segunda-feira, 21 de maio de 2007

Parceria garante construção de máquina para o biodiesel

A parceria da Embrapa, com o empresário Itamar Tadeu Godoy e a empresa Metal Brasil permitiu que fosse construída a máquina esmagadora de mamona, girassol, soja, amendoim e outras oleaginosas para produzir óleo vegetal que servirá de base para biodiesel. A esmagadora tem custo de R$ 45 mil e já é comercializada nos assentamentos para geração de renda. O Banco do Brasil financia o equipamento, mediante apresentação de projeto.

Segundo Itamar, a máquina pode virar 24 horas trabalhando. Para se ter uma idéia, em uma hora, esmaga 200 kg de soja que rende 24 kg de óleo. O farelo – que ainda retém cerca de 6% de óleo – é destinado à nutrição animal dentro do próprio assentamento ou para comercialização, gerando renda. O rendimento de 250 kg de girassol em uma hora é de 80 kg de óleo. Itamar é o sócio-proprietário da empresa Tangará, que revende a máquina esmagadora.

A Associação dos Agricultores do Município de Terenos já adquiriu duas máquinas com financiamento do Banco do Brasil. O Banco do Brasil financia por meio do projeto de Desenvolvimento Regional Sustentável (DRS). Existe verba para montar 42 DRS - faltam os projetos, que precisam ser elaborados pelos assentamentos.

Fonte: Correio do Povo
Da

Petrobras fará unidade de etanol celulósico em julho

A Petrobras refina sua linha de projetos para avançar na área de de biocombustíveis, onde também pretende alcançar a liderança nos próximos anos. Até o fim de julho, a estatal instalará, no seu Centro de Pesquisas (Cenpes), no Rio de Janeiro, uma usina-piloto de etanol lignocelulósico, informou José Carlos Miragaya, gerente da área de biocombustíveis da Petrobras.

A unidade terá capacidade para esmagar 20 quilos de bagaço de cana-de-açúcar ou 20 quilos de torta de mamona por dia. A estatal promove estudos para transformar a celulose em etanol, o que pode aumentar o rendimento da cana para álcool em 40%.

"Nossa meta é liderar em biodiesel e ampliar a participação no segmento de álcool", afirmou Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras Distribuidora, durante o seminário "Bioenergia: fonte de energia para o desenvolvimento sustentável", promovido pelo Valor na sexta-feira. Ela observou que as vendas da estatal de álcool hidratado (para veículos flex fuel) aumentaram 65,8% no primeiro trimestre sobre igual intervalo de 2006 - o mercado cresceu 42,7% - e isso estimulou os investimentos.

Uma das metas da Petrobras é exportar 3,5 bilhões de litros de álcool por ano até 2011. Para alcançar tal capacidade, a estatal avança nas negociações com a japonesa Mitsui para instalar 40 usinas de etanol no país nesse período. Neste ano, segundo Maria das Graças, a meta da empresa é exportar 800 milhões de litros de etanol. Hoje, o volume que utiliza é comprado de 150 usinas contratadas.

A estatal também acelera as negociações externas para ampliar as exportações do etanol brasileiro. Além de vendas já feitas à Venezuela, Estados Unidos, Nigéria e África do Sul, a Petrobras fechou na sexta-feira acordo com a portuguesa Galp Energia para a formação de uma joint venture, que vai incluir negócios com etanol e biodiesel.

A estatal também está investindo US$ 2 bilhões na instalação do alcooduto que vai ligar as regiões Centro-Oeste e Sudeste aos portos.

Na área de biodiesel, a Petrobras conclui neste ano três usinas, que juntas vão produzir 170 milhões de litros/ano. Mas a meta é, até 2011, produzir 855 milhões de litros por ano - o que será alcançado com a instalação de ou sociedade em 15 outras usinas. "A meta é ter mais unidades próprias e parcerias. A empresa já negocia com produtores de diferentes regiões para ter garantia de matéria-prima", disse Miragaya.

Fonte:
da Agência de Notícia UDOP

Indonésia pede a governo uso obrigatório de Biocombustíveis

A Associação de Produtores de Biocombustíveis da Indonésia pediu ao governo que torne obrigatório o uso de biocombustíveis para ajudar os produtores a reduzirem as grandes perdas que estão sofrendo, por causa dos preços elevados de matérias-primas como óleo de palma bruto, segundo a edição de hoje do jornal Jakarta Post.

O jornal cita Paulus Tjakrawan, da Associação de Produtores de Biocombustíveis da Indonésia, dizendo que o país pode introduzir uma política semelhante à adotada pelas Filipinas, que no ano passado aprovou uma lei ordenando que varejistas de combustíveis misturem 1% de biocombustível a todo o diesel vendido no país.

A Indonésia espera produzir 600 mil toneladas de biocombustível este ano, e o governo pretende posicionar o país como um líder global na exportação do produto para oferecer emprego para a população rural pobre e diminuir a quase total dependência dos combustíveis fósseis. Mas o preço de matérias-primas para produção de biocombustíveis, como óleo de palma, tem avançado fortemente nos últimos meses em virtude da crescente demanda pelos setores de óleos comestíveis e de energia.

Incentivo

A empresa estatal Pertamina afirmou na semana passada que irá descartar seu negócio de biocombustível até o fim deste ano, já que ele gerou perdas de US$ 1,8 milhão no ano passado por causa do aumento dos preços do etanol e do óleo de palma. A associação pediu ao governo que ofereça incentivos nos impostos a produtores de biocombustível. O governo prometeu alocar mais de 10 trilhões de rúpias indonésias para produtores do setor este ano. As informações são da Dow Jones.

Fonte:
da Agência de Notícia UDOP

Fabricantes buscam alternativas ao petróleo em fontes renováveis

Seja aperfeiçoando tecnologias já existentes, seja partindo para a busca de novas alternativas técnicas, é fato que praticamente todas as empresas do setor petroquímico, e não apenas a Oxiteno e a Dow, estão de alguma forma voltadas para projetos alcoolquímicos. A Braskem já tem uma planta-piloto em Triunfo (RJ) e já projeta uma unidade comercial para Camaçari (BA).

A própria Petrobras, ao mesmo tempo que corre a todo vapor para viabilizar o projeto da refinaria petroquímica de Itaboraí, peça central do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) que vai dar uso mais nobre ao petróleo pesado da bacia de Campos (RJ), deve inaugurar ainda este ano uma usina-piloto de etanol lignocelulóico no seu centro de pesquisas (Cenpes), no Rio de Janeiro.

Segundo Manoel Carnaúba Cortez, diretor industrial da Unidade de Insumos Básicos da Braskem, a planta-piloto de Triunfo foi construída a partir de um pedido do Comitê Executivo da Braskem para que a empresa voltasse a estudar a retomada da produção de eteno a partir do álcool. Até 1992 a antiga Salgema, hoje uma divisão da maior petroquímica privada do país, operou em Maceió (AL) uma unidade de eteno a partir do álcool, ou etanol, como matéria-prima para a produção de PVC.

Cortez disse que em Triunfo estão sendo avaliadas as evoluções da tecnologia usada no processo produtivo e estão sendo introduzidos aperfeiçoamentos, como no que diz respeito à geração de efluentes. A idéia é explorar o nicho do mercado de plásticos "com um apelo interessante", ou seja, oferecer ao consumidor plásticos de origem verde. "Queremos no segundo semestre deste ano estar submetendo isso à alta direção da Braskem", disse o executivo.

Ele avalia que se o mercado confirmar o que a empresa vem percebendo, é possível que ela parta para uma primeira unidade comercial em Camaçari, de 100 mil a 200 mil toneladas ano, podendo evoluir para a produção de polietileno e polipropileno a partir do álcool já em 2009. A Braskem ainda está calculando os custos do projeto.

Cortez ressalta que, por enquanto, o álcool ainda não é consistentemente competitivo com a nafta petroquímica. Ele disse que, do ponto de vista logístico, a unidade alcoolquímica precisa que haja pelo menos um alcoolduto para Santos ou São Sebastião, assegurando o fluxo de matéria-prima por cabotagem. Cortez avalia também que a tecnologia da lignocelulose é o que vai assegurar, em cerca de cinco anos, competitividade da alcoolquímica com a petroquímica.

A Suzano Petroquímica e a Unipar, os dois outros maiores grupos nacionais do setor, também estão voltando suas atenções para a alcoolquímica. José Ricardo Roriz Coelho, co-presidente da Suzano, entende que haverá rapidamente um mercado para plásticos originários de fontes renováveis independente do preço. "Achamos que vários clientes nossos vão preferir produtos de fontes renováveis. Vai haver um mercado, mesmo pagando um preço mais alto", avalia.

Coelho destaca que no passado também o preço dos produtos alcoolquímicos não era levado em conta, mas por outra razão. É que naquela época (anos 1950/1960), o petróleo era muito escasso no Brasil e aquele era o problema maior. Com a descoberta da bacia de Campos (anos 1970) e com a abertura às importações de óleo, a matéria-prima fóssil se impôs rapidamente.

Segundo o executivo, além dos biopolímeros, uma vertente que tem sinergia com o histórico da Suzano como produtora de celulose de madeira, a empresa está também investindo em pesquisa de nanotecnologia, pensando no futuro das embalagens inteligentes e dos plásticos mais leves para produtos da linha branca, por exemplo.

Para Coelho, até onde a linha do horizonte permite enxergar, dificilmente as fontes alternativas irão contribuir com mais de 10% de matéria-prima para a indústria de plástico. Antes de mais nada, ele entende que será necessário resolver o problema de assegurar os insumos para a indústria química sem gerar risco de escassez para a produção de alimentos, uso que ele considera prioritário. "O Comperj vai produzir 1,3 milhão de toneladas de etano. Já pensou a quantidade de álcool que seria necessária para uma unidade desse tamanho?", pergunta.

Mas a economista Valéria Bastos, do BNDES, insiste que é "fundamental ampliar o escopo do etanol no sentido de uma redescoberta da indústria alcoolquímica que ofereça uma alternativa concreta de matérias-primas para atender o crescimento almejado pelo Brasil, sem pressões adicionais sobre o já expressivo déficit da balança comercial da indústria química (estimado em US$ 8,6 bilhões em 2006)". Para ela, "parece inexorável" também que a a volta da alcoolquímica gere uma nova rodada de fusões e aquisições no setor na qual "a intervenção do setor público será fundamental para a incorporação de novos atores oriundos, principalmente, da indústria química brasileira".

Fonte:
da Agência de Notícia UDOP

Usinas enfrentam gargalos para exportar mais

A corrida mundial pela substituição dos combustíveis fósseis por combustíveis renováveis provocou uma explosão de investimentos. A iniciativa privada de Estados Unidos, Brasil, outros países das Américas e Caribe têm investimentos previstos da ordem de US$ 100 bilhões para a instalação de usinas de etanol nos próximos cinco anos. Apenas no Brasil, há 88 projetos de novas usinas em curso, com aporte estimado em US$ 17,7 bilhões, que elevarão a produção do país de 17,7 bilhões para 27,8 bilhões de litros por ano até 2010.

As perspectivas para o mercado internacional também impressionam. Estudos apontam que, até 2010, a União Européia precisará importar 246 milhões de litros ao ano para consumo próprio. No Japão, a demanda será de 773 milhões de litros/ano; nos EUA , 407 milhões e na China, 71 milhões.

O cenário para o etanol é promissor, especialmente para o Brasil, que por quase três décadas foi o único país a adotar o combustível. Mas para manter-se como grande player, o setor privado brasileiro terá de superar alguns obstáculos que hoje inviabilizam o avanço nas exportações, na avaliação de representantes do setor que participaram, na sexta-feira, do seminário "Bioenergia: Fonte de energia para o desenvolvimento sustentável", promovido pelo Valor.

Um dos principais obstáculos, na avaliação de Henri Phillippe Reichstul, presidente da Brazil Renewable Energy Company (Brenco), é a ausência de um mercado internacional estabelecido. "Não existe oferta em grande escala contínua e com estrutura logística para convencer outros países a substituírem parte da sua matriz energética fóssil pelo etanol. Hoje, se o Brasil vender 1 bilhão de litros a mais, vai vender com um enorme desconto. O mercado ainda é limitado para o etanol brasileiro."

Marcos Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone), observou que mesmo países que utilizam o etanol não estão abertos às importações. "Os EUA não pensam em importar grandes volumes do Brasil. Eles não deverão comprar mais que os 7% que importam hoje do Caribe", afirmou. A região mais atraente para o setor, em sua avaliação, é a Europa, que adotará mistura de 10% de etanol em gasolina em 2020. Mas, para alcançar este mercado, observou, as usinas terão de buscar certificações internacionais que comprovem a produção sustentável social e ambientalmente. "Nos Estados Unidos, as tarifas tenderão a aumentar. Na Europa, as barreiras não-tarifárias vão imperar."

Decio Zylbersztajn, coordenador-geral do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial da Universidade de São Paulo (Pensa/USP), reforçou a necessidade de as empresas melhorarem as relações com fornecedores de cana, via contratos e trabalhos de auditoria.

Zylbersztajn também orientou usineiros a estabelecerem uma relação mais próxima e aberta com as organizações não-governamentais, para demonstrar transparência. Na área governamental, sugeriu que os governos definam melhor regras relacionadas à áreas para cultivo da cana-de-açúcar e à concessão de licenças ambientais para a instalação de usinas.

Roberto Rodrigues, coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GV Agro) acrescentou ainda a necessidade de divulgar informações técnicas sobre o potencial de plantio da cana no país. Ele observou que o país utiliza 90 milhões de hectares para agricultura e pode aproveitar outros 90 milhões da pecuária para dobrar a produção. Mas desse total, apenas 22 milhões de hectares são aptos para a cana. "A cana só produz açúcar e álcool em regiões onde há períodos de clima seco. Na região amazônica é impossível plantar cana produtiva e isso precisa ser dito", afirmou.

Luiz José Maria Irias, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, reforçou ainda a necessidade de ampliar aportes em pesquisas para fazer frente aos avanços americanos. Recentemente, a Embrapa criou uma unidade para pesquisa em biocombustíveis, focada em quatro áreas: etanol lignocelulósico, pesquisa de oleaginosas para biodiesel, uso de resíduos para produção de biocombustíveis e plantio de árvores para carvão vegetal.

Fonte:
da Agência de Notícia UDOP

Cotação recorde do óleo de soja inviabiliza biodiesel

Em alta desde outubro de 2006, os preços do óleo de soja continuam batendo recordes no mercado e fazem acender uma luz vermelha quanto à viabilidade de produção do biodiesel com essa matéria-prima. De acordo com a consultoria Céleres, o custo de produção do litro do biodiesel com soja está hoje em R$ 1,91 (sem incentivos), o que, a grosso modo, inviabiliza o negócio com o preço médio ofertado nos cinco leilões da Agência Nacional de Petróleo (ANP) - (R$ 1,82).

Dirigentes de lgumas usinas afirmam que seus custos de produção estão no limite. E o cenário é ainda de mais alta, segundo analistas. Ontem, os contratos de julho da commodity fecharam em nova alta - 35,40 centavos de dólar por libra-peso, o maior valor deste março de 2004, segundo o analista da FNP-Agra, Fábio Turqino Barros. "Os EUA aumentaram de 13% para 19% o percentual de sua produção de óleo que será usado para biodiesel. Isso aqueceu mais ainda o mercado", avalia Barros.

Desde novembro de 2005, quando foi realizado o primeiro leilão, o preço do óleo de soja subiu 43%. Já o preço médio do litro do biodiesel negociado nos leilões só caiu: iniciou em R$ 1,905 em 2005 e ficou em R$ 1,862 em fevereiro de 2007.

A processadora de soja Granol firmou contrato de venda de 84,1 milhões de litros de biodiesel à ANP. Segundo a diretora-financeira da esmagadora, Paula Cadette Ferreira, desse total, 56 milhões de litros já foram entregues. Ela afirma que o aumento do preço do óleo de soja incidiu na mesma proporção nos custos de produção do biodiesel que, já atingiram o "limite" de aumento.

O diretor da consultoria Céleres, Anderson Galvão, conta que há 1,5 ano a empresa fez análise de implantação de uma usina de biodiesel no Maranhão e reprovou o negócio. Na época, o preço do óleo de soja estava 30% menor.


Fabiana Batista
Fonte:
da Agência de Notícia UDOP

Treze empresas de biodiesel já possuem o Selo Combustível Social

As empresas Barra Álcool, de Barra do Bugre (MT), Ponte di Ferro, de Taubaté (SP), e Oleoplan, de Veranópolis (RS) são os novos empreendimentos que receberam concessão de Selo Combustível Social.

Hoje, 13 empresas possuem a identificação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) como produtoras de biodiesel que promovem a inclusão social e o desenvolvimento regional por meio da geração de emprego e de renda aos agricultores familiares enquadrados nos critérios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Juntos, esses 13 empreendimentos possuem uma capacidade instalada total de 744,91 milhões de litros, beneficiando aproximadamente 64 mil agricultores familiares.

A Ponte di Ferro, embora estando no estado de São Paulo, possui 250 contratos com a agricultura familiar, todos no Mato Grosso do Sul. Esses contratos representam 1.440,41 hectares de soja e 779 hectares de girassol. Correspondem à contratação de 4.321,23 toneladas de soja e de 1.168,5 toneladas de girassol.

Já a Oleoplan possui 15 contratos com cooperativas de agricultura familiar, totalizando 146,6 mil toneladas de soja. Com a Barra Álcool, são 31 contratos com a agricultura familiar, totalizando 54.402 sacos de soja contratados (o equivalente a 3.264 toneladas).

Critérios e benefícios

Por meio do Selo Combustível Social, o produtor de biodiesel tem acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados, acesso a melhores condições de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a instituições financeiras credenciadas – Banco da Amazônia (BASA), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco do Brasil (BB) – ou, ainda, outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos com o Selo.

O Selo somente é concedido para os produtores de biodiesel que comprem, por meio de contratos, a matéria-prima da agricultura familiar em percentual mínimo de: 50% na região Nordeste e no Semi-árido; 10% nas regiões Norte e Centro-Oeste; e 30% nas regiões Sudeste e Sul. É exigida, ainda, a assistência técnica e a capacitação dos agricultores familiares por parte dos produtores de biodiesel.

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Vale vai usar biodiesel em locomotivas

A Companhia Vale do Rio Doce e a Petrobras Distribuidora (BR) anunciaram nessa quinta-feira (17-05) um acordo para o fornecimento de uma mistura de 80% de óleo diesel e 20% de biodiesel, conhecida como B20, para abastecimento das locomotivas da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC).

A previsão é de que o fornecimento de B20 para as duas ferrovias chegue a 33 milhões de litros mensais, o que demandará cerca de 6,6 milhões de biodiesel puro (B100), quase a metade da produção nacional do biocombustível, que foi de 14,8 milhões de litros em fevereiro, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O B20 que será utilizado pelas locomotivas da Vale é inédito no país e está bem acima da meta do Governo federal, que tornará obrigatória a mistura de 2% de biodiesel ao diesel, B2, só no início de 2008. A Vale já utiliza o B2 em locomotivas, caminhões fora- de-estrada e na geração de energia elétrica. A partir do ano que vem, a Vale pretende utilizar o B20 nas locomotivas da Ferrovia Centro-Atlântica.

A Vale e a BR calculam que o B20 das locomotivas da EFVM e da EFC e o B2 dos demais equipamentos da mineradora vão contribuir para a redução de 224 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalentes - gás de efeito estufa - na atmosfera em 2007. Este volume de gás carbônico que deixará de ser emitido corresponde à produção anual de CO2 de uma cidade com 27 mil habitantes, estimam as empresas.

Apesar dos impactos ambientais positivos do negócio, a presidente da BR, Graça Foster, informou que, para a empresa, o programa tem caráter comercial. Ela detalhou que o fornecimento de biodiesel B20 ou B2 para a Vale faz parte de um contrato global de venda de 9 milhões de metros cúbicos de combustíveis - gasolina, diesel e óleo combustível - ao longo de cinco anos, com valor total de R$ 11 bilhões.

Para fornecer o B20 para a Vale, a BR teve que adaptar a infra-estrutura dos terminais de Betim e Imbiruçu, em Minas Gerais. Também foram adaptados os terminais de Duque de Caxias (RJ), São Luís (MA) e Vitória (ES), e as bases de Açailândia (MA) e Marabá (PA).

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Governador do Piauí quer transformar Congresso em oportunidade de negócios para o biodiesel

Definindo o 1º Congresso Internacional de Agroenergia e Biocombustíveis como “oportunidade de ouro” para o Piauí, o governador Wellington Dias (PT) pediu ontem (17) total empenho do secretariado para a realização do evento em Teresina.

A recomendação foi feita durante reunião no Palácio de Karnak com a presença da equipe de governo e a comissão organizadora do congresso. O evento acontecerá de 11 a 15 de junho, no Rio Poty Hotel, com a presença de pesquisadores nacionais e estrangeiros, debatendo sobre fontes de energia renováveis.

Na reunião, o chefe geral da Embrapa Meio-Norte, Valdemício Ferreira de Sousa, que preside a comissão do congresso, informou ao governador que já existem cerca de 500 inscritos, entre representantes de 20 estados brasileiros e participantes do México, Estados Unidos, Colômbia, Áustria e Índia.

O governador lembrou que a bioenergia é um tema da atualidade e espera que o evento seja uma grande oportunidade de negócios para o Estado. Na reunião, Wellington Dias pediu integração entre os órgãos do governo federal, estadual e municipal. “Temos que oferecer o máximo de informações sobre o Estado e se conseguirmos passar os dados de que o Piauí é uma boa oportunidade de pesquisa, de empreendimento, e de investimento no setor de biodiesel, já seria um bom passo”, afirmou o governador.

Ele disse que quer transformar o congresso em um “balcão do Piauí” com as mais variadas informações sobre áreas disponíveis para investimentos em biocombustíveis, preços de terras, incentivos do Estado, assistência técnica e infra-estrutura. O governador garantiu que o Estado dará toda a logística para a realização do evento como segurança dos palestrantes e público, além de atendimento médico para qualquer eventualidade.

O governador recomendou ainda aos secretariado para levarem técnicos bem preparados para “vender” as potencialidades do Estado na área de agroenergia e biocombustíveis. Ele disse também que não quer “ilha no evento” e que as instituições tem que perceber que é um “só Piauí” que deve ser apresentado aos investidores. Ele pediu que a equipe de governo elabore um material publicitário para distribuir aos congressistas.

LULA – Wellington Dias informou que esteve com o presidente Lula e ele informou que não poderá participar do congresso em Teresina, devido a uma viagem a Alemanha que fará na véspera do evento. O governador já entrou em contato com o vice-presidente José Alencar e está pré-agendada à sua vinda, além dos ministros Silas Rondeau (Minas e Energia), Dilma Rousseff (Casa Civil), Reinhold Stephanes (Agricultura) e representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia.

O Congresso Internacional de Agroenergia e Biocombustíveis é uma realização da Embrapa, Governo do Piauí e Sebrae, em parceria com os governos do Maranhão, Tocantins, Banco do Nordeste e Codevasf. Mais informações através do site www.cpamn.embrapa.br ou o link www.agendapromocoes.com.br/agrobioenergia

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Pesquisadores brasileiros estudam produção de etanol a partir de enzimas de resíduos vegetais

A produção de biocombustível a partir da celulose pode ser alcançada antes do que estimam os especialistas.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sediada no estado do Rio de Janeiro, está desenvolvendo estudos para a produção do etanol a partir de enzimas extraídas do bagaço da cana-de-açúcar e de outros resíduos agrícolas e florestais, como madeiras.

A pesquisadora Sonia Couri, responsável pelo Laboratório de Processos Fermentativos da Embrapa Agroindústria de Alimentos, disse à Agência Brasil que atualmente parte do bagaço da cana é utilizado para queima em caldeiras. Mas que grande parte desse resíduo poderá ser utilizada, através dessa bioconversão, usando enzimas específicas, ou seja, celulose, para a produção de etanol.

A pesquisadora reconhece que o processo de obtenção dessa enzima não é uma coisa muito fácil. “Hoje, já existem algumas biorefinarias que estão produzindo, mas a um custo muito alto quando você compara a produção do álcool a partir da cana ou a partir do amido, que é a um preço muito menor do que utilizar esse material, porque você tem um outro processo acoplado, que é a hidrólise da celulose”, explicou.

Sonia Curi estima que para ser viável o custo desse processo teria de diminuir cerca de 50 vezes. A meta da Embrapa, porém, é produzir uma enzima que seja eficiente e muito mais barata do que é hoje. A produção no Brasil dessas enzimas permitirá ao país reduzir a dependência das importações e os custos inerentes a essas operações, uma vez que a maior parte dessas matérias-primas é adquirida no exterior e chega ao Brasil com um preço três vezes maior do que o cobrado no país de origem, salientou Sonia Couri.

A diminuição dos custos estaria atrelada, segundo analisou, ao incentivo à produção dessas enzimas pelas indústrias nacionais, destacando a própria indústria que vai produzir o etanol. “Depende muito de políticas de incentivo e também de investimentos”, avaliou a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos. Nos Estados Unidos, os investimentos programados no setor de biocombustíveis atinge em torno de US$ 1 bilhão.

A estatal, vinculada ao Ministério da Agricultura, decidiu partir para esse estudo em função de experiência realizada desde 1986 na produção de enzimas celulolíticas (ricas em celulose) para a indústria de alimentos. Foram estudadas várias frutas, oleaginosas e sementes, extraindo-se óleo por um sistema aquoso, utilizando enzimas, em vez de usar um solvente orgânico, que é muito tóxico. Sonia Couri salientou ainda que o processo de produção do etanol via enzima de celulose envolve uma tecnologia mais limpa, que não agride o meio ambiente. “Qualquer tipo de resíduo é menos poluente, desde que seja vegetal”, observou Couri.

Para viabilizar a produção dos microorganismos que produzem essas enzimas, a pesquisadora revelou que a Embrapa está lançando também um grande projeto de florestas plantadas energéticas. Será estudado o aproveitamento dos resíduos de florestas de eucaliptos e pinhos para a produção de biocombustíveis, além de outras aplicações consideradas mais convencionais, afirmou.

Couri informou, ainda, que outros institutos de pesquisa, como a Universidade de Campinas (Unicamp) e o Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro também estão efetuando pesquisas sobre a produção de biocombustíveis no Brasil, com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e da Petrobras.

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Indústrias de Biodiesel

A empresa Brasil Ecodiesel recebeu na terça feira a licença de operaçao da Fundaçao Estadual de Proteçao Ambiental para instalar uma usina de biodiesel em Rosário do Sul.

A capacidade produtiva mensal será de 10,8 milhoes de litros de biodiesel metílico ou 7,56 milhoes de litros de biodiesel etílico 1,5 milhao de litros de glicerina, 200 mil kg de ácidos graxos e 15 mil kg de sais. O empreendimento, localizado no quilômetro 488 da BR 158, terá 29.367,02 m2 de área útil e 66 funcionários. A primeira empresa gaúcha a obter a LO foi a Oleoplan, de Veranópolis, em março, para a extraçao de óleos vegetais e produçao de biodiesel. O empreendimento tem capacidade de processamento mensal de 15 mil toneladas de soja, 2.700 t de óleo vegetal bruto, 10.500 t de farelo de soja, 800 t de cascas de lecitinas, 8.200 t de biodiesel e 900 t de glicerina.

Em Porto Nacional é a quarta unidade da Brasil Ecodiesel a entrar em operaçao. As demais fábricas de biodiesel da companhia ficam em Floriano (PI); Crateús (CE) e Iraquara (BA). Até o fim de 2007, a Brasil Ecodiesel colocará mais tres fábricas em funcionamento: Rosário do Sul (RS), Itaqui (MA) e Dourados (MS), quando alcançará capacidade total de produçao de 757 mil metros cúbicos de biodiesel/ano.

Em Porto Nacional, mais de 300 famílias já produzem mamona e outros 6.800 produtores de todas as regioes do Estado já se cadastraram junto a Seagro - Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento - interessados em produzir a oleaginosa. O incentivo é do governo do Estado e da maior produtora de biodiesel do Pais, a Brasil Ecodiesel, que está implantando uma indústria em Porto Nacional.

Em agosto do ano passado, foi notificada a construçao da fábrica de biodiesel da Archer Daniels Midland Company (ADM), antes mesmo de a empresa assumir a autoria do empreendimento. A usina está em fase de obras, sendo instalada anexo a unidade de esmagamento de soja da empresa em Rondonópolis (MT).

Atualmente, a maior indústria de biodiesel do planeta opera em Hamburgo, na Alemanha, e também é controlada pela ADM. A unidade européia produz diariamente 300 toneladas de combustível vegetal. A usina de Rondonópolis terá volume de produçao 66% superior, com fabricaçao de 500 toneladas do produto por dia. Os investimentos da multinacional na cidade somam R$ 70 milhoes. O início das atividades da usina está programado para acontecer ainda este ano, provavelmente no próximo mes. Rondonópolis disputou os investimentos da fábrica com Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás.

A Biocar, primeira usina de produçao de biodiesel do Mato Grosso do Sul, localizada no Distrito Industrial de Dourados, deverá ser inaugurada em junho.

A primeira usina de produçao de biodiesel do Mato Grosso do Sul deverá ser inaugurada em junho. Localizada no Distrito Industrial de Dourados, está com suas instalaçoes prontas, dependendo apenas do licenciamento ambiental a ser expedido pelo Instituto de Meio Ambiente do Estado (Imasul).

A usina de pequeno porte produzirá 30 mil litros/dia de biodiesel a partir de graxa bovina, fornecida por frigoríficos, e do girassol, numa proporçao de 50% na mistura. A proposta é estimular o plantio desta cultura por agricultores familiares e assentados.

No Brasil temos entorno de 130 usinas de Biodiesel.

AC (1), AL (1), AM (1), BA (10), CE (6), GO (10), MA (2), MT (21), MS (5), MG (15), PA (1), PB (1), PR (16), PE (4), PI (1), RJ (2), RN (2), RS (5), RO (1), RR (1), SC (4), SP (16), TO (3)

Deste volume quase 41% (53 usinas) esta ainda em planejamento, 15% (20 usinas) já esta produzindo, 19% (25 usinas) esta sendo construindo e quase 10% esta sem produçao.

Fonte:

Governo estuda novos marcos regulatórios para o etanol

A crescente demanda por etanol no mundo e as preocupações em relação à substituição de áreas de produção de alimentos pelo cultivo de cana no Brasil estão fazendo com que o governo federal defina novos marcos regulatórios para o setor.

Já estão sendo discutidas medidas para conter uma eventual implantação de uma monocultura de cana, garantir renda ao produtor individual - que não tem usina - e criar um órgão estatal único que centralize as decisões a respeito do tema. “Pela importância que tem todo esse setor de bioenergia, existe a idéia de se criar um órgão que centralize toda essa discussão” disse o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Segundo Stephanes, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, tem centralizado as discussões sobre agroenergia em reuniões sistemáticas envolvendo outros ministérios e a Petrobras. Uma das regras em estudo é determinar que pelo menos 70% da produção de cana consumida por uma usina seja proveniente de produtores individuais.

Além disso, o governo pretende reduzir o prazo das queimadas da cana e fazer com que as usinas tenham uma visão social sobre a participação dos trabalhadores ao longo de todo o processo. Uma das estratégias para conter o avanço da cana sobre áreas produtoras de alimentos é fazer com que a instalação de novas usinas aconteça em áreas de pastagens degradadas. Atualmente, o cultivo de cana cobre uma área de aproximadamente 6 milhões de hectares, dos quais 3 milhões são destinados para a produção de álcool. Na próxima década, a meta possível de ser atingida é de triplicar a área destinada para o álcool.

PAC Stephanes confirmou também que o governo vai criar um PAC Agrícola. Dentro desse plano estarão incluídas medidas específicas para a infra-estrutura e logística para a Região Centro-Oeste, mudanças nas regras do sistema de cabotagem nacional, criação de um fundo de catástrofe e renegociação das dívidas dos agricultores. Nesse último item, o ministro disse que os débitos existentes serão analisados por produto e por região, descartando a possibilidade de haver um plano único para todo o agronegócio. (AE)

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Comissão da Amazônia faz audiencia sobre programa do combustivel

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional promove na quarta-feira (23) audiência pública para discutir as ações do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, do governo federal. A reunião foi sugerida pelo deputado José Guimarães (PT-CE).

Guimarães lembra que o objetivo do programa é implementar de forma sustentável a produção e o uso do biodiesel, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, por meio da geração de emprego e renda. Na avaliação do deputado, outro ponto importante do projeto é a previsão de uso de matérias-primas locais e o estímulo à instalação de usinas de produção de óleo, em parceria com governos estaduais e municipais. Para ele, devido ao alcance social do programa, torna-se indispensável que a comissão conheça seu projeto e as dificuldades encontradas e acompanhe seus resultados.

Convidados Foram convidados a participar da audiência o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; o coordenador do Comitê do Biodiesel no Ceará, Amaury Reis Fernandes; o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Ruy de Goes Leite de Barros; o secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Camilo Sobreira de Santana; e o presidente da organização Instituto do Sol, José Walter Bautista Vidal.

A reunião será realizada às 14 horas, no plenário 15.

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Cooperativa inaugura usina de biodiesel em Campos de Júlio

A Cooperativa Agroindustrial do Parecis (Coapar) inaugurou, na tarde de sexta-feira (18.05), no município de Campos de Júlio (553 km de Cuiabá), sua primeira usina de biodiesel. De acordo com Allan Guerra, presidente da cooperativa, o investimento na construção da usina é de R$ 2 milhões. A produção está estimada em 20 mil litros por dia.

A Coapar foi fundada em 4 de maio de 2005, e tem como objetivo fomentar a união dos produtores para agregação de valor e produção de biodiesel, ração e óleo vegetal, a partir do girassol. Trinta produtores da região fazem parte da Coapar, que espera ter mais pessoas se associando nos próximos anos.

O secretário de Desenvolvimento Rural do Estado de Mato Grosso, Neldo Egon Weirich, participou da inauguração da usina, em evento que também contou com a presença do deputado federal Homero Pereira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), do prefeito José Odil da Silva, autoridades políticas locais, comerciantes, além da diretoria e cooperados da usina. No período da noite o secretário participou de uma reunião na cidade de Comodoro e sábado em esteve em Sapezal.

Em seu discurso, o secretário Neldo Egon exaltou a iniciativa dos produtores e, também, dos políticos locais pela iniciativa da viabilização de uma industria de tamanha importância. “Essa usina com certeza vai contribuir com o desenvolvimento rural em Campos de Júlio e região. E, se o pequeno produtor tiver o incentivo de plantar o girassol para vender para a cooperativa, a meta do governo do Estado, que é de promover o desenvolvimento da agricultura familiar, estará sendo alcançada. A Seder, juntamente com suas empresas vinculadas, está à disposição para dar apoio no que for preciso para que esse projeto ganhe maiores proporções”, disse o secretário.

O deputado federal Homero Pereira também falou às pessoas que estavam na solenidade de inauguração e se disse orgulhoso da presença do secretário Neldo em Campos de Júlio. “A presença do secretário de Estado responsável pela pasta da agricultura num evento como esse prova que o governo realmente está preocupado e quer o desenvolvimento regional de Mato Grosso. Uma usina como essa é uma ótima solução econômica para a agricultura mato-grossense, que tem aprendido, com a crise dos últimos anos, a se diversificar”, analisou o deputado.

Comodoro

O secretário Neldo Egon aproveitou a viagem a Campos de Júlio para atender a reivindicação dos produtores e políticos de Comodoro (644 quilômetros de Cuiabá), que pediram a presença dele naquele município. Ainda na sexta-feira à noite, ele esteve na prefeitura onde participou de uma reunião, com vice-prefeito, vereadores e produtores rurais.

Na reunião, foi pedido ao secretário apoio à regulamentação da documentação de terras de pessoas que estão há mais de 20 anos em suas propriedades, bem como apoio técnico a cadeia do leite, predominante na região e praticada por famílias de assentados. “É importante sabermos das dificuldades de cada município, vamos sim ver o que pode ser feito para solucionar esses problemas e, com certeza, daremos uma resposta no menor tempo possível”, disse Neldo Egon, que no sábado (19.05) ainda foi a Sapezal (480 quilômetros de Cuiabá).

Fonte: SECOM

Brasil Ecodiesel inaugura usina em tocantins

A Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais inaugurou na sexta-feira (18) sua quarta unidade de produção de biodiesel, em Porto Nacional, no Tocantins, com capacidade de produção de 120 mil m3 de biodiesel por ano. A cerimônia de inauguração contou com a presença do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, do Governador do Estado do Tocantins, Marcelo Miranda, do Presidente da Brasil Ecodiesel, Nelson José Côrtes da Silveira, entre outras autoridades e diretores da companhia. Com a entrada em operação da unidade de Porto Nacional, a companhia atinge 400 mil m3 de capacidade instalada autorizada, ampliando sua liderança no mercado nacional.

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Programa Biosustentável é apresentado em Feira


A Petrobras e EBDA realizam, nessa terça-feira (22), a Oficina de Organização da Produção de Oleaginosas, em Feira de Santana.

O objetivo é apresentar o Programa Biosustentável, que prioriza a instalação de uma nova matriz energética em bases sustentáveis e o cultivo de 300 mil hectares com oleaginosas, ampliando a renda de 100 mil agricultores.

Um dos focos do projeto é inserir agricultores familiares na base de produção e de beneficiamento das culturas fornecedoras de óleos para fabricação de biodiesel.

A oficina de trabalho, da qual participarão técnicos e produtores, também vai discutir a política de financiamento a partir do Pronaf, a questão da comercialização e a apresentação da política de aquisição da produção. Na oportunidade, será lançada a unidade de aquisição de grãos pela Petrobras.

O programa Biossustentável, da Secretaria de Agricultura do Estado, contempla os territórios de Irecê, Chapada Diamantina, Recôncavo, Litoral Norte-Agreste de Alagoinhas, Nordeste II, Portal do Sertão (que inclui Feira de Santana), Baixo Sul e Sul.

Fonte: FS OnLine

O RELATÓRIO DA ONU SOBRE BIOENERGIA

Causou-nos perplexidade o recente relatório da ONU sobre bioenergia, quando alertou o mundo acerca da ameaça para a oferta de alimentos devido à produção de biocombustíveis. Segundo o texto, o rápido crescimento na produção de biocombustíveis vai aumentar o preço das commodities agrícolas e pode ter efeitos econômicos e sociais negativos, particularmente sobre os pobres que gastam uma grande parte da sua renda com comida. O relatório adverte ainda que a produção de biocombustíveis já parece ter elevado o preço do milho em 2006 e 2007, além de informar que a disponibilidade da oferta adequada de alimentos pode ser ameaçada pela produção de biocombustíveis na medida em que a terra, água e outros recursos produtivos sejam desviados da produção de alimentos.

A produção mundial de biocombustíveis dobrou no últimos cinco anos e deve dobrar novamente nos próximos quatro anos.O que nos chama à atenção nesse relatório é que ele é muito modesto ao dizer que a produção de biocombustíveis parece ter elevado o preço do milho, pois se a produção de biocombustíveis dobrou nos últimos cinco anos, devido ao etanol estadunidense feito à base de milho, é óbvio que com a maior procura por milho , o preço forçosamente teria que subir. Ademais, com a possibilidade da produção novamente dobrar nos próximos quatro anos, podemos vislumbrar que o preço de todos os alimentos que servem de matéria prima ao etanol também subam.

As relações econômicas mundial de biocombustíveis está tomando o mesmo rumo histórico do petróleo e das demais matérias primas. Os países pobres e emergentes se tornarão fornecedores de biocombustíveis aos países ricos, enquanto estes continuarão detendo o controle da industria de ponta,capazes de os manter na liderança mundial, deixando os países do hemisfério sul dependentes econômicamente . A prova mais contundente dessa nossa afirmação é a notícia da Agência Reuters de que a Alemanha tem ociosidade em biocombustíveis. Uma forte tributação desanimou os produtores alemães, os quais já querem vender suas refinarias. Segunda a notícia, a indústria de biodiesel Alemã está trabalhando com cerca de 50% de sua capacidade devido a incidência de um imposto que impactou as vendas do produto, fazendo com que produtores estejam considerando encerrar as atividades. Atente-se que a Alemanha já está na fase do biodiesel, etapa superior ao etanol, mesmo assim está forçando a falência de todo o projeto.Exsurge a pergunta: por que o governo alemão está querendo acabar com essa indústria produtora de combustíveis renováveis e não poluentes? A resposta é cristalina: eles já sabem que terão os países do hemisfério sul como fornecedores de biocombustíveis.

O Brasil está sendo levado a uma armadilha por falta de visão estratégica, impulsionado por uma elite subserviente aos interesses estadunidenses. O maior absurdo é o Brasil se afastar do projeto do Gasoduto do Sul, o qual tem a capacidade de suprir toda a América Latina e o Caribe de uma energia limpa, barata e abundante,preferindo se submeter aos interesses dos países ricos, liderados pelos EUA . É lamentável assistir todos os dias o Brasil ser apresentado como a Nova Arábia Saudita, quando na verdade essa propaganda tem a nítida finalidade de nos manter meros fornecedores de matérias primas aos países desenvolvidos, continuando o processo de colonização existente há 500 anos.

MELQUISEDEC NASCIMENTO

PRESIDENTE DO INSTITUTO ABREU E LIMA

Galp começa a produzir petróleo no Brasil em 2011

"Só dentro de três a quatro anos é que a Galp e a Petrobras começarão a produzir conjuntamente petróleo no Brasil. Para já, estamos numa fase de trabalhos exploratórios, por isso não é possível calcular qual a produção que poderemos atingir", disse, em entrevista pelo telefone, ao DN o presidente da companhia petrolífera brasileira. José Sérgio Gabrielli deslocou-se a Lisboa na semana passada para assinar, em consórcio com a Galp e a Partex, um contrato de concessão com o Governo português para a pesquisa e exploração de petróleo em águas profundas, na costa portuguesa, numa zona que se estende entre Lisboa e Aveiro. A Galp, para já, só produz crude em Angola.

No mesmo dia (sexta-feira), a petrolífera brasileira assinou com a sua parceira portuguesa de há vários anos um acordo de parceria para a área da produção e comercialização de biocombustíveis. "Dois projectos em que ambas estão concentradas neste momento", sublinha Sérgio Gabrielli. "Estamos a analisar a produção e transporte de biocombustíveis no Brasil, mas também em África, para vendas em Portugal e na Europa", explicou. A parceria, admite o gestor, poderá vir a envolver o projecto de construção das duas biorrefinarias para a produção de biodiesel de segunda geração, que a Galp quer desenvolver em Portugal, uma em Sines e outra em Matosinhos. "É uma hipótese, nós também já temos biodiesel de segunda geração no Brasil".

Fonte: Diario de Noticias

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Produção de Biodiesel já permite mistura de 2% obrigatória

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse hoje que o Brasil ultrapassou, no fim de abril, a capacidade instalada necessária de biodiesel para que a partir de 2008 todo o diesel comercializado no País contenha 2% do combustível. Esse porcentual, conhecido como P2, passará a ser obrigatório, a partir do próximo ano.

A capacidade total brasileira foi ultrapassada com segurança com a autorização, em 30 de abril, para que a usina da Brasil Ecodiesel, em São Luiz, entre em operação. Essa unidade tem sozinha, capacidade para produzir 108 milhões de litros de biodiesel por ano. Com isso, a capacidade total do País chega a 962 milhões de litros por ano, ultrapassando com folga os 840 milhões de litros por ano, necessários para que a mistura de 2% possa ser implementada a partir de 2008.

Fonte:

Treze empresas de biodiesel já possuem o Selo Combustível Social


As empresas Barra Álcool, de Barra do Bugre (MT), Ponte di Ferro, de Taubaté (SP), e Oleoplan, de Veranópolis (RS) são os novos empreendimentos que receberam concessão de Selo Combustível Social. Hoje, 13 empresas possuem a identificação do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) como produtoras de biodiesel que promovem a inclusão social e o desenvolvimento regional por meio da geração de emprego e de renda aos agricultores familiares enquadrados nos critérios do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Juntos, esses 13 empreendimentos possuem uma capacidade instalada total de 744,91 milhões de litros, beneficiando aproximadamente 64 mil agricultores familiares.

A Ponte di Ferro, embora estando no estado de São Paulo, possui 250 contratos com a agricultura familiar, todos no Mato Grosso do Sul. Esses contratos representam 1.440,41 hectares de soja e 779 hectares de girassol. Correspondem à contratação de 4.321,23 toneladas de soja e de 1.168,5 toneladas de girassol.

Já a Oleoplan possui 15 contratos com cooperativas de agricultura familiar, totalizando 146,6 mil toneladas de soja. Com a Barra Álcool, são 31 contratos com a agricultura familiar, totalizando 54.402 sacos de soja contratados (o equivalente a 3.264 toneladas).

Critérios e benefícios

Por meio do Selo Combustível Social, o produtor de biodiesel tem acesso a alíquotas de PIS/Pasep e Cofins com coeficientes de redução diferenciados, acesso a melhores condições de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a instituições financeiras credenciadas – Banco da Amazônia (BASA), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Banco do Brasil (BB) – ou, ainda, outras instituições financeiras que possuam condições especiais de financiamento para projetos com o Selo.

O Selo somente é concedido para os produtores de biodiesel que comprem, por meio de contratos, a matéria-prima da agricultura familiar em percentual mínimo de: 50% na região Nordeste e no Semi-árido; 10% nas regiões Norte e Centro-Oeste; e 30% nas regiões Sudeste e Sul. É exigida, ainda, a assistência técnica e a capacitação dos agricultores familiares por parte dos produtores de biodiesel.

Fonte: Pantanal News