Segundo o coordenador do GIAP, João Pratagil Pereira de Araújo, o Ceará precisa plantar 440 mil hectares de mamona, principal oleaginosa do Estado, para suprir a atual demanda do mercado. Para acelerar a produção, ele propõe que todas as ações sejam integradas e centralizadas. "O programa 'Biodiesel do Ceará' justificaria a criação de uma secretaria de bioenergia ou de uma agência que viabilizasse as propostas em curto prazo", sugere ele.
O programa conta com oito sub-projetos em áreas estratégicas para o biodiesel, como o desenvolvimento científico e a difusão e transferência de tecnologia. "Nós queremos facilitar o acesso a técnicas mais avançadas, para que o agricultor possa agregar valor ao seu produto e, com isso, ser estimulado a produzir mais", explica João Pratagil, que também é presidente do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec).
Outro ponto considerado estratégico para os integrantes do GIAP é o apoio não só ao agronegócio, mas também ao setor de agricultura familiar. De acordo com Pratagil, uma das propostas é a geração de emprego e renda para os assentamentos da região do semi-árido, área bastante castigada pela seca, mas que apresenta condições favoráveis ao plantio da mamona. "É preciso aproveitar o potencial energético do Ceará para resolver alguns dos nossos problemas sociais e para promover o desenvolvimento do estado", diz ele.
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