segunda-feira, 23 de abril de 2007

Manguinhos lança programa de reaproveitamento de óleo vegetal


Com a apresentação de um caminhão-tanque de recolhimento e a entrega dos primeiros litros de óleo de cozinha usado por cooperativas de catadores, a Refinaria de Manguinhos, em parceria com a Secretaria de Estado do Ambiente, lançou nesta sexta-feira o Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais (Prove).

O diretor de Manguinhos Fernando César Barbosa, o secretário Carlos Minc e representantes de cooperativas de catadores de óleo do Rio de Janeiro, principal mão-de-obra a ser empregada em rede coletora - falaram sobre os benefícios ambientais dessa iniciativa e os ganhos econômicos, com a geração de emprego e renda para milhares de pessoas.

A produção de biodiesel a partir do reaproveitamento do óleo vegetal será a primeira experiência do gênero realizada no Estado do Rio de Janeiro. Manguinhos aproveitará óleo vegetal usado nas cozinhas cariocas para a produção de 4,5 milhões de litros/ano de biodiesel, o que proporcionará uma geração de renda para as cooperativas de cerca de R$ 2,7 milhões.

Com o tempo, novos atores sociais se incorporarão à iniciativa, como redes de restaurantes, hotéis e de supermercados, entre outros. Mas os atores principais dessa iniciativa serão sempre os moradores, que terão à disposição uma alternativa ecológica para o óleo de cozinha usado que, em geral, é despejado nas pias e lixões, contribuindo assim para o aumento da degradação ambiental.

Além de contribuir para a geração de trabalho e renda, por meio da inserção das cooperativas na cadeia produtiva do biodiesel, Manguinhos ajudará na redução da poluição dos rios e da Baía de Guanabara, da emissão de CO2 e dos custos para o tratamento de esgotos.

Fonte: Correio do Brasil

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Biodiesel no senado

Diretora da ABEE diz que indústria de energia eólica é a que mais cresce no mundo
Ao falar durante a audiência pública sobre fontes alternativas de energia, a diretora-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE), Ivonice Campos, afirmou que essa indústria é a que mais cresce no mundo, atualmente. O país líder na utilização da energia eólica é a Alemanha, com 20 mil megawatts instalados. Em seguida, vêm os Estados Unidos, a Índia e a China, sendo que este último, em um ano apenas, instalou 1,2 mil megawatts.

Apesar de ter um potencial invejável, com várias cidades litorâneas apresentando ventos constantes e de boa qualidade, o Brasil não está entre os dez países que mais utilizam essa energia no mundo, conforme informou a diretora da ABEE. Segundo ela, um fator muito favorável à instalação de aerogeradores no Nordeste, por exemplo, é a complementaridade com o aproveitamento hidráulico: quando as águas que geram hidroeletricidade estão em baixa, os ventos para a energia aeólica estão em alta. O potencial de instalação é de 203 mil megawatts no Brasil inteiro, como informou.

Ainda segundo Ivonice Campos, esse potencial de instalação é tal que suportaria uma fábrica de aerogeradores e de equipamentos em cada um dos estados do Brasil. A maior vantagem dessas centrais de energia eólica é a rapidez com que uma central é montada. Leva-se apenas alguns meses - prazo bem reduzido se comparado com a construção de uma hidrelétrica. Outra vantagem é que a energia eólica pode ser utilizada nos segmentos da metal-mecânica e na produção de componentes de informática.

Para a diretora da ABEE, o Brasil precisa de uma política energética que priorize a instalação de fábricas de aerogeradores e equipamentos, com sustentabilidade econômica. Ela explicou que as centrais podem ser construídas muito próximas umas das outras e até instaladas no mar.

- Na Alemanha, por exemplo, 26% da matriz energética provém de energia eólica. No Brasil, representa apenas uma solução complementar ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia, que prioriza álcool combustível e biodiesel, mas seu potencial é imenso - concluiu Ivonice Campos.

Manoel Polycarpo de Castro Neto, coordenador-geral de Biocombustíveis da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), lembra que as alterações climáticas estão tornando-se uma preocupação cada dia maior, com secas e enchentes em várias regiões, quebra de safra e até com a ocorrência de ciclones, como o Catarina,que atingiu o sul do país.

Manoel Polycarpo lembrou que o clima mundial está sendo modificado pelo aumento da emissão dos gases dióxido de carbono e metano, especialmente porque 70% da matriz energética mundial é baseada em combustíveis fósseis, como petróleo, o que contribuiria para o aumento do efeito estufa. Na América Latina, recordou, há a diminuição de produção agrícola em função de mudanças climáticas bruscas que estão causando até o derretimento de geleiras nos pólos.

O coordenador-geral de Biocombustíveis da ANP lembrou que a agência tem como finalidade promover a regulação, a contratação e a fiscalização das atividades econômicas não apenas da indústria do petróleo, mas também em relação ao gás natural e aos biocombustíveis.

- Estamos cuidando do Programa Nacional de Biodiesel, que prevê mistura de dois por cento de biodiesel no diesel, medida que será obrigatória a partir do próximo ano. Já estamos produzindo oitocentos milhões de litros de biodiesel por ano e, em 2008, a produção será de um bilhão de litros, suficientes para cumprir a meta de adicionar dois por cento ao diesel produzido no país - ressaltou.

Manoel Polycarpo lembrou que 43,6% da matriz energética do Brasil é baseada em fontes renováveis. Isso é bom, disse, reconhecendo que a maior parte desse percentual é de hidroeletricidade. No mundo inteiro, a percentagem de fontes renováveis é de somente 12 ou 13%, concluiu.

Biodiesel acelera uso de oleaginosas

O interesse mundial pelo biocombustível está alavancando a produção de outras oleaginosas além da soja no País. Só na última safra a área plantada de girassol e mamona avançou 17,3% (de 66,9 mil hectares para 80,9 mil hectares) e 27% (de 147,9 mil hectares para 203,3 mil hectares) e a produção saltou 22% e 30% respectivamente, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O presidente da Brasil Ecodiesel, Nelson José Côrtes da Silveira afirma que a empresa deverá promover o aproveitamento de 300 mil toneladas de mamona e semente de girassol até o final do ano. A companhia pretende ampliar para 25% o uso dessas espécies na obtenção de óleos vegetais, promovendo uma redução de 85% para 75% no uso de soja. “São culturas de segurança, estão menos sujeitas a irregularidades climáticas e requerem menor investimento por hectare”, avalia Silveira. Segundo o presidente da Brasil Ecodiesel, a soja não é sustentável a longo prazo para a produção de biocombustível.

Para fomentar o aumento da produção a empresa, que investe em agricultura familiar e hoje atua em 436 municípios, deverá ampliar sua rede de produtores parceiros que hoje é de cerca de 100 mil agricultores e chegar a 1.200 municípios até o final de 2007. No ano que vem a companhia espera que até 40% da sua matéria-prima seja proveniente de agricultores familiares, o que representará 250 mil toneladas de óleo. “O principal objetivo da Brasil Ecodiesel é organizar a agricultura familiar. Nosso foco é o desenvolvimento regional do Nordeste”, diz.

Atualmente, a capacidade das 21 plantas autorizadas para a produção de biodiesel pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é de 789,42 milhões de litros, desses 256,5 milhões poderão ser gerados pela Brasil Ecodiesel.

A Caramuru também irá se expandir este ano. Segundo o vice-presidente da companhia, Cesar Borges, a empresa está estudando o mercado e dentro de 90 dias irá anunciar novos investimentos. Desde a explosão do mercado de biocombustível investidores de vários países já procuraram a empresa para propor negócios voltados exclusivamente para a agroenergia. “A empresa está aberta para o capital estrangeiro, mas espera investimentos de forma global”, afirma Borges. Atualmente, a Unidade de Extração e Refino de Óleos Especiais da companhia, que extrai óleo de soja, milho, girassol e canola tem capacidade para processar 500 toneladas por dia.

A Oleoplan espera apenas o licenciamento da ANP para colocar mais uma usina em funcionamento. Este ano a produção da empresa deve chegar a 100 milhões de litros, sendo que 10% já foi vendido para a Petrobras. Com foco na agricultura familiar a Oleoplan desenvolve projetos de mamona, canola, girassol, pinhão manso e tungue. Este ano irá implementar lavouras piloto de mamona abrangendo pelo menos 3 mil produtores familiares. A Granol Indústria, Comércio e Exportação também acaba de anunciar a construção de mais uma unidade produtora de biodiesel.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também deve iniciar ainda neste semestre um grande projeto em rede de pesquisa em oleaginosas. Um grupo multidisciplinar de pesquisadores em unidades de pesquisa de todo o País estão mobilizados para estudar a viabilidade socioeconômica e ambiental das cadeias produtivas da canola, girassol, mamona, soja e dendê. “Nessas pesquisas estão sendo desenvolvidos novos sistemas produtivos sustentáveis, cultivares mais apropriadas e novos processos de extração de óleo”, explica a coordenadora de articulação e integração de projeto do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Suzana Druck.

Segundo ela, desde que o tema de biocombustíveis se tornou pauta constante dos assuntos do governo a demanda por pesquisas e o interesse pelo trabalho que a Embrapa vem desenvolvendo nessa área aumentou, inclusive por países da Europa. Há um namoro da União Européia nessa área, mas não há ações efetivas. A Embrapa tem sido bastante procurada, mas projetos internacionais não se estabelecem do dia para a noite”, diz Druck.

Priscila Machado
Fonte:

Paraná terá usina de biodiesel

Fundo europeu elege Tibagi (PR) para construir usina que utilizará sojacomo matéria-prima. O município de Tibagi, no Centro Sul do Paraná terá investimento de " 110 milhões (R$ 302,5 milhões) para a construção da maior usina de biodiesel produzido a partir de soja do País. O empreendimento é resultado de um convênio entre a Prefeitura de Tibagi e o Instituto Gene/Blumenau - entidade sem fins econômicos que representa investidores internacionais do projeto. O faturamento anual bruto da usina deverá ficar em torno de R$ 1,1 bilhão. Tibagi é o terceiro maior produtor de soja do Estado, com 22% do total do Paraná que em 2007 deverá chegar a 12 milhões de toneladas.

"É o investimento mais importante que o município já recebeu. Além do dinheiro que vai movimentar a economia local, com geração de arrecadação de impostos, também haverá uma contrapartida social, com a geração de emprego e a prioridade para a agricultura familiar", comentou o prefeito Sinval Silva (PMDB).

A contrapartida do município será um terreno de 360 mil metros quadrados, avaliado em R$ 500 mil, para o empreendimento. "Esse valor será 100% revertido em obras sociais em Tibagi", justificou o prefeito.

O complexo industrial de biodiesel de Tibagi terá capacidade de processar 6,6 mil toneladas de soja por dia e produzirá diariamente 1,2 milhão de litros de biodiesel e 2,5 toneladas de farelo de soja. A estimativa é de criação de 150 empregos diretos e outros mil indiretos.

Fonte: com informações da

Equipamento irá avaliar a qualidade do biodiesel em Mato Grosso

O reitor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Paulo Speller, participa amanhã (19), às 8h30, da entrega do Cromatógrafo a Gás para determinação de marcadores em biodiesel. O equipamento de alta tecnologia foi cedido, em regime de comodato, pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) à Central Analítica de Combustíveis (CEANC) do Departamento de Química, do Instituto de Ciências Exatas e da Terra (ICET). A solenidade será realizada na sala de sessões dos Órgãos Colegiados Superiores, no prédio da reitoria.

O equipamento será utilizado no controle da qualidade do biodiesel vendido em Mato Grosso. O cromatógrafo torna possível a realização de análises quantitativas, que indicam se está correta a proporção de biodiesel adicionado ao óleo diesel; e qualitativas, que permitem a identificação da origem do biodiesel por meio de marcador químico que, obrigatoriamente, os produtores misturam ao combustível. Cada produtor possui um marcador específico, que individualiza o produto.

Ao todo, sete cromatógrafos estão sendo entregues pela ANP a laboratórios e institutos de pesquisa participantes do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis. Além da UFMT, já receberam os equipamentos universidades da Bahia (Unifacs), do Rio Grande do Norte (UFRN) e do Piauí (UFPI). O Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas (CPT) da ANP, localizado no Distrito Federal, e os laboratórios de universidades de São Paulo (Unesp) e Rio Grande do Sul (UFRGS) também receberão o equipamento.

Coordenada pelo professor Edinaldo de Castro e Silva, a Central Analítica de Combustíveis já faz o monitoramento de qualidade nos 900 postos em atividade no Estado de Mato Grosso. Para ele, o controle de qualidade do biodisiel é muito importante, por ser um processo novo, e existe a preocupação de que não danifique os motores dos veículos.

Fonte: 24 horas News

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Charge do Dia



Esta charge do Sinovaldo foi feita originalmente para o

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Obras de instalação da Brasil Ecodiesel ficam prontas em três semanas

A empresa Brasil Ecodiesel S. A. terá suas instalações físicas concluídas em 3 semanas. A informação é de técnicos da Fundação Estadual de Proteção Ambiental "Henrique Luiz Roessler" (Fepam), que estão em Rosário do Sul (na região da Fronteira Oeste, a cerca de 400 km de Porto Alegre, para inspeção na planta industrial da empresa, localizada no km 488 da BR -158.

A vistoria integra conjunto de procedimentos visando concessão da Licença de Operação (LO) e está sendo realizada pelos engenheiros-químicos Renato Chagas, chefe da Divisão de Controle da Poluição Industrial (Dicopi); Roseane Adegas, chefe do Serviço de Licenciamento de Atividades Industriais em Implantação (Selai); e Ângela Schunemann, também do Selai.

De acordo com o engenheiro-químico Renato Chagas, as obras estão em estágio avançado e em três semanas devem estar prontas. Ele informou também que o tratamento de efluentes e o sistema de resíduos sólidos estão parcialmente concluídos e a tancagem, finalizada. A Brasil Ecodiesel adquiriu da Avipal, em São Luiz Gonzaga, uma unidade esmagadora de soja e girassol para processamento destes produtos.

Proteção ambiental

A Licença de Instalação (LI) do empreendimento foi assinada em 17 de janeiro de 2007 e prevê a produção de 360 mil litros/dia de biodiesel a partir do metanol e óleo diesel, a maior do Estado. São 18 milhões e 360 mil litros de biodiesel por mês,1.800 toneladas de glicerina, 230 toneladas de ácido graxo e 16,5 toneladas de sais.

Ocupando área útil de 11,6 mil metros quadrados, a empresa deve funcionar 24 horas diárias. Entre as diversas providências para proteção ambiental formuladas pela Fepam está a instalação de bacias de contenção para evitar contaminação por vazamentos em toda a área de processamento, recebimento, transferência e tancagem, com drenagem para um sistema de coleta.

Também foram determinações da Fundação a destinação adequada dos resíduos sólidos, a proibição de lançamento de efluentes líquidos industriais em cursos d'água sem prévia autorização e o impedimento de queima a céu aberto de resíduos sólidos de qualquer natureza.

Fonte:

Biodiesel europeu

O lucro dos produtores de biodiesel da União Européia está deprimido pelo produto de mais baixo custo importado dos EUA, disse o Conselho Europeu do Biodiesel (EBB). Este ano, a UE importou dos EUA 35 mil toneladas por mês do combustível B99.9, disse Raffaello Garofalo, secretário-geral do EBB. Os subsídios dos EUA permitem que o país venda o biocombustível a preços menores que os da UE.


Fonte:

Mamona "social" vira óleo para químicas


Uma operação inusitada, ainda que permitida por lei, começa a incomodar alguns dos principais agentes da área de biodiesel do país. Parte da mamona produzida por agricultores familiares, aquela que garante às usinas um regime tributário vantajoso, é esmagada, mas o óleo resultante é vendido no mercado físico para uso industrial e não entra na composição do biodiesel, como apregoava o governo em seu plano de incentivo ao combustível.

A Aboissa Óleos Vegetais, corretora que atua há 20 anos no mercado de óleos vegetais, adquiriu recentemente remessas do produto processado pelas usinas de biodiesel. "O óleo de mamona é um produto nobre, muito mais caro que o biodiesel. Nenhuma usina está fazendo combustível com ele. Não é economicamente viável produzir biodiesel de mamona", afirma Roberto Silvério, operador de mercado da empresa.

Silvério observa que, enquanto o litro do biodiesel adquirido pela Petrobras é vendido por R$ 1,75, em média, o óleo de mamona custa R$ 2,85 por litro. É esse diferencial, diz, que tem levado usinas a vender o óleo de mamona para outros fins e comprar matérias-primas mais baratas, como o óleo de soja refinado (R$ 1,56 o litro) e o óleo de algodão semi-refinado (R$ 1,47). "O ano foi difícil para as indústrias. É natural que busquem saídas para garantir rentabilidade", resume Nivaldo Trama, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel.

Francisco Ourique, diretor comercial da Brasil Ecodiesel, admite que a companhia faz a inusitada operação, mas por questões logísticas. "A indústria não pode estocar os insumos, e o processamento só é lucrativo quando se usa toda a capacidade dos tanques. Quando houve problema de estocagem, optamos por vender o óleo de mamona", diz.

Segundo ele, em um ano e meio de operações a Brasil Ecodiesel vendeu 600 toneladas de óleo de mamona. "Nossa produção de biodiesel nesse mesmo período foi de 100 mil toneladas. Foi, portanto, um volume residual e não afetou o mercado". Uma fonte de uma grande exportadora brasileira de óleo de mamona, que preferiu não ser identificada, confirmou ter comprado da Brasil Ecodiesel 150 toneladas de óleo de mamona no início do ano. E defendeu o negócio. "Se todas as usinas que têm o selo social realmente utilizarem a mamona [para a produção de biodiesel], haverá um sério problema no mercado, porque não há oferta suficiente de matéria-prima".

A produção nacional de mamona gira em torno de 100 mil toneladas, sendo que as duas maiores empresas do ramo - Bom Brasil e A.Azevedo Indústria e Comércio de Óleos - consomem 92 mil toneladas por ano. "Quando a oferta cai, os preços sobem e as indústrias químicas reclamam da falta de produto. É um mercado sensível", reitera a fonte.

Estudo da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG) aponta um rendimento médio de 700 quilos de óleo de mamona por hectare plantado. A Conab estima um plantio na atual safra de 209,1 mil hectares, o que tende a gerar uma safra de 146,3 mil toneladas de óleo de mamona neste ano.

Conforme o Ministério do Desenvolvimento Agrário, hoje só a Brasil Ecodiesel processa óleo de mamona no país. As demais empresas que cultivaram a oleaginosa ainda não colheram. Dentre as entregas que a Brasil Ecodiesel deve fazer neste ano para a Petrobras, 208,2 milhões de litros virão de unidades na Bahia, no Ceará e no Piauí - e, em tese, metade desse volume deveria ser obtido com o processamento de mamona.

Conforme Instrução Normativa nº 1 do Ministério de Desenvolvimento Agrário, que regulamenta a lei nº 11.116/05, as usinas do Nordeste e do semi-árido com selo social devem adquirir 50% da matéria-prima processada (mamona ou palma) de agricultores familiares. O índice é menor para Sudeste e Sul (30%), e para Norte e Centro-Oeste (10%). Mas a mesma lei ressalva, no artigo 15, que o biodiesel "terá que ser processado, preferencialmente, a partir de matérias-primas produzidas por agricultor familiar". É o "preferencialmente" que dá margem para a venda do óleo a outras indústrias.

Arnoldo Campos, coordenador do Programa de Biodiesel no Ministério do Desenvolvimento Agrário, reconhece que não há verificação das matérias-primas usadas no biodiesel. "O governo checa se as empresas com selo social estão adquirindo a matéria-prima de agricultores familiares nos volumes exigidos por lei. E isso está acontecendo".

Mas a operação é alvo de críticas de algumas companhias do segmento. "A empresa que tem selo social ganha dinheiro vendendo o óleo de mamona, que é mais caro, e com a redução de tributos", afirma Marcello Brito, diretor-comercial da Agropalma. O selo social garante às usinas do Norte e Nordeste que usam palma ou mamona isenção de PIS/Cofins e Cide, num total de R$ 0,218 por litro. Nas demais regiões, o desconto é de R$ 0,211. "Uma legislação isonômica seria melhor", pondera Carlo Lovatelli, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).


Fonte:

Sebo é disputado para biodiesel

Com a demanda por biodiesel, o preço da tonelada de sebo bovino do boi saltou de R$ 650 em março 2006 para R$ 1.200, em março de 2007. 'O preço do sebo começou a subir em janeiro de 2006 e não parou mais', afirma o analista do mercado de bioenergia da Safras & Mercados, Miguel Biegai Júnior. Ele estima em 600 mil toneladas/ano a disponibilidade de sebo bovino no País . 'Se esse total fosse usado para a produção de biodiesel, daria cerca de 500 milhões de litros.'

Além do sebo bovino, o de frangos e suínos são alternativa para a produção de biodiesel, com maior potencial para a gordura de frango, segundo o veterinário Luciano Roppa. 'Como o sebo de suínos e de bovinos é bastante valorizado na produção de embutidos, cosméticos e produtos de limpeza, é mais viável produzir energia com a gordura de frango nos pólos produtores de aves.' Roppa diz que se na propriedade o produtor de suínos tiver frigorífico registrado pela inspeção estadual e não utilizar o sebo para embutidos, pode transformá-lo em biodiesel.

PARA O PEQUENO

A empresa Blinda, de Campinas (SP), desenvolveu uma planta de produção do biocombustível para pequena propriedade, para produzir até 35 mil litros de biodiesel ao mês. A planta custa cerca de R$ 180 mil. 'Estima-se que, ao produzir seu próprio combustível, o pequeno produtor pode reduzir pela metade os custos com diesel', diz Carlos Burgon, diretor da divisão de biodiesel da empresa.


Beth Melo
Fonte:

Amazônia discutirá programa nacional de biodiesel

A Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional vai promover audiência pública para discutir as ações do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel. Será convidado para discutir o tema o diretor geral do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, Eudoro Santana. O debate foi proposto pelo deputado José Guimarães (PT-CE). A audiência ainda não tem data marcada.

Guimarães lembra que o objetivo do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel é implementar, de forma sustentável, tanto técnica, como economicamente, a produção e uso do Biodiesel, com enfoque na inclusão social e no desenvolvimento regional, por meio da geração de emprego e renda.

Na avaliação do deputado, outra característica importante do programa é utilizar matérias-primas locais e estimular a instalação de usinas de produção de óleo, em parceria com governos estaduais e municipais. José Guimarães ainda cita a distribuição da riqueza como um dos impactos importantes do programa, já que a produção de biodiesel garante a oportunidade para a inclusão social de milhares de famílias que, hoje, dependem exclusivamente da agricultura de subsistência.

"No ceará, em ação articulada pelo Dnocs, serão construídas unidades de extração de óleo de mamona no entorno das usinas de produção de biodiesel, organizando os pequenos produtores rurais em cooperativas, com vistas a garantir maior valor agregado à mamona cultivada", afirma o parlamentar.

Para ele, devido ao grande alcance social do Programa, torna-se indispensável que a comissão conheça seu projeto executivo, as dificuldades encontradas, e acompanhe seus resultados.


01/04/2007
Fonte: Agência Câmara

Biodiesel ainda não é o combustivel ideal

A coordenadora do grupo de pesquisa em biodiesel do Iapar, Dalziza de Oliveira, defende que, além de atender a frota em escala nacional, é preciso encontrar espaço para que comunidades agrícolas possam se beneficiar da produção do biodiesel. ''É importante perceber que a questão das energias renováveis é um processo irreversível. Mas é preciso questionar, participar, para que o poder econômico não dite todas as regras.''

Nos meios científicos, a discussão é que o biodiesel e o álcool venham preencher uma lacuna nos próximos 30, 40 anos. ''A partir daí, espera-se que haja opções mais limpas, que o carro a hidrogênio se viabilize, e que se utilize muito mais a energia solar, das marés e eólica.''


Dorico da Silva
Fonte: Folha de Londrina

Conab indica aumento de produção de mamona e girassol

Matérias-prima na produção de biodiesel, mamona e girassol deverão apresentar aumento de produção em 2006/07. Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado hoje, aponta crescimento também na área a ser cultivada.

A produção de girassol está projetada em 119,8 mil toneladas, com aumento de 28% sobre o total colhido em 2005/06. A área plantada deve subir de 66,9 mil para 80,9 mil hectares, acréscimo de 20,9%. A produtividade está estimada em 1.481 quilos por hectare, com alta de 5,9%. Já a safra de mamona está estimada em 148 mil toneladas, com aumento de 42,4% sobre a colheita obtida em 2005/06, de 103,9 mil toneladas. A área deve subir 37,5%, passando de 147,9 mil hectares para 203,3 mil hectares. A produtividade está projetada em 728 quilos por hectare, 3,6% maior do que na temporada anterior.

Fonte:

Expansão de biocombustíveis no Brasil se dará via mercado interno, diz consultoria

Em relatório divulgado na última terça-feira (27), a Tendências Consultoria afirmou que o crescimento do setor de biocombustíveis no Brasil se dará por meio de recursos do próprio mercado interno. "O que se pode afirmar é que, por ora, o principal caminho para o desenvolvimento dos segmentos de álcool e biodiesel no país virá do imenso potencial do mercado interno brasileiro", diz o documento.

A recente visita do presidente norte-americano George W. Bush ao Brasil agitou o complexo sucroalcooleiro do país, sobretudo pela expectativa dos Estados Unidos reduzirem substancialmente os impostos incidentes na importação do produto brasileiro.

"Com os olhos voltados para o desenvolvimento do próprio mercado doméstico, o governo Bush não tomou nenhuma medida nesse sentido, restringindo-se em assinar acordos de cooperação tecnológica", afirmam os analistas da consultoria.

Alternativa frente ao petróleo

A dependência do petróleo tem feito vários países tomarem resoluções de restrição ao uso de combustíveis fósseis, substituindo-os por combustíveis alternativos. A recente postura dos Estados Unidos é um claro exemplo disso.

"Eles vêm o álcool como uma possibilidade de estarem menos expostos à volatilidade dos preços do petróleo, intimamente ligado ao fato de a maior parte da produção mundial ainda estar no Oriente Médio, região extremamente conflitante", dizem os analistas da consultoria.

Além disso, o mercado petrolífero ainda sofre a pressão da influência da ação coordenada dos integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para se manter os preços internacionais em patamares elevados. Com o álcool e o biodiesel, surgiria uma alternativa mundial.

Competitividade brasileira

Segundo a Tendências, o Brasil consegue fabricar álcool ao menor custo se comparado ao restante do mundo. Para se ter uma idéia, o limite mínimo de substituição da gasolina por esse derivado sucroalcooleiro é de US$ 25,00 por barril de petróleo. "Para o etanol norte-americano, feito de milho, esse limite é de US$ 40,00, enquanto que chega a US$ 55,00 no caso do biodiesel feito de soja", ressaltam os analistas da consultoria.

Esse cenário extremamente rentável permite que o Brasil tenha uma capacidade de desenvolvimento sem necessitar de subsídios governamentais. "O país também se destaca pela bem-sucedida adaptação e pelo uso já amplamente difundido do álcool na frota brasileira de veículos", diz a Tendências.

Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), 83% dos automóveis leves vendidos mensalmente atualmente no Brasil contam com a tecnologia flex fuel, sendo que, desde janeiro de 2003, foram comercializadas mais de 3 milhões de unidades.

Exportações: aumento no longo prazo

No que se refere ao mercado externo, a projeção da Tendências é a de que, em um período de 10 anos, as exportações brasileiras de etanol cheguem a 7 bilhões de litros, contra os atuais 2,73 bilhões de litros. "As vendas externas serão importantes para o complexo sucroalcooleiro do país, mas não serão um driver para a produção interna", ressaltam os analistas da consultoria.

Não obstante, a Tendências faz uma ressalva considerável no que tange às exportações do Brasil. "Não é possível confiar cegamente em nenhuma projeção para as vendas externas, as quais dependem intrinsecamente de decisões discricionárias dos governos de todo o mundo", diz a consultoria.

Na opinião dos analistas da Tendências, a rentabilidade verificada atualmente nesses embarques não deve se sustentar no longo prazo, na medida em que outros países deverão incrementar a sua produção e os preços tenderão a recuar.

Fonte:

Giap elabora modelo para o Ceará

Um novo modelo para o desenvolvimento do biodiesel foi elaborado para o Ceará. Após três semanas de palestras e debates sobre o tema, o Grupo de Impulsão de Ações e Propostas (Giap) para a bioenergia apresentou ontem, durante a reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária (Agropacto), a proposta de criação do programa "Biodiesel do Ceará". As ações previstas no projeto compreendem todos os setores da cadeia produtiva, desde a plantação de sementes até a distribuição do combustível.

Segundo o coordenador do GIAP, João Pratagil Pereira de Araújo, o Ceará precisa plantar 440 mil hectares de mamona, principal oleaginosa do Estado, para suprir a atual demanda do mercado. Para acelerar a produção, ele propõe que todas as ações sejam integradas e centralizadas. "O programa 'Biodiesel do Ceará' justificaria a criação de uma secretaria de bioenergia ou de uma agência que viabilizasse as propostas em curto prazo", sugere ele.

O programa conta com oito sub-projetos em áreas estratégicas para o biodiesel, como o desenvolvimento científico e a difusão e transferência de tecnologia. "Nós queremos facilitar o acesso a técnicas mais avançadas, para que o agricultor possa agregar valor ao seu produto e, com isso, ser estimulado a produzir mais", explica João Pratagil, que também é presidente do Núcleo de Tecnologia Industrial (Nutec).

Outro ponto considerado estratégico para os integrantes do GIAP é o apoio não só ao agronegócio, mas também ao setor de agricultura familiar. De acordo com Pratagil, uma das propostas é a geração de emprego e renda para os assentamentos da região do semi-árido, área bastante castigada pela seca, mas que apresenta condições favoráveis ao plantio da mamona. "É preciso aproveitar o potencial energético do Ceará para resolver alguns dos nossos problemas sociais e para promover o desenvolvimento do estado", diz ele.

Fonte:

BNDES FINANCIA NOVA FÁBRICA DE BIODIESEL NO RS


A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 35,6 milhões à Granol Indústria, Comércio e Exportação, destinado à implantação de uma unidade produtora de biodiesel, que funcionará anexa à sua planta industrial processadora de soja no município de Cachoeira do Sul (RS).

O investimento total projeto da Granol chegará a R$ 44,5 milhões e o grupo aplicará R$ R$ 8,9 milhões com recursos próprios. O financiamento do BNDES será repassado à empresa pela Caixa RS e pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Segundo levantamento do ministério de Minas e Energia, até o fim deste ano, o país deverá contar com cerca de 40 novas fábricas de biodiesel, com capacidade de produção bem superior à necessária para o atendimento dos 2% de adição ao diesel mineral exigidos por lei a partir de janeiro de 2008.

Produção

Com capacidade de processar até 88 mil toneladas/ano, a fábrica de Cachoeira do Sul será a terceira planta industrial de biodiesel da Granol, que já opera uma unidade em Campinas (SP), com produção de 30 mil t/ano, e outra em Anápolis (GO), com 80 mil t/ano, tendo sido esta última objeto de financiamento anterior pelo BNDES.

Todo o óleo vegetal produzido em Cachoeira do Sul será destinado à fabricação desse combustível renovável, que tem a glicerina como subproduto, com volume equivalente a 10% da produção do biodiesel. A glicerina será vendida para fins industriais, ao preço estimado em 60% da cotação do produto para fins farmacêuticos. [1]

Após a entrada em operação, a unidade de produção de biodiesel da Granol vai gerar cerca de 30 novos empregos diretos e 150 indiretos, além das vagas que serão garantidas na lavoura, porque a empresa não atua no cultivo de soja e vai adquirir da agricultura familiar pelo menos, 30% dos grãos a serem processados, para conseguir enquadramento de seu biodiesel no "Selo Combustível Social".

Fonte: SEGS.com.br

Petrobras vai vender diesel com aroma de banana

A BR Distribuidora vai começar a comercializar diesel náutico com aroma de banana caramelada no Rio e em São Paulo. O combustível será inicialmente vendido em seis postos náuticos, com vendas previstas para 500 mil litros por mês.

Segundo o diretor da rede de postos da BR, Reinaldo Belotti, o combustível será menos poluente que o diesel marítimo por causa do menor teor de enxofre, E não levará em suas composição o biodiesel por motivos técnicos.

De acordo com Belotti, o combustível será produzido na refinaria de São José dos Campos e o foco será o mercado náutico de lazer. "A BR identificou este nicho de mercado. É claro que nós pretendemos ganhar mercado com ele", afirmou.

A BR detém hoje 40% do total do mercado de combustíveis do país. Segundo o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, a previsão é que outros seis postos náuticos vendam o combustível até o fim deste ano.

Fonte:

Produtores de Alagoas cobram apoio de prefeitos para biodiesel

Coordenadores do Programa do Biodiesel em Alagoas compareceram, ontem, à reunião ordinária da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) para cobrar dos prefeitos incentivo ao plantio da mamona, para extração de óleo e produção do biodiesel, combustível que pode vir a substituir os derivados de petróleo. A decisão da coordenação do programa de discutir o assunto com os prefeitos encontra justificativa na falta de matéria-prima [mamona] em relação à capacidade de beneficiamento da Oleal, indústria arapiraquense certificada pelo governo federal e com maquinário capaz de extrair óleo de até 100 toneladas de mamona processadas num único dia.

MAIKEL MARQUES
Fonte: GAZETA DE ALAGOAS

Austrália e Europa em confronto


O confronto entre a União Europeia e a Austrália começou depois dos comentários feitos por Stravos Dimas, comissário europeu para o Ambiente, durante a reunião do Painel Intergovernamental para as Mundanças Climáticas, reunido esta segunda-feira, em Bruxelas.

As críticas do comissário europeu focaram a relutância, demonstrada pelos Estados Unidos e pela Austrália, em assinar o Protocolo de Quioto, em 1997.

"É uma questão de orgulho político o que impede a Austrália de ratificar Quioto. Se o governo australiano quisesse incentivar as negociações internacionais, ratificaria o tratado", disse Stravos Dimas, durante a sua intervenção no Painel Intergovernamental.

Do lado australiano, a resposta chegou pela voz do primeiro-ministro, John Howard. Para Howard, a "União Europeia deve preocupar-se com os seus próprios países, de maneira a conseguir que os estados-membros cumpram as metas que a UE definiu".

O líder australiano relembrou, ainda, que há 12 países da União Europeia que não devem conseguir cumprir os objectivos de Quioto. As críticas mais duras atingem países como Portugal, Espanha, Dinamarca, Irlanda e Itália.

O aviso foi lançado pelas empresas de combustíveis com o objectivo de alertar a União Europeia para o facto dos planos no domínio dos biocombustíveis poderem afectar as florestas do planeta.

O biodiesel é produzido à base de substâncias naturais de algumas plantas e de etanol, proveniente da fermentação de amido ou de plantas com altos índices de açúcar.

Alguns biólogos já alertaram para o facto da Terra não ter capacidade produtiva suficiente para alimentar pessoas com necessidades proteicas e ainda para fazer andar automóveis com combustíveis provenientes de plantas.

A proposta da União Europeia pretende que, até 2020, a utilização de biodieseis passe para o dobro. O uso de biocombustíveis tem sido defendido pela indústria automóvel, como forma de conseguir diminuir a emissão de gases de efeito de estufa. Para além disso, a UE quer que, daqui a 13 anos, 20% da energia mundial provenha de energias renováveis.

Fonte: Diário da Europa

terça-feira, 3 de abril de 2007

Artigo de Lula para o jornal ''Washington Post''

O jornal amerciano Washington Post publicou artigo do presidente Lula nesta sexta-feira (30). No artigo Presidente da República argumenta a favor da parceria em biocombustíveis entre Brasil e Estados Unidos. Críticas apontadas por lideranças da América Latina e de uma parte dos movimentos sociais no Brasil foram respondidas pelo presidente em seu artigo. Leia abaixo o texto na íntegra.

Nossa parceria em bicombustíveis