A suspeita é de que exportadores americanos estejam usando outros países como forma de driblar as tarifas e garantir a venda para o mercado europeu. Entre os países investigados estão Argentina, Brasil, Indonésia e, principalmente, o Canadá.
Na sexta-feira, a aduana italiana apreendeu 10 mil toneladas de biocombustível vindo de exportadores canadenses. A suspeita, porém, é de que o combustível tenha origem nos Estados Unidos e o Canadá esteja sendo usado como forma de driblar as imposições europeias.
Ao Estado, o Conselho Europeu de Biodiesel (EBB) admitiu que os produtores europeus estão investigando não apenas o Canadá, mas também argentinos, brasileiros e até a Indonésia por ajudar a mascarar as importações americanas.
A estratégia seria simples. Produtores americanos enviariam seus produtos a diferentes partes do mundo e, de lá, o biodiesel seguiria para a Europa, com nova origem. Segundo Amandine Lacourt, representante do Conselho Europeu de Biodiesel, a fraude poderia chegar a 100 milhões por ano em tarifas não pagas por americanos usando outros países.
Jamil Chade - 02/04/2010
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