A iniciativa nasceu em 2003, quando o "Biodiesel em casa e nas escolas" começou a recolher o óleo utilizado no restaurante do campus de Ribeirão Preto da USP. Aos poucos, cadeias de restaurantes fast food, de supermercados e escolas da rede pública aderiram ao programa - atualmente são 25 mil alunos participando na coleta. Hoje, segundo o professor, cerca de 100 toneladas que seriam despejados na natureza movem a frota usada na pesquisa e veículos de empresas parceiras.
O Jovens Embaixadores Ambientais é realizado desde 1996. Oito anos depois, foi feita uma parceria com o PNUMA. Segundo a empresa, o programa busca "incentivar lideranças jovens de 18 a 25 anos nas áreas de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável". Já foram premiados mais de 400 jovens em 22 países da Europa, Ásia, África e América Latina. No Brasil, o programa é realizado desde 2004 e 16 estudantes já conquistaram o prêmio. Os vencedores deste ano, receberão o prêmio na sede mundial da empresa, em Berlin, na Alemanha.
Processo
Para ser transformado em energia renovável, o óleo de cozinha passa por um processo de filtragem que retira resíduos deixados pela fritura. Depois é retirado toda a água misturada. Se preciso, o óleo passa por uma "purificação" química, para retirar os últimos resíduos. Limpo, o óleo recebe a adição de álcool e uma substância catalisadora e no reator, agitado a temperaturas específicas, se transforma em biocombustível.
Para completar o processo, o produto passa ainda por um refino. Só então pode ser usado em motores capacitados para queimar o biocombustível. Dabdoub explica que da reação química, sobra glicerina, que pode ser usado na indústria de produtos de limpeza, de tabaco e na fabricação de explosivos. O professor conta que a pesquisa está na fase final dos testes, que ocorrem há três anos, do biocombustível em motores de tratores, máquinas e carros.
Dabdoub conta que o principal empecilho para a produção do biodiesel em escala industrial hoje ainda é o custo. Mas ele deslumbra um futuro promissor para o biocombustível feito a partir do óleo de cozinha. A legislação federal (Lei 11.097, de 13 de janeiro de 2005) determina que o todo diesel vendido no Brasil possua 2% de biocombustível misturado a partir de 1º de janeiro do ano que vem. "O biodiesel veio para ficar, não tenho dúvida. Só falta passar pela curva do aprendizado. Mas vai se consolidar como o álcool se consolidou", diz.
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