quarta-feira, 4 de abril de 2007

Giap elabora modelo para o Ceará

Um novo modelo para o desenvolvimento do biodiesel foi elaborado para o Ceará. Após três semanas de palestras e debates sobre o tema, o Grupo de Impulsão de Ações e Propostas (Giap) para a bioenergia apresentou ontem, durante a reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária (Agropacto), a proposta de criação do programa "Biodiesel do Ceará". As ações previstas no projeto compreendem todos os setores da cadeia produtiva, desde a plantação de sementes até a distribuição do combustível.

Segundo o coordenador do GIAP, João Pratagil Pereira de Araújo, o Ceará precisa plantar 440 mil hectares de mamona, principal oleaginosa do Estado, para suprir a atual demanda do mercado. Para acelerar a produção, ele propõe que todas as ações sejam integradas e centralizadas. "O programa 'Biodiesel do Ceará' justificaria a criação de uma secretaria de bioenergia ou de uma agência que viabilizasse as propostas em curto prazo", sugere ele.

O programa conta com oito sub-projetos em áreas estratégicas para o biodiesel, como o desenvolvimento científico e a difusão e transferência de tecnologia. "Nós queremos facilitar o acesso a técnicas mais avançadas, para que o agricultor possa agregar valor ao seu produto e, com isso, ser estimulado a produzir mais", explica João Pratagil, que também é presidente do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec).

Outro ponto considerado estratégico para os integrantes do GIAP é o apoio não só ao agronegócio, mas também ao setor de agricultura familiar. De acordo com Pratagil, uma das propostas é a geração de emprego e renda para os assentamentos da região do semi-árido, área bastante castigada pela seca, mas que apresenta condições favoráveis ao plantio da mamona. "É preciso aproveitar o potencial energético do Ceará para resolver alguns dos nossos problemas sociais e para promover o desenvolvimento do estado", diz ele.

Fonte:

BNDES FINANCIA NOVA FÁBRICA DE BIODIESEL NO RS


A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 35,6 milhões à Granol Indústria, Comércio e Exportação, destinado à implantação de uma unidade produtora de biodiesel, que funcionará anexa à sua planta industrial processadora de soja no município de Cachoeira do Sul (RS).

O investimento total projeto da Granol chegará a R$ 44,5 milhões e o grupo aplicará R$ R$ 8,9 milhões com recursos próprios. O financiamento do BNDES será repassado à empresa pela Caixa RS e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Segundo levantamento do ministério de Minas e Energia, até o fim deste ano, o país deverá contar com cerca de 40 novas fábricas de biodiesel, com capacidade de produção bem superior à necessária para o atendimento dos 2% de adição ao diesel mineral exigidos por lei a partir de janeiro de 2008.

Produção

Com capacidade de processar até 88 mil toneladas/ano, a fábrica de Cachoeira do Sul será a terceira planta industrial de biodiesel da Granol, que já opera uma unidade em Campinas (SP), com produção de 30 mil t/ano, e outra em Anápolis (GO), com 80 mil t/ano, tendo sido esta última objeto de financiamento anterior pelo BNDES.

Todo o óleo vegetal produzido em Cachoeira do Sul será destinado à fabricação desse combustível renovável, que tem a glicerina como subproduto, com volume equivalente a 10% da produção do biodiesel. A glicerina será vendida para fins industriais, ao preço estimado em 60% da cotação do produto para fins farmacêuticos. [1]

Após a entrada em operação, a unidade de produção de biodiesel da Granol vai gerar cerca de 30 novos empregos diretos e 150 indiretos, além das vagas que serão garantidas na lavoura, porque a empresa não atua no cultivo de soja e vai adquirir da agricultura familiar pelo menos, 30% dos grãos a serem processados, para conseguir enquadramento de seu biodiesel no "Selo Combustível Social".

Fonte: SEGS.com.br

Petrobras vai vender diesel com aroma de banana

A BR Distribuidora vai começar a comercializar diesel náutico com aroma de banana caramelada no Rio e em São Paulo. O combustível será inicialmente vendido em seis postos náuticos, com vendas previstas para 500 mil litros por mês.

Segundo o diretor da rede de postos da BR, Reinaldo Belotti, o combustível será menos poluente que o diesel marítimo por causa do menor teor de enxofre, E não levará em suas composição o biodiesel por motivos técnicos.

De acordo com Belotti, o combustível será produzido na refinaria de São José dos Campos e o foco será o mercado náutico de lazer. "A BR identificou este nicho de mercado. É claro que nós pretendemos ganhar mercado com ele", afirmou.

A BR detém hoje 40% do total do mercado de combustíveis do país. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a previsão é que outros seis postos náuticos vendam o combustível até o fim deste ano.

Fonte:

Produtores de Alagoas cobram apoio de prefeitos para biodiesel

Coordenadores do Programa do Biodiesel em Alagoas compareceram, ontem, à reunião ordinária da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) para cobrar dos prefeitos incentivo ao plantio da mamona, para extração de óleo e produção do biodiesel, combustível que pode vir a substituir os derivados de petróleo. A decisão da coordenação do programa de discutir o assunto com os prefeitos encontra justificativa na falta de matéria-prima [mamona] em relação à capacidade de beneficiamento da Oleal, indústria arapiraquense certificada pelo governo federal e com maquinário capaz de extrair óleo de até 100 toneladas de mamona processadas num único dia.

MAIKEL MARQUES
Fonte: GAZETA DE ALAGOAS

Austrália e Europa em confronto


O confronto entre a União Europeia e a Austrália começou depois dos comentários feitos por Stravos Dimas, comissário europeu para o Ambiente, durante a reunião do Painel Intergovernamental para as Mundanças Climáticas, reunido esta segunda-feira, em Bruxelas.

As críticas do comissário europeu focaram a relutância, demonstrada pelos Estados Unidos e pela Austrália, em assinar o Protocolo de Quioto, em 1997.

"É uma questão de orgulho político o que impede a Austrália de ratificar Quioto. Se o governo australiano quisesse incentivar as negociações internacionais, ratificaria o tratado", disse Stravos Dimas, durante a sua intervenção no Painel Intergovernamental.

Do lado australiano, a resposta chegou pela voz do primeiro-ministro, John Howard. Para Howard, a "União Europeia deve preocupar-se com os seus próprios países, de maneira a conseguir que os estados-membros cumpram as metas que a UE definiu".

O líder australiano relembrou, ainda, que há 12 países da União Europeia que não devem conseguir cumprir os objectivos de Quioto. As críticas mais duras atingem países como Portugal, Espanha, Dinamarca, Irlanda e Itália.

O aviso foi lançado pelas empresas de combustíveis com o objectivo de alertar a União Europeia para o facto dos planos no domínio dos biocombustíveis poderem afectar as florestas do planeta.

O biodiesel é produzido à base de substâncias naturais de algumas plantas e de etanol, proveniente da fermentação de amido ou de plantas com altos índices de açúcar.

Alguns biólogos já alertaram para o facto da Terra não ter capacidade produtiva suficiente para alimentar pessoas com necessidades proteicas e ainda para fazer andar automóveis com combustíveis provenientes de plantas.

A proposta da União Europeia pretende que, até 2020, a utilização de biodieseis passe para o dobro. O uso de biocombustíveis tem sido defendido pela indústria automóvel, como forma de conseguir diminuir a emissão de gases de efeito de estufa. Para além disso, a UE quer que, daqui a 13 anos, 20% da energia mundial provenha de energias renováveis.

Fonte: Diário da Europa

terça-feira, 3 de abril de 2007

Artigo de Lula para o jornal ''Washington Post''

O jornal amerciano Washington Post publicou artigo do presidente Lula nesta sexta-feira (30). No artigo Presidente da República argumenta a favor da parceria em biocombustíveis entre Brasil e Estados Unidos. Críticas apontadas por lideranças da América Latina e de uma parte dos movimentos sociais no Brasil foram respondidas pelo presidente em seu artigo. Leia abaixo o texto na íntegra.

Nossa parceria em bicombustíveis

quinta-feira, 29 de março de 2007

MDA FIRMA CONVÊNIOS PARA AGREGAR VALOR À CADEIA PRODUTIVA DO BIODIESEL

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) firmou convênio com a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) para capacitar lideranças e técnicos de organizações de agricultores familiares de todo o País a atuarem na cadeia produtiva do biodiesel. Serão investidos no projeto R$ 977 mil, sendo R$ 800 mil pelo MDA. A previsão é de que 3,5 mil pessoas sejam beneficiadas.

De acordo com a coordenadora de Biocombustíveis do MDA, Edna Carmélio, para que ações como essa sejam implementadas, serão realizadas capacitações e estudos. "No que diz respeito a estratégias de agregação de valor, esse convênio prevê estudos de mercado e de viabilidade, levantamento do nível de organização de cooperativas no País e seleção dessas cooperativas, entre outros. É um processo dinâmico, contínuo e crescente", avalia.

A coordenadora destaca, ainda, que a Contag foi uma das primeiras organizações sindicais a englobar o biodiesel em sua proposta para a agricultura familiar. "A entidade assumiu a possibilidade de a agricultura familiar se inserir nessa cadeia produtiva. Desde 2004, capacita as suas federações e sindicatos para mediarem as negociações entre agricultores e empresas fabricantes de biodiesel", observa ela. "Além disso, estuda oportunidades de negócios para que o agricultor familiar possa conseguir mais lucro sobre sua produção".

Nordeste baiano

Outro convênio firmado beneficiará 1,2 mil agricultores familiares do Nordeste baiano. A parceria foi estabelecida entre o MDA e a Cooperativa Agropecuária Mista dos Pequenos Agricultores da Região de Ribeira do Pombal (Cooparp). Ao MDA, coube o repasse de R$ 200 mil, sendo que a cooperativa entrou com contrapartida de R$ 22 mil.

"O objetivo deste convênio é apoiar a capacitação e a assistência técnica desses agricultores. A Cooparp entendeu que o biodiesel é uma oportunidade de negócios para a agricultura familiar. Este é um referencial que nós queremos zelar, que queremos que dê certo, pois entendemos que o cooperativismo é um grande caminho para uma maior agregação de valor e para a cidadania do agricultor familiar", afirma a coordenadora de Biocombustíveis do MDA.

A idéia é implantar e difundir tecnologias de manejo sustentável da cultura da mamona na região de Ribeira do Pombal (BA). Para isso, serão capacitados 60 agentes de desenvolvimento nessa cadeia produtiva, com ênfase na política de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), gestão de crédito rural e cooperativismo.

Uma área aproximada de três mil hectares deve ser atingida, com produtividade média estimada de mil quilos de mamona por hectare em todos os 16 municípios envolvidos: Cipó; Adustina; Ribeira do Amparo; Olindina; Paripiranga; Banzaê; Euclides da Cunha; Fátima; Tucano; Itapicurú; Nova Soure; Uauá, Monte Santo; Abaré; Biritinga; e Ribeira do Pombal.

Sudeste mineiro

O terceiro convênio para atender a demanda de agregação de valor à cadeia produtiva do biodiesel foi firmado entre o MDA e a Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão (FAEPE), em parceria com a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. "Entendemos que uma das principais maneiras de agregar valor, além da venda organizada (que é o primeiro passo), é a produção de óleo vegetal para fins de biodiesel pela agricultura familiar", explica Edna Carmélio.

O objetivo da parceria é auxiliar na avaliação das diferentes escalas de extração de óleo vegetal para identificar quais são as mais viáveis - uma antiga demanda dos movimentos sociais. A ação será realizada no Sudeste de Minas Gerais e beneficiará diretamente 35 associações de produtores rurais da região, além dos técnicos ligados à extensão rural dos municípios envolvidos. O impacto previsto, no entanto, abrange o País inteiro. O MDA investirá no projeto R$ 121 mil.

Fonte:

Pesquisa Contesta o uso de Óleo de Palma como Bioconbustivel


Contagem de carbono na produção do combustível à base de óleo de palmeira mostra que o balanço é negativo.

O óleo de palma, produto largamente utilizado na Indonésia e na Malásia, responsáveis por 85% da produção mundial, já foi visto como um biocombustível ideal, uma alternativa barata para o petróleo e para o combate ao aquecimento global. Porém, a contagem de carbono na produção do combustível à base de óleo de palmeira mostra que o balanço é negativo.

Um relatório divulgado no final do ano passado por pesquisadores do instituto Wetlands Internacional, da Holanda, afirma que algumas plantações produzem muito mais dióxido de carbono do que ajudam a combater.

Semeadas em pântanos drenados, as palmeiras provocam a liberação de um
depósito de carbono resultante da decomposição de plantas e animais que até
então estava preso no solo, por milhões de anos. "Como biocombustível, o óleo de palmeira é um fracasso", afirmou Marcel Silvius, especialista em mudança climática do instituto.

Além disso, ambientalistas há muito tempo alertam que as palmeiras são plantadas em áreas que eram de floresta, ameaçando a existência de espécies de animais.

Fonte:

Fidel critica o uso dos biocombustíveis pelos EUA


O líder de Cuba, Fidel Castro, criticou o uso de biocombustíveis pelos Estados Unidos - de acordo com ele, a nova política energética americana será responsável pela "morte prematura de 3 bilhões de pessoas no mundo". As críticas foram divulgadas em artigo assinado por Fidel no jornal oficial cubano Granma, em sua edição desta quinta-feira. O texto não fazia qualquer referência ao estado de saúde de Fidel, afastado do poder desde julho do ano passado.

Segundo o líder cubano, o uso dos biocombustíveis provocará "fome e sede". "A idéia sinistra de converter alimento em combustíveis foi definitivamente estabelecida como a linha econômica da política externa dos EUA", escreve Castro, que diz ter "meditado bastante desde o encontro de George W. Bush com os fabricantes de automóveis americanos". O encontro ocorreu na segunda-feira, na Casa Branca. Fidel, contudo, não faz referência à visita de Bush ao Brasil.

Durante a viagem, o presidente americano discutiu com o colega brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva investimentos e cooperação no desenvolvimento e uso em larga escala de combustíveis alternativos, como etanol e biodiesel. Bush estabeleceu metas ambiciosas para o uso futuro de etanol nos EUA - onde o combustível é fabricado do milho, não da cana, como no Brasil. Segundo o líder americano, a nova política reduzirá a dependência do país do petróleo estrangeiro.

De volta - O artigo desta quinta foi o primeiro publicado por Fidel na imprensa oficial cubana desde sua doença. Autoridades cubanas dizem que ele está perto de retomar ao menos parte de suas funções no governo. "Esperamos ter Fidel de volta logo", disse a ministra da Indústria, Yadira Garcia, na semana passada. "Nosso comandante está se recuperando", garantiu ela. O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse neste mês que Fidel apareceria em público de novo em abril.

Glicerina gerada na produção do biodiesel terá novos usos


O crescimento da produção mundial de biodiesel está gerando um excedente de glicerina, subproduto da fabricação do biocombustível. Os preços estão despencando, e tendem a cair mais, porque os mercados tradicionais da glicerina têm uma capacidade limitada de absorção de quantidades maiores do produto.

Só para atender à demanda interna de biodiesel para a adição obrigatória de 5% ao diesel comum, o Brasil produzirá 2,6 milhões de toneladas do biocombustível por ano, gerando quase 300 mil toneladas de glicerina. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Miguel Biegai Júnior, a demanda interna por glicerina em 2004, antes da queda de preços, era de 800 mil toneladas.

A solução, para especialistas como Biegai e o diretor-geral da Empresa Brasileira de Bioenergia (EBB), Marcelo Parente, está na criação de novos produtos à base de glicerina. Em parceria com a Universidade Federal do Ceará, a EBB já desenvolveu um hidrogel feito de glicerina para uso na agricultura, que absorve a água da chuva e impede que ela evapore, mas libera a água para a planta.

“Esse projeto existe há um ano e meio e já mostrou que dá certo em laboratório. Agora estamos partindo para os testes de campo”, afirma Parente. O empresário é filho de Expedito Parente, o criador do biodiesel nos anos 70, na época do programa Prodiesel. Segundo Marcelo, o hidrogel já existe em Israel, mas não é produzido a partir da glicerina.

A empresa de Expedito, a Tecbio, é fornecedora de usinas de biodiesel e tem na carteira de clientes a Brasil Ecodiesel, a maior empresa do setor no País. Marcelo Parente conta que está desenvolvendo com a empresa do pai um purificador contínuo de glicerina, para funcionar nas usinas transformando o subproduto impuro naquele próprio para as indústrias farmacêutica, de alimentos e de cosméticos.

“Há pouquíssimas indústrias que fazem essa purificação no Brasil, o que está limitando as possibilidades de uso da glicerina das usinas de biodiesel”, afirma o diretor da EBB.

No exterior, as pesquisas de novos usos para a glicerina chegam até a polímeros plásticos, informa o pesquisador Cláudio Bellaver, da unidade de Aves e Suínos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Especializado em gorduras animais, as fontes tradicionais da glicerina, Bellaver afirmou ao DCI durante a Feira Nacional de Graxarias, na semana passada em São Paulo, que há também uma linha de pesquisa fora do País que busca uma utilidade do produto na nutrição animal, porém ainda sem conclusão.

Preços em queda livre
Sem mercado, o preço da glicerina está em queda livre. Nos últimos 18 meses, período de explosão na produção mundial de biodiesel, o preço internacional da glicerina despencou do patamar entre US$ 1 e US$ 1,10 por libra-peso para um intervalo entre US$ 0,35 e US$ 0,40, de acordo com a Safras & Mercado.

Mas Biegai, da Safras & Mercado, lembra que com preços mais baixos a glicerina passa a competir com outros produtos. Um mercado potencial é o do sorbitol, produto químico que, se substituído, geraria uma nova demanda por 300 a 400 mil toneladas de glicerina ao ano no Brasil. “Além disso, fabricantes de sabonete podem aumentar o uso de glicerina, o que é vantajoso porque melhora a qualidade de seu produto”, explica o analista.

“O grande sucesso do biodiesel só se concretizará quando a glicerina deixar de ser quase lixo para virar uma fonte de renda real para as usinas”, acredita Marcelo Parente. Enquanto isso, ele diz que produtores da Europa que não têm mais como estocar a glicerina, que não pode ser descartada no meio ambiente, estão queimando o produto nas caldeiras para a geração de energia. Biegai afirma que ainda não foi preciso adotar a medida no Brasil, mas pode não estar longe.

Fonte:

Petrobras aproveitará usina Ipiranga para produzir biodiesel

A Petrobras vai aproveitar a Usina Ipiranga, no Rio Grande do Sul, para produzir biodiesel. A informação foi dada, há pouco, pelo diretor de Abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa, que participou hoje (28) de audiência pública das comissões de Minas e Energia e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

A refinaria, do grupo Ipiranga, foi comprada há cerca de 10 dias pela Petrobras, em parceria com a Braskem e o grupo Ultra.

Paulo Roberto Costa informou que foi criado um grupo de trabalho, com participação das três empresas que compraram a refinaria gaúcha, para estudar como podem ser produzidos na unidade o biodiesel e outros itens de valor agregado. "Com certeza vamos ter oportunidade de agregar valor e ter um elenco de produtos mais adequados para esta unidade", disse ele.

Fonte: Jornal da Mídia

quarta-feira, 28 de março de 2007

Biodiesel: software ajudará técnicos na elaboração de projetos

Nesta quinta (29) e sexta-feira (30), acontece em Belo Horizonte (MG) o curso de capacitação para utilização do Sistema de Bionegócios. Esse software foi desenvolvido pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para análise de viabilidade econômica, financeira e social dos projetos de biodiesel. O curso é voltado a lideranças e técnicos de organizações de agricultores familiares, dentre elas a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).

Também é dirigido a representantes governamentais do MDA, do Ministério de Minas e Energia (MME), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Segundo a coordenadora de Biocombustíveis da Secretaria de Agricultura Familiar do MDA, Edna Carmélio, o software foi desenvolvido para ser uma ferramenta de negociação entre a agricultura familiar e as empresas. Com o programa, é possível conhecer os custos e as margens de lucro nas áreas agrícola e industrial. A ferramenta vai auxiliar no processo de tomada de decisão, sendo um importante instrumento para que organizações e movimentos sociais avaliem as condições para agregação de renda na produção de grãos, óleo e mesmo biodiesel, explica.

Edna ressalta que o software não substitui o conhecimento agrícola-industrial, já que é voltado para técnicos. Os participantes do curso receberão, além do programa, material teórico auxiliar. Eles também serão credenciados no MDA para utilização do programa, restrito às entidades parceiras do Ministério.

A previsão é de que outras capacitações sejam realizadas para técnicos de atuação no Nordeste e no Centro-Sul do País, podendo se expandir, ainda, para as empresas prestadoras de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). As informações partem da Assessoria de Imprensa do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Fonte: CBL

CULTIVO DA MAMONA

Há quatro anos, o Ceará tinha 50 municípios zoneados para o cultivo da mamona. Na mais recente Portaria (4 de dezembro de 2006), da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), esse número subiu para 97 para Safra 2006/2007.

Os produtores dos municípios que entram no mapa do zoneamento seguem orientações e ganham, principalmente, a facilidade nos financiamentos. Enquanto isso, os 87 municípios descartados pelo estudo buscam crédito e confiança do mercado para implementar seus cultivos.

O problema vem a partir daí. Muitos municípios cearenses almejam estar no ainda seleto grupo zoneado. Mas um critério específico estabelecido pela Embrapa — responsável pelo zoneamento — os impede. Segundo o gerente do Programa Biodiesel do Ceará, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), Valdenor Feitosa, entre os critérios básicos do mapa do zoneamento, a altitude é o mais restritivo. Para entrar nesse mapeamento, o município deve estar de 300m a 1.500m de altitude.

Fora esse critério, em todos os outros, os municípios do Estado se encaixam. Temperatura média entre 20º e 30º, solos com textura leve (não encharcáveis) e pluviosidade de 500mm a 1.500mm. “O Ceará se adequa a todos os fatores, mas a altitude impede de inserir os demais. Mas a Embrapa é irrefutável nesse critério”, diz o gerente Valdenor Feitosa.

Discordâncias

Ainda de acordo com o gerente da SDA, há pesquisadores que discordam do “conflitante” critério. “Acho que a água e solo são os mais importantes para o desenvolvimento da cultura”, explicita Feitosa. Ele adianta que novos cultivares de mamona já estão sendo pesquisados pela Embrapa — variedades que poderiam se adequar, sem problemas, a locais de baixa altitude. Ele acredita que em breve, praticamente todo o Estado será englobado pelo zoneamento do Ministério da Agricultura (Mapa).

Até lá, somente quem foi zoneado tem benefícios de receber orientações do Mapa e, pela SDA, receber sementes, assistência técnica e, o mais importante, ter garantia de financiamentos bancários. Além disso, pode ter o enquadramento de operações de custeio no seguro do Banco Central, Proagro. Feitosa resume os benefícios dizendo: “É como se não estando zoneados, em tese, os municípios não seriam recomendáveis para os agentes bancários. Não tendo acesso aos financiamentos”.

Apesar disso, ressalta, o cultivo da mamona pode ser feito em qualquer parte do Estado. Nesses casos, as prefeituras acabam tendo que arcar com os riscos e despesas da experiência. Ele diz que a Secretaria respeita o zoneamento, mas “excepcionalmente, atende certas demandas por sementes, como no caso de Limoeiro”. O município ficou fora do zoneamento, mas, ainda assim, está investindo no cultivo.

Sucesso do rendimento

O zoneamento é um estudo técnico que pretende orientar os produtores e amenizar os riscos na produção, explica o coordenador geral de zoneamento agropecuário do Ministério da Agricultura, Francisco José Mitidieri. Nesses casos, ele diz que há 80% de chances de sucesso do rendimento da cultura. “Ou seja, em 10 anos, você tem oito anos de chances de ser bem sucedido”.

Conforme nota técnica da Portaria nº201 do Mapa, a região Nordeste é responsável por 85% da área plantada com a cultura de mamona no País e por mais de 78% da produção nacional de bagas. Semeada de dezembro a maio, a mamona é uma cultura perene, mas tolerante à seca. A cultura da mamona se estende por dois anos. Segundo Mitidieri, cerca de 70% do que foi plantado no ano passado renderá este ano.

Mitidieri adianta que, após os resultados de 2007, o estudo será revisado, prevendo a elaboração de um novo zoneamento no ano que vem.

CRISTIANE VASCONCELOS
Repórter

O QUE ELES PENSAM
Produtores querem ampliação

A maioria dos pequenos produtores ainda permanece desconfiada e precisa ser convencida de que a mamona é uma cultura alternativa e viável. Acredito que na ação do governo do Estado de incentivo ao plantio, das áreas zoneadas, mas avalio o programa veio atrasado para este ano. Para 2008, o cenário deve ser favorável, caso o governo mantenha os incentivos. As terras são preparadas em dezembro e não se sabia dos incentivos de melhoria do preço mínimo e do pagamento de R$ 150,00 por hectare.
Manoel Loiola de Sena - Secretário de Agricultura de Tauá

O zoneamento é um instrumento técnico e orientador para o cultivo da mamona. Assim como para o produtor receber benefícios. Fora dele, os municípios não têm financiamentos e, conseqüentemente, não aderem ao seguro Agromais (produtores do Pronaf). Sem o zoneamento, só planta com recurso próprio, mas o produtor assume o risco. Ainda assim, a grande maioria que plantou esse ano, foi sem subsídio. Acho que o critério que restringe, da altitude, deveria ser revisto.
José Wilson Souza Gonçalves - Secretário de Política Agrícola da Fetraece

Fonte:

Biocombustível deve representar 30% da energia para transporte até 2030, estima

Os biocombustíveis devem responder por 30% de todo o combustível consumido
para transporte no mundo até 2030, segundo projeção da BP Biofuel (braço de
combustíveis não fósseis da British Petroleum), apresentada pelo executivo Phil
New. Atualmente, os biocombustíveis representam 3% do total consumido no mundo
para essa finalidade.

New diz que será preciso prestar atenção aos impactos do aumento da produção dos
biocombustíveis (etanol ou biodiesel), especialmente no tocante aos custos. "
Será o biocombustível capaz de competir com os de origem fóssil, sem subsídios?
" , questionou o executivo, para quem o preço equivalente do biocombustível se
torna desvantajoso quando ultrapassa os US$ 40 por barril.

Outro desafio diz respeito à disponibilidade de terras para o cultivo das fontes
que gerarão os combustíveis, sem que isso implique problemas ambientais. Mais
uma questão apontada pelo executivo se refere ao estabelecimento de uma
regulação que atenda todos os agentes envolvidos na atividade e sem privilegiar
grupos específicos.

A BP Biofuels prevê investimentos em pesquisa de US$ 500 milhões ao longo dos
próximos dez anos. Hoje, a empresa tem um projeto de etanol na Índia. O
executivo Phil New participou hoje de seminário sobre a agroenergia e os
impactos sobre os ecossistemas brasileiros, no BNDES.
Fonte: Ana Paula Grabois do

BP quer investir na produção de álcool no Brasil

A British Petroleum (BP) está de olho na produção do álcool da cana-de-açúcar do Brasil. O vice-presidente sênior para Biocombustíveis da empresa, Philip New, admitiu hoje, em entrevista no Rio, que a companhia está estudando projetos para investir na produção e logística de exportação de álcool no País. Segundo ele, o "diagnóstico" sobre como serão feitos esses investimentos deverá ser concluído até o final do ano.

O executivo não entrou em detalhes sobre os valores que a companhia pretende aplicar no negócio e nem mesmo que parceiros a BP está buscando para esse tipo de investimento. Indagado sobre a possibilidade de uma parceria com a Petrobras, ele esquivou-se: "falar sobre isso só será possível numa Segunda etapa. Ainda é cedo", disse após participar de evento promovido pela Câmara de Comércio Americano.

Segundo Philip New, a BP "está aberta" a propostas e deverá estudar todas as relacionadas à produção do álcool. Ele deu a entender que a idéia é mesmo comprar ou construir uma usina. "Mas não seremos tolos de entrar no ramo agrícola, que não é o nosso segmento de atuação", disse.

A companhia detém hoje 10% do mercado mundial de biocombustíveis e é pioneira no desenvolvimento do biodiesel a partir de oleaginosas na Europa, mas ainda não possui produção em larga escala de álcool proveniente da cana.

Fonte:

terça-feira, 27 de março de 2007

Matérias Primas para a Produção de Biodiesel ....

O biodiesel é produzido a partir de uma reação química entre óleos vegetais ou gorduras animais (triglicerídeos) e um álcool. Pode-se utilizar óleo de soja, girassol, amendoim, algodão, canola (colza), babaçu, dendê, pinhão manso, mamona, nabo forrageiro, entre outras, e também gordura animal. Esses óleos podem ser brutos, degomados ou refinados, bem como óleos residuais de fritura.

O Brasil possui características endofo-climáticas que possibilita a plantação de diversas culturas diferentes, fato que permite que seja mais bem aproveitada a característica de cada região. Por exemplo, nas regiões sul, sudeste e centro-oeste poderá ser utilizada a soja como matéria prima, pois é a oleaginosa com maior produção nessas regiões. No norte e nordeste pode-se plantar mamona e pinhão manso ou também aproveitar as florestas de babaçu e dendê existentes nessas regiões.

Para a transesterificação (reação química de transformação do óleo em biodiesel), como já fora dito anteriormente, é necessário também o uso de um álcool, que pode ser o metanol ou o etanol.

O Brasil é o maior produtor de etanol do mundo, e a utilização desse álcool no lugar do metanol torna o biodiesel brasileiro um combustível 100% renovável, uma vez que o metanol tem como principal fonte de obtenção o petróleo.

No que tange às melhores oleaginosas para produção de biodiesel podemos, diversas são as opções. A produtividade das diversas matérias-primas possíveis varia de acordo com a região. O Brasil é um país com dimensões continentais, portanto a média nacional nem sempre é atingida ou fica bem abaixo da realidade, não servindo muito bem para análises de custos. Por exemplo, a soja no sul do país tem uma produtividade média de aproximadamente 45 sacas por hectare, enquanto no centro-oeste essa produtividade chega a ser superior a 60 sacas. Outro bom exemplo é a mamona, que no nordeste dificilmente passa de 1.000 kg por hectare, enquanto no centro-oeste e no sul já foram relatadas produtividades superiores a 3.000 kg por hectare. Portanto, o primeiro passo para determinar o quanto de área é necessário para uma determinada produção, é preciso saber onde esse empreendimento será executado.

Para se definir qual a matéria-prima ideal, podemos sim analisar as produtividades médias.

Palmeiras, são as melhores, sem dúvida alguma, devido aos altos rendimentos de extração de óleo por hectare. Por exemplo:

Babaçu rendimento entre 1.500 e 2.000 l/ha,

Dendê rendimento entre 5.500 e 8.000 l/ha,

Pinhão manso rendimento entre 3.000 à 3.600 l/há,

Pequi rendimento entre 2.600 e 3.200 l/ha

Macaúba (ou macaíba) rendimento entre 3.500 à 4.000 l/há.

A grande vantagem do babaçu é que é uma arvore em que tudo se aproveita dela, podendo se obter diversos diferentes produtos dela. O dendê, sem dúvida, é o melhor por causa de sua produtividade. Já o pinhão manso, o pequi e a macaúba, não se tem registros de plantações planejadas, sendo opções muito promissoras, porém que ainda necessitam mais estudos para ser considerada uma matéria-prima ideal. O pinhão manso e o pequi não são palmeiras, porém estão inclusos nesse grupo por ter seu óleo e sua extração parecida com a dos óleos das palmeiras. Além do grande volume de óleo por hectare, essas opções apresentam baixos custos de manutenção, pois são plantas perenes, não necessitando grandes investimentos anuais com o plantio.


Esses rendimentos são muito superiores em relação às outras oleaginosas, não menos famosas, como:

Soja rendimento entre 400 e 650 l/ha,

Girassol rendimento entre 800 à 1.000 l/ha,

Mamona de 400 a 1.000 l/ha,

Amendoim entre 800 e 1.200 l/ha

Algodão entre 250 e 500 l/ha.

Porém, a motivação para a utilização dessas oleaginosas é outra. Uma delas é o tempo de maturação que tem as palmeiras, que levam de 3 a 5 anos para começarem a dar frutos e de 5 a 8 anos para atingirem a produtividade máxima, e essas outras oleaginosas são de culturas rotativas, anuais, fato que implica num retorno mais rápido do investimento feito. Já as palmeiras, apesar de no longo prazo apresentarem lucratividade maior, no inicio se tem um investimento alto e aproximadamente 5 anos sem retorno algum. A grande vantagem dessas culturas rotativas é a possibilidade de se ter uma safra de duas culturas diferentes em um mesmo terreno, somando-se assim suas produtividades. Por exemplo, em um hectare podemos produzir 1.600 litros de óleo de babaçu ou 500 litros de óleo de soja e 900 litros de óleo de girassol, ou seja, 1.400 litros de óleo.

Além disso, a motivação para a utilização da soja, por exemplo, que é uma das oleaginosas que menos produzem óleo por hectare, porém mais produzidas no Brasil, é o valor de seus subprodutos. O quilo do farelo de soja, por exemplo, é mais caro que o próprio grão de soja. Pode-se dizer ainda sobre as proteínas que podem ser extraídas deste óleo, que têm um alto valor no mercado. O resultado disso é que o óleo de soja, apesar de ter pequena produtividade por hectare, é produzido praticamente de graça, se tornando ele, o subproduto do farelo e das proteínas, havendo nesse caso uma inversão de valores. Fato semelhante ocorre com o algodão, que tem um de seus produtos muito valorizado, a pluma, sendo o caroço, parte que produz o óleo, sendo atualmente até considerado um passivo ambiental por não ter aplicação suficiente para o volume produzido, fato que o coloca como uma ótima alternativa.

A motivação para uso da mamona é o baixo custo de manutenção da plantação da mamona e também a muito enfatizada pelo governo inclusão social, pois a colheita é manual e deverá gerar muito emprego. Além disso, pouca alternativa se tem para as regiões norte e nordeste, devido ao clima. Além da mamona, outra boa alternativa é o pinhão manso que também resiste à seca dessas regiões.

A utilização das palmeiras tem as mesmas motivações apresentadas para a mamona, lembrando apenas que se trata de um investimento de médio em longo prazo e, por conseguinte, não se mostram muito interessantes pela cultura “imediatista” brasileira para retorno de investimentos.

O interesse principal se dá, portanto a culturas rotativas, que apresentam retorno mais rápido do investimento realizado mesmo que em detrimento de maior produtividade.

Hectares necessários para o Biodiesel ....

Apesar de já ter enfatizado que a produtividade depende da região, apresento aqui uma estimativa de área necessária para se obter uma produção de 100.000 litros de biodiesel. Vale ressaltar que essa estimativa foi feita para cada oleaginosa separadamente, porém é possível se ter em uma mesma área a produção de soja na safra e de girassol na safrinha, obtendo então em um ano uma produção de soja e de girassol, aproveitando melhor a terra. Outro fato importante de ser levantado aqui é que não estamos considerando a opção de se ter consórcio de culturas.

Essa estimativa esta apresentada na tabela abaixo e foi baseada nas produtividades mínimas e máximas apresentadas no Brasil. Lembramos que a produção do biodiesel estimada nessa área é de 100.000 litros por dia, sendo 330 dias de produção em um ano (com um mês parado para manutenção da fábrica).

Oleaginosa-----Produtividade------Hectares-------Produtividade-----Hectares
------------------Mínima---------necessários--------máxima-------necessários
soja---------------400-----------82.500--------------650----------50.769
girassol------------800----------41.250------------1.000----------33.000
algodão-----------250----------132.000--------------500----------66.000
mamona-------------400-----------82.500------------1.000----------33.000
amendoim-----------800-----------41.250------------1.200----------27.500
dendê------------5.500------------6.000------------8.000-----------4.125
babaçu-----------1.500-----------22.000------------2.000----------16.500
pequi------------2.600-----------12.692------------3.200----------10.313
macaúba----------3.500------------9.429------------4.000-----------8.250
pinhão manso-----3.000-----------11.000------------3.600-----------9.167

Estimativa de numero de hectares para uma produção anual de 100.000 litros de biodiesel por dia


Fonte:

Biocombustíveis incentiva o desmatamento

Quase 40 mil hectares de florestas desaparecem por dia em razão da crescente avidez por madeira, celulose e papel. E, paradoxalmente, também por causa dos biocombustíveis e créditos de carbono criados para proteger o meio ambiente. É um absurdo, dizem ambientalistas, que a crescente ansiedade para reduzir os feitos da mudança climática usando biocombustíveis e plantando milhões de árvores para conseguir créditos de carbono tenha se transformado em um novo motivo de desmatamento.

Esta situação piora a mudança climática porque o desmatamento emite na atmosfera muito mais gases causadores do efeito estufa do que toda a frota mundial combinada de automóveis, caminhões, aviões, trens e barcos. “Os biocombustíveis estão se convertendo rapidamente na principal causa de desmatamento em países como Brasil, Indonésia e Malásia”, disse à IPS Simone Lovera, coordenadora administrativa da não-governamental Coalizão Mundial pelas Florestas, com sede em Assunção. “Nós os chamamos de diesel de desmatamento”, acrescentou.

O óleo da palma da África é considerado uma das melhores fontes de biodiesel, e também uma das mais baratas. Empresas de energia investem milhões de dólares para adquirir e desenvolver plantações dessas árvores em países pobres. Vastas florestas na Indonésia, Malásia, Tailândia e muitas outras nações foram cortadas para seu cultivo. A palma produtora de óleo se converteu no principal cultivo frutífero do mundo, muito acima das bananas. O biodiesel oferece muitos benefícios ambientais. Contamina menos o ar do que outros combustíveis. Mas a enorme sede mundial de energia pode converter milhões de hectares em monoculturas dessa espécie.

É muito difícil conseguir dados precisos sobre as perdas de florestas que isso implica. O informe Situação das Florestas do Mundo 2007, divulgado há pouco mais de uma semana pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação, alertou que a perda de floresta mundial liquida chega a 20 mil hectares por dia, o que equivale ao dobro de superfície de Paris. Porém, essa superfície inclui plantações, que mascara o alcance real do desmatamento tropical, que fica em torno de 40 mil hectares por dia, disse Matti Palo, especialista em economia florestal do Centro Agronômico Tropical de Pesquisa e Ensino da Costa Rica.

“O desmatamento de meio milhão de hectares por ano no México é coberto pelo aumento das florestas nos Estados Unidos, por exemplo”, disse Palo à IPS. Todas as estatísticas procedem dos governos, e países como Canadá não produzem nenhum dado confiável, ressaltou o especialista. Ottawa alegou que por 15 anos não houve nenhuma mudança em suas florestas, apesar de este país ser o maior produtor de celulose e papel do mundo. “O Canadá tem a responsabilidade moral de dizer ao resto do mundo quais mudanças aconteceram em seu território” disse Palo.

Plantações não são como as florestas naturais ou nativas. Mais parecidas com campos de milho, constituem ambientes hostis para quase todos os animais, e inclusive para os insetos. Essas florestas têm um impacto negativo no ciclo da água, porque as árvores não autóctones e de rápido crescimento absorvem grande quantidade do liquido. Os pesticidas, que também são prejudiciais para a qualidade da água, são comumente usados para eliminar outras plantas que competem pelo território e para impedir enfermidades vegetais.

As plantações também oferecem pouquíssimas oportunidades de trabalho. “São um desastre tremendo para a biodiversidade e a população vizinha”, afirmou Lovera. Embora a terra de cultivo ou a savana sejam usadas somente para plantações de palma de óleo ou outros vegetais, os moradores dessas áreas são obrigados, freqüentemente, a abandoná-las e se internarem nas florestas próximas – entre elas, parques nacionais – as quais cortam para iniciar cultivos, pastagens e juntar lenha.

Esse foi o modelo das plantações destinadas a extrair celulose e madeira de boa parte do mundo, afirmou Lovera. O etanol, elaborado a partir do milho e da cana-de-açúcar, é outro biocombustível importante. Com o aumento dos preços do biocombustível, mais terra é desmatada para esses cultivos. Os agricultores dos Estados Unidos abandonaram a soja pelo milho para atender a demanda por etanol. Isso eleva os preços da soja. Assim, a selva amazônica paulatinamente se converte em uma plantação única de soja, ressaltou.

Por outro lado, países ricos começam a plantar árvores para compensar suas emissões de dióxido de carbono, prática chamada de “seqüestro ou neutralização de carbono”. A maior parte dessas mudas é plantada no Sul sob a forma de plantação, que é a ameaça mais recente às florestas naturais. O efeito “do mercado de créditos de carbono da Europa pode ser desastroso”, afirmou Lovera. Esse mercado, multimilionário em euros, não permite o uso de projetos de reflorestamento para conseguir créditos de carbono. Mas grande quantidade de empresas privadas oferece esses créditos para projetos de plantar árvores. Muito pouco deste dinheiro vai para pequenos proprietários de terra, garantiu a ativista.

As plantações também contêm muito menos carbono do que as florestas naturais, lembrou Palo. Este especialista citou um estudo pelo qual o conteúdo de carbono em plantações de alguns países tropicais da Ásia chegava a apenas 45% da mesma superfície de florestas naturais. A comunidade internacional tampouco foi capaz de justificar adequadamente o valor dos enormes volumes de carbono armazenado nas florestas existentes.

Um cálculo recente indica que a floresta boreal proporcionava US$ 250 bilhões ao ano em serviços ao ecossistema, tais como absorver as emissões de carbono da atmosfera e limpara a água. A boa notícia é que o desmatamento, inclusive em áreas remotas, se detém facilmente. Tudo o que se precisa é ter acesso a algumas imagens feitas por satélites de baixo custo e contar com governos que realmente querem diminuí-la ou interrompê-la. A Costa Rica praticamente eliminou o desmatamento, ao tornar ilegal a conversão de florestas naturais em terra de cultivo, destacou Lovera.

O Paraguai aprovou leis semelhantes em 2004, depois controlou regularmente imagens via satélite de suas florestas. Inclusive, enviou funcionários florestais e policiais para fazer cumprir a lei onde fosse violada. “O desmatamento caiu 85% em menos de dois anos na parte oriental do país”, enfatizou a ativista. Outra solução complementar é entregar o controle sobre as florestas à população local. Este conceito comunitário demonstrou ser sustentável em muitas partes do mundo. Há pouco tempo, a Índia aprovou uma lei que devolve a administração da maioria de suas florestas a comunidades locais.

Mas interesses econômicos que pressionam pelo desmatamento em países como Brasil e Indonésia são tão poderosos que pode acabar restando pouca floresta natural. “Os governos começam a se dar conta de que suas florestas naturais têm um enorme valor. Uma moratória ou proibição sobre o desmatamento é a única maneira de parar isto”, disse Lovera.

Este artigo é parte de uma série sobre desenvolvimento sustentável produzida em conjunto pela IPS (Inter Press Service) e a IFEJ (Federação Internacional de Jornalistas Ambientais).


(Envolverde/ IPS)

Brasil Ecodiesel em Rondônia

Está programada para a próxima quinta-feira, em Porto Velho, uma reunião entre representantes da Brasil Ecodiesel e técnicos da Fiero e da Secretaria de Agricultura para tratar sobre as possibilidades de instalação desta empresa em Rondônia. O encontro foi conseguido pelo deputado federal Moreira Mendes que interceptou a ida da Brasil Ecodiesel para o Estado do Acre.

“Fiquei sabendo que eles querem instalar uma indústria de biodiesel na Região Norte e estavam com endereço certo para o Acre. Sendo assim, acabei interceptando por entender que Rondônia oferece melhores condições”, comentou o deputado.

Rondônia é dividido em cinco regiões, quatro das quais oferecem uma gama extraordinária de pequenos produtores. Ou seja: é possível instalar unidades de beneficiamento do biodiesel em cada uma das regiões e ter um raio de 100 quilômetros de abrangência para a captação da produção, barateando os custos.

Segundo Moreira Mendes, outra vantagem está no Porto Graneleiro da Capital e o entreposto da Petrobras. A Brasil Ecodiesel é líder na produção de óleo vegetal no País porque produz 59% da produção nacional. Ela é uma empresa que nasceu na Bahia e está presente em vários estados.

Moreira Mendes disse que o governador Ivo Cassol vai receber os representantes da Brasil Ecodiesel e oferecer todas as facilidades para que ela se instale em Rondônia.

“Concretizanda a vinda da Ecodiesel, vamos gerar milhares de empregos diretos colocando a produção do biodiesel em pé de igualdade ao que representa o leite hoje para Rondônia”, comentou de forma otimista Moreira Mendes, ao dizer que, Rondônia, por meio dos órgãos de extensão rural, tem capacidade de promover não só o apoio para a criação das associações de produtores de biodiesel, como dar, ainda, sustentação técnica para correção de solo, destoca e o acompanhamento técnico.

Fonte: Jornal Nortão On Line

Produção de pinhão manso deve se tornar alternativa para assentados em Sinop

Os moradores do assentamento Gleba Mercedes V (80km de sinop) estão trabalhando com a produção de mudas do pinhão manso, utilizado na produção do biodiesel. Segundo a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), alguns já comercializaram mudas com empresários locais. O plantio iniciou no ano passado. Por enquanto não há confirmação da área total. As sementes devem ser vendidas para empresas na região, conforme acordo estabelecido ainda no ano passado, por convênios.

"Na época, como as sementes eram muito caras, um empresário as comprou para os moradores. A intenção é que esta seja uma nova alternativa para aquelas famílias", destacou, a coordenadora Selma Prado. Além de Sinop, moradores do assentamento Ena, em Feliz Natal trabalham com a variedade. Futuramente, a produção deve ser destinada para a indústria de biodiesel, construída no município.

Devido a sua resistência, principalmente a solos pouco férteis e de clima desfavorável à maioria das culturas alimentares tradicionais, o pinhão pode ser considerado uma das mais promissoras oleaginosas para a produção do biodiesel.

Fonte: A Notícia Digital

Curitiba quer testar combustível 100% biodiesel em ônibus

A capital do Paraná, Curitiba, quer testar um combustível 100% composto de biodiesel, ou B100, em um pequeno número de ônibus da cidade a partir de abril de 2008 em parceria com a Volvo AB (VOLV-B.SK), afirmou à Dow Jones uma autoridade do governo. "Queremos ultrapassar uma mistura B2 ou B20 e ir direto para uma mistura B100", declarou Elsio Caras, da área de transportes de Curitiba.

Embora a indústria brasileira de biodiesel ainda seja jovem, o interesse nacional no biocombustível surgiu antes da exigência da mistura de 2% de biodiesel em todo o combustível do País a partir de janeiro de 2008. A mistura irá exigir quase 800 milhões de litros de biodiesel anualmente.

Inicialmente, Curitiba pode conduzir testes em uma frota de cerca de 30 ônibus no ano que vem, detalhou Caras. "Cada ônibus irá rodar de 80.000 a 100.000 quilômetros por ano", acrescentou. Se os resultados forem favoráveis, a cidade irá considerar adotar a mistura de 100% de biodiesel em mais ônibus, afirmou ele.

Curitiba é conhecida como uma das cidades mais limpas do Brasil em virtude do sistema inovador de transportes, programas progressivos de reciclagem e políticas de planejamento urbano conscientes. As informações são da Dow Jones.

Fonte: