quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ontem foi a mandioca, hoje é o pinhão-manso

O Brasil consome 42 bilhões de litros de diesel. É de longe o combustível veicular mais consumido, muito à frente da gasolina, com 24,4 bilhões de litros. A gasolina, ao contrário do diesel, tem substituto. O álcool e o gás natural, este em menor escala, entraram nos tanques e nos cilindros dos carros e comerciais leves. Nos caminhões, ônibus, tratores, o diesel reina absoluto. Os 2% de biodiesel adicionados de início ao diesel mineral demandam 1 bilhão de biocombustível.

Há uma guerra para ver quem chega na frente e ganha a parada do biodiesel. É a disputa de ricos contra pobres. Grandes produtores abominam pinhão manso como fonte de biodiesel. O pinhão dá em solo pobre. Vejo semelhança entre ontem e hoje. Ontem, foi a vez do álcool da mandioca, hoje é do pinhão-manso. O álcool de mandioca perdeu para a cana. Espero que o pinhão não seja derrotado.

Gazeta Mercantil

Um comentário:

Sara Dias disse...

Concordo plenamente, mas não será facil derrotar o pinhão manso porque ele é uma planta com grandes utilidades, e diferente da mandioca ele não impede nada na cadeia alimentar por não ser comestível pelos humanos e outra ele pode ser plantado em solo menos ferteis o que não ocuparia nenhuma área para plantar alimento.
Eu não conhecia o pinhão manso mais apartir de um trabalho escolar, corri atrás pesquisei e hoje posso dizer com toda certeza que o pinhão manso é sem dúvida a melhor opção para o biodiesel.
Por que?
* É uma planta perene;
* Controla a desertificação;
* Evita a erosão;
* Muito resistente a pragas;
* Pode ser plantada em 90% do território brasileiro;
* É uma planta medicianal;
* Pode ser plantada no fundo do quintal;
* Retem 8 quilos de carbono;
* É menos poluente que o disel;
* E por não precisar da utilização de máquinas ajuda a combarter ao aquecimento global;
* Enfim ela da lucro e não nos impede de ter um planeta mais limpo.