segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Usinas de biodiesel param por falta de comprador nacional

Há três meses da obrigatoriedade do B2 - adição de 2% de biodiesel ao diesel - usinas que produzem o combustível estão paradas porque não existe demanda pelo produto.

"Por incrível que pareça estamos no início de outubro e não tem nenhuma negociação aberta. Não encontramos compradores", afirma o diretor comercial do Grupo Agropalma, Marcelo Brito.

A empresa, que já está com as operações paradas, terá férias coletivas em novembro pelo mesmo motivo. "Quando voltarmos, no início de dezembro, iremos produzir o volume para abastecer os testes em nossas fazendas. A três meses do B2 ainda não sei dizer o que vamos fazer", diz Brito.

Em setembro, o grupo concluiu as entregas do leilão da Petrobras e agora se encontra em fase de manutenção. Brito critica a estatal por oferecer preços impraticáveis pelo biodiesel, ampliando cada vez mais a oferta. A opinião é compartilhada pelo diretor comercial da Bioverde, Alexandre Pereira da Silva, para quem ainda não existe um mercado para os produtores que não entraram nos leilões da Petrobras. "Para alavancar o programa de biodiesel estão subsidiando o preço para as distribuidoras", avalia.

A expectativa do setor para os próximos leilões da Petrobras é a de que os preços sejam corrigidos. Para Silva o ideal seria que o biodiesel fosse considerado um aditivo e não um combustível, assim teria um preço diferenciado, alinhado a demanda. Procurada, a Petrobras não quis comentar o assunto.

O Ministério de Minas e Energia definiu na última sexta-feira um cronograma para os próximos leilões de biodiesel promovidos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Os dois primeiros serão realizados na primeira quinzena de novembro e serão negociados contratos entre os fornecedores e distribuidores para entrega do biocombustível durante 2008 e em dezembro serão realizados mais dois leilões para suprir a expansão do mercado.

A relação entre a atual oferta e demanda de biodiesel é contraditória. De acordo com o presidente do Conselho da União Brasileira do Biodiesel (Unabio), Juan Diego Ferrés, a produção já é o bastante para atender a obrigatoriedade do B2 e a capacidade instalada atualmente já poderia atender também uma possível demanda de B5.

O governo federal já sinaliza que deverá adiantar a obrigatoriedade do B5, aumentando conseqüentemente a demanda.

No mês passado o assunto foi discutido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e representantes da Unabio. Na ocasião o governo informou que estuda adicionar gradualmente mais 1% de biodiesel ao B2, antecipando de 2013 para 2010 a entrada do B5 em vigor. O objetivo seria induzir o aumento de produção de forma espontânea e conforme a adesão dos produtores a adição passaria a ser obrigatória.

Ferrés alertou para o descompasso atual no setor, cuja oferta do combustível é maior que a procura. Segundo informações da Agência Brasil, Ferrés afirmou que a oferta de biodiesel acompanhou o entusiasmo e esse entusiasmo se transferiu aos empreendedores, que colocaram seus investimentos numa capacidade superior a que era imaginada.

Brasil Ecodiesel:

Na contramão do setor a Brasil Ecodiesel, maior empresa de biodiesel do País, anunciou que o volume de vendas realizado no terceiro trimestre, cerca de 53 mil metros cúbicos, superou em 57,7% o trimestre anterior. O volume ainda não foi auditado.

Segundo o diretor de Relações com Investidores da Brasil Ecodiesel, Ricardo Vianna, o resultado já é o reflexo do novo cronograma de entrega repactuados junto à Petrobras

A empresa finaliza ainda as negociações para o início das exportações de glicerina, subproduto resultante do processo de produção do biodiesel.

Fonte:

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Bagaço de cana pode gerar mais energia que Itaipu

País pode produzir em 2012 quase 24 mil megawatts de energia com bagaço de cana.
A avaliação é do diretor da Fiesp, Luiz Gonzaga Bertelli.

O país poderá produzir, em 2012, quase 24 mil megawatts de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar, aproveitando o que restar de uma produção de 730 milhões de toneladas de cana prevista para aquela safra.

O número corresponde ao dobro do gerado pela hidrelétrica de Itaipu, informou o diretor de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Luiz Gonzaga Bertelli.

Segundo ele, é preciso realizar investimentos na área para aproveitar este potencial energético, hoje utilizado por caldeiras de usinas que geram vapor para movimentar turbinas para a produção de álcool e açúcar.

Bertelli está preocupado com o que pode ocorrer em 2012, principalmente após analisar o que aconteceu em 2001. Naquele ano, a falta de planejamento governamental e a ausência de chuvas obrigaram a adoção de um programa de racionamento energético, que afetou o crescimento do país.

"O ritmo de crescimento do PIB de 4% em 2000 (4,3% segundo o IBGE) caiu para 1% (1,3%, ainda de acordo com o IBGE) em 2001. Há uma preocupação geral que isto venha a se repetir nos próximos anos, afetando os novos investimentos das empresas", disse o diretor de Energia da Fiesp.

Segundo as análises dos especialistas, salientou Bertelli, não existe risco de um apagão acontecer tão cedo, por causa do "excepcional volume de chuvas neste ano". Ele salientou, entretanto, que diante das dificuldades encontradas no licenciamento ambiental das usinas do Rio Madeira, em Rondônia, dificilmente esses complexos hídricos serão concluídos no período estimado.

Daí sua defesa do aproveitamento da energia da biomassa, no caso o bagaço da cana-de-açúcar, como solução para evitar um apagão no início da próxima década. Em 2007/08, o País terá a maior safra de cana-de-açúcar da história, com uma produção de 528 milhões de toneladas, 11% maior do que a safra anterior".

Bertelli também destacou que há poucos entraves para a produção de energia a partir do bagaço da cana, já que a geração de bioeletricidade com o emprego do bagaço é limpa, não traz prejuízos ambientais ou à sociedade.

Além disso, ele citou um estudo da Fiesp que concluiu que o custo operacional de longo prazo da eletricidade do bagaço é muito baixo e compensará, adequadamente, a amortização de um investimento inicial para inserir a biomassa do bagaço no planejamento energético.


Fonte:

Brasil pode ter 6 bi de litros de etanol excedentes em 2012

Volume excedente de álcool pode ser 60 vezes maior que a safra 2006/07.
A euforia de investimentos em etanol no Brasil pode trazer um excedente de 6 bilhões de litros do combustível na safra 2012/2013, se todos os 86 projetos de novas usinas e a ampliação de parte das existentes forem concretizados, com investimentos previstos de US$ 17 bilhões.

A estimativa é da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), principal entidade do setor sucroalcooleiro. O volume excedente de álcool nas destilarias, se concretizadas as previsões, será 60 vezes maior que o estoque de passagem da safra 2006/2007 para a atual, de 100 milhões de litros.

Se previsões da Unica para daqui a cinco safras apontam para uma crescente mudança no cenário de destino da cana-de-açúcar enviada ao processamento.

Enquanto na safra passada o mix ficou praticamente igual para a produção de açúcar e álcool, em 2012/2013 a produção de álcool deverá consumir 61,88% da cana moída e a de açúcar, 38,12%.

Fonte:

Governo define cronograma dos leilões de biodiesel

O Ministério de Minas e Energia definiu um cronograma para os leilões de biodiesel que serão promovidos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) para atender, a partir de 1º de janeiro do próximo ano, à exigência legal de que todo o diesel mineral vendido no país contenha 2% de biodiesel (o chamado B2). Os dois primeiros leilões deverão ser realizados na primeira quinzena de novembro próximo. Serão negociados contratos entre os fornecedores e distribuidores para entrega do biocombustível de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2008.

O primeiro leilão terá como objetivo suprir o equivalente a 1,6% da demanda total de diesel comum do País estimada pela ANP para 2008. Só poderão participar desse leilão os fornecedores que possuem o selo de "Combustível Social", que indica que o biodiesel foi fabricado a partir de matérias-primas cultivadas pela agricultura familiar.

Os demais fornecedores - que não possuem o selo - participarão do outro leilão, a ser realizado também no início de novembro, no qual estarão em disputa contratos para vender o equivalente a 0,4% da demanda nacional de diesel para 2008. Outros dois leilões deverão ser feitos na primeira quinzena de dezembro e terão como objetivo suprir a expansão do mercado de biodiesel, em quantidades superiores ao mínimo previsto em lei.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) publicou hoje no Diário Oficial da União a Resolução Nº 5 que estabelece as diretrizes para a realização de leilões públicos para a aquisição de biodiesel. O objetivo destes leilões é assegurar o suprimento de biodiesel ao mercado a partir do início do próximo ano, quando passa a ser obrigatória a mistura de 2% de biodiesel ao óleo diesel.

A mistura representa um mercado potencial para o biodiesel da ordem de 800 milhões de litros anuais, destaca o Ministério de Minas e Energia. "A mistura será responsável pela quase totalidade do transporte rodoviário urbano e interestadual de coletivo de passageiros e cargas no Brasil, assim como de tratores, máquinas e implementos agrícolas e do transporte ferroviário e aquaviário", segundo nota publicada pelo Ministério.

Com a expectativa de que a produção de biodiesel supere os 2 bilhões de litros anuais - mais de duas vezes a previsão de oferta - os leilões públicos serão fundamentais para assegurar a igualdade de acesso aos produtores de biodiesel a esse novo mercado.

Fonte:

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Brasil vai exportar "biodiesel responsável"

Nos últimos meses, cresceu a preocupação na Europa e em outros países quanto à forma pela qual o combustível está sendo produzido, com eventuais prejuízos para o meio ambiente e mesmo com exploração de trabalhadores rurais. Agora, uma empresa na Suíça promete entregar aos usuários de biodiesel o primeiro produto "socialmente justo e ecologicamente correto". Uma rede de postos de gasolina acaba de anunciar que irá importar 1,5 milhão de litros desse biodiesel do Brasil.

O conceito de comércio eqüitativo começou a ganhar força na Europa no início desta década, quando consumidores passaram a procurar produtos que distribuíssem de forma mais justa a renda gerada pelo seu comércio e pelo impacto ambiental da produção agrícola. Esse foi o caso da banana, café, cacau ou suco de laranja. As empresas elevaram os preços desses produtos nos mercados europeus com a garantia de que o valor seria repassado aos agricultores no final da cadeia de produção.

Agora, uma entidade e uma rede de postos garantem a distribuição do que chama de "verdadeiro combustível ecológico", que respeita tanto os aspectos sociais como ecológicos. A entidade Aliança Sul e a empresa Gebana, ambas da Suíça, estão sendo as responsáveis por gerenciar o projeto para incrementar o valor pago por litro e garantir, assim, que os produtores possam ter uma renda maior. Além disso, só comprará o produto de áreas em que um projeto de gestão da floresta for estabelecido.

Para a Migrol, uma rede de postos, essa é uma garantia de que, ao comprar o biodiesel, o consumidor não estará contribuindo para que a soja ganhe áreas de preservação em outros países.

Parte do combustível será comprado de um grupo de 350 famílias em Capanema, no Paraná. Os produtores receberão um valor mais alto por seu biodiesel produzido de uma forma que respeita o meio ambiente. Em troca, receberão R$ 0,50 centavos a mais por litro vendido que o biodiesel comercializados por seus concorrentes.

Nos postos na Europa, o biodiesel ecológico será mais caro que todos os demais combustíveis. Custará o equivalente a 1,4 euro (R$ 3,78) por litro, contra 1,1 euro cobrado pelo biodiesel comum. Para a direção do projeto, contudo, os consumidores suíços estão dispostos a pagar mais, sabendo que o dinheiro acaba gerando maior renda para a população rural e ainda garantindo a preservação de florestas.

Jamil Chade

Fonte:

Usina de Biodiesel de Quixadá começa a operar em dezembro

A Usina de Biodiesel da Petrobras no Ceará, em construção no distrito de Juatama, no município de Quixadá, a 170 km de Fortaleza, tem sua conclusão prevista para dezembro de 2007.

A Usina terá capacidade para produzir cerca de 57 milhões de litros de biodiesel por ano e terá como principais insumos para produção de biodiesel os óleos vegetais (mamona, algodão, soja e girassol) e/ou gordura animal.

A operação da Usina demandará a criação de 60 empregos diretos e a Petrobras já iniciou as negociações com as organizações nacionais e locais que representam a agricultura familiar para obter o Selo Combustível Social - certificado concedido pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) aos produtores de biodiesel que estimulam a inclusão social da agricultura familiar.

Além disso, a Companhia articula com a Secretaria de Desenvolvimento Agrário do Ceará e Secretarias de Agricultura Municipais o desenvolvimento da cadeia produtiva (grão e óleo vegetal) no entorno da Usina. A obtenção do Selo do Combustível Social pela empresa exigirá a mobilização de algo em torno de 25 mil produtores da agricultura familiar. O empreendimento recebe um investimento de R$ 76 milhões.

Fonte:

Produção de biodiesel envolve 91 mil famílias

Mais de 91 mil famílias de agricultores já foram integradas à cadeia de produção do biodiesel no País. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), até o mês passado 20 usinas haviam aderido ao selo combustível social, que garante direito a incentivos, como benefícios fiscais, linhas de financiamento e participação nos leilões da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP).

Para adquirir o selo, cuja validade é de cinco anos, o produtor de biodiesel precisa adquirir uma quantidade mínima de matérias-primas de agricultores familiares. Também precisa fornecer assistência técnica aos agricultores. Além disso, passa por auditorias anuais e monitoramentos constantes.

“Tudo o que foi contratado e comprado dessas famílias lastrearia hoje cerca de 24% do volume de biodiesel se toda essa matéria-prima fosse efetivamente utilizada para esse fim”, diz Arnoldo Campos, coordenador do Programa Nacional de Biodiesel do ministério.

Produzido a partir de oleaginosas, como mamona, soja, girassol, pinhão manso e dendê, e de sebo bovino, o biodiesel é bem menos poluente que os combustíveis derivados de petróleo. Pode substituir total ou parcialmente o óleo diesel que movimenta caminhões, ônibus, barcos e máquinas, entre outros equipamentos.

As 91 mil famílias que fazem parte da cadeia responde por área de 538, 2 mil hectares plantada com oleaginosas. Mais da metade (51%) - o que representa 46,6 mil agricultores - está no Nordeste do País. O Sul tem 31,4 mil famílias de agricultores e o Centro Oeste, 8 mil. Apesar disso, o Centro-Oeste concentra 48% da área plantada, o equivalente a 258 mil hectares.

No Norte, o número de agricultores chega a 4,2 mil. Já o Sudeste tem apenas sete famílias envolvidas na produção de biodiesel. “Nossa expectativa era chegar 2 mil agricultores”, conta o coordenador, que atribui a falta de adesão ao grande número de indústrias na região.

Quase metade (49%) das oleaginosas plantadas por essas família é composta por mamona, seguida pela soja (29%), girassol (14%), dendê (5%) e gergelim e amendoim(1%).

Atualmente, o Brasil importa de 5% a 7% do óleo diesel que consome, o que representa entre 2 bilhões e 3 bilhões de litros por ano. Calcula-se que haveria uma economia de US$ 160 milhões na balança comercial do País quando todo o mercado estiver abastecido com a mistura de 2% de biodiesel. Essa economia subiria para US$ 400 milhões com o uso da mistura de 5%.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Biodiesel: Dos laboratórios para a fábrica


Duas unidades semi-industriais de produção de biodiesel estão em operação, desde 2006, em Guamaré do Norte, a 180 quilômetros de Natal. O objetivo é confrontar diferentes alternativas tecnológicas desenvolvidas pelo Centro de Pesquisas da Petrobras, o Cenpes, para a produção de diesel. Nas duas plantas, a tecnologia é nacional. A diferença entre elas está nos processos empregados e na capacidade de produção.

Uma utiliza tecnologia convencional e produz biodiesel a partir de óleos vegetais e de gordura animal. A capacidade de produção é de 600 litros de biodiesel por dia, mas deverá ser ampliada em breve para 20 mil litros diários.

Na outras, o biodiesel é obtido diretamente dos grãos de oleaginosas, usando etanol como reagente, e a produção diária já atingiu 5 mil litros de biodiesel. Os processos geram um subproduto, a glicerina, que é utilizada em inúmeras aplicações industriais, do setor farmacêutico e de higiene pessoal a linhas de alimentos e bebidas.

Até o momento, já são cultivados na região cerca de 3 mil hectares de mamona e 10 mil hectares de girassol. A produção de oleaginosas para as duas unidades experimentais de biodiesel já gerou oportunidade de emprego e renda para aproximadamente 2.500 famílias de agricultores. A previsão é de que as duas plantas passem a produzir em escala maior até 2008.

O maior produtor de petróleo em terra
O biodiesel reforça a atuação da companhia no Rio Grande do Norte, maior produtor de petróleo em área terrestre do País. A primeira descoberta em terra ocorreu por acaso em 1979: jorrou petróleo durante a perfuração de um poço para abastecer as piscinas de um hotel em Mossoró. Pesquisas confirmaram a existência de reservas e sua viabilidade comercial.

Desde então, foram descobertas e entraram em operação dezenas de campos. Um deles – canto do Amaro – é considerado o maior do País. No total, são cerca de 6 mil poços em terra, localizados em propriedades particulares, povoados e fazendas. Além de 25 plataformas marítimas, o que confere à Petrobras uma presença marcante no estado. Desde o início da exploração do campo de Ubarana, na costa de Guamaré, em 1976, a empresa investiu US$ 14,7 bilhões no Rio Grande do Norte. Em 2007, os recursos deverão chgar a US$ 2,6 bilhões.

O pólo de Guamaré, onde foram instaladas as duas usinas, é formado por um terminal de armazenamento e transferência de petróleo; três unidades de processamento de gás natural; uma estação de tratamento de óleo; uma planta de produção de diesel; uma unidade de produção de querosene de aviação; e três estações de tratamento de efluentes. O pólo foi construído para beneficiar o óleo e o gás natural oriundos dos campos marítimos de Ubarana e Agulha e dos campos terrestres. A Petrobras também apóia diversos projetos sociais no Rio Grande do Norte, beneficiando especificamente comunidades de pequenos agricultores. Entre os destaques, além do Molhar a Terra, está o Terra Pronta, que oferece condições para melhoria do manejo do solo.

Fonte:

Hidrogênio: fonte de energia sustentável

O hidrogênio representa um mercado mundial potencial que pode chegar a US$ 40 trilhões em 2040 para a geração de eletricidade. Através de células a combustível, este gás é utilizado para a geração de energia e tem como resíduo a água. No entanto, hoje, a principal utilização do hidrogênio não é para a geração de energia mas, para a fabricação de produtos químicos como plásticos e amônia; no resfriamento de motores e geradores; e na indústria eletrônica. Atualmente são fabricados cerca de 500 bilhões de metros cúbicos por ano do gás a partir de fontes de energia convencionais e poluentes como gás de carvão gaseificado, gás natural e reforma de petróleo.

Mas, para que o hidrogênio se torne uma fonte de energia sustentável, a produção deveria ser através de fontes renováveis como a gaseificação da biomassa ou a eletrólise. Este último processo também pode ser realizado através da energia eólica e solar. O álcool produzido a partir da cana-de-açúcar e o biodiesel também podem ser usados para a produção do hidrogênio. Cada região do País pode utilizar o recurso mais representativo para a produção do hidrogênio: no Nordeste, a energia solar e no Sul, a eólica, por exemplo. Hoje, há 60 instituições no Brasil que trabalham com a cadeia do hidrogênio.

O assunto está em discussão no Brasil H2 Fuel Cell/Expo Seminar 2007 que começou ontem na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) e encerra amanhã. O engenheiro eletricista e idealizador do evento, Emílio Hoffmann Gomes Neto, disse que o mundo precisa de fontes de energia que se complementem .

Ele contou que a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) comprou três células a combustível comerciais em 2001. Duas delas estão em operação. Uma é utilizada para fornecer parte da energia utilizada pelo Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, e tem 200 KW de potência. No Mato Grosso, a Comunidade Pico do Amor utiliza célula a combustível com a produção de hidrogênio a partir do etanol. A energia produzida abastece a comunidade.

Em São Paulo, entra em vigor no mês de janeiro um projeto de dois ônibus com célula a combustível de 250 KW de potência. A pretensão da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo é ter 200 veículos movidos por células a combustível. Neste caso, a manutenção dos ônibus é mais simples e 30% mais barata. Os ônibus terão um tanque com hidrogênio que é levado para a célula a combustível e produz como resíduo a água.

A usina Itaipu tem um projeto de colocar carros movidos a hidrogênio. Também está em construção um laboratório de hidrogênio em Itaipu. No Brasil, há projetos para o uso de células a combustível para back up de energia elétrica, ou seja, fazem o papel dos geradores quando há falta de energia.

Quem for ao evento vai poder ver uma mini cidade movida a energia elétrica produzida a partir do hidrogênio. A cidade tem lâmpadas, casas, postes, um trenzinho, e uma mini usina de hidrogênio. O trabalho foi desenvolvido por alunos do Senai, PUCPR, UTFPR e UFPR. Além disso, os estudantes vão apresentar um veículo a hidrogênio rádio controlado; um veículo para transporte de tacos de golf e um carregador de telefone celular a partir do hidrogênio. O evento vai apresentar ainda o primeiro coral a utilizar a energia do hidrogênio para alimentar as caixas de som e a iluminação de palco.

Mauro Frasson

Fonte: Folha de Londrina

Governo libera cana na Amazônia em áreas desmatadas

O zoneamento agrícola da cana-de-açúcar, previsto para 2008, deverá não apenas permitir como também incentivar o plantio em áreas já degradadas ou devastadas da Amazônia. A informação, negada pelo governo até a semana passada, foi confirmada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, em entrevista coletiva.

"Ao leste de Roraima há uma área de savana, que hoje é pastagem. Nada impede que se plante cana ali, não está se derrubando mata. A idéia-força é utilizar áreas já desmatadas", exemplificou o ministro.

Ainda não há certeza sobre os instrumentos de incentivo, mas "muito possivelmente" será oferecida isenção de impostos ou contribuições, como já ocorre no caso do biodiesel produzido a partir de mamona em escala familiar de produção.

O zoneamento de cana-de-açúcar está previsto para agosto do ano que vem. O documento terá força de lei para impedir o plantio em algumas regiões e permitir ou incentivar em outras. Em julho, o próprio Stephanes chegou a dizer que o zoneamento vedaria o plantio na região amazônica e no Pantanal. Ontem, ele acrescentou a Mata Atlântica neste rol de áreas protegidas.

O Brasil enfrenta ceticismo e pressão cada vez maiores da comunidade internacional para elevar os padrões de qualidade para o plantio de cana e de oleaginosas para biodiesel. A Amazônia ocupa o topo da lista de preocupações estrangeiras.

Por temer que esta desconfiança se transforme em barreiras aos biocombustíveis nacionais, o governo anunciou o lançamento do zoneamento da cana e de um selo socioambiental para os combustíveis verdes.

O problema é que a expansão da fronteira agrícola criou bolsões de áreas consideradas degradadas, cuja recuperação o governo pretende induzir por meio do plantio de cana. Ainda há muito a fazer. Não há definição, por exemplo, sobre o que seria terra degradada. Segundo Stephanes, seriam áreas que precisam de correção do solo e adubo em grandes proporções, operações de alto custo.

O próprio zoneamento estabelecerá punições a quem descumprir a proibição. A fiscalização in loco deverá ser feita pelos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

Já a emissão do selo sócio-ambiental ficará a cargo de empresas privadas, que realizarão auditorias em fazendas e usinas. "O que já sabemos é que das 350 empresas envolvidas com produção de álcool, 50 já fazem além do que a lei exige."

Fonte: FolhaNews

Brasil Ecodiesel deixa área de preservação

Depois de investimento de R$ 20 milhões, feito em 2006, a Brasil Ecodiesel, instalada em Crateús, no Ceará, vai mesmo sair da Área de Proteção Permanente, próxima ao rio Poti. A indústria deve permanecer no município - em um distrito chamado Sucesso

A unidade da Brasil Ecodiesel - uma usina esmagadora de oleaginosas (sementes de onde se pode extrair óleo) e uma fábrica de produção de biodiesel -, instalada nas proximidades do rio Poti, em Crateús (401 quilômetros de Fortaleza) está em Área de Proteção Permanente (APP). Esse é o principal argumento de um acordo que está sendo elaborado pelo Ministério Público Estadual, solicitando a realocação do empreendimento, explica Flávia Castelo Batista Magalhães, da Procuradoria Jurídica da Semace. A procuradora informa ainda que o acordo será apresentado, em audiência conciliatória a ser marcada pelo juiz, à Semace e à empresa Brasil Ecodiesel. E antecipa: a empresa deve aceitar os termos, "elaborado de acordo com a lei". Isso significa a mudança de endereço da Brasil Ecodiesel que, segundo uma fonte do Governo do Estado, deve permanecer em Crateús - em breve, no distrito Sucesso. Mas o novo local ainda não foi confirmado pelo órgão e nem pelos empreendedores.

A usina esmagadora e a fábrica de produção de biodiesel foram instaladas em dezembro de 2006. Um investimento de R$ 20 milhões, que resultaria na produção anual de 118 mil metros cúbicos do combustível renovável - uma das maiores do País. Segundo a assessoria de imprensa da Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais, no Ceará, a própria Semace expediu uma licença de funcionamento (tecnicamente chamada Licença Operacional - LO). No local, havia funcionado a antiga algodoeira (datada dos anos 60). De acordo com a assessoria, a alegação de que a fábrica está em APP "está sendo levantada agora, pela Semace e pelo Ministério Público". Ainda, segundo a assessoria, desde que o questionamento foi levantado, a empresa está aberta à discussão sobre o tema, com o objetivo de buscar uma solução. A poluição do rio Poti, atestada pela Semace, em maio passado, puxou o fio da meada. Na época, além da Brasil Ecodiesel, a Companhia de Águas e Esgoto do Ceará (Cagece) e o Posto Beira Rio foram notificados pelo órgão. Em paralelo, uma ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Estadual e a empresa foi multada em R$ 300 mil. A Brasil Ecodiesel negou envolvimento na poluição do rio Poti.

Ana Mary C. Cavalcante

Fonte: O Povo/CE

Crédito de Carbono - Chance de lucro sem prejuízo ao ambiente

Ceará tem forte potencial para se inserir no mercado, através de tecnologias de baixo impacto no ambiente

Com movimentação, só no ano passado, de US$ 300 milhões no Brasil, o mercado de créditos de carbono já se configura em excelente oportunidade de lucros e de negócios, inclusive para empresas cearenses, sem prejuízos da consciência ambiental. No mundo, essas transações já alcançaram US$ 25 bilhões em 2006, valor quatro vezes maior do que o registrado em 2005.

A opinião é do consultor sênior no mercado brasileiro de carbono e sócio da Ecológica Assessoria, Stefano Merlin. Segundo ele, o Ceará tem forte potencial para se inserir no mercado, através de tecnologias de baixo impacto no meio ambiente, como a energia eólica e o biodiesel.

´Esse é um mercado de commodities, já definido e estruturado, mas ainda falta conhecimento do empresariado sobre o assunto, afirmou Merlim, ontem, em Fortaleza, onde ministrou palestra sobre o assunto. Na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), ele explicou que algumas empresas do Estado já vendem crédito de carbono, mas que uma quantidade bem maior poderia se inserir neste mercado.

´Inicialmente, este é um mercado para grandes empresas, mas já têm projetos em pequenas e médias´, aponta o consultor. Segundo ele, as empresas brasileiras podem se destacar no mercado, por terem custos menores na produção dos créditos de carbono.

Isso acontece, explica, porque o país participa do chamado Mercado Voluntário. Nele, o Brasil, assim como os outros países participantes, não possui cotas de emissões, entrando no mercado por iniciativa própria.

Dentro deste grupo, um crédito de carbono, que eqüivale a uma tonelada de CO2, custa cerca de cinco euros (aproximadamente R$ 13,00 ), enquanto que nos países com obrigação de redução, de acordo com o Protocolo de Kyoto, a mesma quantidade custa entre 13 e 15 euros, o equivalente a R$ 34,00 e R$ 39,00.

As empresas brasileiras produzem para ambos os mercados e compram no mercado voluntário. ´E empresas de outros países, que não conseguem cumprir suas metas de redução, podem investir em empresas locais, realizando financiamento antecipado de créditos de carbono´, acrescenta Merlim. O mercado de carbono surgiu após a assinatura do Protocolo de Kyoto, em 1997.

Fonte:

Etanol: Exportação de milho anima produtores gaúchos


A elevação das exportações de milho pelo Brasil, que durante o mês de setembro cresceram 464,99%, em relação ao mesmo período de 2006, tem sido motivo de comemoração entre os produtores do cereal. A euforia se justifica especialmente pelos preços do produto, cuja saca de 60 quilos saltou de R$ 17,00 para R$ 25,00.

Conforme o presidente da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), Narciso Barison, o incremento nas exportações se deve à opção norte-americana pelo milho como matéria-prima para a produção de etanol. "Essa mudança alterou o parâmetro dos preços internos, colocando o milho no mesmo patamar da soja", avalia. Ele destaca as vantagens para os produtores, que têm atuado com maior lucro, vivendo um "novo horizonte", com a sinalização de preços animadores também para a próxima safra. "Acredito que seja uma situação que veio para ficar", defendeu. Na lista dos compradores do produto brasileiro, estão quatro dos maiores países europeus: Espanha, Alemanha, Portugal e Itália.

Mesmo com o cenário de otimismo, Barison adianta que a área plantada com milho para a próxima safra deve manter-se nos mesmos patamares de 2006, com leve alta de 1,38 milhão de hectares para 1,4 milhão de hectares no Rio Grande do Sul. "Não dá pra concorrer com a soja, pois os riscos para o milho são muito maiores."

Apesar do aquecimento do mercado externo, o dirigente não acredita na possibilidade da falta do cereal no Estado, justificando que o Rio Grande do Sul tem possibilidade de importar o produto de outros estados. "Produzimos 6 milhões de toneladas e o consumo se equiparou a esse valor. Nessa situação importamos 1,5 milhão de toneladas de Goiás."

Se do lado dos produtores o quadro é favorável, o mesmo não se pode dizer em relação ao setor avícola: a alta dos preços tem gerado preocupação entre os produtores que dependem do produto para alimentação animal. O diretor-executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, diz que a entidade não é contra as exportações, mas defende que o governo federal crie mecanismos mais "taxativos" que protejam as agroindústrias do País. "É preciso regular as exportações, garantindo o abastecimento interno, pois com a alta dos preços há um grande impacto nos custos de produção, o que onera os produtores e também prejudicará o consumidor", disse.

Ele discorda que a situação de preços favoráveis deva durar por muito tempo, alertando aos produtores a necessidade de cautela. "Depois acontece o mesmo que ocorreu com os produtores de leite, que após a euforia dos preços bons estão agora num momento delicado", destacou. Santos também não acredita na possibilidade de que falte milho no mercado, em função da boa safra e das perspectivas otimistas em relação à produtividade. "É um bom momento para se pensar na possibilidade de liberação do milho transgênico", adiantou.


Ana Esteves
Fonte: Jornal do Commercio - RJ

Evonik fará plantas p/ atender área de biodiesel

A expectativa de expansão da produção mundial de biodiesel nos próximos anos levou a alemã Evonik Industries, ex-Degussa, a anunciar hoje a construção de duas unidades de alcóxidos, insumos utilizados como catalisadores na produção do biodiesel. A primeira será construída em Alabama, nos Estados Unidos, e entrará em operação em 2009. A segunda ficará instalada no Brasil e entrará em operação no ano seguinte.

Sem dar detalhes dos projetos, a Evonik revelou que, para viabilizar as unidades, serão necessários investimentos "na casa dos dois dígitos de milhões de euros", revela a companhia, em nota. "Levando em consideração as intensas discussões sobre a proteção climática, esperamos um crescimento significativo da casa dos dois dígitos no mercado do biodiesel", afirma o responsável pelo segmento Químico da Evonik, Klaus Engel.

A unidade norte-americana terá capacidade anual de 60 mil toneladas e abastecerá a região do Nafta, composta por Estados Unidos, Canadá e México. Já a unidade brasileira, cuja capacidade ainda não foi determinada, deverá atender todo o mercado sul-americano. "O Brasil é o mercado de biodiesel mais atraente da América do Sul, o que torna o país a localização óbvia para a construção de uma unidade fabril", analisa o diretor da Unidade de Negócios Building Blocks do setor químico do Grupo, Thomas Haeberle.

André Magnabosco

Fonte:

Usinas aderem ao fim das queimadas

O governo de São Paulo espera a adesão, ainda neste ano, de 100 a 120 usinas produtoras de açúcar e álcool ao protocolo agroambiental do setor, cujo principal compromisso é o fim da queima da palha de cana-de-açúcar até 2017.

Se confirmada a expectativa, entre 60% e 70% das 170 usinas e destilarias paulistas terão aderido ao programa em 2007. Em todo o Estado, das 280 milhões de toneladas cana processadas, cerca de 40% são colhidas com máquinas e 60% são queimadas, prática necessária para a colheita manual.

O governo deverá assinar com os produtores independentes de cana-de-açúcar um outro protocolo que prevê o fim das queimadas até 2021 em lavouras desses agricultores.

De acordo com Ricardo Viegas, gerente do projeto Etanol Verde e representante da Secretaria do Meio Ambiente, 36 usinas já protocolaram a adesão ao programa. “Acho que deveremos superar as previsões, mas, como é um programa de governo, é preciso cautela para avançar”, disse Viegas.

A primeira diretriz do protocolo já assinado com as usinas prevê a eliminação da queima em áreas mecanizáveis até 2014 . Já a segunda diretriz prevê o fim da queimada em áreas não mecanizáveis para 2017.

As usinas que cumprirem as normas propostas no protocolo vão receber um certificado de conformidade ambiental. Esse selo ambiental deve facilitar, por exemplo, a exportação de açúcar e álcool para países que ameaçam impor barreiras técnicas aos produtos brasileiros.

De acordo com Viegas, o comitê criado para implementar e avaliar o plano prevê ainda que cada usina tenha uma nota para execução dos pontos previstos no protocolo e que haja um valor mínimo para que ela não perca o certificado ambiental. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), estima que entre 70 e 80 unidades sucroalcooleiras paulistas, responsáveis pela metade da cana processada no Estado, devam aderir imediatamente ao protocolo.

Já o prazo para que os produtores independentes façam a adesão ao protocolo será de 2017, no caso das áreas mecanizáveis, a 2021, nas áreas em que só é possível a colheita manual de cana. Dados da Unica apontam que 25% da cana processada pela indústria paulista, ou 70 milhões de toneladas, é de fornecedores independentes.

O governo já iniciou reuniões de trabalho para tentar recolocar no mercado os trabalhadores rurais que perderão seus postos com o fim das queimadas.

Gustavo Porto
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Usinas aderem ao fim das queimadas

O governo de São Paulo espera a adesão, ainda neste ano, de 100 a 120 usinas produtoras de açúcar e álcool ao protocolo agroambiental do setor, cujo principal compromisso é o fim da queima da palha de cana-de-açúcar até 2017.

Se confirmada a expectativa, entre 60% e 70% das 170 usinas e destilarias paulistas terão aderido ao programa em 2007. Em todo o Estado, das 280 milhões de toneladas cana processadas, cerca de 40% são colhidas com máquinas e 60% são queimadas, prática necessária para a colheita manual.

O governo deverá assinar com os produtores independentes de cana-de-açúcar um outro protocolo que prevê o fim das queimadas até 2021 em lavouras desses agricultores.

De acordo com Ricardo Viegas, gerente do projeto Etanol Verde e representante da Secretaria do Meio Ambiente, 36 usinas já protocolaram a adesão ao programa. “Acho que deveremos superar as previsões, mas, como é um programa de governo, é preciso cautela para avançar”, disse Viegas.

A primeira diretriz do protocolo já assinado com as usinas prevê a eliminação da queima em áreas mecanizáveis até 2014 . Já a segunda diretriz prevê o fim da queimada em áreas não mecanizáveis para 2017.

As usinas que cumprirem as normas propostas no protocolo vão receber um certificado de conformidade ambiental. Esse selo ambiental deve facilitar, por exemplo, a exportação de açúcar e álcool para países que ameaçam impor barreiras técnicas aos produtos brasileiros.

De acordo com Viegas, o comitê criado para implementar e avaliar o plano prevê ainda que cada usina tenha uma nota para execução dos pontos previstos no protocolo e que haja um valor mínimo para que ela não perca o certificado ambiental. A União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), estima que entre 70 e 80 unidades sucroalcooleiras paulistas, responsáveis pela metade da cana processada no Estado, devam aderir imediatamente ao protocolo.

Já o prazo para que os produtores independentes façam a adesão ao protocolo será de 2017, no caso das áreas mecanizáveis, a 2021, nas áreas em que só é possível a colheita manual de cana. Dados da Unica apontam que 25% da cana processada pela indústria paulista, ou 70 milhões de toneladas, é de fornecedores independentes.

O governo já iniciou reuniões de trabalho para tentar recolocar no mercado os trabalhadores rurais que perderão seus postos com o fim das queimadas.

Gustavo Porto
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Água com açúcar

03/10/07 - A Fiesp assinou ontem um termo de cooperação técnica entre a Agência Nacional de Águas, a Unica e o Centro de Tecnologia Canavieira, para a elaboração de manual das melhores práticas em uso e gestão de recursos hídricos com ênfase na indústria canavieira, que hoje representa cerca de 40% do total da água utilizada pelo setor industrial em São Paulo. A iniciativa deve se estender aos segmentos industriais.

Fonte:

Brasil tem meta de alcançar 46% de energia renovável até 2030

O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, destacou nesta terça-feira, 2 de outubro, que o governo tem o compromisso firmado no Protocolo de Quioto de alcançar o índice de 46% de produção de energia renovável até 2030. Zimmermann participou de audiência pública promovida pela Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas para discutir os desafios do setor elétrico em razão do aquecimento global.

Atualmente, 44,5% da matriz energética nacional é proveniente de energias renováveis. Segundo Zimmermann, os países europeus que participam da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico produzem apenas 6% de energia renovável. No resto do mundo, os países produzem apenas 14% desse tipo de energia. As informações são da Agência Câmara.

Fonte: CanalEnergia

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Novo leilão de biodiesel da ANP

O mercado aguarda a realização de um novo leilão de biodiesel pela ANP ainda em 2007 para o atendimento das metas de fornecimento obrigatório de B2 em 2008, um consumo estimado em 840 milhões de litros. A possibilidade praticamente interrompeu as negociações entre as grandes distribuidoras de derivados e os fabricantes de biocombustível para a efetivação de contratos bilaterais de longo prazo.

"As distribuidoras querem aguardar essa definição para poder avaliar melhor o comportamento dos preços, tendo em vista que o modelo institucional de vendas para 2008 não está claro", informou nesta terça-feira (02/10) o diretor de Relações com Investidores da Brasil Ecodiesel, Ricardo Vianna, durante reunião com analistas de mercado promovida pela Apimec São Paulo .


Fonte: Brasil Energia

Dedini fornece planta completa de biodiesel para Bionasa

O complexo industrial da Bionasa recebeu R$ 125 milhões de fundo inglês de investimento

A Dedini S/A Indústrias de Base fechou o contrato de fornecimento de usina completa de biodiesel para a Bionasa Combustível Natural S/A. O complexo industrial será instalado em Porangatu (GO) e terá capacidade inicial para produzir 200 mil toneladas/ano de biodiesel. No fornecimento, a Dedini é responsável pela tecnologia, produção dos equipamentos e posta em marcha da usina, que deve ocorrer em agosto de 2008. Em 2010, o complexo será ampliado em 100% e a capacidade de produção será de 400 mil toneladas/ano tornando-se a maior usina de biodiesel no Brasil. Além do biocombustível, a unidade também fabricará glicerina, que representará 12% da produção do complexo.

Além da planta completa estão sendo fornecidos a caldeira para geração de vapor para utilização da própria usina, torre de resfriamento, tanques para tratamento e estocagem do óleo.

Tecnologia

A tecnologia de alto nível empregada pela Dedini permite que a usina possa utilizar como matéria-prima óleos vegetais (girassol, soja e pinhão-manso) e sebo bovino para produzir o biodiesel. Essa flexibilidade garante maior autonomia na gestão da planta.

Com mais este fornecimento, a Dedini reafirma sua posição como a maior fabricante do Brasil de plantas completas de grande porte para a produção de biodiesel. A Dedini já forneceu quatro usinas de biodiesel: Bertin (100 mil toneladas/ano), Granol (100 mil toneladas/ano), Caramuru (100 mil toneladas/ano), Barralcool (50 mil toneladas/ano) e está fabricando outras três para o grupo Agrenco (duas com capacidade de produção de 100 mil toneladas/ano cada e uma de 200 mil toneladas/ano).

Bionasa

O fundo de investimento inglês Trading Emissions PLC (TEP) investirá R$ 125 milhões no complexo industrial de biodiesel da Bionasa em Porangatu, no interior de Goiás. Este é o maior investimento no País de uma empresa estrangeira no setor de biodiesel.
A fábrica da Bionasa ocupa uma área no interior de Goiás de 85 mil metros quadrados, sendo quase 60 mil metros quadrados de área construída.
No total, serão investidos R$ 256 milhões no complexo, dos quais R$ 131 milhões na primeira etapa. Quando entrar em operação, a unidade de Porangatu deverá ter gerado 126 empregos diretos.

Dedini

A Dedini S/A Indústrias de Base fornece peças, componentes, equipamentos, plantas e unidades completas para diversos segmentos de mercado. Com sede em Piracicaba e unidades em Sertãozinho (SP), Maceió (AL) e Recife (PE), o grupo foi fundado há 86 anos e é líder mundial no fornecimento de equipamentos e plantas completas para o setor sucroalcooleiro. Atualmente, as destilarias projetadas e montadas pela Dedini são responsáveis por 80% da produção nacional de álcool e cerca de 25% da produção mundial.
A equipe de profissionais da empresa está capacitada a oferecer serviços variados, como estudos de viabilidade, avaliações iniciais de processo, projetos de engenharia, fabricação de equipamentos, supervisão de montagens, montagem e instalação de indústrias em diversas áreas: açúcar e etanol; alimentos, sucos e bebidas; biodiesel; celulose e papel; cervejarias; cimento; energia e cogeração; fertilizantes; hidroelétricas; mineração e metalurgia; petróleo, gás e petroquímica; química; siderurgia e tratamento de efluentes.

(Envolverde/Assessoria)