sexta-feira, 27 de junho de 2008

A D1 Oils plc quer produzir biodiesel no Brasil de Pinhão-Manso

A companhia inglesa D1 Oils plc deve abrir uma unidade no Brasil. Especializada no processamento de biodiesel tendo Pinhão-Manso (Jatropha Curcas L.) como matéria-prima, a empresa pretende abrir oito campus de experimentos em vários estados, sendo dois centros de desenvolvimento e uma empresa pesquisadora de sementes.

O presidente da D1, Henk Joos, confirmou o interesse pelo Brasil seegundo Mike Lu, presidente da Associação Brasileira de Produtoras de Pinhão Manso (ABPPM). Conforme Lu, a D1 deverá chegar ao país ainda em agosto deste ano.

Fonte: Agroind

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Empresa de sabão diz ter criado um Biocombustível hibrido

Um fabricante de produtos de limpeza para automoveis diz ter desenvolvido uma nova linha de biocombustíveis que pode revolucionar o setor de biocombustíveis.

A Stone Soap Co. Inc. solicitou o registro de patente de uma substância química relacionada a três produtos: um chamado de biodiesel “híbrido”, um biocombustível para ser misturado à gasolina e um bio-óleo para motores. Os prdutos, que foram testados por um fabricante de automóveis não divulgado, como foi reportado,promovem um aumento na econonomia de combustivel e na lubrificação, sem os problemas de solidificação a frio ou desperdicio da glicerina associada à produção de biodiesel.

O custo de produção desses combustíveis é menor do que o do diesel de petroleo ou do biodiesel, diz Steve Stone, vice-presidente-executivo da companhia de sabão sediada em Sylvan Lake.

“Eles produzem pouquíssima matéria particulada no processo de queima, o que, para efeito de poluição do ar, especialmente em grandes áreas urbanas, é muito, muito importante”, diz Stone. “Além disso, eles têm um cheiro bom... como se você estivesse na cozinha da sua avó.”

Stone falou com o repórter da Business Review, Sven Gustafson, sobre a nova tecnologia.

Veja a integra da matéria e a entrevista de Stone aqui (em ingês).

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sábado, 21 de junho de 2008

O Brasil e o Biodiesel

Do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), pode-se dizer, é um vencedor. Após uma gestação bastante curta, nasceu de forma prematura e por um parto feito a fórceps devido seu tamanho. Sofreu vários víeis durante a sua curta infância e chega à adolescência, por conta de uma mega estrutura criada para garantir a sua sobrevivência, muito mais devido a questões externas (preço do petróleo, agravamento das questões ambientais, etc...) do que propriamente por mérito próprio do Governo, apesar de o tê-lo.

Essa comparação não é das melhores, mas mostra um pouco da estória do biodiesel brasileiro.

Um programa para a inserção de um componente na matriz energética, idealizado dentro de gabinetes da esplanada dos ministérios em Brasília, há pouco mais de três anos contando, na data da publicação da lei, com zero de infra-estrutura de produção, simplesmente não existia até dois anos atrás e tendo como principal justificativa para sua criação, a geração de renda e emprego para famílias carente, atualmente sofrendo de uma quase completa ineficiência de funcionamento, parece um plano que deveria ter morrido no nascedouro.

Não só não morreu, como chega ao mês de junho deste ano com mais de trinta plantas industriais em plena produção e com outras tantas em diversas etapas de implementação – são 55 ao todo (ANP), e com uma participação pequena, porém existente, de representantes de setores importantes da agricultura familiar.

As explicações para o atual sucesso do plano são todas, ou pelo menos a sua grande maioria, externas. Podemos apontar como responsáveis pela atual situação do biodiesel brasileiro as seguintes explicações: as leis do mercado como a da oferta e da procura; o empenho do governo federal para que dê certo; a obstinação do empresário brasileiro, que acreditou e insistiu no programa; o aumento desenfreado do petróleo; as questões ambientais atuais; e a entrada da Petrobras, dentre outras.

Se todos estes fatores não tivessem se juntado para corroborar com o cenário de expansão, a essa altura do campeonato, o programa já teria ido parar no cemitério das idéias esdrúxulas características dos governantes do terceiro mundo.

Podemos dizer isso porque o programa, que foi lançado com um viés social de geração de emprego e renda para famílias carentes, sofre grandes amarguras com o cenário de pouca inserção da agricultura familiar (1) na cadeia produtiva, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, alvo maior do Selo Combustível Social, menina dos olhos do presidente Lula, concedido pelo MDA àquelas empresas que compram matérias-primas (1) junto às cooperativas, sindicatos e associações de trabalhadores ligados à agricultura familiar (2)

No caso das matérias-primas (2), enquanto a mamona e o dendê, escolhidas como base do programa, representam, juntas, apenas 1,03% (0,03 e 1% respectivamente), do total da que é utilizada para produzir o biodiesel, a soja(1) representa cerca de 70% deste total (Dados: ANP/Exame).

A razão disso é muito simples de se entender: apesar de o grão de soja conter apenas 18% de óleo, exigindo mais área que outras oleaginosas, por exemplo, enquanto a soja produz 600kg de óleo por hectare, o dendê produz 6.000kg, o que exige apenas 10% da área para produzir a mesma quantidade de óleo, o agronegócio (1) da soja (2) é o mais bem estruturado para atender esta grande demanda gerada em tempo tão curto, pois é a cultura com maior organização da cadeia produtiva, com sistema de produção dominado, mercado estabelecido e diversificado, grande capacidade de resposta e muito adequado às condições de clima e solo, conta com uma produção expressiva e com preços competitivos muito bons em relação às outras opções. Portanto, neste cenário, durante os próximos anos dificilmente a soja será superada como fornecedora de matéria-prima do biodiesel.

Ou seja, mais uma vez a eficiência do agronegócio brasileiro (2), com seu dinamismo característico e sua eficácia para atuar no mundo globalizado do capitalismo atual, consegue sobrepujar desafios e impor a sua dinâmica ao mercado. Aproveitando-se de todos os mecanismos de subsidio criados pelo PNPB, impões ao governo todas as alterações que se fizeram necessárias para poder dominar este mercado emergente segundo suas regras.

Para tentar reverter esse quadro e retomar às origens do programa, a Petrobras comandada pelo seu presidente, Sérgio Gabrielle, sob a batuta do Presidente Lula e da Ministra Dilma Rousseff, apresenta a criação de sua subsidiária para tratar de biocombustíveis, a Petrobras Bioenergia, com investimentos previstos de US$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos, com toda potencialidade para produzir biocombustíveis e se tornar o seu maior fornecedor no Brasil.

Como este investimento representa apenas 1% em relação à estrutura da Petrobras, essa empresa subsidiária para gerir a área de biocombustíveis foi criada para não correr o risco de se perder dentro dela, além de ter a vantagem de concentrar todas as atividades do setor, já que a Petrobras atua em uma área diferente estrutura.

A Petrobras Bioenergia assumirá o controle das usinas na Bahia, em Minas Gerais e no Ceará e dos projetos para participação em nove usinas em parceria com a japonesa Mitsui, além de tentar negociar a compra da sua principal concorrente, a Brasil Ecodiesel, maior produtora de biodiesel do Brasil, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A situação do mercado não poderia ser melhor.

A alteração da legislação, elevando de 2% (dois por cento) (B2) para 3% (três por cento) (B3) no percentual de mistura obrigatória de biodiesel ao óleo diesel a partir do dia 1º de julho (Resolução CNPE nº 02), deverá favorecer a agregação de valor às matérias-primas oleaginosas de origem nacional e promover o desenvolvimento da indústria nacional de bens e serviços, possibilitando a redução da importação de óleo diesel e permitir efetivos ganhos na balança comercial.

O dinamismo dos produtores de biodiesel, que permitiu essa primeira antecipação, do B2 para o B3, já exerce uma pressão de elevação do percentual da mistura para 4% (B4) a partir de janeiro do ano que vem e, o B5, até 2010 (a previsão inicial era para 2013).

Com a mistura B3, o Brasil passa a categoria das maiores potências em energia renovável no mundo, pois eleva o consumo de biodiesel de um pouco mais que 400 milhões de litros de B(100) em 2007, para algo em torno de 1,2 bilhão este ano (a estimativa, com o B2, era de 490 milhões em 2008). Além de sinalizar claramente ao mercado, a capacidade de se manter na liderança da produção e no uso em larga escala neste setor de energia, essa nossa maior diversificação da matriz energética, oferece grandes vantagens ambientais, econômicas e sociais para o Brasil.

Ambientais: a ampliação do uso do biodiesel significa uma redução da do uso dos combustíveis fósseis, permitindo a diminuição das emissões de GEE.

Econômicas: representa uma diminuição na dependência dos combustíveis fósseis para o país, o Brasil importa 12% do seu consumo de óleo diesel. Com o B3, a economia com a diminuição da importação de diesel deve superar US$ 600 milhões. Essa renda, que iria para o exterior, acabará nos pequenos e médios municípios onde a atividade agrícola e as indústrias de biodiesel estão ajudando a dinamizar as economias locais, possibilitando o desenvolvimento e promovendo uma distribuição de renda.

Social: a Petrobrás pretende ser a maior produtora de biodiesel do país (938 milhões de litros em 2012 e 1,2 bilhão em 2015), com a participação de até 50% da agricultura familiar no plantio das oleaginosas, entre soja, girassol e dendê. Já existem mais de 53 mil agricultores cadastrados no programa e a meta é alcançar 200 mil. O aumento do uso do biodiesel contribuirá para ampliação da geração de emprego e renda em sua cadeia produtiva, com um caráter nitidamente social, voltado à inclusão da agricultura familiar.

Para entender o tamanho do projeto, a Brasil Ecodiesel, maior produtora individual de biodiesel, pode fazer apenas 350 milhões de litros. por ano, todas outras juntas, inclusive a petrobrás, tem capacidade autorizada de 1,83 bilhões de litros, só a usina chamada “planta premium” terá capacidade inicial de 300 milhões de litros por ano.

A “planta premium” da Petrobras será no Nordeste e terá vocação para exportação. Com esta vocação, deverá estar localiza próximo a um porto. A espera da implementação dessa megausina, a Petrobras se prepara para colocar em funcionamento as suas unidades Candeias, na Bahia, Montes Claros, em Minas Gerais, e Quixadá, no Ceará, com capacidade total de produção de 171 milhões de litros por ano e tecnologia comprada no exterior.

Não só a Petrobrás tem feito aportes substanciais em biocombustíveis, outros investidores, dentre aqueles que têm conseguido cumprir os prazos dos contratos obtidos nos leilões da ANP, têm feito planos ousados para estarem receberem de forma competitiva a Petrobrás, que deverá ter as suas três unidades produtoras nos próximos meses.

Mas nem tudo tem sido um mar de rosa neste setor. Muitas usinas já prontas ainda não estão operantes, já superam, inclusive, o numero das já em operação. Menos da metade dos volumes negociados nos leilões da ANP de 2005 e 2006, para entrega em 2007, foram entregues. A inadimplência é muito grande no pagamento dos empréstimos tomados, já chega a 30% e pode aumentar. Este ano, até abril, só haviam sido entregues 276 milhões de litros, pouco mais da metade de toda a produção do ano passado de 402 milhões de litros, e pouco mais de 1/6 do total a ser produzido para atender a demanda deste ano de 1,2 bilhões de litros.

Para sobreviver neste mercado, as usinas de biodiesel depende do funcionamento da logística de fornecimento da matéria-prima funcionando bem, com preços competitivos e previamente acertados. Algumas das empresas que venderam nos leilões não tinham contratos firmes para puderem garantir as condições de entregar do produto. Outras cumpriram o compromisso assumido, mas operavam no vermelho até poucos dias atrás.

Os ajustes para alcançar as metas estabelecidas pelo PNPB estão sendo feitos, porém ainda estão muito longe do ideal desejado pelo governo. A produção melhora e os preços se corrigem, mas ainda não se consegue fazer uma previsão otimista de cumprimento das metas estabelecidas.

As condições brasileiras são as melhores do mundo para a produção de biocombustíveis, terras suficientes e disponíveis, clima favorável e bons níveis tributários para atender de forma folgada a demanda interna e externa. Mas, apesar disso, até 2006 éramos apenas o 14º produtor de biodiesel, no ano passado pode ter alcançado o 4º lugar e só vai estar em condições de disputar a liderança, hoje com a Alemanha, a apartir do ano que vem.

Por outro lado, no tecnológico, a situação é bem menos preocupante. As principais indústrias de caminhões e ônibus estabelecidas no país estão em pleno desenvolvimento de seus motores para uso do biodiesel. Já aprovaram o uso do B5 em sua frota e já estão em estagio bastante avançado para o uso da mistura de 20% (B20). Até o uso de biodiesel puro (B100) deixou de ser tratado como uma utopia e passou a ser uma meta a ser alcançada.

A Mercedes terá, em São Paulo e no Paraná, ônibus e caminhões rodando, em teste, com biodiesel puro (B100), ainda no mês que vem. A Scania, apesar de não ter realizado testes para o B2, B3 e B4, por não verem perigo aos seus motores até a mistura de 5%, até porque já possui 500 caminhões rodando na Europa só com 100% de biodiesel e, apesar das diferenças entre os motores utilizados lá e aqui, devido às diferentes especificações técnicas de cada país europeu e do Brasil, não vê grandes dificuldades em fazer as adaptações necessárias para estabelecer o seu uso no Brasil.

Portanto, apesar de todas as dificuldades enfrentadas pelo PNPB, a grandiosidade e a capacidade do setor agrícola brasileiro aliada às conjunturas externas favoráveis, pode garantir ao entusiasmado presidente Lula, alcançar o êxito, não sei se esperado, uma vez que é acusado por alguns de pôr a idéia na rua sem noção de como entregar o prometido.

Usinas de biodiesel saem do vermelho

O último levantamento de produção de biodiesel disponibilizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) revela que o país fez 213,4 milhões de litros de biodiesel nos três primeiros meses do ano. O volume é pouco mais da metade de todo o biocombustível fabricado no ano passado, quando a produção chegou a 402 milhões de litros.

O volume processado no primeiro trimestre é tímido diante da necessidade estimada de 1,2 bilhão de litros para esse ano, com evento do aumento na adição de biodiesel ao óleo diesel em 3% (B3) a partir de 1º de julho próximo. Este dado colocou em alerta o governo Federal, pois os fabricantes terão os oito meses restantes (a contar a partir de abril) para produzir 1 bilhão de litros (Dados da ANP).

Porém, após esse período de incertezas do mercado de biodiesel, aonde se chegou a duvidar da capacidade das usinas em atenderem o aumento na mistura, as empresas conseguiram sair do vermelho e passaram a trabalharem mais folgadas.

Com os preços alcançados no leilão de abril, 42 % superiores aos de novembro de 2007, aliado ao recuo de 14,5% sofrido nos preços praticado na venda de óleo de soja, 70% da matéria-prima do biodiesel, no mercado interno, de março para este mês.

Esta é uma realidade causada pelo fato do biodiesel ter como principal fonte produtos agrícolas negociadas como commodity e sujeitos às sazonalidades inerentes às atividades agrícolas, ou seja, as variações no preço do mercado externo afetam a demanda interna e fazem ressurgir o fantasma das variações no preço da commodity açúcar que causaram, e ainda causam, tantos problemas ao programa Pró-Álcool durante as décadas de 70 a 90 do século passado. Basta ver que, a saída do vermelho pelas usinas, se deve ao fato do recuo no preço da tonelada de óleo de soja.

Em 06 de março, a tonelada desse óleo chegou a R$ 3,040 mil em São Paulo, valor que com a entrada da safra brasileira de soja recuou e nesta semana está em R$ 2,6 mil, segundo Miguel Biegai, da Safras & Mercado. Sérgio Tadeu, diretor da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio) avalia que a tendência é de as usinas trabalharem no azul para o próximo semestre, depois amargarem prejuízos com os dois leilões anteriores. (Gazeta Mercantil)

Ler também: Produção de biodiesel fica em 276 milhões de litros

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Arranjos produtivos vão incentivar produção de biodiesel

O governo federal vai integrar o trabalho de agricultores familiares que cultivam produtos agroenergéticos, como pinhão-manso, dendê, palma, babaçu e mamona. A proposta, que envolve o trabalho da Conab e de outros órgãos públicos federal e estadual, visa fortalecer a produção de biodiesel como alternativa ao uso do combustível fóssil.

Com o projeto, os agricultores passarão a ser organizados nos chamados arranjos produtivos, aglomerações localizadas em um mesmo território. A vantagem desse modelo é que os trabalhadores passarão a manter vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem com os outros agentes, como instituições de pesquisa.

O projeto piloto está sendo realizado com o pinhão-manso na região semi-árida de Minas Gerais, com aproximadamente 10 mil produtores, que tiveram assistência da Cooperativa Grande Sertão, Petrobrás e do Centro de Agricultura Alternativa (CAA) mineiro. O trabalho é coordenado pela Conab. A intenção é ampliar este tipo de parceria, principalmente na operacionalização.

De acordo com o superintendente de Gestão de Oferta da estatal, Carlos Eduardo, quanto maior a organização dos agricultores familiares, maior a sustentação do seu negócio no mercado. “Os arranjos produtivos oferecem uma estrutura logística melhor e garante a continuidade do processamento do óleo vegetal durante toda a cadeia de suprimento, que vai desde o cultivo da oleaginosa até o esmagamento e obtenção do óleo, que será tratado posteriormente por uma grande empresa”, explica.


Fonte: Agronotícia

Petrobras vê com otimismo produção de biodiesel com a Galp

A Petrobras está "otimista" com o acordo para produção de biodiesel em parceria com a Galp, que dever começar até ao fim deste ano.

Fernando José Cunha, gerente de biocombustíveis da Petrobras, afirmou que o estudo de viabilidade técnica está sendo finalizado pelas equipes das duas companhias.

"Estamos muito otimistas com essa parceria, principalmente com a possibilidade de abertura do mercado de distribuição de biodiesel para a Petrobras na Europa a partir da Galp", afirmou. O acordo incluiu a exportação de biodiesel para ser adicionado ao diesel no mercado português.

O biodisel será produzido pela Petrobras, a partir do óleo da palma, por uma unidade industrial provavelmente localizada na região Nordeste do Brasil.

No Brasil, as duas companhias são parceiras na exploração de petróleo, no litoral brasileiro, principalmente abaixo da camada de sal, nos campos de Júpiter, Tupi e Bem-te-vi.

O acordo para produção de biodiesel entre as duas companhias foi assinado em julho do ano passado, em Lisboa, durante a cúpula União Européia-Brasil sobre combustíveis limpos.

Na época, foi anunciada a produção de 600.000 toneladas de biodiesel, sendo metade destinada ao mercado português e o restante para outros países europeus.

O biodisel será utilizado pela Galp para cumprir a meta de adicionar até 10% de biodiesel ao diesel mineral derivado do petróleo consumido por Portugal até 2010.

Fonte:

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Valtra testa tratores com Biodiesel (B100)

Os testes a campo para liberar o uso de B-100 (100% biodiesel) nos tratores Valtra, na Usina Barralcool, em Barra do Bugres, Mato Grosso, já estão bastante avançados. Das 4.000 horas previstas para o experimento, 3.000 horas já foram cumpridas. O acordo de cooperação Valtra-Barralcool inclui como parceiros a Texaco, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Concessionária Pampa.

Alinhada com as exigências do mundo moderno, em 2001 a empresa saiu na frente e firmou parcerias para a pesquisa e o desenvolvimento do uso de biodiesel em seus tratores, colaborando para o avanço da agricultura sustentável.

Quatro anos depois, a Valtra iniciou os testes de campo para avaliar as vantagens e eventuais riscos do uso de biodiesel como combustível em tratores. Além da Usina Catanduva, o projeto também conta com outros parceiros: Delphi, Coopercitrus, Texaco e instituições de ensino como a Unesp de Jaboticabal (SP) e USP de Ribeirão Preto (SP).

Qualquer modelo que tenha motor Sisu Diesel, fabricado pela Valtra, poderá ser abastecido pelo B-100, depois de aprovada a sua liberação de uso, desde que o biodiesel seja especificado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), de acordo com a norma 42/2004.

Primeira montadora de tratores a se instalar no País, em 1960, a Valtra tem uma relação muito estreita com o setor sucroalcooleiro. Graças a uma linha completa de produtos robustos, eficientes e econômicos e ao excelente relacionamento com as usinas, a empresa conquistou a liderança no setor canavieiro e atende cerca de 60% da demanda de tratores nesse segmento.

DESEMPENHO

Comprovando a boa fase da agricultura e a reação dos preços das commodities, em maio, a Valtra do Brasil vendeu 894 tratores, um crescimento de 20,3% em relação ao mesmo mês de 2007, quando foram vendidas 743 unidades.

Segundo balanço da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no acumulado dos primeiros cinco meses de 2008, as vendas de tratores Valtra cresceram 30,5%. Foram comercializadas 3.874 unidades, ante 2.969 no mesmo período do ano passado.

"Em todos os meses de 2008, o desempenho foi positivo", lembra o diretor de Marketing da Valtra, Leandro Marsili. De acordo com o executivo, a empresa está acompanhando o crescimento do mercado, reforçando sua posição no segmento sucrooalooleiro, ao mesmo tempo em que tem aumentado as suas vendas para o setor de grãos.

"Esse crescimento tem sido apoiado em características úteis das máquinas, no suporte de uma rede de distribuidores bem localizada e nos procedimentos de serviços de atendimento oferecido ao cliente", explica Marsili.

De acordo com o gerente de Produto, Jak Torretta, um dos fatores que têm influência direta no aumento das vendas de tratores é a relação estreita e histórica da empresa com o setor sucroalcooleiro. "Estimamos que em torno de 60% dos tratores vendidos para o setor são da marca Valtra", diz.

Torretta acrescenta que a maior demanda do mercado é para o modelo BH180 e o BH185i com motor turbo intercooler, lançado na Agrishow de 2007, e que vem se mostrando o trator perfeito para o setor. "A potência, a economia de combustível, os sistemas hidráulicos exclusivos para a cana, aliados à alta disponibilidade destes tratores no campo, asseguram a liderança da Valtra no segmento", justifica.

LIDERANÇA NO SEGMENTO CANAVIEIRO

A Valtra possui uma linha de produtos versáteis, entre tratores de 50 a 190 cavalos, colheitadeiras e plantadeiras. Detém liderança absoluta no segmento canavieiro. Está no Brasil desde 1960 e conta hoje com uma rede de 70 concessionárias no País, além de 56 distribuidores nos demais países da América Latina. Exporta para mais de 60 países. A Valtra é umas das marcas pertencentes à AGCO Corporation.

FONTE: Pauta Assessoria
Telefones: (51) 3333-5756 e 3332-4670

Da

terça-feira, 17 de junho de 2008

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Óleo de Murumuru para fabricar Biodiesel

A Eletronorte construiu uma usina de produção de óleo de murumuru numa comunidade isolada do rio Juruá, extremo oeste do estado do Acre, distante uma hora e meia de barco da cidade de Cruzeiro do Sul. A fábrica Tawya Comércio de Produtos do Vale do Juruá, foi a pioneira no estudo desta planta na região. O objetivo inicial é a produção de um óleo mais nobre para comercialização, e de biocombustível que vai gerar energia para a comunidade por meio de um gaseificador.

Veja a Matéria aqui


Fonte: - NR

Do

IVC defende produção de biodiesel

As manifestações do Governo Federal contra os discursos que surgiram na Europa de que a produção de biodiesel ameaça a produção de alimentos no mundo têm fundamento e é com razão que o presidente da República e assessores retrucam as afirmações, na defesa de que não há como os biocombustíveis afetarem o setor agrícola. É o que diz o consultor José Clástode Martelli, do Instituto Volta ao Campo (IVC), organização que divulga o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) na região do Triângulo Mineiro.

Para ele, essas críticas são infundadas, a partir do momento em que o Brasil procura desenvolver projetos e pesquisas voltados para a produção de biodiesel, por meio da cultura de oleaginosas não-comestíveis como é o caso do pinhão-manso e a mamona. “Essas oleaginosas não competem com nenhum outro produto da cadeia alimentar”, afirma Martelli.

O Consultor do IVC ainda vai além, na defesa, ao afirmar que a produção de biocombustível é a garantia de renda a mais para o produtor que vive da agricultura familiar. Isso, porque o cultivo dessas oleaginosas que estão fora do cardápio alimentar das pessoas, demanda menos mão-de-obra e pouco investimento na lavoura.

O IVC é um dos órgãos que levanta a bandeira a favor da produção de biocombustível no Brasil, tendo como foco a região do Triângulo Mineiro.

As atividades do Instituto tem sido relevantes, tanto que ganharam os “olhos” de uma empresa suíça que deu início, este ano, a um grande investimento na cultura de pinhão-manso, em alguns municípios próximos a Uberlândia. “Os investidores acreditam que os biocombustíveis estão intimamente ligados à responsabilidade social. E viabilizar a produção matéria-prima no Brasil é a saída para fomentar o orçamento familiar de muitos trabalhadores rurais, além de garantir uma fonte significante para a produção do biodiesel, pois o país tem clima e tecnologia propícios para isso”, revela Martelli.

Fonte: Lead Comunicação

Do:

Comanche propõe crescimento do biodiesel sem desmatamento

A Comanche Clean Energy divulgou que trabalha com o intuito de contribuir para o crescimento econômico e social do Brasil, sem pôr em risco as reservas naturais do país. A empresa, multinacional controlada por fundos de investimentos de capital norte-americano e diversos outros investidores institucionais, está comprometida com a produção de combustíveis renováveis no Brasil, visando o consumo doméstico e a exportação.

"Há muito espaço agricultável disponível no país. Há regiões que têm potencial de desenvolvimento muito grande e é nessas áreas que a Comanche atua e nas quais pretende ampliar sua participação, trazendo benefícios para a sociedade e para a economia locais, sem prejudicar o meio ambiente", afirma João Pesciotto, vice-presidente de Novos Negócios do grupo Comanche.

"Há diversos modelos de desenvolvimento e o país tomou a decisão correta ao optar pela produção de matriz energética renovável", ressalta Pesciotto. "O que hoje se coloca mundialmente como ameaça – a substituição de agricultura voltada ao cultivo de alimentos por outra focada em energia – não se aplica ao Brasil.."

Como forma de mostrar seu comprometimento com o meio ambiente no Brasil, a Comanche plantou mais de 300 árvores nativas em uma região de 500 m2 localizada na Fazenda Furninhas, em Ourinhos, no interior de São Paulo. As árvores plantadas foram: Genipapo, Ingá, Pau Formiga, Pau Viola, Castanheira, Pau Marfim, Guarantã, Cajamanga, Cajá, Anjico Branco, Monjoleiro, Embaúba, Mutambo, Almocega, Amendoim Bravo, Candeia, Camboatã, Canafístula,Cedro Rosa, Cabriúva, Farinha Seca, Azedinha, Tingui, Buru, Aroeira Pimenta, Aroeira Vermelha, Guaritá da Mata e Guarita do Cerrado. Esta ação ambiental é parte da política de respeito ao meio ambiente da empresa e foi desenvolvida pelos setores Agrícola e de Segurança do Trabalho da Comanche.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada

Do:

Porto Alegre usará Biodiesel puro (B100) feito de óleo de cozinha

Combustível deverá ser utilizado na frota de tratores e caminhões da Smam
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) deu início na manhã desta segunda-feira ao projeto do biodiesel B100. O combustível, após análise de uso, deverá substituir o B2, hoje utilizado na frota de tratores e caminhões da secretaria. Totalmente produzido a partir de óleo de cozinha, o combustível foi utilizado em um trator da frota da Smam, no Parque Marinha do Brasil.

O projeto resulta de convênio com o Instituto de Química da Pontifícia Universidade Católica (PUC). A parceria permite a produção de biodiesel através de óleo de fritura usado, proveniente dos restaurantes da universidade.

— Este projeto tem grande importância ambiental, permitindo que o lixo residencial possa virar combustível — destacou o titular da Smam, Miguel Wedy, informando que a médio prazo a intenção é estender o uso desse combustível aos 42 tratores e 21 caminhões da frota da secretaria e, posteriormente, a toda frota da prefeitura.

Nessa primeira etapa, o B100 será utilizado apenas em um trator, para que, a partir de análises semanais, realizadas pela Equipe de Resíduos Sólidos, possa ser traçado um perfil comparativo com o B2.

As informações são da prefeitura de Porto Alegre

Projeto Biodiesel: primeiro teste de campo foi um sucesso

Os alunos do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), João Augusto da Silveira Aguiar, Amanda Mello Hüther (2º Ano) e Fernanda Luíza Horácio Buta (1º Ano) desenvolvem, sob a orientação da Prof.ª Dra. Maria Inês Soares Melecchi, desde 2007, pesquisa para produção de biodiesel a partir de óleo residual proveniente da cozinha da Escola.

O produto obtido está sendo acompanhado com testes de verificação de qualidade e se encontra dentro das normas da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os testes estão sendo realizados nos laboratórios do CMPA e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Para comprovar a eficiência do produto, no dia 17 de maio de 2008 foram realizados, com a utilização de um trator, experimentos com biodiesel puro (B100), 50% biodiesel: 50% diesel (B50) e 25% biodiesel: 75% diesel (B25).

Durante o teste foi observado uma drástica redução das partículas de carbono, com a mudança de coloração da fumaça expedida pelo motor, ou seja, com o óleo diesel puro a coloração foi mais escura do que com a utilização da mistura com biodiesel.

Também foi constatado, que a “fumaça preta”, oriunda do escapamento, é uma característica da reação incompleta de combustão do óleo diesel. Torna-se importante destacar que na partida de qualquer motor diesel abastecido (com diesel ou biodiesel) há uma emissão inicial de “fumaça preta”, pois o motor “puxa” uma grande quantidade de combustível, resultando na queima incompleta deste. A diferença é que com o diesel puro, a fumaça preta continua sendo emitida, o que não ocorre na utilização da mistura com o biodiesel.

O objetivo dos alunos do CMPA é continuar a pesquisa produzindo uma quantidade maior de biodiesel, para realizar testes com viaturas militares.

Veja mais fotos na Galeria de Imagens.

Veja outras fotos na galeria


Fonte: Colégio Militar de Porto Alegre

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Dependência do óleo diesel

O Brasil já consome quase 42 bilhões de litros/anuais de óleo diesel, sendo que 12,3% dessa quantidade são importados, onerando a balança comercial. A conta do comércio externo do petróleo ficará em torno de US$ 10 bilhões, neste ano. As reservas de petróleo leve, recentemente descobertas, só devem começar a produzir nos próximos 7 ou 8 anos.

Sucede que o transporte brasileiro é praticamente efetuado em ônibus ou caminhões, movidos a óleo diesel, eis que as ferrovias foram, praticamente, desativadas. Ademais, cresce exponencialmente o licenciamento de utilitários ou veículos importados, que consomem o diesel.

Existem inúmeras empresas, especialmente do setor do agronegócios, desejosas de usar o álcool combustível em substituição parcial ou totalmente do diesel nas suas frotas de caminhões, máquinas agrícolas e em motores estacionários para a irrigação das lavouras.

Consoante as montadoras de veículos, em breve, será colocado à venda um motor diesel-etanol, com um sistema de injeção eletrônica, mais competitivo que o similar movido unicamente a diesel.

Ademais, inúmeras organizações já empregam, há anos, o álcool anidro misturado ao diesel em caminhões, como é o caso da indústria sucroalcooleira. A economia poderá ser substancial, pois o álcool dentro da usina do açúcar e do álcool é produzido em torno de R$ 0,60/litro, enquanto o diesel é comprado nas bombas a R$ 2,00/litro.

Nos países europeus, entre eles a Suécia, já se emprega largamente o álcool nos motores para ônibus urbanos, em razão das questões ambientais e de preservação da saúde da população. Há mais de 10 anos, a Scania produz motores a diesel, transformados para o álcool e cerca de 600 veículos rodam na capital de Estocolmo, com esta condição.

Entre nós, nos idos de 1980, o governo brasileiro pretendeu implementar o uso do álcool anidro nos veículos pesados, movidos a diesel. Inúmeras organizações fizeram testes e conversões domésticas para o emprego do álcool em veículos acionados, originalmente, a diesel ou à gasolina.

Diante da queda do preço do petróleo, houve a redução do valor do diesel, embora subsidiado e, em decorrência, o desinteresse na substituição pelo álcool da cana, que era, à época, mais caro.

Hoje, aviões agrícolas já estão empregando o álcool nos seus motores, bem como, em inúmeras frotas cativas, como é o caso da distribuição de bebidas, jornais e gás liquefeito de petróleo - GLP.

Os derivados do petróleo correspondem a 60% do faturamento da Petrobrás. Por outro lado, a gasolina tem um peso de 5% na inflação e o diesel de 1%.

Alguns especialistas reivindicam a correção real da defasagem dos preços dos combustíveis, que seria de mais de 30% no caso do diesel ou 18%, quando comparados com os valores internacionais.

Os preços dos derivados (base refinaria) no Brasil encontram-se inferiores aos dos praticados no mercado americano.

Em 2007, os derivados do petróleo tiveram um peso de 37% na matriz energética pátria.

A redução do nível de utilização do diesel justifica-se, ainda, devido aos impactos ambientais e na saúde da população, decorrentes das emissões dos gases do efeito estufa e causadores de chuva ácida, além das constantes majorações dos preços do petróleo. O contrato do barril do petróleo, para entrega em junho encerrou na Bolsa de Nova York a US$ 125. Desde o início do mês em curso, o preço do barril avançou US$ 15. As compras especulativas e os receios da falta do diesel nos estoques mundiais fomentaram a escalada.

Recentemente, o governo deixou de cobrar a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina, a fim de garantir a competitividade do álcool hidratado.

O impacto da renúncia fiscal atingirá tanto Estados como municípios brasileiros, com a perda adicional de arrecadação de ICMS, que seria ampliada caso o preço da gasolina fosse aumentado nas bombas.

A nação brasileira possui mais de 300 milhões de hectares de terras agricultáveis e mais de 50 milhões de área em repouso. Em decorrência, o país poderá ter maior produção de biocombustíveis, a fim de substituir o óleo diesel, sem interferir na segurança alimentar e no meio ambiente.

Fonte:

Pesquisa avalia impactos da produção de biodiesel no clima

Embrapa e Unicamp avaliam impacto das mudanças climáticas em agroenergia (05/06/2008)
Para avaliar o impacto das mudanças climáticas globais nas energias renováveis do Brasil, a Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A. está patrocinando uma pesquisa inédita, em que estão envolvidos pesquisadores de diversas instituições do País. A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) participa do estudo, que é coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Inpe.

O impacto dessas mudanças nas culturas de agroenergia está sendo analisado pela Embrapa, em parceria com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura - Cepagri, da Universidade Estadual de Campinas - Unicamp. Entre os vários componentes do projeto, destacam-se o meteorológico, o agrometeorológico e o de tecnologia da informação, que inclui geoprocessamento, banco de dados e cálculo espacial.

O chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Eduardo Delgado Assad, explica que a participação do centro de pesquisa busca avaliar as suscetibilidades das principais culturas, desenvolvendo e aperfeiçoando modelos para regionalização do cenário de mudanças climáticas na América do Sul. “A idéia é verificar de que maneira as variações de temperatura e outros fatores ambientais vão influenciar as principais culturas voltadas à produção de biodiesel do País, como mamona, soja, girassol, amendoim, algodão, dendê e cana-de-açúcar”, diz o pesquisador.

As pesquisas estão focadas em estudos de vulnerabilidade dessas culturas, com relação às mudanças climáticas. Sendo vulneráveis, pretende-se indicar quais serão as tendências de deslocamento, ou seja, onde poderão ser plantadas, com menor risco para produção agrícola, em todo o Brasil. Para isso, vão ser usados modelos desenvolvidos pelo Hadley Centre, os quais serão adaptados ao cenário brasileiro, segundo Assad.

Também será incorporada ao projeto toda a base metodológica desenvolvida pela Embrapa para as pesquisas de zoneamento agrícola e monitoramento agrometeorológico. Os resultados vão ser aplicados, ainda, em outras pesquisas em andamento na empresa.

Uma questão importante que está sendo observada é com relação à necessidade de se investir mais em tecnologias que utilizam energia renovável, adianta Assad. Alguns cenários de alterações estão sendo apresentados pela Embrapa. “Já estamos aperfeiçoando as simulações, que avançaram de uma escala de 110 para 50 quilômetros de resolução, no Brasil inteiro. Para rodar os cenários agrícolas, vamos trabalhar com curvas de nível de 30 em 30 metros, o que vai melhorar consideravelmente a precisão de temperatura”, informa.

A equipe envolvida na pesquisa inclui mais de 20 pesquisadores das seguintes instituições: Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes); Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia - Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Embrapa; Cepagri-Unicamp; CPTEC-Inpe; Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) da Universidade de São Paulo; Universidade Salvador - Unifacs; e Centro de Tecnologia Canavieira - CTC.

Fonte: Embrapa Informática Agropecuária

domingo, 15 de junho de 2008

Opções de Oleaginosas para o Biodiesel no Brasil

O programa nacional de biodiesel é hoje uma realidade em constante adaptação e estruturação, até porque não poderia ser diferente, haja vista a sua tão recente criação e implementação feita em tempo “record”, mérito dos empresários brasileiros, que entenderam e atenderam a convocação do governo para gerar mecanismos de combate aos efeitos negativos nas questões ambientais do uso de combustíveis fósseis e a necessidade urgente da produção de um substituto ambientalmente viável. Aliado a isso, a disponibilidade de alternativas de matérias-primas para o processamentoexplicariam os triunfos do projeto do biodiesel. Este contexto promissor tornou o biodiesel uma ótima opção para agregar valor a produtos tradicionais, como a soja.


Veja a Matéria aqui

sábado, 14 de junho de 2008

Internacionalização da Amazônia

Sobre a questão da internacionalização da Amazônia não consigo enxergar esta questão de outro modo senão sob a ótica que ela é NOSSA!!

Mas num exercício para tentar entender os defensores da tese da internacionalização, quero me colocar no lugar destes e levantar os pontos de vistas que os levariam a tal proposta. Vejamos alguns deles:

A Amazônia é hoje, sem duvidada nenhuma, o maior patrimônio de biodiversidade existente no planeta, é a maior floresta tropical úmida e possui mais de 20% das espécies vegetais e animais conhecidos do mundo, apesar do solo ser muito pobre. A Amazônia Legal representa 60% dos 850 milhões de hectares do Brasil.

Há hoje um risco real de aumento da degradação ambiental sofrido pela Amazônia por conta da possibilidade de ocupação irregular representado à falta de um plano de sustentabilidade desta ocupação, devido a pressão gerada pela crise mundial de alimentos associada aos problemas ambientais causadas pelo uso dos combustíveis fosseis e, da necessidade de produção de alimentos e combustível para o mundo, gerando desmatamento na Amazônia e ocupação irregular do solo.

Ou seja, sob a ótica de preservação da biodiversidade da Amazônia a questão da internacionalização da Amazônia pareceria ser uma questão aceitável. Pareceria.

Voltando a minha visão para a ótica de brasileiro, antes que alguém venha a me acusar de não sê-lo. Acusado pelo governo americano de ser incapaz de preservar um patrimônio tão importante quanto a Amazônia, começo a tecer algumas questões importantes para defender esse meu direito e a nossa capacidade de preservação da nossa Amazônia.

Em primeiro lugar gostaria de lembrar que, nos quinhentos e oito anos de nossa história, enquanto o mundo todo, inclusive os nossos colonizadores, se empenhavam em destruir todos os ecossistemas existentes em nome do desenvolvimento, o Brasil conseguiu preservar este que é conhecido como pulmão do mundo. Este fato parece estranho, 508 anos de preservação por um povo dito tão incapaz de preservar.

Para lembrar alguns destes biomas que foram devastados durante a recente historia da evolução da humanidade podemos falar na Tundra (úmida), a Floresta Boreal ou taiga (úmida), as Floresta temperada de folhas largas e mistas (úmida), a Floresta temperada de coníferas (úmida) e a Floresta Mediterrânea de Bosques e Arbustos (semi-árida) entre outros.

Esta certo que muito desta preservação foi devida a fatos supervenientes ao povo brasileiro, mas dizer que não houve nenhum esforço em fazê-lo é no mínimo, como diria o presidente Lula, uma grande sacanagem.

O fato é que devemos sim explorar a Amazônia, até por questões de soberania nacional sobre a ela como forma de garantia da propriedade desta parte tão importante do território brasileiro, mas devemos fazer isso de forma racional e sustentável. Para isso devemos separar, de imediato, a Amazônia Legal e o Bioma Amazônia, para não incorremos nos erros que a confusão comum entre essas duas Amazônias causam, as vezes até proposital, na geração de notícias ora, sobre a total e completa proteção da selva tropical brasileira, ora dando conta da sua iminente devastação e das suas conseqüências devastadoras sobre o equilíbrio do clima e da biodiversidade do planeta.

O avanço da agricultura sobre a Amazônia Legal é possível, apesar de não muito necessária, desde que feito de forma sustentável e sob a ótica do conservacionismo evitando uma ocupação predatória e sua conseqüente devastação.

O Bioma Amazônia precisa ser defendido e a melhor forma de defendê-lo é passar a conhecê-lo melhor através da formação, por exemplo, de parques dotados de infra-estrutura necessária para permitir novas pesquisas e possibilitar a defesa contra a biopirataria juntamente, ou através, da criação de legislação especifica para a proteção da fauna e da flora amazônica.

Fora isso, o mundo defende a preservação da Amazônia como uma forma de garantir a sobrevivência da raça humana, porém esquece, ou não quer, defender outras questões, tão ou mais importantes quanto esta, com a mesma finalidade como bem o disse o senador Cristovam Buarque, durante um debate em uma universidade nos Estados Unidos.

Veja Também: Matérias sobre a Amazônia

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Publicações de hoje nos outros Blogs de minha autoria

Cana: Safra recorde

Biopirataria

EUA aposta no Etanol de 2ª geração

Soja X Biodiesel : uma relação previsivel!

Quando em novembro do ano passado publicamos a matéria "Uso da soja como matéria-prima para a produção de biodiesel", levantávamos algumas questões sobre os problemas que o Brasil enfrentaria com a opção, em nossa opinião, equivocada, da escolha da soja como principal fonte de matéria-prima do biodiesel. De lá para cá, não só a opção foi confirmada, como o equivoco da sua escolha também. Veja na matéria abaixo do Estado de São Paulo:

A disparada dos preços dos alimentos vem provocando mudanças na estratégia da Petrobrás para os biocombustíveis. A empresa decidiu se focar na pesquisa de oleaginosas que não concorram com a indústria alimentícia, evitando a soja, hoje principal matéria-prima do biodiesel do País.

Além disso, mantém suspensa a produção de H-Bio, combustível lançado em 2006, que consiste na produção de diesel de petróleo com uma mistura de 10% de óleo vegetal, também proveniente da soja.

“Nossa política é tentar não usar matéria-prima alimentícia, para evitar competição com a comida”, afirma Cyntia Maria Xavier da Silva, da área de biocombustíveis da estatal. Em relatório divulgado ontem, o Banco Merril Lynch destaca que a produção de biocombustíveis tem contribuído para garantir o crescimento do consumo de energia no mundo, mas concorda com as avaliações de que há impactos nos preços dos alimentos.

“Nós estimamos que a crescente produção de etanol a partir do milho nos Estados inflacionou os preços do milho em 21% desde 2004”, diz o texto, assinado pelo chefe da área de commodities do banco, Francisco Blanch.

A Petrobrás diz que, por questão de responsabilidade social, decidiu focar suas pesquisas nas matérias-primas alternativas, como a mamona. Em palestra na segunda-feira, Cyntia citou ainda o babaçu, árvore muito comum no Tocantins, como possível fonte de combustível ainda pouco pesquisada no Brasil. “Não existem pesquisas sobre o potencial energético do babaçu”, disse.

As novas matérias-primas podem ser usadas nas fábricas de biodiesel da Petrobrás ou na produção do H-Bio, em substituição ao óleo de soja. Lançado com festa em maio de 2006, o H-Bio teve sua produção interrompida em meados do ano passado em razão da disparada dos preços do óleo de soja. Três refinarias foram preparadas para produzir o combustível e outras cinco estão em processo de adequação.

Cyntia afirmou, porém, que a produção se limitou a alguns lotes. Isso porque a companhia não consegue repassar o alto preço do óleo de soja ao diesel final vendido nos postos. Segundo dados do Centro Avançado em Pesquisa Econômica Aplicada (Cepea), da USP, a cotação do óleo de soja no Porto de Paranaguá ronda hoje os R$ 2,7 mil por tonelada, ou R$ 1 mil a mais do que o vigente quando a estatal decidiu pela suspensão da produção de H-Bio.

O biodiesel se tornou obrigatório no Brasil em janeiro deste ano, a uma razão de 2% de óleos vegetais em cada litro de diesel vendido nos postos, o que garante um consumo de 800 milhões de litros por ano. É consenso no mercado que o óleo de soja é a matéria-prima mais competitiva para abastecer grande parte dessa demanda. Em julho, o volume de mistura obrigatória passa para 3%. Estima-se que cerca de 80% do biodiesel vendido no País seja feito com soja.

Nicola Pamplona
Fonte:

A Rapadura é Nossa!!

No Brasil a questão da propiedade nunca foi uma coisa muito seria. Os portugueses vieram aqui e levaram tudo que puderar e enquanto pudera, bem como o fizeram a Inglaterra, a Espanha, os EUA e como o faz quase o que o Mundo Todo.

Digo "Faz", pois ainda hoje somos tratados como colônias, que devem vender tudo que têm de bom e comprar tudo aquilo que a não deu mais certo, e mais recentementnunca Antigamente os piratas biologicos precisavamVez por outra, um gringo abestado inventa de registrar como marca exclusiva um produto genuinamente brasileiro, de domínio popular.

Enquanto o Brasil briga para não queimar a Amazônia bem como preservar sua biodiversidade, o mundo vem aqui e leva tudo de bom que temos lá. Foi assim com a Seringueira

Apesar de genuinamente brasileira e produzida desde os tempos do Brasil Império, os produtores brasileiros de rapadura precisam pagar royaltes a empresa alemã Rapunzel, que patentiou marca "rapadura", para poderem usar o nome do doce. O que é pior, a rapadura comercializada por eles é produzida aqui mesmo no Brasil.

Por conta disso, a OAB (Ordem dos Advogados do Basil) tenta desde 2006 a anulação do registro. Como não houve uma saída diplomática até o momento, será iniciado um caminho judicial. "Não podemos permitir que uma empresa da Alemanha cobre royalties ao Brasil pelo uso do nome rapadura", afirma o advogado Ricardo Barcelar, da OAB-CE.

Como argumento para anulação de patente, serão utilizados argumentos favoráveis as famílias pobres do nordeste que produzem de forma artesanal o doce e tratados internacionais que versam sobre o assunto.

Fonte:

Veja mais em: Biopirataria



RAPADURA® in Demeter-Qualität
Dank ihrer speziellen Zertifizierung als Demeter-Verarbeiter ist RAPUNZEL NATURKOST die geeignete Vermarktungspartnerin für Planeta Verde, so dass wir jetzt weltweit zum ersten Mal RAPADURA® Vollrohrzucker in Demeter-Qualität anbieten können
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R$ 3 milhões para pesquisa em biocombustíveis

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) lançou edital do Programa Mineiro de Desenvolvimento Tecnológico e Produção de Biocombustíveis.

Serão destinados R$ 3 milhões aos trabalhos aprovados, e a data-limite para envio das propostas é 11 de agosto. Os projetos devem ser apresentados por instituições de pesquisa em parceria com empresas, associações, sindicatos ou entidades representativas de classe.

Segundo a Fapemig, as propostas devem estar de acordo com o objetivo do edital, que é financiar projetos de desenvolvimento e transferência de tecnologias para produção de biocombustíveis em Minas Gerais, visando a apoiar a estruturação de um pólo de excelência na área.

O edital abrange cinco áreas temáticas: Tecnologia agrícola; Biotecnologia; Tecnologia industrial, engenharia e instrumentação; Sociologia e economia; e Meio ambiente. Os projetos devem ser desenvolvidos no prazo de 36 meses.

As propostas devem ser apresentadas, obrigatoriamente, em versão eletrônica no link: www.fapemig.br/agilfap

Mais informações: Fapemig

Fonte: Agência Fapesp

terça-feira, 10 de junho de 2008

Transição para energia limpa vai custar US$ 45 trilhões

Os ministros de energia do G8 já sabem o que fazer e quanto pagar para que o mundo consiga pelo menos amenizar as mudanças climáticas até 2050.

O plano de vôo apresentando ontem pela IEA (Agência Internacional de Energia) defende a eficiência energética, o investimento em massa nas fontes renováveis e a estocagem de carbono. Tudo isso pela quantia de US$ 45 trilhões, um pouco mais de 1% do PIB mundial.

O setor que mais precisa alterar a sua visão de mundo, segundo o documento de mais de 600 páginas encomendado pelas grandes economias globais, é o de transportes. A mensagem é clara: o setor precisa ser bastante "descarbonizado".

Dentro do cenário otimista, além dos biocombustíveis, um bilhão de veículos elétricos vão circular pelas ruas até 2050.

Do total estimado pela IEA, US$ 33 trilhões deverão ser investidos apenas nos meios de transporte. O segundo setor que mais vai precisar de recursos financeiros, o da construção civil -apenas para lidar com seu consumo de energia-, requer US$ 7,4 trilhões.

Após esgotadas todas as possibilidades de melhoria na eficiência energética -o grande gargalo mundial hoje-, os técnicos da IEA apostam nas chamadas energia renováveis alternativas, como o vento, a luz solar e calor do solo.

A agência internacional também defende aumento no volume de geração da polêmica energia nuclear. Até 2050, será preciso construir 30 centrais nucleares em média, de mil megawatts cada, por ano.

Enquanto a fonte nuclear seria responsável por 25% da energia em 2050, na visão da IEA, a hidrelétrica corresponderia a 50% de toda a matriz energética mundial.

Bombear gás carbônico -o principal causador do efeito estufa- no subsolo é outro caminho que terá um peso importante nas reduções das emissões de carbono. A Petrobras já tenta fazer isso de forma experimental aqui no Brasil.

A previsão da IEA é que quase 20% da diminuição do carbono atmosférico em quatro décadas poderá ocorrer por meio dessa espécie de enterro do gás carbônico.

Fonte:

Fundo soberano pode ter US$ 300 bi em cinco anos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que o Fundo Soberano do Brasil (FSB) deve chegar a US$ 300 bilhões nos próximos cinco anos. O resultado será alcançado a partir do momento em que as recém-descobertas reservas de petróleo e gás no Atlântico Sul começarem a deslanchar, o que será possível dentro desse período, afirmou. O FSB usará royalties pagos por empresas contratadas para explorar os novos campos. O objetivo do fundo é ajudar a controlar a inflação, uma vez que grande parte da pressão inflacionária é atribuída aos fortes gastos do governo.
O projeto de lei que cria o FSB deverá ser enviado ao Congresso somente após a aprovação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), que substitui a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta no fim do ano passado.
O Ministério da Fazenda informou ainda que o FSB poderá contar com cerca de US$ 13 bilhões já neste ano, decorrentes do excedente de 0,5% da meta do superávit primário, que atingiria 4,3% do PIB em 2008. A idéia é que os ativos do fundo cheguem a US$ 30 bilhões em 2010 e passem a crescer de forma significativa a partir de 2013, quando as reservas de petróleo e gás surtirem efeito nas contas públicas.

Fonte: (1ª Página - Pág. 1)
(Viviane Monteiro)

UE impõe nova barreira comercial ao etanol

As exportações para a União Européia (UE) estão sujeitas a mais um obstáculo desde o começo do mês, com a entrada em vigor da exigência de pré-registro de 30 mil substâncias químicas usadas nos produtos comercializados no mercado comunitário. Produtos brasileiros, de etanol a minério de ferro e artigos de consumo, serão diretamente atingidos pela nova barreira não tarifária.

Lula promete ganhar a guerra comercial pelos biocombustíveis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em seu programa de rádio “Café com o presidente”, que o Brasil vai ganhar a “guerra comercial” que envolve o uso dos biocombustíveis. O presidente acrescentou que foi importante a defesa da tecnologia brasileira de produção dos biocombustíveis, durante a conferência da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) na semana passada, em Roma, para mostrar que o Brasil não teme as críticas ao programa. “Era importante dizer isso porque há uma verdadeira guerra comercial”.

O presidente afirmou que os principais ataques vêm das empresas petrolíferas, responsáveis pela emissão de grandes volumes de gás carbônico na atmosfera. “Fui para defendera diminuição do uso de combustíveis fósseis. Até porque todos os países assinaram o Protocolo de Quioto, mas poucos estão cumprindo”, afirmou. Lula disse que pretende expandir o programa brasileiro através de parcerias com países africanos, caribenhos e sul-americanos.


"O diretor da OCDE, Stefan Tangermann, pediu a redução dos subsídios aos biocombustíveis. “É onde podemos atuar rapidamente” para combater a alta dos alimentos."

Fonte:

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Preço do barril rumo os US$ 150

O mundo ficou assombrado com o movimento do preço do barril do petróleo na sexta-feira. Nunca na história da bolsa de Nova York a commodity havia subido tanto num único dia: aumento de mais de US$ 10, passando de US$ 127,79 para US$ 138,54, depois de superar os US$ 139. Por que? A resposta não está em uma única explicação, mas em várias.

Ameaças de que Israel poderia atacar o Irã , retaliando um possível plano nuclear, ou a divulgação de um relatório do banco Morgan Stanley que prevê o preço do barril a US$ 150 no segundo semestre, estão entre as razões do dia. Mas tiveram outras e todas apontam na mesma direção: há um forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Nesse quadro, até o movimento de defesa de muitos consumidores pressiona o preço para cima, como atesta o consultor da LCA, Chau Kuo Hue.“Com a perspectiva de alta, muitos consumidores fazem operações de hedge, buscando antecipar compras por um preço menor”. Outro fator que tem puxado a alta é migração de investidores para a commodity como forma de resgatar suas margens de lucro.

Fonte:

domingo, 8 de junho de 2008

Biopirataria

No Brasil, a questão da propriedade nunca foi uma coisa muito seria. Os portugueses vieram aqui e levaram tudo que puderam e, enquanto puderam, bem como o fizeram a Inglaterra, a Espanha, os EUA e como o faz quase que o Mundo Todo hoje.

Digo hoje, pois ainda somos tratados como colônia, que deve vender tudo que têm do bom e do melhor, em forma de matéria-prima não elaborada ou não, e comprar tudo aquilo que a Matriz quiser vender, seja necessário ou não, pelo preço determinado por eles, seja justo ou não. Qualquer coisa diferente disso encontra reação e imediata adoção de formas de bloqueio, como ocorre no caso do etanol brasileiro.

As formas e medidas tomadas para garantir essa dominação mudaram muito nestes últimos tempos, a única coisa que não mudou foi a lógica desta relação dominante-dominado: TUDO O QUE É TEU, É MEU. TUDO O QUE É MEU, É MEU.

Enquanto o Brasil briga para não queimar a Amazônia bem como preservar sua biodiversidade, é crescente o numero de lares Japoneses, Europeus e Americanos que são equipados com moveis de mogno brasileiro. Móveis estes, comerciados a preços tão indecentes e exorbitantes, que gera no Brasil a mesma condição de defender a derrubada das matas, quanto a dos países produtores de drogas têm de evitarem a sua produção, vejam os exemplos da Colômbia e Bolívia.

Mas, essa estória tem gerado certas dificuldades para se manter. Tanto no caso da produção de drogas como da derrubada da Floresta Amazônica, o mundo tem reagido e criado mecanismos de punição tanto para o “produtor” quanto para o “consumidor”, de forma a se diminuir este absurdo.

O que fazer então?

Simples, criam-se ONG’s, ou coisas parecidas, com a desculpa de se resolver estes problemas e “invadem” o território nacional na busca de alternativas mais lucrativas para se justificar o fim destas atividades predatórias aumentando os seus lucros, ou pelo menos não diminuí-lo.

A melhor alternativa apresentada, hoje, para a exploração das riquesas alheias é a biopirataria, camuflada de legalidade e legitimidade por seguirem os ditames do direito internacional que, na sua quase totalidade, é legislada por eles próprios.

A biopirataria não é algo novo para o mundo, ela acontece desde que o primeiro homem da terra trouxe sementes de plantas de suas vagens a terras distantes e as plantou no quintal de casa. Mas é preciso se dizer que qualquer coisa só passa a ser crime quando se determina uma pena pela sua pratica ou não.

Ou seja, quando os portugueses descobriram como extrair o pigmento vermelho do Pau Brasil, deixando a espécie em risco de extinção nas matas; ou, quando, em 1876, Sir Henry Alexander Wickham, passando-se por colecionador de orquídeas, roubou sementes e mudas de seringueira (Hevea brasiliensis) para cultivo na Malásia, que, a partir de 1910, se tornou o seu maior produtor mundial e provocando a decadência e o fim do famoso "Ciclo da Borracha" na Amazônia e colocando o Brasil na posição de importador de borracha e Sir Henry, a serviço do governo inglês neste trabalho, como Cavaleiro do Rei, já era biopirataria, porém, ainda não se configurava crime.

Da mesma forma ocorreu, no sentido inverso, com o café(originário da Etiópia), com a cana-de-açúcar (Sudeste Asiático), a soja (China) e o gado Zebu (Índia), que foram trazidos para o Brasil, muitas vezes, fora dos registros oficiais.

Pelos mesmos motivos, hoje a biopirataria é considerado crime e combatido firmemente por todos os países do mundo. Infelizmente por motivos diversos e até, em alguns poucos casos, alheios à vontade do povo brasileiro ou do Governo Federal, este combate, quando é feito, padece de instrumentos próprios para serem efetuados.

A fragilidade da economia extrativa em que se baseia a maioria dos produtos da biodiversidade amazônica constitui em um convite a biopirataria.

Uma das formas de combater a biopirataria no Brasil - principalmente na Amazônia - e no mundo, é conseguir meios de transformar os recursos da biodiversidade em atividades econômicas de forma a gerar emprego e renda para as populações nas áreas de sua ocorrência. Inibindo, assim, a transferência da biodiversidade Brasileira, para outras partes do mundo.

Atualmente os recursos da biodiversidade amazônica com maior interesse econômico seriam as plantas medicinais, aromáticos, inseticidas e corantes naturais.

Essa grande histeria mundial com relação à defesa da Amazônia, esconde pelo menos, graves problemas:

  • tenta tirar o foco dos verdadeiros interesses na região;
  • tenta, para isso, encobrir, ou pelo menos minimizar, a gravidade real do problema; e
  • impedir a busca por uma efetiva solução.

Veja aqui a lista de Plantas e Produtos brasileiro patenteados fora do Brasil

Veja mais em: Refêrncias sobre Biopirataria

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sinop terá "Cata Óleo"

Lançado esta manhã, na Escola Municipal Armando Dias, o o projeto "Cata Óleo", desenvolvido pela Prefeitura de Sinop em parceria com a Cooperativa Feliz Natal (Cooperfeliz). O objetivo do programa é recolher o óleo vegetal utilizado pelas famílias dos alunos, para ser destinado para usina de Biodiesel da Cooperativa.

Os mais de 760 alunos da escola depositaram os primeiros litros de óleo no recipiente que ficará no pátio da escola. Cada um recebeu um kit, contendo uma cartilha explicativa e um funil para depositar a matéria prima.

“Essa é a primeira escola do Centro Oeste a fazer parte de um projeto como esse. Ficamos satisfeitos em contribuir com o projeto de vocês e por vocês nos auxiliarem no nosso projeto” destacou o presidente da Cooperfeliz, Leandro Martins.
A Cooperativa já trabalha com a produção de biodiesel a partir da soja e girassol. A produção é destinada para os cooperados e serve como combustível para máquinas e implementos agrícolas.

Fonte:

terça-feira, 3 de junho de 2008

Governo Federal avalia Programa de Biodiesel em Rondônia

O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel será implantado em Rondônia pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e terá a sua coordenação estadual sendo feita pela Delegacia Federal do MDA no estado. Essa declaração foi feita nesta última quinta feira, 29 de maio, em Ariquemes por Rogério Zardo, do MD, responsável pela coordenação de implantação do programa nos estados da Região Norte.

Em Ariquemes, a convite do prefeito, os visitantes puderam conhecer o projeto da Prefeitura, denominado “Biodiesel – A Nova Energia do Interior”, que tem como meta, para 2008, implantar 200 hectares de pinhão manso. Além da apresentação do projeto, os visitantes puderam ouvir, também, agricultores, empresários do setor, técnicos e engenheiros agrônomos voltados para assistência técnica e extensão rural (Emater, Ceplac) e pesquisadores (Embrapa).

O delegado federal do MDA em Rondônia, Olavo Nienow, declarou que “o projeto mobiliza todos os atores no estado, e, Ariquemes está num estágio bem mais adiantado, visto que já tem áreas de pesquisa e desenvolvimento em estudo”. Rogério Zardo declarou ainda que “espera que até julho seja nomeado um grupo de trabalho, com representantes dos agricultores e empresários do setor, dos órgãos estaduais, federais e das prefeituras para o planejamento de um plano de ação específico para o estado”.

Fonte: http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=74392&CdTpMateria=7

A questão dos biocombustíveis aos olhos do mundo



O globo publicou hoje uma matéria onde levanta algumas questões a respeito dos biocombustíveis levantadas durante a cúpula da FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação), em Roma.

Como cada item sitado já foi matéria de publicação em nosso blog, fiz uma corelação entre cada assunto levantado e as questões já tratadas aqui e coloquei-as para o debate de forma a permitir que você, nosso leitor, possa entender não só as questões relacionadas a cada "fato" levantado, mas também para notar o tamanho do desconhecimento e os absurdos que são levantados por isso sobre essa questão. Veja abaixo:



(Reportagem de Nigel Hunt) Fonte:

SP começa a produzir sementes de Pinhão-manso

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo começa a disponibilizar sementes de pinhão-manso.



“A Secretaria está dando a sua contribuição para que melhor se conheça essa planta e que a sua propagação seja feita com segurança e dentro da legislação de sementes”, afirma o engenheiro agrônomo, diretor do DSMM, Armando Portas.

Também conhecido como pinhão-paraguaio ou pinhão-de-purga, o manso é uma planta nativa da América do Sul que produz óleo não-comestível, cujo diferencial é não emitir fumaça durante a combustão. No Brasil, ele sempre esteve associado à produção de sabões, ao uso como purgante para animais, cerca viva e, ocasionalmente, como fonte de energia luminosa. Agora, é uma das oleaginosas que estão sendo avaliadas para a produção de biodiesel.

“Nos tempos atuais, em que a toda a bioenergia é bem-vinda, o pinhão-manso pode passar a ter papel de destaque na composição das matérias-primas para a obtenção do biodiesel”, afirma o engenheiro agrônomo Dilson Rodrigues Cáceres, do DSMM, autor da publicação "Cati Responde 59: Pinhão-Manso", com informações sucintas sobre essa antiga planta que vem se transformando em uma nova cultura.

Há alguns anos os técnicos do DSMM têm coletado sementes dessa espécie e formado bancos de plantas em diversas das suas unidades produtoras. Os plantios, hoje, estão em regiões bem distintas – Tietê, São Bento do Sapucaí, Marília e, em uma área maior na unidade de Águas de Santa Bárbara, onde estão sendo colhidas sementes que poderão ser comercializadas, com a autorização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“Elas podem ser consideradas sementes na acepção da palavra: têm origem, qualidade fisiológica determinada e são multiplicadas por produtor de sementes credenciado (o DSMM)”, complementa o agrônomo. As sementes têm 99,9% de pureza (colhidas e escolhidas à mão); 80% de germinação; 5,8% de umidade e o peso de mil delas é de 670,85 gramas. A colheita foi feita em janeiro e fevereiro deste ano.

As sementes foram embaladas e estão armazenadas no Núcleo de Produção de Sementes "Ataliba Leonel", do DSMM, em Manduri. Estão à venda em sacos de quatro quilos, por R$ 160. As encomendas podem ser feitas nas diversas unidades do DSMM (endereços no site da Cati - www.cati.sp.gov.br/Cati/_produtos/SementesMudas/sementes_venda.php)

Mais informações podem ser obtidas no Núcleo de Produção de Sementes de Águas de Santa Bárbara (14 3765-1158/1060 ou email npsas@cati.sp.gov.br).

Do:

segunda-feira, 2 de junho de 2008

VW se rende ao B5 e institui seu uso em toda a sua linha

Depois da Volvo, da Iveco, da Agrale agora é a vez da VW se preparar para o uso do B5.

A partir deste mês, todos os veículos comerciais da Volkswagen sairão da fábrica de Resende (RJ) com um selo indicativo à liberação do B5. Ou seja, seus motores estarão aptos a utilizar a mistura de 5% de biodiesel ao óleo diesel convencional. Oficialmente, o Brasil acabou de liberar, em janeiro, o uso do B2 e tornará obrigatório o uso do B5 apenas em 2013.

A Volkswagen utilizou de dois expedientes e duas misturas para os testes do B5. Na região do Sul Fluminense, onde se localiza sua fábrica, a marca alemã contou com a ajuda da empresa de fabricação de concreto, Engemix. Essa parceria aconteceu em Barra Mansa e foi realizada com três caminhões VW Worker 26.260E. O óleo utilizado era feito de mamona, matéria-prima autorizada pelo Programa Nacional de Testes de Biodiesel, coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.

O outro estudo acontece em conjunto com Grupo Bertin, que atua nos segmentos de agroindústria, infra-estrutura e energia. A empresa destacou seis caminhões VW Constellation 19.320 de sua frota que estão rodando no trajeto Porto de Santos (SP) - Lins (SP), desde setembro do ano passado.

A rota tem um total de 1.100 quilômetros. Os caminhões utilizam matéria-prima de origem animal (sebo bovino) para mistura de 20% de biodiesel ao óleo diesel (B20).

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Um governador brigão

Blairo Maggi diz que o mato grosso deve ser tratado de maneira "diferente" do que o resto da Amazônia

Em 1969, a família Maggi, vinda do Paraná, desembarcou em Mato Grosso embalada pelo lema do regime militar para seus projetos de colonização do Brasil e expansão da fronteira agrícola: “Integrar para não entregar”. Partindo do princípio de que a região amazônica sempre seria vulnerável enquanto fosse inexplorada e desabitada, esses projetos levaram para lá pessoas do Sul do País, filhos de imigrantes europeus que tinham o germe da agricultura nas veias. Entre eles estava o descendente de italianos André Maggi, pai do atual governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, que chegaria a ser o maior plantador de soja do Brasil. “Viemos para cá de forma legal, incentivados pelo governo. Temos orgulho de sermos agricultores. Nossa contribuição para o mundo é a produção de alimentos”, diz Maggi. Ele entende que a realidade de Mato Grosso não é a mesma do que a do resto da Amazônia e, por isso, defende um tratamento diferenciado para seu Estado, quando se trata de preservação da floresta. “Os povos do Amazonas ou do Acre, como a ex-ministra Marina Silva, podem ter outra relação com a floresta, de manejo ecológico. Mas é impossível querer que pensemos da mesma forma, e isso precisa ser levado em conta”, diz Maggi.
Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, em entrevista ao New York Times:
“Para mim, um aumento de 40% no desmatamento não significa nada; não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo aqui. Estamos falando de uma área maior que a Europa toda e que foi muito pouco explorada. Não há razão para se preocupar."
"O Blairo é o maior produtor de soja do mundo!"


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