil hectares, no prazo de três anos", afirmou.

De acordo com o executivo, a meta é tornar o Brasil um dos principais fornecedores da matéria-prima para a produção de biodiesel. A D1-BP foi criada para ser o braço produtor de biodiesel das empresas e tem como plano investir globalmente 160 milhões de libras (aproximadamente US$ 266 milhões) no plantio de 1 milhão de hectares de pinhão-manso no prazo de quatro anos, o que vai lhe render uma oferta anual média de 2 milhões de toneladas de óleo por ano. A D1 Oils já possui produção própria de 172 mil hectares, cultivados na Índia, África do Sul e sudeste da Ásia e que foi incorporada à joint-venture como capital.

A D1-BP já iniciou projetos na Índia e no Brasil e estuda investir também no sudeste da Ásia, em países da África e outros da América Latina. "Na América do Sul nosso primeiro trabalho será realizado no Brasil", observou Douty. Segundo o executivo, o plantio dos 10 mil hectares - que serão cultivados na região de Lençóis Paulista - deve ser alcançado até 2010. "Inicialmente estamos negociando outras parcerias em São Paulo, mas também buscamos produtores de outros Estados, onde o cultivo do pinhão-manso tenha custo de produção favorável", disse.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão-Manso (ABPPM), o plantio no país já ocupa 20 mil hectares, com produção comercial em Tocantins, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Conforme Douty, o pinhão-manso foi eleito pela empresa devido à sua alta resistência à seca, fácil adaptabilidade em diferentes países e também por ser um cultivo que não é utilizado para consumo e, portanto, não representa competição direta que possa reduzir a oferta de alimentos no mundo. "Como o pinhão pode ser cultivado em terras de menor valor agrícola e exige pouca irrigação, é uma excelente matéria-prima para o biodiesel", afirmou Phil New, presidente da BP Biofuels.

Nessa primeira fase do projeto, os investimentos no campo pela D1-BP no Brasil deverão ficar entre US$ 15 milhões e US$ 18 milhões. A estimativa é que os 10 mil hectares produzem até 20 mil toneladas de óleo para a produção de biodiesel. Douty observou que a oferta doméstica de canola e outras oleaginosas na União Européia é insuficiente para atender à demanda do bloco prevista para 2010, de 11 milhões de toneladas de biodiesel por ano. "Além disso, essas matérias-primas são muito caras para serem produzidas na Europa. Daí o interesse em transformar o Brasil e outros países em plataforma de exportação da matérias-primas para a produção do biocombustívels", afirmou.

Fonte:

Do: Toda Fruta