segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Os Custos com Subsídios de Biocombustíveis são de Bilhões de dólares para os Estados Unidos


De acordo com um grupo de pesquisa europeu, a América necessita repensar o custo de seu apetite para biocombustíveis.

O Global Subsidies Initiative, baseada em Genebra, suíça, totalizou os custo com isenção de imposto, subsídios diretos e de outros benefícios para o etanol derivado do milho, e estima, que o auxílio custará aos contribuintes dos ESTADOS UNIDOS pelo menos $5.1 bilhões este ano.

O custo para subsidiar a produção do biodiesel adiciona outros US$400 a US$500 milhões, de acordo com um estudo do grupo liberado quarta-feira (25/10).
Os números crescerão com o aumento da produção.

O Biodiesel tem uma taxa de imposto de até US$1,00 por galão
O grupo argumenta que há maneiras melhores e mais baratas para reduzir o uso de combustíveis fóssil do que os subsídios requeridos para uso dos biocombustíveis.

Philip Brasher
Fonte: Des Moines Register

Integra em Global Subsidies Initiative (em inlgês)

Estudo nos EUA questiona a validade dos biocombustíveis

Os contribuintes norte-americanos respondem por cerca de US$ 7 bilhões ao ano em subsídios para a indústria dos biocombustíveis líquidos, fundos que poderiam ser melhor aproveitados em outras tecnologias protetoras do meio ambiente e outras fontes de energia. Essa é a conclusão de um informe de 93 paginas do independente Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável (IISD). O trabalho indica que a indústria poderia receber mais dinheiro ainda, entre US$ 8 bilhões e US$ 11 bilhões anuais num futuro próximo, de autoridades federais, estaduais e municipais se forem mantidas as atuais políticas, apesar da evidencia de que a capacidade dos biocombustíveis para reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio e a emissão dos gases causadores do efeito estufa na atmosfera é limitada.

A produção de biodiesel, feita com base em óleos vegetais ou gordura animal, é muito recente, mas com crescimento rápido. Passou de apenas quatro milhões de litros em 2000 para 75 milhões no ano passado. Baseando-se nos atuais programas, o informe prevê que os subsídios anuais do governo nos próximos seis anos poderiam aumentar para US$ 8,7 bilhões para o etanol e a US$ 2,3 bilhões para o biodiesel, sem contar muitos planos públicos por centenas de milhões de dólares que acabam de ser colocados em prática.

Fonte:

Performance e Syngenta desenvolvem variedades tolerantes à seca


A Performance Plants Inc. acaba de assinar um acordo de licenciamento, em Golden Valley, nos Estados Unidos, com a Syngenta Seeds para o desenvolvimento de sementes de soja e milho tolerantes à seca usando a Tecnologia Performance Plants’ Yield Protection™ (YPT™).

Isso pode se reverter em bons frutos, principalmente no nordeste, para o Programa Nacional do Biodiesel .

Fonte: Syngenta

A política para os combustíveis


Não se justifica a decisão do governo de aumentar de 20% para 23% a proporção de álcool anidro misturado à gasolina a partir de 20 de novembro. Ela atende, prioritariamente, às conveniências dos usineiros e, secundariamente, às da Petrobrás, mas não aos consumidores de veículos movidos a álcool ou bicombustíveis.

Na safra é normal a queda de preços. Mas os usineiros pretendiam a elevação da adição do álcool para 25%, assegurando um comprador cativo para o excedente. Segundo o jornal Valor, de 1/11, foram contrários à concessão tanto o ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, como técnicos da pasta. A decisão, política, foi da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que interveio a favor dos produtores.

Os usineiros já são beneficiados pela demanda externa. As exportações de álcool etílico, entre janeiro e outubro, atingiram US$ 1,33 bilhão, com crescimento de 120% em relação ao mesmo período de 2005.

A política para o álcool depende não só do mercado - no caso, dominado por poucas empresas e, portanto, imperfeito -, mas da existência de estoques reguladores, cuja formação é responsabilidade do governo. Assim se atenderia à demanda na entressafra, quando os preços tendem a subir.

No primeiro trimestre, em plena entressafra, o litro do álcool chegou a R$ 1,22 para o produtor e R$ 2 para o consumidor. Não foi cumprido acordo entre governo e produtores para estabilizar preços.

Em março, o governo determinou a redução de 25% para 20% na adição, o que ajudou a derrubar os preços do álcool - e da inflação. Num único mês (janeiro) o álcool teve impacto de 0,1 ponto porcentual na inflação medida pelo IPCA de 15/1.

Agora, espera-se pequena redução dos preços da gasolina, em contrapartida à elevação dos preços do álcool, que afetará os proprietários de veículos flex fuel novos e seminovos.

A Petrobrás poderá manter, sem maiores críticas, sua política para a gasolina voltada para adequar os preços internos aos externos, apenas no longo prazo. Os preços da gasolina cairão nas bombas sem afetar o preço de realização das refinarias, ou seja, sem prejudicar os resultados da estatal, que recuperará o que deixou de ganhar quando manteve os preços, apesar da alta do petróleo. A estatal também terá mais petróleo e derivados para exportar.

Faltando pouco para um novo período de entressafra, o aumento da adição de álcool ajuda a poucos.

04/11
Fonte: O Estado de S. Paulo

Mapfre fará seminário sobre Créditos de Carbono

A Fundação Mapfre, em parceria com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, realiza no próximo dia 10, o II Seminário de Gestão de Risco e Meio Ambiente.

Com o tema Os Mecanismos do Desenvolvimento Limpo (MDL) - Créditos de Carbono, o evento acontecerá das 8h às 12h, no auditório nobre da FIESP, localizado à avenida Paulista, 1313 - Bela Vista - São Paulo, segundo nota divulgada pelo grupo.

Este tipo de evento tem grande importância para os produtores de Biodiesel.

Fonte: SEGS

domingo, 5 de novembro de 2006

Indústria Biocom descarta poluição

De acordo com a diretoria da Indústria e Comércio de Biocombustível (alcool e biodiesel) e Óleo Química Ltda (Biocom), a poluição do rio Itapecuru não é causada pela empresa. O sócio-gerente da Biocom, Túlio Miranda, afirma que a fábrica realmente utiliza água do rio, mas apenas para a manutenção dos equipamentos usados para refinar o combustível. Ele assegura ser impossível que a empresa esteja causando a poluição.

“Os pescadores interessados podem ver como é o processo de refinamento. Trabalhamos certificados e com autorização para isso. A água que é devolvida sai até muito mais pura do que a que utilizamos, porque ela passa por um processo de aquecimento”, informa o sócio da Biocon.

O coordenador municipal de Meio Ambiente, Ivanildo Pereira, declarou que só se pronunciará sobre o assunto após o resultado da análise da água do Itapecuru. Além da Biocom, outras indústrias também dependem da água do rio para a manutenção e fabricação de produtos variados. Algumas delas ainda utilizam componentes químicos para a execução desses serviços. (A.P.).

Fonte: O Estado do Maranhão

FEUP reúne peritos para debater energia Nuclear, Eólica e Biocombustível


O Departamento de Engenharia Química (DEQ), da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), acolhe e organiza, depois de amanhã, a sexta edição da iniciativa “Jornadas DEQ/FEUP”. Sob o mote “A Energia no Caminho da Engenharia”, o encontro decorre no auditório da instituição, tendo início marcado para as 8h30.

A urgência de se encontrar uma alternativa viável para reduzir a enorme dependência face à utilização do petróleo, a subida constante do preço daquela energia e a controvérsia gerada em torno da energia nuclear justificam o debate sobre as energias do futuro. Nesse contexto, as Jornadas do DEQ visam apresentar soluções energéticas alternativas e respectiva viabilidade, debatendo aquela temática com um quadro de oradores de renome internacional.

O programa das Jornadas contempla três módulos distintos: Desafios Energéticos para Portugal; Novas Energias para Transportes e Novas Energias para Produção de Electricidade. Neste âmbito, biocombustíveis e células de combustível – duas alternativas no âmbito dos transportes – e a questão da energia eólica – uma das principais energias renováveis – constituem dois dos temas que vão estar em destaque na iniciativa.

Debate conta com peritos de topo

Registe-se no evento a presença de Expedito José de Sá Parente, o investigador brasileiro que conseguiu a primeira patente mundial de biodiesel, bem como de outras individualidades do mundo da engenharia, como Carlos Varandas, presidente do Centro de Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico de Lisboa, e Campos Rodrigues, director da SRE – Soluções Racionais de Energia, uma empresa nacional que depois de três anos de investigação com o INEGI e o INETI colocou no mercado mundial uma pilha de combustível a hidrogénio inovadora na gama de potências de 100W.

As Jornadas contam ainda com os contributos de Álvaro Henrique Rodrigues, docente da FEUP e membro do Centro de Estudos de Energia Eólica e Escoamentos Atmosféricos, de Pedro Sampaio Nunes, consultor de empresas, e de Luís Braga da Cruz, presidente do OMIP – Operador Mercado Ibérico Pólo Português – e Soares Mota, da Galp Energia.

As Jornadas do DEQ são uma iniciativa anual, promovida pelos alunos do Departamento de Engenharia Química da FEUP, visando abordar o futuro da indústria química e o papel do engenheiro (químico).


Fonte: Ciência Hoje

O calote nas operações de crédito nos bancos estatais

Os bancos estaduais faliram por empréstimos do dinheiro do contribuinte a caloteiros, geralmente com o dedo político, na condescendência da diretoria, dos administradores e do setor jurídico. A prova maior se apresenta pelas privatizações dos bancos estaduais a preços de banana, que deviam servir a desenvolver a própria região, em particular a nordestina. Enriqueceram muitos políticos, mas até hoje ninguém foi punido, administrativa, civil e penalmente. Ou mesmo com a cobrança do débito na constrição de bens do devedor.

Assim, aguarda-se que o reeleito presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, determine aos seus bancos que cobrem o dinheiro desviado, de cerca de R$ 20,0 bilhões ao ano, com o rigor da lei, destinando até, no seu retorno , que tenha o emprego para colocar o homem em suas atividades de campo, mormente nos programas do proalcool e do biodiesel. E desapropriando a propriedade hipotecada de logo, para os fins da reforma agrária, com o financiamento das atividades agrícolas.

Fonte:

sábado, 4 de novembro de 2006

Comitê gestor tem missão de elaborar plano estratégico para o biodiesel

Elaborar um plano estratégico para o biodiesel, analisar a viabilidade técnica e econômica de modelos alternativos de produção e integrar agricultores familiares do semi-árido na cadeia de produção são alguns objetivos do Comitê de Gestão das Ações do Biodiesel, instalado nesta semana.

Instalado sob coordenação do Ministério da Integração Nacional, o comitê de gestão será responsável pela definição das estratégias de ação do ministério e órgãos vinculados, com base nas diretrizes do PNPD.

Fonte: 24 Horas News

Ypióca amplia foco e passa a produzir álcool combustível

A mais antiga fabricante brasileira de aguardente vai ampliar o foco de seus negócios. A cearense Ypióca, que completou 160 anos em 2006, planeja começar a produzir álcool combustível já a partir de 2007. O projeto será desenvolvido em sua unidade em Paraipaba, a 93 quilômetros de Fortaleza.

Fonte:

O alerta ambiental

Dois relatórios publicados nos últimos dias chamam a atenção para a questão ambiental, ambos enfatizando os efeitos da pressão humana sobre os recursos da natureza, em danos climáticos e perdas econômicas. De fato, torna-se urgente a adoção de modelos sustentáveis, isto é, capazes de equilibrar o progresso com o respeito ao meio ambiente e o tema, que poderia passar ao largo, interessa aos brasileiros; nosso país também está envolvido na agressão ambiental e será afetado como todos os demais.

Conjugados os trabalhos ora divulgados, destacam a urgência de ajuste na linha do desenvolvimento sustentável, para afastarmos os riscos a que todos estamos sujeitos. James Lovelock, um estudioso inglês, chega a recomendar intensificação do uso de energia nuclear para reduzir o efeito-estufa dos combustíveis fósseis, mas há outras formas como a já adotada entre nós (álcool e biodiesel), além da dotação de recursos hidrelétricos que exploramos insuficientemente.

Fonte:

sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Charge do Dia


Charge do Clayton feita pra o


Charge do Sinfrônio feita pra o

Japão compra mais direitos de emissões poluentes

O comércio de emissões poluentes no Japão tem aumentado e cada vez mais bancos e casas de valores agem como intermediários, negociando direitos de emitir dióxido de carbono, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira.

Oito empresas atuaram como gerentes em mais de 30 negociações de emissões de gases do efeito estufa até outubro, segundo uma pesquisa do jornal "Nikkei Financial", que prevê um total de 36 transações em 2006.

O Protocolo de Kyoto obriga o Japão a reduzir suas emissões poluentes, entre 2008 e 2012, em 6% sobre os níveis de 1990. Por isso, a demanda de direitos de contaminação cresce principalmente entre as empresas dos setores de energia e siderurgia, diz o jornal.

Além da compra e venda direta de emissões poluentes, algumas empresas começaram a oferecer produtos derivados, como fundos para facilitar a aquisição, planejados pelo grupo Mizuho.

A casa de valores Daiwa Securities começou a vender um bônus vinculado aos direitos de emissões poluentes. Já o Ministério do Meio Ambiente comercializa emissões de dióxido de carbono pela internet.

O Japão foi o maior comprador mundial de direitos de emissões de gases do efeito estufa entre janeiro de 2005 e março de 2006, com 38% do total, segundo o Banco Mundial. A China foi o maior vendedor, com 66%.

Fonte: Folha Online

Morgan Stanley planeja investimentos de $3 bi em RCEs

A Morgan Stanley anunciou planos para investir aproximadamente $3 bilhões em RCEs (Reduções Certificadas de Emissão), projetos e outras iniciativas relacionadas a redução das emissões de gases do efeito estufa ao longo dos próximos cinco anos.

A maior parte dos investimentos representarão o crescente comprometimento da empresa em adquirir créditos de carbono ao passo que o seu Departamento de Negociação de Commodities (Commodities Trading Department) expande a já existente plataforma de Carbono e Emissões.

A quantia constituirá investimentos em projetos e iniciativas relacionadas a redução de emissões, como as certificadas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e pela Implementação Conjunta (JI). Estes projetos permitem que os países desenvolvidos transfiram, ou financiem tecnologias de redução das emissões em outros países signatários do Protocolo de Kyoto.

Os projetos de MDL produzem as RCEs, as quais podem ser compradas e utilizadas pelos países desenvolvidos para alcançar suas metas no Protocolo de Kyoto. Os projetos de JI criam as ‘Emission Reduction Units’, que poderão ser utilizadas de modo similar ao MDL.

A Morgan Stanley é uma empresa líder mundial no setor de serviços financeiros, atendendo clientes ao redor do mundo, entre eles corporações, governos, instituições e indivíduos de mais de 600 escritórios em 30 países.

Fonte: Carbono Brasil

Brasil é o 17º. no ranking de impostos


Brasil tem uma das cargas tributárias sobre empresas mais altas do mundo. A avaliação é da consultoria KPMG, que ontem publicou seu relatório anual sobre os impostos em 86 países e apontou que, no Brasil, o imposto médio sobre uma empresa é de 34% sobre a receita anual. Em apenas 16 economias as companhias estão sujeitas a taxas mais elevadas que no Brasil. O país ainda tem carga tributária bem acima da média mundial, de 27,1%, e da média latino-americana, de 28,1%.

Segundo a consultoria, a concorrência internacional fez com que países reduzissem seus impostos nos últimos 14 anos. Para a KPMG há uma relação entre o sistema tributário e o desempenho econômico dos países, já que taxas menores podem dar vantagens competitivas e garantir crescimento para as economias em desenvolvimento. Não por acaso, a média dos impostos nessas 86 economias caiu de 38%, em 1993, para 27,1%, atualmente.

No caso do Brasil, porém, o país passou de taxas médias de 25%, em 1998, para 33%, em 1999, 37%, em 2000, e 34%, desde 2001. Os impostos brasileiros sobre o setor privado são superiores ao que se cobra no Chile, México, Uruguai e equivalentes aos aplicados pela Venezuela. Na região, a Argentina e a Colômbia cobram taxas superiores às brasileiras, de 35%.

Fonte: Paraná On Line
Agência de Notícia UDOP

Biodiesel não decola em Minas Gerais

O governo federal instituiu por meio de decreto, em 2003, um Grupo de Trabalho Interministerial encarregado de viabilizar a utilização de biodiesel como fonte alternativa de energia. Três anos depois, o mercado ainda é incipiente e o futuro incerto, pelo menos em Minas Gerais. No Estado, a produção de mamona, um dos principais insumos, está sendo destinada a outros setores muito mais rentáveis, como o de cosméticos, farmacêutico, químico e de alimentos.

"Os produtores mineiros de mamona não vão fazer nunca biodiesel porque não é economicamente viável", ponderou o assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Pierre Santos Vilela. É em razão da rentabilidade, que as duas únicas empresas fabricantes de biodiesel em Minas (uma em Cássia e outra em Araxá) produzem o combustível a partir de óleo de soja, onde o único setor concorrente é o de alimentos.

De acordo com levantamento da Faemg, a produção mineira de mamona, restrita ao Norte de Minas, deve ficar em 3,6 mil toneladas em 2006, uma retração de 38% em comparação com o ano passado. "A queda se deve ao mercado. O preço baixo em 2005 desestimulou o plantio neste ano. O programa do biodiesel, até agora, não interferiu em nada na atividade", destacou Vilela.

30/10/06
Fonte: Diário do Comércio

Livros sobre Biodiesel (em inglês)

BB dá bônus para produtor que regularizar sua dívida


Venceu nessa terça-feira (31-10) mais uma parcela da dívida securitizada junto ao Banco do Brasil, porém, se o produtor não teve recursos para pagar a parcela no vencimento, poderá fazê-lo até 29 de dezembro deste ano, de acordo com a Resolução 3.394 do Conselho Monetário Nacional (CMN). Além disso, a assessoria do banco informa que o produtor que não pagou a parcela de 2004 poderá procurar a agência em que negociou o parcelamento e regularizar a situação. Com isso adquire o direito de pagar as parcelas de 2005 e 2006 com bônus e rebate de até 40%.

Para obter o benefício é necessário regularizar a situação o mais cedo possível, para garantir o desconto. Para se ter uma idéia, se o valor for de R$ 10 mil, o produtor poderá ter redução da dívida em até R$ 4 mil. O desconto está de acordo com a Lei 11.322, de 13 de julho de 2006.

Em Mato Grosso do Sul existem 21.500 contratos de securitização, que chegam a R$ 13,6 milhões. Do total de contratos, 4.500 já estão com parcelas vencidas e o débito é de R$ 3 milhões e outros 17 mil contratos estão em dia, somando um total de R$ 10,6 milhões.

Sem correção

De acordo com o assessor técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Luciano Carvalho, o valor de cada parcela deve ser calculado em condições de normalidade, sem seguros adicionais, inclusive com o bônus de adimplência e sem incidência da correção do preço mínimo.

As parcelas de 2005 e 2006 em atraso serão corrigidas aplicando a variação da taxa de juros do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic), hoje em 13,75% ao ano, da data do seu vencimento até a respectiva data do pagamento das parcelas. Para que o produtor se beneficie com essa condição, ele terá que regularizar o pagamento das parcelas da securitização que venceram até 30 de dezembro de 2004.

Caso o produtor pretenda fazer o pagamento das parcelas depois da data do seu vencimento e realize o pagamento até 29 de dezembro, a CNA recomenda que ele envie correspondência ao banco informando-o dessa decisão.

Vera Halfen
Fonte: Correio do Estado

Biodiesel: mais 100 agricultores do pará iniciam produção de matéria-prima

A Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) irá apoiar a inclusão de mais 100 agricultores do estado do Pará na produção de palma (dendê), em parceria com a Companhia Refinadora da Amazônia (Agropalma), com a finalidade de produção de biodiesel. Esses produtores, localizados no município de Moju (PA), no assentamento Calmaria II, vão plantar em uma área de 600 hectares.

Fonte:

CHILE PODE SUBSTITUIR GASOLINA POR BIOCOMBUSTIVEL


SANTIAGO, 4 OUT (ANSA) - O Chile poderia substituir 10%da gasolina que consome recorrendo a biocombustíveis derivados do milho, estima Rodrigo Vega, diretor-executivo da Fundação para a Inovação Agrária (FIA).
O especialista advertiu, entretanto, que primeiro as autoridades devem tomar as decisões necessárias e fazer um balaço energético de médio a longo prazo, a fim de estabelecer a quantidade de energia de petróleo necessária para produzir esses biocombustíveis.
"O Chile poderia produzir por si mesmo biocombustíveis (bioetanol e biodiésel) suficientes para a substituição de 10% dos combustíveis fósseis que atualmente emprega", disse Vegas ao site do jornal El Mostrador.
O especialista baseou sua projeção "nos hectares onde atualmente se cultivam as matérias-primas necessárias para a composição dos biocombustíveis".
Segundo Vega, são necessários entre 60 e 65 mil hectares de milho para substituir 10% da gasolina consumida por ano no país.
Atualmente, o Chile possui cerca de 100 mil hectares de plantio de milho.
"Essa diferença nos obrigaria a usar, para os biocombustíveis, terrenos que hoje se destinam à produção agrícola. Essa decisão precisa ser analisada com detalhes", advertiu.
"É necessário avaliar se vale a pena cultivar milho em regiões onde existem condições para se cultivar frutas para exportação, cuja rentabilidade pode ser muito maior. É preciso pensar também como garantir aos investidores que eles não ficariam sem retorno, caso os agricultores consigam um preço internacional melhor para o grão", ponderou. Segundo Vega, é necessário fazer os cálculos e inclusive analisar a possibilidade de importar biocombustíveis. (ANSA)
04/10/2006 15:05
Fonte: