segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Britânica investe em pinhão-manso em SP

A D1-BP Fuel Crops Limited, joint venture criada em junho deste ano pelas empresas britânicas BP e D1 Oils, deu ontem o primeiro passo para a produção de pinhão-manso no Brasil. A empresa fechou acordo com produtores do município de Jales (SP) para o cultivo de 10 mil hectares da oleaginosa.

As sementes serão esmagadas localmente e o óleo bruto será exportado ao Reino Unido para a produção de biodiesel para atender ao mercado europeu, informou ao Valor Steve Douty, diretor executivo da D1-BP. "Estamos buscando outros parceiros no Brasil para expandir o plantio do pinhão-manso a 300 mil hectares, no prazo de três anos", afirmou.

De acordo com o executivo, a meta é tornar o Brasil um dos principais fornecedores da matéria-prima para a produção de biodiesel. A D1-BP foi criada para ser o braço produtor de biodiesel das empresas e tem como plano investir globalmente 160 milhões de libras (aproximadamente US$ 266 milhões) no plantio de 1 milhão de hectares de pinhão-manso no prazo de quatro anos, o que vai lhe render uma oferta anual média de 2 milhões de toneladas de óleo por ano. A D1 Oils já possui produção própria de 172 mil hectares, cultivados na Índia, África do Sul e sudeste da Ásia e que foi incorporada à joint-venture como capital.

A D1-BP já iniciou projetos na Índia e no Brasil e estuda investir também no sudeste da Ásia, em países da África e outros da América Latina. "Na América do Sul nosso primeiro trabalho será realizado no Brasil", observou Douty. Segundo o executivo, o plantio dos 10 mil hectares - que serão cultivados na região de Lençóis Paulista - deve ser alcançado até 2010. "Inicialmente estamos negociando outras parcerias em São Paulo, mas também buscamos produtores de outros Estados, onde o cultivo do pinhão-manso tenha custo de produção favorável", disse.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão-Manso (ABPPM), o plantio no país já ocupa 20 mil hectares, com produção comercial em Tocantins, Piauí, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

Conforme Douty, o pinhão-manso foi eleito pela empresa devido à sua alta resistência à seca, fácil adaptabilidade em diferentes países e também por ser um cultivo que não é utilizado para consumo e, portanto, não representa competição direta que possa reduzir a oferta de alimentos no mundo. "Como o pinhão pode ser cultivado em terras de menor valor agrícola e exige pouca irrigação, é uma excelente matéria-prima para o biodiesel", afirmou Phil New, presidente da BP Biofuels.

Nessa primeira fase do projeto, os investimentos no campo pela D1-BP no Brasil deverão ficar entre US$ 15 milhões e US$ 18 milhões. A estimativa é que os 10 mil hectares produzem até 20 mil toneladas de óleo para a produção de biodiesel. Douty observou que a oferta doméstica de canola e outras oleaginosas na União Européia é insuficiente para atender à demanda do bloco prevista para 2010, de 11 milhões de toneladas de biodiesel por ano. "Além disso, essas matérias-primas são muito caras para serem produzidas na Europa. Daí o interesse em transformar o Brasil e outros países em plataforma de exportação da matérias-primas para a produção do biocombustívels", afirmou.

Fonte:

Do: Toda Fruta

UE ameaça impor sobretaxa a biodiesel dos Estados Unidos

Assis Moreira

A União Européia (UE) e os Estados Unidos estão em rota de colisão por causa de subsídios dados por Washington à produção de biodiesel. Bruxelas aumentou a pressão, ontem, num comitê da Organização Mundial do Comércio (OMC), reclamando que a exportação americana para a UE, impulsionada por subsídios, deprime os preços e leva produtores europeus a abandonarem a produção.

A UE ameaça impor sobretaxa ao biodiesel americano, a menos que Washington acabe com a ajuda e "evite uma fricção desnecessária". A representação americana respondeu que os programas denunciados pela UE podem ser alterados no Congresso.

Os EUA já exportaram 700 mil toneladas de biodiesel para a UE este ano, comparadas a apenas 90 mil em todo o ano passado. Para os europeus, essa brusca alta so se explica pelas subvenções.

Fonte:

Iniciativa estratégica

Para José Walter Bautista Vidal, idealizador do Pró-Álcool em 1975, o Brasil está destinado a se tornar a maior potência em energia renovável. Mas, para isso, será preciso proteger o pequeno produtor e criar uma empresa de economia mista dedicada exclusivamente à bioenergia

Fábio de Castro escreve para a “Agência Fapesp”:

A crise do petróleo em 1973 levou o físico José Walter Bautista Vidal a idealizar, junto com o engenheiro Urbano Ernesto Stumpf, o Programa Nacional do Álcool, ou Pró-Álcool, implantado dois anos depois.

Para eles, o país tinha nas mãos todos os elementos necessários para uma substituição em larga escala dos combustíveis derivados de petróleo: abundância de luz solar, água, terra ociosa disponível e milhões de pessoas sem trabalho.

Atualmente, segundo Vidal – Stumpf morreu em 1998 –, os recursos humanos e naturais do Brasil são mais uma vez fundamentais, no contexto de uma crise definitiva do petróleo e da necessidade de mitigar o aquecimento global.

Para o cientista e professor aposentado da Universidade de Brasília (UnB), hoje aos 91 anos, o Brasil tem a oportunidade de resolver dois grandes problemas globais: acabar com a pobreza e se tornar uma potência mundial.

Para isso, segundo afirmou Vidal em entrevista à “Agência Fapesp”, o pequeno produtor deve estar no centro das atenções. Enquanto o país investe esforços no desenvolvimento tecnológico, o governo federal precisaria criar uma empresa de economia mista dedicada exclusivamente à bioenergia, que se encarregasse de proteger e de abrir o mercado externo para o pequeno produtor.

O que o Brasil precisa fazer para aproveitar seu potencial como produtor de biocombustíveis?

José Walter Bautista Vidal – A era do petróleo, que está acabando, gerou a era do aquecimento global. Esses são os dois problemas centrais do planeta para os próximos anos e o Brasil tem potencial para resolvê-los sozinho, mas não temos instrumentos para tanto. Temos a terra, a mão-de-obra, o potencial tecnológico, a água e a luz do sol. Mas falta criar uma empresa de economia mista para apoiar o pequeno produtor, desenvolver tecnologia e abrir o mercado externo para nossos produtos.

Uma empresa de economia mista voltada para o etanol?

Bautista Vidal – Não apenas para o etanol. Seria uma empresa de economia mista especializada na área de energia de origem vegetal, renovável e limpa, com visão estratégica. Quando quisemos entrar na era do petróleo, criamos a Petrobras. Começamos com o movimento nacional “O petróleo é nosso” e hoje a Petrobras é o que conhecemos. Quando quisemos criar o programa do álcool, lançamos a Secretaria de Tecnologia Industrial, da qual eu era o titular. Foi necessária uma instituição do estado puxando as coisas, coordenando. Hoje não temos uma instituição que cuide das energias renováveis. Sem isso, não vamos decolar.

Então, precisamos de iniciativa do governo federal?

Bautista Vidal – Sim. O Brasil está predestinado a ser a grande potência da energia renovável do mundo, mas isso não se faz de forma trivial. Precisamos de estruturas, infra-estruturas, competência e de organização. Isso é o que está faltando. A resposta do pequeno produtor é excepcional. Temos que criar uma estrutura voltada para o nosso produtor.

Por que o foco deve estar no pequeno produtor?

Bautista Vidal – Porque é esplêndida a resposta do pequeno produtor à perspectiva de aproveitar essa oportunidade histórica única, mas ele é vulnerável ao mercado externo. Quando ele começa a melhorar de vida, o capitalista entra em cena e compra sua terra, que ele nunca mais vai conseguir comprar de volta. A empresa de economia mista seria um instrumento para estimular e proteger esse produtor, abrindo para ele o mercado externo. Precisamos de uma instituição de grande porte para permitir que o pequeno produtor exporte para o Japão, Alemanha ou China.

Como o governo tem respondido a essas necessidades?

Bautista Vidal – O presidente Lula corre o mundo falando da importância dos biocombustíveis, mas não tem como corresponder às promessas que faz, porque não conta com uma estrutura adequada.

Como o senhor avalia o temor de que o aumento da produção de etanol e biodiesel possa gerar escassez de alimentos?

Bautista Vidal – Isso é totalmente falso. Usando o bagaço de cana e o vinhoto, podemos alimentar 80 cabeças de gado com cada uma das microusinas que temos instaladas, com produção de 400 a 600 litros diários. Isso significa aumento da oferta de leite e carne. O dendê e o girassol geram, após a extração do óleo, um resíduo de alto valor protéico para ração animal. Na realidade, a produção de alimentos aumentará substancialmente. Se implantarmos 1 milhão de pólos energéticos usando o pequeno produtor em grande quantidade, teremos 80 milhões de cabeças de gado com alimento garantido. Vai baixar o preço da carne e do leite. Quem fala de fome está equivocado, ou está usando de má-fé para prejudicar o avanço do Brasil.

Como conciliar o agronegócio à ênfase que o senhor defende na produção familiar?

Bautista Vidal – O agronegócio é o grande inimigo do ponto de vista do pequeno produtor que queremos incentivar. Um exemplo disso é que conseguimos criar uma linha de financiamento para o pequeno produtor no Banco do Brasil, mas a pressão do agronegócio dentro do próprio banco forçou a demissão do vice-presidente da área tecnológica, José Luiz Cerqueira César, que estava montando esse grupo. Outra coisa que prejudica a agricultura familiar é o H-Bio, da Petrobras.

Prejudica por quê?

Bautista Vidal – Porque estão usando óleo de soja para fazer o biodiesel. O Brasil é o maior exportador de soja do mundo, mas essa exportação está na mão de cinco trades norte-americanas que têm o domínio total do mercado. Elas querem ganhar o monopólio do biodiesel, porque o que vale na soja de fato, o que tem mercado no momento, é o farelo. Como grandes exportadoras, essas corporações têm imensas quantidades de óleo sem mercado, que agora estão sendo usadas para produzir biodiesel. Isso vai monopolizar o biodiesel na mão de empresas norte-americanas.

A prioridade então seria mudar a matriz do biodiesel para outras oleaginosas que não a soja?

Bautista Vidal – Isso mesmo. Há um grande potencial de utilização, pelo pequeno produtor, de dendê, de girassol, de pinhão-manso e de outras matrizes. Mas é preciso avançar nas pesquisas e organizar os produtores. Isso levará de cinco a dez anos para gerar uma produção de dimensão compatível. Enquanto isso, o óleo de soja ocupará o espaço, monopolizará o mercado e não deixará o pequeno produtor prosperar. Eles poderão fazer um dumping. As transnacionais têm condições de manipular as bolsas internacionais para que o preço do farelo aumentado possa, sem ônus para as multinacionais, reduzir o preço do óleo. Isso esmagará os pequenos produtores nacionais.

As críticas que o senhor faz ao uso da soja para biodiesel são apenas políticas e econômicas?

Bautista Vidal – Também há razões técnicas. A produtividade do óleo de soja por hectare é muito baixa – é um oitavo da do dendê e um quinto da do girassol. Não é o produto ideal para ser usado no biodiesel. Por outro lado, o ideal seria fazer com que os motores a diesel no Brasil não queimassem biodiesel e sim óleo vegetal in natura. Com isso, o pequeno produtor poderia produzir óleo, filtrar e usar em seus equipamentos, tratores, mecanismos de irrigação e caminhões. Só aí já teríamos um mercado imenso para esses motores. Então, precisamos rapidamente produzir motores ciclo-diesel de alta temperatura que queimam o óleo vegetal in natura, em vez de ter que fazer o biodiesel, que é caro, pois exige retirar a molécula de glicerina. O pequeno produtor não consegue fazer esse processo de transformação, que termina na mão do capitalista que vai esmagar nosso produtor.

A empresa de capital misto seria como uma espécie de “Petrobras do biocombustível”?

Bautista Vidal – Seria diferente, porque ela não iria produzir o biocombustível como a Petrobras produz petróleo. A produção ficaria a cargo do pequeno produtor. A empresa se encarregaria do que o produtor não tem condições de fazer: de desenvolver tecnologia e abrir o mercado interno e externo. Para exportar para o Japão, por exemplo, precisamos de uma infra-estrutura naquele país para receber nossos combustíveis. O papel da empresa seria de mediação com o mercado, coordenação e apoio. Sem o Estado, isso não vai frutificar.

O senhor foi o idealizador do Pró-Álcool. Que lições podem ser aplicadas nesse contexto?

Bautista Vidal – Temos condições excepcionais: muito sol e muita água, muita terra ociosa disponível – além de milhões de pessoas sem trabalho. Era isso que eu tinha em mente durante a criação do Pró-Álcool. Estava nos EUA na época do embargo e tinha uma noção clara do que aconteceria com o petróleo. Quando voltei para o Brasil, em 1974, reuni um grupo técnico excepcional que chegou a envolver mil especialistas e montamos o único grande programa de substituição de petróleo do mundo. Atualmente, a coisa é maior, porque o Pró-Álcool visava ao mercado interno e teve todo o sucesso nesse campo, mas agora é o mundo que está cobrando. Vamos nos transformar em uma nação independente. Vamos pagar a dívida que drena todos nossos recursos para o exterior e levantar o homem do campo, acabar com a miséria e ser um país importante, soberano e independente.
(Agência Fapesp, 29/10)

ANP marca data dos leilões de biodiesel e define preço

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza, nos dias 13 e 14 deste mês, dois leilões de biodiesel, pela modalidade pregão eletrônico, visando atender a demanda referente à mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel derivado de petróleo, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2008. No primeiro leilão, serão oferecidos 304 mil metros cúbicos (304 milhões de litros) e só poderão participar empresas autorizadas pela ANP, que possuam registro na Receita Federal e sejam detentoras do selo "Combustível Social", concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).


No segundo leilão, que prevê a venda de 76 mil metros cúbicos (76 milhões de litros) do produto, não será obrigatória a apresentação do selo "Combustível Social", contando com a participação de produtores de biodidesel autorizados pela ANP e que possuam registro na Receita Federal.

O prazo de entrega dos volumes vendidos nos leilões, com preço de referência de R$ 2.400,00 por metro cúbico (R$ 2,40 por litro), vai de 1º de janeiro a 30 de junho de 2008. Todo volume de biodiesel necessário para atender à demanda gerada pela introdução do B2 no mercado será suprida pelos volumes do produto adquiridos nesses dois leilões programados.

Para garantir o cumprimento dos prazos de entrega , a ANP incluiu no edital a previsão de multas, a exigência da apresentação de garantias bancárias para as empresas vencedoras e somente será permitida a participação de empresas com plantas de produção já autorizadas pela Agência.

Fonte: O Globo e Agência Estado - por Mirelle de França - 01-10-2007
Fonte:

Etanol: EUA avançam em pesquisas

O Brasil pode perder a vantagem que tem no mercado de etanol. O governo norte-americano planeja investir US$ 1,5 bilhão em pesquisas energéticas em 2008. No Brasil, só agora o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) está concluindo o primeiro edital para induzir pesquisas com etanol de celulose. O orçamento é de R$ 22 milhões e a previsão é que os projetos sejam julgados e selecionados até o dia 14 de dezembro. Nem o BNDES anunciou ainda linhas de crédito para pesquisa e desenvolvimento na área.

Ainda que o Brasil tenha acumulado três décadas de experiência, ganha a corrida quem primeiro descobrir a melhor rota tecnológica para transformar resíduo em álcool. A determinação dos EUA é expressada por Helena Chum, do Departamento de Energia americano. “Temos metas a cumprir, e o principal objetivo é reduzir o custo do etanol de milho, de US$ 0,52 para US$ 0,34 por litro até 2012”, disse. Projetos de plantas-piloto vão utilizar US$ 385 milhões para produzir 863,7 milhões de litros de etanol.

Fonte:

O milho, o etanol, os ricos e a fome

Como um estudante folgazão diante de iminência de um exame final, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, enfrenta a crise dos hidrocarbonos estabelecendo ambiciosas metas para produzir anualmente 35 bilhões de galões de agrocombustíveis até 2017. O governo Bush pisa no acelerador da produção de etanol, alarmado pelo aumento do preço do petróleo, pela instabilidade em regiões ricas em hidrocarbonos e pela crescente competição por esses recursos por potências como China e Índia. Porém, empurrado por poderosos interesses, o mandatário escolheu o milho para extrair etanol, uma opção cara, ineficiente e destrutiva.

Mark Sommer - diretor do programa de rádio A World of Possibilities

Ver Materia aqui: O milho, o etanol, os ricos e a fome

Fonte:

Brasil conta hoje com 174 usinas de biodiesel, entre produzindo e em construção

O Brasil conta hoje com 174 plantas de produção de biodiesel, sendo que 42 já estão autorizadas pela ANP, 46 estão com processo de pedido de autorização na ANP, e outras 86 estão em Construção/Planejamento/Piloto, perfazendo um total de 174 usinas no País.

As plantas estão em diversos niveis da cadeia de produção, algumas já estão construidas e aguardam autorização de funcionamento da ANP, outras estão em construção ou mesmo em planejamento. Não podemos deixar de citar, ainda, as plantas pilotos que também precisam da autorização da ANP para funcionamento, porém não estão computadas entre as 42 aqui citadas.

Estamos num esforço muito grande para podermos disponibilizar o maior numero de informações sobre biodiesel. Por isso temos feito uma pesquisa minuciosa, buscando informações em fontes confiaveis e gratuitas como os stes da ANP, MME, MDA, EBDA, além das proprias empresas produtoras de biodiesel, que tem nos fornecido de bom grado e de forma gratuita informações sobre suas plantas.

Arriscamos dizer, que temos as infomações mais precisas sobre o parque industrial em desenvolvimento do Brasil e temos o prazer de trazer todas essas informações de forma gratuita e continuamente atualizadas, para todos os nossos leitores, ao contrario de outros blogs que cobram por informações que são de cunho público e de relevante importância para o acompanhamento da evolução do Progama Nacional de Biodeisel no Brasil.

Num país onde estamos acustumados a pagar por tudo, infomações na internet deveriam ser gratuitas.

Aqui você pode obter todas as informações

Sobre as usinas autorizadas pela ANP no País

O Mapa do Biodiesel no Brasil dividido por Região e Estado, com todas as Usinas do Brasil

Todas as Usinas em Ordem Alfabética

Governo promove leilões de biodiesel para atender demanda de 2008

Pregões serão realizados amanhã (13) e quarta-feira (14), de acordo com diretrizes do MME

Com base nas diretrizes do Ministério de Minas e Energia, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) promove nos próximos dias 13 e 14 dois novos leilões de biodiesel. A previsão de comercialização é de 380 milhões de litros. O prazo de entrega é de 1º de janeiro a 30 de junho de 2008.

No primeiro dia, o leilão será exclusivo para produtores detentores do Selo Combustível Social, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O volume leiloado será 304 milhões de litros. No segundo, o volume leiloado (76 milhões de litros) será aberto a quaisquer produtores de biodiesel devidamente instalados. A negociação poderá ser acompanhada pessoalmente na sede da ANP, no Rio de Janeiro, ou pela internet por meio do site www.comprasnet.gov.br.

O objetivo dos leilões para 2008 é assegurar o suprimento de biodiesel para atendimento à mistura B2 (2% de biodiesel ao diesel), obrigatória a partir de janeiro próximo. A capacidade instalada de produção de biodiesel e apta a participar destes leilões é de 2,4 bilhões de litros, abrangendo um parque produtor de 34 usinas.

A gestão operacional do Programa é feita pelo Ministério de Minas e Energia (MME). O uso comercial do biodiesel no Brasil foi autorizado em dezembro de 2004, inicialmente para a mistura B2. A Lei Nº 11.097, aprovada em janeiro deste ano, estabeleceu que, até o final de 2007, a mistura será autorizativa e passará a ser compulsória, no percentual de 2%, entre 2008 e 2012. O volume será elevado para 5% (B5), também de forma obrigatória, a partir 2013.

Fonte: Ministério de Minas e Energia
Do: Direitodo Estado.com.br

Brasil, ATÉ QUANDO?

Este livro "Brasil, ATÉ QUANDO?" tem como objetivo mostrar um pouco de nossa realidade, e acima de tudo indicar alguns caminhos.

O autor, engenheiro mecânico, desenvolveu a teoria da ENERNET e percebeu que andar com biocombustíveis significa limpar a atmosfera. Também explica seu ponto de vista em relação a achologias do tipo hidrogênio, religiões, horóscopo, etc.

Do mesmo autor:
Homologado o primeiro carro movido a óleo de cozinha!!!

PROJETO DE DESENVOLVIMENTO DOS ÓLEOS VEGETAIS COMO COMBUSTÍVEL MOTOR
Proposta de Projeto de Lei

KIT CONVERSÃO
Transforma motores Diesel convencionais p/ puro óleo vegetal

BIOENERGIAS
carbono seqüestrantes
efeito refrigerador (contrário ao efeito estufa)

ENEREDE: Perguntas e Respostas

Fonte:FENDEL tecnologia

7º Leilão de Biodiesel da ANP

Encontra-se disponível no sistema eletrônico http://www.comprasnet.gov.br o Edital do 7º Leilão de Biodiesel que será realizado no dia 14/11/07.

Os interessados devem se cadastrar no referido sistema, cujas instruções podem ser encontradas no site www.comprasnet.gov.br e/ou obtidas pelo 0800-9782329, sob pena de se verem impossibilitados de participarem do certame.
Veja aqui o edital do Pregão Eletrônico nº 070/07

Fonte: ANP

6º Leilão de Biodiesel da ANP

Será realizado no dia 13/11/07, o 6º leilão público de compra de biodiesel, utilizando-se do sistema eletrônico ""COMPRASNET"" e consoante as condições previstas no correspondente edital.

Assim, faz-se necessário aos interessados que, de pronto, se cadastrem no referido sistema, cujas instruções podem ser encontradas no site http://www.comprasnet.gov.br/ e/ou obtidas pelo 0800-9782329, sob pena de se verem impossibilitados de participarem do certame.

Veja aqui o edital do Pregão eletrônico 069/07

Fonte: ANP

Brasil é um 'gigante verde', diz secretário-geral da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, afirmou neste domingo (11) estar impressionado com os esforços do governo brasileiro na produção de energia renovável e que o mundo ainda não entendeu os esforços do País na produção de bioenergia.

"O Brasil, efetivamente, é um gigante verde discreto que lidera a produção de energia renovável e é uma das poucas nações que fazem bioenergia em larga escala", disse Ki-moon, logo após visitar a Usina Santa Adélia, em Jaboticabal (SP), em seu primeiro compromisso oficial no Brasil.

Mudanças climáticas

A visita faz parte de uma maratona do secretário-geral da ONU para, segundo ele, aprender sobre os impactos das mudanças climáticas no mundo, até a conferência sobre o clima, prevista para ocorrer no início de dezembro, em Bali, Indonésia.

"Em Bali os chefes de Estado tentarão chegar a uma nova legislação sobre o clima e a estrada para Bali passa pelo Brasil", disse. Ban-Ki Moon terá um encontro na segunda-feira (12) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Apesar de elogiar a produção de biocombustíveis no Brasil, segundo maior produtor de etanol mundial, o secretário-geral da ONU cobrou do governo e do setor produtivo a "responsabilidade de fazer um balanço entre os custos sociais e os benefícios da produção dos biocombustíveis", numa referência às denúncias de trabalho forçado, principalmente dos cortadores de cana nas lavouras.

Questões ambientais

O secretário-geral da ONU relatou ainda a preocupação com o avanço da cana sobre áreas de lavouras de grãos, bem como a utilização de milho para a produção de etanol, no caso dos Estados Unidos. "É preciso que haja um grande debate para discutir a questão da segurança alimentar e os biocombustíveis", afirmou.

O presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, considerou que a visita de Ki-moon serviu para que o setor produtivo pudesse mostrar os esforços em relação às questões ambientais e alimentares.

"É uma visão muito mais positiva do que o último relatório da ONU, que fazia várias críticas em relação às questões alimentares", afirmou Jank.

Kyoto

Sobre a participação dos Estados Unidos, que não aderiram ao Protocolo de Kyoto, como signatários de um possível protocolo mundial climático de Bali, Ki-moon deu a entender que as conversas, na última Assembléia Geral da ONU, em setembro, podem ter influenciado na posição dos norte-americanos.

"O mundo reconheceu a importância de todos juntarem os esforços e todos vão aceitar, pois o aquecimento global não respeita fronteiras e nem países desenvolvidos ou em desenvolvimento", concluiu.


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Brasil Ecodiesel tem lucro após meses de prejuízo

Depois de sucessivos prejuízos no primeiro trimestre deste ano (R$ 500 mil) e no segundo (R$ 13,8 milhões), a Brasil Ecodiesel registrou no terceiro trimestre um lucro de R$ 1,1 milhão.

Trata-se do primeiro resultado positivo apurado desde a fundação da empresa, em 2003, sobretudo, desde o início das operações, no final do primeiro semestre do ano passado.

O diretor de Relações com Investidores da companhia, Ricardo Vianna, delega o melhor desempenho ao fato de, pela primeira vez, todas as seis unidades implantadas pela empresa estarem em plena operação. "Somente em outubro, produzimos 30,9 milhões de litros de biodiesel. Recorde de produção em todas as usinas". Em setembro, a empresa se consolidou como a maior empresa de biodiesel do País, com 62% da fabricação nacional, percentual que, no acumulado do ano, é de 47%.

No terceiro trimestre deste ano, a empresa vendeu 53,309 milhões de litros de biodiesel, crescimento de 58,3% em relação ao trimestre anterior. No período, a receita líquida foi de R$ 99,69 milhões. "Após um longo período de investimentos em expansão de capacidade e na obtenção das licenças necessárias à operação, concluímos todas as unidades. Nossos esforços agora estão voltados à elevação da capacidade utilizada e da eficiência operacional", explica.

O melhor desempenho do terceiro trimestre também se deveu à resolução dos problemas logísticos de retirada do biodiesel das usinas. Até agosto deste ano, 100 milhões de litros do biocombustível deixaram de ser retirados por conta dessa deficiência, volume que representou R$ 200 milhões a menos à empresa.

Fonte:

Do:

Operários paralisam construção de usina

Operários de trabalham na construção da Usina de Biodiesel da Petrobras paralisaram porque pedem que seus diretos trabalhistas sejam assegurados (Foto: Alex Pimentel)
Cronograma de conclusão da unidade de biocombustíveis da Petrobras poderá ser atrasado pela greve

Quixadá. Cerca de 450 operários da construção da usina de biodiesel da Petrobras, que está sendo instalada em Juatama, a 17km do Centro de Quixadá, entraram em greve, na manhã de ontem. Com a paralisação, o prazo de conclusão da obra, previsto para o início de março do próximo ano, será afetado. Cada dia sem atividades resultará em 10 dias de atraso, segundo informou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem Geral no Estado do Ceará (Sintepav), Raimundo Nonato Gomes, ao anunciar o início do movimento de paralisação.

A decisão ocorreu após a constatação do que os sindicalistas consideram ser uma série de irregularidades trabalhistas. Algumas delas são salários e horas extras atrasados. Denunciam também a existência de um banco de horas, apontado como um “esquema” utilizado pelas empreiteiras para burlar a legislação. “O operário trabalha as horas a mais e ao invés de receber pelo que produziu, o período extra lhe é devolvido com folgas, dependendo do interesse do patrão”, explica o presidente do Sintepav.

As denúncias mais graves dão conta dos casos de doenças. Quem necessita de cuidados médicos é obrigado a permanecer no alojamento. A afirmação é feita por alguns trabalhadores que foram demitidos. O pedreiro Valdemar Holanda da Silva, 58 anos, é um deles. Diz que teve uma costela fraturada quando estava de serviço. O acidente de trabalho lhe rendeu a demissão. “Assim como o meu, existem outros casos”, alerta ele. Enquanto faz a denúncia, aponta para a ambulância saindo do canteiro de obras. “Mais uma vítima, embora a placa fixada ao lado do portão registre 289 dias sem acidentes”, observa.

De acordo com os representantes do Sintepav, a fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho já foi acionada. As medidas legais para decretação da greve, também. Quando a mobilização foi iniciada, na manhã da última quarta-feira, 30 empregados já haviam se recusado a trabalhar. Agora, todos cruzaram os braços e ainda não definiram quando retornam às atividades.

Assalto

Algumas horas após o início da manifestação, uma funcionária da Intecnial — construtora gaúcha contratada para executar as obras da usina — foi assaltada a pouco mais de 2km do local da obra. Ela seguia num automóvel da empresa para a usina. Foi interceptada pelos bandidos que seguiam numa camioneta Fiat Strada de cor vermelha e numa motocicleta. Um disparo de arma de fogo atingiu o pára-brisa do veículo. A auxiliar administrativa sofreu apenas um corte na mão esquerda. Equipes das polícias Civil e Militar cercaram a região.

O delegado regional de Quixadá, Edmar Granja, informou que a intenção do bando era roubar valores que poderiam estar sendo transportados para o pagamento dos operários.

SEGURANÇA

Clima tenso na manhã de ontem

Quixadá. No início da manhã de ontem, sindicalistas e operários, que retornavam à jornada de trabalho, se depararam com forte aparato armado no portão de acesso à obra. Eles ficaram revoltados. Acreditavam que a construtora havia adotado a medida para intimidar os grevistas. O clima ficou tenso, mas funcionários da construtora explicaram que a segurança foi acionada logo após o assalto. Temendo que os bandidos retornem, o serviço particular de proteção armada foi contratado pela direção da empresa Intecnial.

Mesmo assim, os manifestantes ficaram desconfiados. Alguns passaram a especular que a construtora estaria atribuindo a tentativa de roubo a uma armação dos próprios operários, como forma de pressionar a construtora e sub-empreiteiras que realizam a obra a atenderam as reivindicações da categoria. Por conta da falta de diálogo e do que consideram ser provocação, decidiram paralisar a obra.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem Geral no Estado do Ceará (Sintepav), Raimundo Gomes, informou que operadores de máquinas, metalúrgicos, pedreiros e serventes decidiram retornar ao trabalho somente quando a direção da Intecnial resolver sentar à mesa para dialogar e discutir soluções para os problemas apontados pelos filiados. Ele ressaltou que, atualmente, mais de 7 mil trabalhadores com especialização na área da indústria, construção e terraplanagem estão associados ao sindicato.

Até o encerramento desta edição, a direção da Intecnial não deu retorno sobre a solicitação de entrevista. A reportagem esteve no canteiro de obras, mas o gerente administrativo, Noberto, afirmou não ter nada a declarar.

Alex Pimentel
Colaborador

Fonte:

domingo, 11 de novembro de 2007

Brasil manterá política de biocombustíveis

A descoberta da gigantesca jazida de petróleo e gás de Tupi, na Bacia de Santos, anunciada na quinta-feira, não diminuirá em nenhum um milímetro nossa política de biocombustíveis, afirmou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, neste sábado, em Santiago, Chile.

Brasil e Estados Unidos, principais produtores mundiais de etanol, trabalham para que o etanol se transforme numa alternativa aos combustíveis derivados do petróleo.

O governo brasileiro vem defendendo a expansão nos países em desenvolvimento do etanol. Atualmente, a lei brasileira exige a mistura de 25% de álcool à gasolina.

Além disso, Brasília dá incentivos à pesquisa para a produção de biodiesel, que deve ser misturado com o diesel em proporção crescente a partir do ano que vem.

Lula advertiu que "não há possibilidade de alguém desenvolver cultivos destinados aos biocombustíveis (cana-de-açúcar para o etanol e oleaginosas para diesel) na Amazônia", um dos pulmões do mundo.

A declaração do presidente brasileiro é uma resposta às críticas, especialmente européias, contra o risco de a produção de biocombustível contribuir para o desmatamento da Amazônia com uma série de conseqüências para o ambiente.

A descoberta da gigantesca jazida da Bacia de Santos, que aumentará as reservas nacionais de petróleo em 60%, "foi uma dádiva de Deus", comentou Lula.

"Estamos vivendo um momento muito bom na economia e esta descoberta colocará o Brasil numa posição privilegiada (...). Não dependeremos da política americana nem da política européia, dependeremos do que os brasileiros vão criar para o país", ressaltou.

A exploração desta jazida, em cerca de cinco ou seis anos, pode transformar o Brasil em um forte exportador de petróleo e levá-lo à Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), onde "lutará pela redução do preço do barril", acrescentou.

"Obviamente temos intenção de entrar neste cartel que decide a política de petróleo para o mundo inteiro (...). O Brasil deve se preparar para ter incidência nas políticas globais. Queremos contribuir para que haja justiça na economia mundial", concluiu.

(AFP)

E o petróleo estava lá

A descoberta do Campo de Tupi, essa gigantesca reserva de petróleo anunciada na quinta-feira pela Petrobrás, é a maior da história petrolífera do Brasil. Mas, apesar de ela ter valido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o apelido de “magnata petroleiro”, cunhado pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, não quer dizer que o País tenha virado superpotência do ramo. Pelo menos não segundo a avaliação de Márcio Mello, presidente da Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo e sócio da empresa de consultoria HRT Petroleum.

“O tamanho das reservas de países como os do Oriente Médio ou da própria Venezuela são imbatíveis”, diz ele. Mas o Brasil é rico, sim. Nas contas de Mello, o total de reservas chegará fácil a 50 bilhões de barris e os técnicos já sabem exatamente onde eles se encontram: é no Atlântico, entre o sul de Santos e o norte do Espírito Santo, além de uma camada impermeável de sal, debaixo de uma gigantesca rocha batizada de Lagoa Feia, a 6 quilômetros de profundidade. Como, até a semana passada, o tamanho oficial das reservas brasileiras era de apenas 14 bilhões de barris, trata-se de um incremento e tanto.

Mas o País cresce. E nos próximos anos deverá ter um consumo diário de 3 milhões de barris - ou seja, consumirá quase tudo que produz. Se é assim, por que a Petrobrás demorou tanto a ir onde estava a maior parte do petróleo brasileiro - em águas profundas - já que os indícios eram quase evidências? “Porque por longo tempo predominou na empresa a idéia de que esse tipo de prospecção era jogar dinheiro fora. Foram anos para quebrar um paradigma”, diz Mello. Agora, garante o geólogo, a missão está clara: “É preciso perfurar, perfurar, perfurar”.

Veja a Integra da Materia aqui

MÁRCIO MELLO
Presidente da Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo e consultor da HRT Petroleum

Fonte:

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Petrobras anuncia a descoberta da maior reserva de petróleo e gás do Brasil

O óleo encontrado é considerado de alta qualidade e a Petrogal/Galp tem uma participação de dez por cento no Campo de Tupi, na Bacia de Santos.

A Empresa Brasileira de Petróleo (Petrobras) anunciou a descoberta do Campo de Tupi, na Bacia de Santos, cujas reservas podem atingir entre cinco a oito mil milhões de barris de petróleo de alta qualidade e gás natural. É o maior descoberto no Brasil e pode aumentar as reservas de petróleo e gás da empresa entre 40 e 60 por cento.

Com o anúncio da descoberta as acções da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), durante a manhã desta quinta-feira, subiram mais de 10 por cento. A Petrobras é operadora da área com 65 por cento do capital do campo onde foi feita a descoberta, em parceria com a britânica BG Group que detém 25 por cento, com as acções a subir mais de sete por cento, e a empresa nacional Petrogal/Galp com 10 por cento de capital do campo e que registou uma alta nas acções de quase oito por cento.

O óleo encontrado no local tem 28 graus na escala do Instituto Americano de Petróleo (API na sigla em inglês), considerado de melhor qualidade comercial do que a média do petróleo encontrado no Brasil. Quanto mais próximo de 50 graus API, mais leve é o óleo e portanto mais fácil de refinar.

''É uma descoberta gigante, sem sombra de dúvidas. É aproximadamente o dobro do tamanho de Roncador, na Bacia de Campos, a maior descoberta de petróleo brasileira até então'', afirmou o consultor Caio Carvalhão, do Cambridge Energy Research Association, citado pela Reuters. A descoberta tende a elevar o Brasil para o 12º lugar no ranking dos países com maiores reservas conhecidas de petróleo e gás.

Actualmente, o total de reservas da empresa é de cerca de 13 mil milhões de barris e com a nova descoberta passará para cerca de 20 mil milhões. Actualmente o Brasil produz cerca de 1,8 milhão de barris de petróleo por dia, quantidade que satisfaz a demanda interna pelo produto.

Segundo o comunicado da empresa enviado à imprensa, ''pré-sal são rochas reservatórios que se encontram abaixo de uma extensa camada de sal, que abrange o litoral do Estado do Espírito Santo até Santa Catarina, ao longo de mais de 800 quilómetros de extensão por até 200 quilómetros de largura, em lâmina d’água que varia de 1500 metros a 3000 metros e soterramento entre 3000 e 4000 metros''. Todos os grandes reservatórios anteriores da Petrobras ficam em áreas acima da camada de sal.

A descoberta confirma os primeiros indícios comunicados à Agência Nacional do Petróleo (ANP) em Julho deste ano. O analista da BES Securities, Gilberto Pereira, explicou que a confirmação da descoberta é importante para que o mercado acompanhe o desenvolvimento do bloco, que ao contrário da maioria do petróleo produzido no Brasil, é de alta qualidade.

Fonte: Ultima Hora

Governo do Amazonas vai oferecer financiamento para atrair agroindústrias

O governo do Amazonas anunciou que vai liberar, a partir do início do próximo ano, R$ 30 milhões para financiar produtores do estado que trabalham com frutas, peixes, goma de mandioca, etanol e biodiesel, o combustível de carros e caminhões feito a partir de óleos vegetais ou gordura animal.

A ação faz parte do Programa Estadual para Atração de Agroindústrias (ProAgro), que propõe uma espécie de sociedade às cooperativas, associações e empresas participantes. Nessa parceria, o governo estadual vai financiar até 49% das despesas e os outros 51% restantes devem ser completados pelos beneficiados. Os financiamentos poderão ser pagos em até dez anos, com juros de 1,5% ano, mas somente após 12 meses da consolidação da parceria.

O presidente da Companhia de Desenvolvimento do Amazonas (Ciama), Aluísio Barbosa, informa que o produtor interessado deve obrigatoriamente estar relacionado a empresas, cooperativas, ou associações, já que o recurso não poderá ser diretamente repassado a pessoa física. Ele explica o que deverá ser feito pelos interessados.

" O interessado deve preencher o formulário que está disponível no site da Secretaria da Produção Rural (Sepror) e da Ciama e dependendo do tipo de negócio que pretende realizar, será chamado para dar mais detalhes, dizer qual o mercado quer atender, de que matéria-prima precisará, quanto precisa, depois dessa carta-consulta, ele deverá fazer um plano de negócios simples, mas especificando suas intenções, objetivos financeiros, garantias que possa ter", declarou.

Todos os projetos propostos serão analisados por uma comissão mista que inclui representantes de entidades governamentais, mas também membros da Universidade Federal do Amazonas e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas gratuitamente nos sites http://www.ciama.am.gov.br/ e http://www.sepror.am.gov.br/

Fonte:

Optar entre soja e dendê para biodiesel faz diferença "colossal", alerta Sachs

No segundo trecho da entrevista à Agência Brasil, o economista Ignacy Sachs defende que no Brasil, como nos outros países, o crescimento econômico tem de ser aliado da sustentabilidade social e ambiental.

Sachs se afirma favorável à produção dos biocombustíveis a partir da agricultura familiar e avalia que há “diferenças colossais” entre o modelo que opte pelo dendê e o que se baseie na soja, por exemplo. Para ele, o Estado precisa definir critérios e políticas que empurrem a atividade no rumo “virtuoso” e não no “perverso”.

Agência Brasil: Em países em desenvolvimento, como o Brasil, o crescimento econômico pode ser aliado de medidas socialmente sustentáveis?
Ignacy Sachs: Tem que ser. Não é possível continuar crescendo aqui de maneira a marginalizar ainda mais os agricultores familiares, por exemplo. Nós temos que nos dar conta que há dois grandes desafios a enfrentar: as mudanças climáticas e o déficit crônico de oportunidades de trabalho recente. E não podemos nos dar o luxo de sacrificar um no altar do outro.

ABr: Como enfrentar esses desafios no caso brasileiro?
Sachs: Por exemplo, sou muito favorável à produção dos biocombustíveis a partir da agricultura familiar, mas não posso perder de vista o fato de que é bem possível que isso caminhe pelo caminho oposto, via produção a partir da soja, e não de dendê, por exemplo. As diferenças sociais seriam colossais. Portanto, no momento de definir planos, de tomar decisões, cabe ao Estado definir critérios e adequar instrumentos de políticas públicas que empurrem a coisa no caminho virtuoso em vez de deixar que se façam no caminho perverso.

ABr: Como o governo brasileiro está se saindo nesse contexto?
Sachs: A posição do governo me parece positiva, mas é preciso botar o bloco na rua. A mensagem é essa: já que se quer realmente caminhar no bom caminho, é preciso não perder tempo demais, porque os outros, aqueles que preferem o caminho perverso, estão atrás de uma oportunidade econômica enorme. O problema vai se definir nos próximos anos.

ABr: O empresariado vem demonstrando um empenho cada vez maior no desenvolvimento sustentável. Há outros tipos de interesse por trás?
Sachs: Primeiro, há uma certa distância entre o discurso e a realidade. Segundo, empresas que pensam em longo prazo deveriam considerar seriamente tanto a dimensão ambiental quanto social porque o seu negócio pode, da noite para o dia, periclitar [estar em perigo] tanto por uma quanto por outra causa.

Para as empresas que dependem, por exemplo, de abastecimento de madeira, a existência de um poderoso movimento dos sem-terra não pode não mudar a maneira de pensar deles; e não é por acaso que, quase todas as companhias de papel e celulose no Brasil estão hoje se abrindo à idéia de contratos de fomento aos pequenos agricultores familiares. Mesmo que não seja mais barato, a questão é ponderar os riscos de uma exclusão social, por exemplo. Portanto, uma empresa que quer trabalhar no longo prazo tem que cuidar de evitar riscos ambientais e sociais que podem comprometer seu trabalho. Há um raciocínio de compromissos.

Fora isso, pode haver certo compromisso com o futuro do país, com o futuro da nação; não vamos simplificar os problemas tratando as empresas como "feras". É óbvio que no Brasil a gente tem que abrir a discussão com as empresas e testar até onde elas estão dispostas a ir na boa direção. É preciso utilizar as três ferramentas: incentivos fiscais, medidas administrativas e o diálogo.

ABr: É possível falar em perspectivas para concretização dessa proposta de desenvolvimento que contemple as três dimensões – social, ambiental e econômica?
Sachs: Em alguns lugares, em alguns momentos, isso já está acontecendo; não é uma visão puramente abstrata. Não dá para ter esse nível de generalidade e dizer: acontece ou não acontece. São diretrizes a partir das quais a gente deve analisar situações concretas e quase sempre se chega à conclusão que não existe preto nem branco, existem inúmeras quantidade de matizes cinzentas. Essa é a realidade.

Leia o primeiro trecho da entrevista


Fonte:

O futuro ao carvão pertence

Um relatório divulgado ontem pela Agência Internacional de Energia mostra que o combustível fóssil mais abundante, mais barato e mais poluente está sofrendo uma "ressurgência" de consumo e deve passar a responder por quase 30% da demanda energética global até 2030, contra 25% hoje.

A fome do planeta por carvão mineral tem endereço certo: Índia e China, gigantes asiáticos de crescimento econômico acelerado, que juntos responderão por 45% do aumento global na demanda por energia.

O Panorama Energético Mundial 2007, relatório anual cujo sumário executivo está na internet (www.iea.org), traz uma perspectiva sombria para o combate ao aquecimento global após 2012 (quando vence o Protocolo de Kyoto).

Ele prevê que, se nada for feito agora, os combustíveis fósseis, que emitem gás carbônico e esquentam o planeta, continuarão dominando a matriz energética. Nem os altos preços do petróleo serão capazes de conter essa marcha. Ao contrário, "preços mais altos do petróleo e do gás estão tornando o carvão mais competitivo como combustível para geração de energia", diz o texto.

As emissões de gás carbônico decorrentes desse aumento podem saltar 57%. Sairão de 27 bilhões de toneladas de CO2 em 2005 para 42 bilhões em 2030.

Mesmo no chamado cenário de políticas alternativas, no qual os governos agem para evitar que a economia siga o rumo atual, implementando medidas de eficiência energética e investindo em fontes alternativas de energia, as emissões em 2030 ainda estarão 27% mais altas em 2030 do que em 2005.

Isso significa que o mais provável é que, se as emissões de fato forem contidas, será possível estabilizar as concentrações de gás carbônico na atmosfera em 550 partes por milhão -o dobro dos níveis pré-industriais. Isso fará o planeta esquentar 3C. Para limitar o aquecimento a um nível considerado seguro pelos cientistas, 2,5C, seria necessário um corte de emissões de 19 bilhões de toneladas, algo que a agência praticamente descarta. "Uma ação política excepcionalmente rápida e vigorosa de todos os países e avanços tecnológicos sem precedentes, com custos altos, seriam necessários para tornar [isso] realidade."

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