
terça-feira, 30 de março de 2010
A Novozyme promove um "breakthrough" na hidrólise enzimática
Em 15 de fevereiro, a Novozyme, empresa de destaque na indústria de enzimas, anunciou que tinha chegado a uma redução no custo da enzima para produção do etanol de materiais celulósicos (Etanol Celulósico), levando-o para a faixa de 50 cents/ galão de etanol. Esse resultado permite atingir a famosa paridade com o etanol de milho americano – na faixa de US$ 2 / galão – que ainda é bem mais caro que o etanol brasileiro. Mas o que chama a atenção é a trajetória do progresso tecnológico. Não se deve esquecer que no final dos anos 90 o DOE “deu” US$ 15 milhões para a Novozyme tentar reduzir em 10 vezes o custo da enzima celulase. Isso foi feito em 3 ou 4 anos. Agora, é sobre essa base que a Novozyme anuncia ter conseguido uma redução adicional.

quinta-feira, 25 de março de 2010
Brasil Ecodiesel reduz perdas em 2009
São Paulo, 23 mar (EFE).- A Brasil Ecodiesel, uma das líderes do mercado nacional na produção de biodiesel, reduziu suas perdas em 2009, com um saldo negativo de R$ 88,4 milhões, segundo dados da empresa. Este resultado se deve ao aumento de vendas de biodiesel nos leilões oficiais no segundo semestre de 2009.
A companhia, que passa por um processo de reestruturação financeira e de mudança estratégica, tinha registrado em 2008 um prejuízo de R$ 197,1 milhões. Esta reestruturação, no entanto, não foi suficiente para evitar um novo prejuízo anual que, no ano passado, fez a empresa recorrer a uma capitalização na Bolsa de Valores.
"A companhia viveu uma virada em 2009 e os números mostram a consolidação da reestruturação financeira e operacional", afirmou o diretor de Relacionamento com Investidores, Charles Mann de Toledo.
O balanço desfavorável foi influenciado por um impacto contábil negativo de R$ 63,7 milhões, produto de uma valorização de ativos e uma série de ajustes adotados pelo novo Conselho de Administração.
O ajuste do lucro bruto de exploração Ebitda (que mede os lucros antes de juros, taxas, impostos, depreciação e amortização) passou de R$ 58,6 milhões de reais negativos para R$ 45,8 milhões.
No ano passado, a empresa faturou R$ 404,9 milhões com a produção de 151,9 milhões de metros cúbicos do biocombustível, produzido de óleos de mamona e soja, entre outros.
A dívida de R$ 290,4 milhões, com o ajuste de disponibilidade e aplicações, passou a gerar um caixa líquido de R$ 37,2 milhões, segundo a empresa.
Com o novo direcionamento estratégico, duas usinas no Nordeste chegaram a ser desativadas, possibilitando reduzir ainda mais o prejuízo, para R$ 11,89 milhões.
No entanto, o MDA suspendeu o Selo Combustível Social da companhia no início do mês. Sem a certificação, a empresa não pode participar dos leilões da ANP voltados para o biodiesel produzido pela agricultura familiar.
A Brasil Ecodiesel é a principal fornecedora de biodiesel para a Petrobras.
Fonte: Fontes Diversas
A companhia, que passa por um processo de reestruturação financeira e de mudança estratégica, tinha registrado em 2008 um prejuízo de R$ 197,1 milhões. Esta reestruturação, no entanto, não foi suficiente para evitar um novo prejuízo anual que, no ano passado, fez a empresa recorrer a uma capitalização na Bolsa de Valores.
"A companhia viveu uma virada em 2009 e os números mostram a consolidação da reestruturação financeira e operacional", afirmou o diretor de Relacionamento com Investidores, Charles Mann de Toledo.
O balanço desfavorável foi influenciado por um impacto contábil negativo de R$ 63,7 milhões, produto de uma valorização de ativos e uma série de ajustes adotados pelo novo Conselho de Administração.
O ajuste do lucro bruto de exploração Ebitda (que mede os lucros antes de juros, taxas, impostos, depreciação e amortização) passou de R$ 58,6 milhões de reais negativos para R$ 45,8 milhões.
No ano passado, a empresa faturou R$ 404,9 milhões com a produção de 151,9 milhões de metros cúbicos do biocombustível, produzido de óleos de mamona e soja, entre outros.
A dívida de R$ 290,4 milhões, com o ajuste de disponibilidade e aplicações, passou a gerar um caixa líquido de R$ 37,2 milhões, segundo a empresa.
Com o novo direcionamento estratégico, duas usinas no Nordeste chegaram a ser desativadas, possibilitando reduzir ainda mais o prejuízo, para R$ 11,89 milhões.
No entanto, o MDA suspendeu o Selo Combustível Social da companhia no início do mês. Sem a certificação, a empresa não pode participar dos leilões da ANP voltados para o biodiesel produzido pela agricultura familiar.
A Brasil Ecodiesel é a principal fornecedora de biodiesel para a Petrobras.
Fonte: Fontes Diversas
terça-feira, 23 de março de 2010
Energia limpa não pode ser só retórica, afirma especialista
22/03/10 - "Hoje, fala-se muito sobre energia renovável, mas não se faz muito". Na opinião de Aldo Vieira da Rosa, 92, professor de engenharia da Universidade Stanford, na Califórnia, esse é um dos problemas impedindo o avanço das tecnologias que podem ajudar a substituir o uso combustíveis fósseis que alimenta o aquecimento global. Autor de um livro tido como referência no estudo de energia renovável, Rosa acaba de ser admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico no Brasil.

segunda-feira, 22 de março de 2010
Brasil poderá ter combustível à base de óleo vegetal
18/03/10 - Proposta que permite a comercialização e o uso de óleo vegetal refinado como combustível para veículos e máquinas agrícolas e para veículos de transporte público urbano foi aprovada nesta quinta-feira (18) pela CI (Comissão de Serviços de Infraestrutura), em decisão terminativa.
A permissão engloba máquinas e equipamentos agrícolas, geradores de energia, veículos de transporte de pessoas e de mercadorias, utilizados em atividades agropecuárias e florestais. Também se estende ao transporte rodoviário, hidroviário e ferroviário de produtos e insumos agropecuários e florestais, bem como aos veículos de transporte público e coletivo urbano.
O projeto de lei (PLS 81/08), de autoria do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), também autoriza as indústrias refinadoras a produzir o óleo vegetal refinado para uso como combustível e a comercializá-lo diretamente ao consumidor. Isso "a fim de evitar o "passeio" desse combustível; ou seja, que ele seja transportado para outros centros de distribuição, onde, inevitavelmente, terá seu preço majorado devido aos custos desse deslocamento e mais outras despesas operacionais", explicou o autor, na justificação ao projeto.
A matéria já foi aprovada pela CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) e pela CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária), com algumas modificações técnicas feitas pelos respectivos relatores.
Segundo o autor do projeto, a utilização do óleo vegetal como combustível ajudará na redução dos custos da produção do setor agropecuário, além de viabilizar ainda um novo mercado para esses produtos. Goellner também citou, como vantagem do uso do óleo vegetal como combustível, a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, o aumento de empregos na área e a dinamização dos setores econômicos ligados à produção de insumos, máquinas e equipamentos agrícolas e de transporte em geral.
Vantagens
Favorável ao projeto, o relator, senador Eliseu Resende (DEM-MG), explicou que diversos trabalhos científicos têm atestado as vantagens da utilização de óleo vegetal como combustível, principalmente em relação ao óleo diesel e aos veículos movidos a gasolina e a álcool.
"A era do petróleo vai terminar antes do petróleo. As fontes renováveis de energia vão modificar profundamente as matrizes energéticas para que possamos ter uma configuração no setor energético mais adequada à preservação do meio ambiente no planeta para a sua manutenção", defendeu o relator.
Eliseu explicou ainda que a substituição do diesel por óleo vegetal refinado nos motores dos ônibus, microônibus e vans urbanos resultará em significativa melhoria das condições do ar, com reflexos extremamente positivos na saúde e na qualidade de vida da população.
A aprovação do projeto recebeu elogios de todos os senadores que participaram da reunião da CI nesta quinta-feira. Para Neuto de Conto (PMDB-SC), a aprovação desse projeto abre caminho para que os custos da produção no Brasil sejam mais compatíveis com a economia nacional. Jayme Campos (DEM-MT) observou que o custo dos óleos vegetais é bem menor para as regiões produtoras.
Já Marconi Perillo (PSDB-GO) ressaltou que somente quem conhece as dificuldades do produtor rural sabe como esse projeto será importante para a atividade agrícola no País.
Fonte:
Da Agência
A permissão engloba máquinas e equipamentos agrícolas, geradores de energia, veículos de transporte de pessoas e de mercadorias, utilizados em atividades agropecuárias e florestais. Também se estende ao transporte rodoviário, hidroviário e ferroviário de produtos e insumos agropecuários e florestais, bem como aos veículos de transporte público e coletivo urbano.
O projeto de lei (PLS 81/08), de autoria do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), também autoriza as indústrias refinadoras a produzir o óleo vegetal refinado para uso como combustível e a comercializá-lo diretamente ao consumidor. Isso "a fim de evitar o "passeio" desse combustível; ou seja, que ele seja transportado para outros centros de distribuição, onde, inevitavelmente, terá seu preço majorado devido aos custos desse deslocamento e mais outras despesas operacionais", explicou o autor, na justificação ao projeto.
A matéria já foi aprovada pela CCT (Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática) e pela CRA (Comissão de Agricultura e Reforma Agrária), com algumas modificações técnicas feitas pelos respectivos relatores.
Segundo o autor do projeto, a utilização do óleo vegetal como combustível ajudará na redução dos custos da produção do setor agropecuário, além de viabilizar ainda um novo mercado para esses produtos. Goellner também citou, como vantagem do uso do óleo vegetal como combustível, a redução da emissão de gases poluentes na atmosfera, o aumento de empregos na área e a dinamização dos setores econômicos ligados à produção de insumos, máquinas e equipamentos agrícolas e de transporte em geral.
Vantagens
Favorável ao projeto, o relator, senador Eliseu Resende (DEM-MG), explicou que diversos trabalhos científicos têm atestado as vantagens da utilização de óleo vegetal como combustível, principalmente em relação ao óleo diesel e aos veículos movidos a gasolina e a álcool.
"A era do petróleo vai terminar antes do petróleo. As fontes renováveis de energia vão modificar profundamente as matrizes energéticas para que possamos ter uma configuração no setor energético mais adequada à preservação do meio ambiente no planeta para a sua manutenção", defendeu o relator.
Eliseu explicou ainda que a substituição do diesel por óleo vegetal refinado nos motores dos ônibus, microônibus e vans urbanos resultará em significativa melhoria das condições do ar, com reflexos extremamente positivos na saúde e na qualidade de vida da população.
A aprovação do projeto recebeu elogios de todos os senadores que participaram da reunião da CI nesta quinta-feira. Para Neuto de Conto (PMDB-SC), a aprovação desse projeto abre caminho para que os custos da produção no Brasil sejam mais compatíveis com a economia nacional. Jayme Campos (DEM-MT) observou que o custo dos óleos vegetais é bem menor para as regiões produtoras.
Já Marconi Perillo (PSDB-GO) ressaltou que somente quem conhece as dificuldades do produtor rural sabe como esse projeto será importante para a atividade agrícola no País.
Fonte:

Da Agência

Espuma de sapo transforma energia solar em biocombustíveis e alimentos

Cientistas da Universidade de Cincinnati, nos Estados Unidos, inspiraram-se em um pequeno sapo existente nas Américas Central e Sul, para criar uma espuma que capta energia, pode produzir biocombustíveis ou alimentos, e ainda remove o excesso de dióxido de carbono do ar.
Fotossíntese artificial
A pesquisa é mais uma em uma lista cada vez maior do campo chamado fotossíntese artificial, na qual os cientistas estão tentando imitar a forma como as plantas captam a luz solar para produzir sua própria energia.
Na fotossíntese natural, as plantas absorvem a energia do Sol e o dióxido de carbono da atmosfera, e os convertem em oxigênio e em açúcares. O oxigênio é liberado para o ar e os açúcares são usados como fonte de energia que mantém a planta viva.
Os cientistas, por sua vez, estão encontrando formas de aproveitar a energia do sol e o carbono do ar para criar novas formas de biocombustíveis, que poderão alimentar nossos automóveis.
Espuma de sapo
O trabalho resultou na fabricação de um material fotossintético artificial que utiliza enzimas de plantas, bactérias e fungos, tudo acomodado no interior de um invólucro de espuma. Exposta à luz do Sol e ao carbono da atmosfera, a espuma gera açúcares.
A espuma é uma escolha natural: além de concentrar os reagentes, o material poroso permite uma boa penetração do ar e da luz solar.
O projeto da espuma baseou-se nos ninhos de uma pequena rãzinha tropical (Physalaemus pustulosus), que cria espumas para seus girinos que apresentam uma durabilidade incrivelmente longa. Uma proteína produzida pela rã, a Ranaspumina-2, foi utilizada como base da espuma artificial.
Melhor do que plantas e algas
"A vantagem do nosso sistema, em comparação com as plantas e as algas, é que toda a energia solar captada é convertida em açúcares livres, enquanto esses organismos precisam desviar uma grande quantidade de energia para outras funções, para manter sua vida e se reproduzir," diz o Dr. David Wendell, que coordenou a pesquisa, referindo-se à energia líquida disponível que pode ser aproveitada a partir das plantas já crescidas para sua posterior transformação em biocombustíveis.
"Nossa espuma também não precisa do solo, não afetando a produção de alimentos, e pode ser utilizada em ambientes com alta concentração de dióxido de carbono, como nas chaminés das centrais elétricas a carvão," diz ele, ressaltando que dióxido de carbono em excesso paralisa a fotossíntese natural.
Biocombustível ou alimento
O produto da "espuma fotossintética", os açúcares, pode ser utilizado como insumo para uma grande variedade de produtos, incluindo o etanol e outros biocombustíveis. Mas nada impede que o material seja utilizado também para produzir alimentos.
"Esta nova tecnologia cria uma forma econômica de utilizar a fisiologia dos sistemas vivos, criando uma nova geração de materiais funcionais que incorporam intrinsecamente processos de vida em sua estrutura", diz Dean Montemagno, coautor da pesquisa, acrescentando que o novo processo iguala ou supera outras técnicas de produção biossolar.
Larga escala
O próximo passo da equipe será tornar a tecnologia adequada para aplicações em grande escala, como a captura de carbono nas usinas a carvão.
"Isto envolve o desenvolvimento de uma estratégia para extrair a cobertura de lipídios das algas (usada para o biodiesel) e os conteúdos citoplasmáticos, e reutilizar essas proteínas na espuma", afirma Wendell. "Estamos também estudando outras moléculas de carbono mais curtas que podemos produzir alterando o coquetel de enzimas na espuma."
Fonte:
Bibliografia:
Artificial Photosynthesis in Ranaspumin-2 Based Foam
David Wendell, Jacob Todd, Dean Carlo Montemagno
Nano Letters
March 5, 2010
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/nl100550k
Mapa apoia cadeia produtiva do Biodiesel
A produção nacional de biodiesel quadriplicou nos últimos 3 anos, passou de 400 milhões em 2007 para 1,6 bilhão de litros em 2009
O desenvolvimento do biodiesel traz benefícios ao meio ambiente. Foto: Divulgação
O zoneamento de risco climático para as principais oleaginosas e o desenvolvimento de tecnologias para o cultivo dessas plantas são algumas das ações do Ministério da Agricultura para atender ao crescimento da demanda por biodiesel. A produção nacional do biocombustível quadriplicou nos últimos três anos, passando de 400 milhões de litros em 2007 para 1,6 bilhão em 2009, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para 2010, estão previstos 2,4 bilhões de litros.
Já estão concluídos zoneamentos de risco climático para sete oleaginosas: algodão, amendoim, canola, dendê, girassol, mamona e soja. Está programada, ainda, a divulgação do estudo sobre o gergelim. O zoneamento indica os melhores períodos e as regiões mais aptas para o plantio, prevenindo perdas por eventos climáticos. As instituições financeiras e o programa de subvenção ao seguro rural usam o estudo como base para concessão de crédito.
Outra importante ação do Ministério da Agricultura é o investimento em pesquisas de desenvolvimento de oleaginosas que permitirão o maior acúmulo de energia, resultando em maior eficiência, por área plantada. Nessa linha, já estão em andamento na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Agroenergia, estudos com pinhão manso e outros tipos de palmáceas.
Desde o começo deste ano, vigora a mistura de 5% (B5), que antecipou a meta do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel em três anos. Além disso, o aumento na mistura representa impacto significativo no consumo de óleo de soja no País.
Os agricultores são os grandes beneficiados com a medida, produzindo mais, gerando demanda para volume significativo de óleo. Considerando que o farelo e sua proteína são bastante utilizados na produção de rações, a quantidade de óleo necessária para o biocombustível fortalece a cadeia produtiva do grão, equilibrando a produção de biocombustível e a de alimentos.
Fonte: Tendências e Mercado
O desenvolvimento do biodiesel traz benefícios ao meio ambiente. Foto: Divulgação
O zoneamento de risco climático para as principais oleaginosas e o desenvolvimento de tecnologias para o cultivo dessas plantas são algumas das ações do Ministério da Agricultura para atender ao crescimento da demanda por biodiesel. A produção nacional do biocombustível quadriplicou nos últimos três anos, passando de 400 milhões de litros em 2007 para 1,6 bilhão em 2009, conforme a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para 2010, estão previstos 2,4 bilhões de litros.
Já estão concluídos zoneamentos de risco climático para sete oleaginosas: algodão, amendoim, canola, dendê, girassol, mamona e soja. Está programada, ainda, a divulgação do estudo sobre o gergelim. O zoneamento indica os melhores períodos e as regiões mais aptas para o plantio, prevenindo perdas por eventos climáticos. As instituições financeiras e o programa de subvenção ao seguro rural usam o estudo como base para concessão de crédito.
Outra importante ação do Ministério da Agricultura é o investimento em pesquisas de desenvolvimento de oleaginosas que permitirão o maior acúmulo de energia, resultando em maior eficiência, por área plantada. Nessa linha, já estão em andamento na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), unidade Agroenergia, estudos com pinhão manso e outros tipos de palmáceas.
Desde o começo deste ano, vigora a mistura de 5% (B5), que antecipou a meta do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel em três anos. Além disso, o aumento na mistura representa impacto significativo no consumo de óleo de soja no País.
Os agricultores são os grandes beneficiados com a medida, produzindo mais, gerando demanda para volume significativo de óleo. Considerando que o farelo e sua proteína são bastante utilizados na produção de rações, a quantidade de óleo necessária para o biocombustível fortalece a cadeia produtiva do grão, equilibrando a produção de biocombustível e a de alimentos.
Fonte: Tendências e Mercado
quinta-feira, 18 de março de 2010
Alemanha sai na frente e criar sistema de certificação para biocombustível
Toda a cadeia de produção de biocombustível terá que ser certificadaPaís é o primeiro a criar sistema de certificação para empresas da cadeia de biocombustível. Para ambientalistas, regras ainda são tímidas.
A Alemanha largou na frente da União Europeia como primeiro país do bloco a aprovar um sistema de certificação para biomassa e bioenergia.
A partir de julho de 2010, as empresas envolvidas do ramo terão que provar que o sistema de produção causa o mínimo impacto possível no meio ambiente. Na Alemanha, a produção de bionergia é feita especialmente a partir dos óleos de canola, palma e soja.
As regras estão sendo elaboradas pelo International Sustentability and Carbon Certification, ISCC. O órgão recebeu autorização para atuar no começo de março e ditará as normas para quem pretenda obter o selo de produção sustentável.
As empresas que quiserem se candidatar ao programa de redução de impostos do governo alemão terão, obrigatoriamente, que ser certificadas. "Isso tem um impacto claro no lucro dessas empresas", disse à Deutsche Welle o representante da ISCC Jan Henke, sobre o programa de certificação.
Caminho para certificação
Segundo as diretrizes da União Europeia, os países do bloco precisam garantir que a produção de biomassa não acarrete a degradação ambiental em outras nações. Em países como Paraguai e Malásia, por exemplo, grandes áreas de floresta tropical foram transformadas em plantações de palma, para a extração de óleo.
Outra exigência do bloco é que a produção de biocombustível reduza as emissões de gases do efeito estufa em até 35%, em comparação com o combustível fóssil.
"Com a aprovação do ISCC, somos o primeiro país a ter capacidade de seguir as regras sustentáveis de produção de biomassa", defende Julia Klöckner, do ministério alemão da Agricultura.
Efeito reverso
O sistema de certificação foi bem aceito pelas associações ambientalistas na Alemanha – como WWF e Nabu (Federação de Proteção Ambiental da Alemanha) – mas com ressalvas.
"Nós achamos que os critérios mínimos estipulados pela União Europeia são relativamente fracos", disse Dietmar Geliger, da Nabu. Para o ambientalista, não é preciso muito esforço para aderir ao percentual de 35% de redução de emissão.
Grit Ludwig, pesquisadora do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental (UFZ), em Leipizig, acredita que as diretrizes da UE ainda são pouco para preservar ambientes naturais. "Elas não oferecem diretivas para quando a terra que produzirá biomassa já foi usada anteriormente para outros fins."
A preocupação dos ambientalistas é que a indústria de biomassa possa deslocar a produção de alimentos para áreas ecologicamente ricas – e assim causar danos ao meio ambiente e aumento das emissões que deveriam ser minimizadas pelos biocombustíveis.
Controle efetivo
Como a Alemanha não tem capacidade para produzir biomassa para suprir toda a demanda interna, o país precisa recorrer à importação – principalmente a nações em desenvolvimento. Este é um desafio considerável, já que todas as fornecedoras, inclusive as estrangeiras, precisarão do selo de certificação.
O próprio Jan Henke, do ISCC, ressalta as dificuldades: as agências particulares encarregadas de emitir geralmente não operam nos locais de produção e seus controles são esporádicos. "É questionável, por exemplo, se o avaliador conseguirá visitar fazendas extensas de países em desenvolvimento em poucos dias e checar se todos os critérios estão sendo seguidos."
Na Alemanha, cerca de 2 mil empresas estão na fila para conseguir a certificação e provar que são sustentáveis. Segundo Henke, será um desafio completar todo o processo até julho próximo, mas muitas companhias estão preparadas.
Autoras: Sabina Casagrande / Nádia Pontes
Revisão: Augusto Valente
Fonte:
A Alemanha largou na frente da União Europeia como primeiro país do bloco a aprovar um sistema de certificação para biomassa e bioenergia.
A partir de julho de 2010, as empresas envolvidas do ramo terão que provar que o sistema de produção causa o mínimo impacto possível no meio ambiente. Na Alemanha, a produção de bionergia é feita especialmente a partir dos óleos de canola, palma e soja.
As regras estão sendo elaboradas pelo International Sustentability and Carbon Certification, ISCC. O órgão recebeu autorização para atuar no começo de março e ditará as normas para quem pretenda obter o selo de produção sustentável.
As empresas que quiserem se candidatar ao programa de redução de impostos do governo alemão terão, obrigatoriamente, que ser certificadas. "Isso tem um impacto claro no lucro dessas empresas", disse à Deutsche Welle o representante da ISCC Jan Henke, sobre o programa de certificação.
Caminho para certificação
Segundo as diretrizes da União Europeia, os países do bloco precisam garantir que a produção de biomassa não acarrete a degradação ambiental em outras nações. Em países como Paraguai e Malásia, por exemplo, grandes áreas de floresta tropical foram transformadas em plantações de palma, para a extração de óleo.
Outra exigência do bloco é que a produção de biocombustível reduza as emissões de gases do efeito estufa em até 35%, em comparação com o combustível fóssil.
"Com a aprovação do ISCC, somos o primeiro país a ter capacidade de seguir as regras sustentáveis de produção de biomassa", defende Julia Klöckner, do ministério alemão da Agricultura.
Efeito reverso
O sistema de certificação foi bem aceito pelas associações ambientalistas na Alemanha – como WWF e Nabu (Federação de Proteção Ambiental da Alemanha) – mas com ressalvas.
"Nós achamos que os critérios mínimos estipulados pela União Europeia são relativamente fracos", disse Dietmar Geliger, da Nabu. Para o ambientalista, não é preciso muito esforço para aderir ao percentual de 35% de redução de emissão.
Grit Ludwig, pesquisadora do Centro Helmholtz para Pesquisa Ambiental (UFZ), em Leipizig, acredita que as diretrizes da UE ainda são pouco para preservar ambientes naturais. "Elas não oferecem diretivas para quando a terra que produzirá biomassa já foi usada anteriormente para outros fins."
A preocupação dos ambientalistas é que a indústria de biomassa possa deslocar a produção de alimentos para áreas ecologicamente ricas – e assim causar danos ao meio ambiente e aumento das emissões que deveriam ser minimizadas pelos biocombustíveis.
Controle efetivo
Como a Alemanha não tem capacidade para produzir biomassa para suprir toda a demanda interna, o país precisa recorrer à importação – principalmente a nações em desenvolvimento. Este é um desafio considerável, já que todas as fornecedoras, inclusive as estrangeiras, precisarão do selo de certificação.
O próprio Jan Henke, do ISCC, ressalta as dificuldades: as agências particulares encarregadas de emitir geralmente não operam nos locais de produção e seus controles são esporádicos. "É questionável, por exemplo, se o avaliador conseguirá visitar fazendas extensas de países em desenvolvimento em poucos dias e checar se todos os critérios estão sendo seguidos."
Na Alemanha, cerca de 2 mil empresas estão na fila para conseguir a certificação e provar que são sustentáveis. Segundo Henke, será um desafio completar todo o processo até julho próximo, mas muitas companhias estão preparadas.
Autoras: Sabina Casagrande / Nádia Pontes
Revisão: Augusto Valente
Fonte:

Petrobras Biocombustível registrou um prejuízo de R$ 92 milhões em seu primeiro ano de operação
SÃO PAULO - A Petrobras Biocombustível S.A. registrou um prejuízo líquido de R$ 92 milhões em 2009, seu primeiro ano de operação. Criada para concentrar as operações com etanol, biodiesel e outros combustíveis renováveis da Petrobras e com investimentos previstos de US$ 2,5 bilhões até 2013, apenas a produção de biodiesel está em operação.
Segundo dados financeiros da empresa, o prejuízo foi provocado pelo fato das usinas de biodiesel terem entrado em operação plena apenas no segundo trimestre. Também é ressaltado no documento os custos advindos dos gastos adicionais de matéria-prima pelas usinas de biodiesel localizadas na região do semiárido brasileiro. A Petrobras Biocombustível possui hoje três usinas produtoras de biodiesel, em Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) que totalizam uma capacidade de produção anual de 326 milhões de litros.
Em 2009, a Petrobras Biocombustível comercializou 11,46 milhões de litros de biodiesel, 852 mil litros de óleo e 11,12 milhões de litros de outros produtos, o que gerou um receita operacional líquida de R$ 231 milhões. Porém, o custo dos produtos vendidos foi de R$ 235,8 milhões, o que gerou um prejuízo bruto no período de R$ 5 milhões. O Ebitda da empresa foi negativo em R$ 94 milhões, com uma margem bruta de -2% e uma margem operacional de -40%.
A expectativa é de que em 2010 a empresa consiga melhores resultados com biodiesel em razão de ganhos de escala e com o aumento de produção. No caso do etanol, a empresa prevê a ampliação de sua participação neste mercado. Com 80% dos investimentos previstos até 2013 focados em etanol, até o momento a empresa tem apenas uma participação de 40,4% da Total Agroindústria Canavieira, em Bambuí (MG), com capacidade instalada de 100 milhões de litros de hidratado por ano. A capacidade pode ser elevada para 203 milhões de litros por ano, gerando um excedente de energia elétrica de 38,5 MW a partir de bagaço de cana.
Fonte:
Segundo dados financeiros da empresa, o prejuízo foi provocado pelo fato das usinas de biodiesel terem entrado em operação plena apenas no segundo trimestre. Também é ressaltado no documento os custos advindos dos gastos adicionais de matéria-prima pelas usinas de biodiesel localizadas na região do semiárido brasileiro. A Petrobras Biocombustível possui hoje três usinas produtoras de biodiesel, em Candeias (BA), Quixadá (CE) e Montes Claros (MG) que totalizam uma capacidade de produção anual de 326 milhões de litros.
Em 2009, a Petrobras Biocombustível comercializou 11,46 milhões de litros de biodiesel, 852 mil litros de óleo e 11,12 milhões de litros de outros produtos, o que gerou um receita operacional líquida de R$ 231 milhões. Porém, o custo dos produtos vendidos foi de R$ 235,8 milhões, o que gerou um prejuízo bruto no período de R$ 5 milhões. O Ebitda da empresa foi negativo em R$ 94 milhões, com uma margem bruta de -2% e uma margem operacional de -40%.
A expectativa é de que em 2010 a empresa consiga melhores resultados com biodiesel em razão de ganhos de escala e com o aumento de produção. No caso do etanol, a empresa prevê a ampliação de sua participação neste mercado. Com 80% dos investimentos previstos até 2013 focados em etanol, até o momento a empresa tem apenas uma participação de 40,4% da Total Agroindústria Canavieira, em Bambuí (MG), com capacidade instalada de 100 milhões de litros de hidratado por ano. A capacidade pode ser elevada para 203 milhões de litros por ano, gerando um excedente de energia elétrica de 38,5 MW a partir de bagaço de cana.
Fonte:
Petrobrás pesquisa biodiesel para navios
Biocombustível pode reduzir emissão de poluentes e melhorar a qualidade do ar nas proximidades de portos brasileiros
A Petrobrás vai pesquisar a adição de biodiesel ao combustível usado por navios, conhecido no mercado pelo nome de bunker de navegação. O objetivo é tentar reduzir as emissões de gases poluentes do produto, que deve ter grande crescimento de consumo no Brasil nos próximos anos.
A pesquisa é um dos focos do laboratório Bunker 1, fruto de parceria da Petrobrás com a Coppe/UFRJ, que será inaugurado hoje. Com investimento inicial de R$ 6,7 milhões, o laboratório vai buscar novas tecnologias para a produção de bunker, com foco na eficiência de queima do combustível e nas emissões de gases poluentes.
Uma segunda etapa, orçada em R$ 5,9 milhões, já foi aprovada, com a compra de um segundo motor para testes de combustível. O primeiro, um motor alemão da MAN, com potência de 500 quilowatts (kW), já está na Coppe para a primeira fase do laboratório Bunker.
O bunker é um óleo combustível pesado, usado apenas em motores de baixa rotação. Segundo o coordenador do Laboratório de Máquinas Térmicas da Coppe, Albino Leiroz, apresenta dificuldades de queima e altas emissões, problemas que o laboratório espera reduzir. Ele diz que o objetivo é aumentar a eficiência do bunker produzido pelas refinarias brasileiras.
"Temos um grupo temático de estudos sobre combustíveis, com projetos na área de automóveis e motocicletas, por exemplo, mas percebemos que não havia conhecimento na área de bunker no Brasil", completa o pesquisador do Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), Tadeu Cordeiro. "O Brasil é líder mundial em biocombustíveis e esse laboratório vai permitir a pesquisa de adição de biocombustíveis ao óleo combustível", completa.
O uso de biocombustíveis, diz, pode ser uma maneira de reduzir as emissões de fuligem na queima do bunker, melhorando a qualidade do ar no entorno dos portos brasileiros. A Petrobrás espera grande crescimento no consumo do produto, diante das encomendas de novos navios para o transporte de petróleo no País. "A frota de petroleiros está crescendo bastante, com as encomendas da Transpetro", diz Cordeiro.
Segundo Leiroz, da Coppe, o laboratório deve iniciar os testes em cinco meses. Antes disso, os pesquisadores vão trabalhar na preparação dos testes. "Trata-se de uma operação complicada, que envolve estocagem de combustíveis, operação de bombas e válvulas", comenta o professor.
Pesquisa. O investimento tem sido bancado com recursos da participação especial cobrada dos grandes campos produtores de petróleo. Segundo a lei, 1% dessa arrecadação deve ser destinada a pesquisa e desenvolvimento, medida que tem possibilitado a abertura de inúmeros laboratórios de pesquisa pelo País ? e iniciativas como a criação do Parque Tecnológico da UFRJ, que vai desenvolver pesquisas sobre o pré-sal.
Petrobrás e Coppe já assinaram um primeiro convênio para a operação do laboratório de bunker, ao custo de R$ 1,9 milhão e prazo de dois anos. O laboratório contará com dois professores, três engenheiros, seis técnicos e entre seis e dez alunos de pós-graduação do instituto, hoje reconhecido como um dos principais parceiros da Petrobrás no desenvolvimento de novas tecnologias para a indústria petrolífera.
Fonte:
segunda-feira, 15 de março de 2010
IBAMA cria uma “nota verde” para os carros
A Nota Verde, criada pelo Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores, varia numa escala de 0 a 10. Quanto maior a nota de um carro, menor o seu índice de emissão de CO, hidrocarbonetos e NOx. Os dados disponíveis referem-se a modelos produzidos em 2008 e estão de fora os carros a álcool. O site Lista10 publicou o Top 10:
- Ford Focus – 9,4 pontos
- Honda New Fit EX – 9,2
- Nissan Tiida – 9,2
- Honda New Fit LXL – 9,1
- Ford Edge – 9,1
- Honda New Fit LX – 9,1
- Chrysler PT Cruiser – 9
- Fiat Uno – 9
- Fiat Uno Way – 8,9
- Honda Civic LXS – 8,8
Abastecer com gasolina ou álcool?
Para usuário de carro flex, abastecer com álcool só tem vantagem se o preço corresponder a no máximo 70% do valor da gasolina. Isso porque o álcool faz com que o carro tenha um rendimento, em média, 30% menor. Para saber se é vantajoso abastecer, o motorista deve dividir o preço do álcool pela gasolina e o resultado não pode ultrapassar 0,7.
Fonte:
Fonte:
sexta-feira, 5 de março de 2010
RS dá incentivo tributário ao Biodiesel
A governadora Yeda Crusius assinou ontem decreto ampliando o diferimento do pagamento do ICMS na saída de máquinas e equipamentos industriais, peças e componentes de unidades produtoras de biodiesel, álcool neutro e álcool combustível no Estado. Conforme o governo, a medida regulamenta lei anterior e permite que indústrias do setor, que se encontram em fase de instalação, organizem seus investimentos, chegando ao mercado de forma mais competitiva.
Fonte: Zero Hora
Fonte: Zero Hora
Sem o Selo Combustivel Social, ações da Brasil Ecodiesel caem 7%
SÃO PAULO - As ações da Brasil Ecodiesel caem com força no pregão desta sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Por volta das 13h10, o papel apresentava queda de 6,79%, a R$ 1,20, com mais de R$ 140 milhões negociados. Para efeito de comparação apenas três papéis de toda a bolsa movimentavam mais dinheiro.
A queda está relacionada com a perda Selo Combustível Social por quatro usinas da companhia. Sem a tal certificação, essas unidades não podem vender biodiesel por meio dos leilões com selo organizados pela ANP. As operações com o selo representam 80% do volume total leiloado pela agência.
"A companhia não concorda com a decisão tomada e está tomando as medidas judiciais necessárias para proteger os interesses da empresa e de seus acionistas", disse a companhia por meio de Fato Relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A perda do selo é resultado de processo administrativo envolvendo a companhia com relação ao cumprimento das normas em 2007. A decisão sobre a suspensão foi publicada hoje no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.
As unidades afetadas foram Iraquara, Itaqui, Crateús e Floriano, sendo que as duas últimas já estão desativadas, segundo a companhia.
O Selo Combustível Social é um conjunto de medidas específicas que visa estimular a inclusão social da agricultura.
De acordo com as normas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o selo será concedido aos produtores de biodiesel que compram matéria-prima da agricultura familiar em percentual pré-determinado, que façam contratos negociados com os agricultores familiares e assegurem assistência e capacitação técnica aos agricultores familiares.
A contrapartida às empresas são alíquotas diferenciadas de PIS/Pasep e Cofins e melhores condições de financiamentos junto aos agentes financeiros.
Eduardo Campos
Fonte:
A queda está relacionada com a perda Selo Combustível Social por quatro usinas da companhia. Sem a tal certificação, essas unidades não podem vender biodiesel por meio dos leilões com selo organizados pela ANP. As operações com o selo representam 80% do volume total leiloado pela agência.
"A companhia não concorda com a decisão tomada e está tomando as medidas judiciais necessárias para proteger os interesses da empresa e de seus acionistas", disse a companhia por meio de Fato Relevante publicado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A perda do selo é resultado de processo administrativo envolvendo a companhia com relação ao cumprimento das normas em 2007. A decisão sobre a suspensão foi publicada hoje no Diário Oficial da União pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário.
As unidades afetadas foram Iraquara, Itaqui, Crateús e Floriano, sendo que as duas últimas já estão desativadas, segundo a companhia.
O Selo Combustível Social é um conjunto de medidas específicas que visa estimular a inclusão social da agricultura.
De acordo com as normas do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o selo será concedido aos produtores de biodiesel que compram matéria-prima da agricultura familiar em percentual pré-determinado, que façam contratos negociados com os agricultores familiares e assegurem assistência e capacitação técnica aos agricultores familiares.
A contrapartida às empresas são alíquotas diferenciadas de PIS/Pasep e Cofins e melhores condições de financiamentos junto aos agentes financeiros.
Eduardo Campos
Fonte:

quarta-feira, 3 de março de 2010
Biodiesel gera economia de US$ 1,3 bilhão com importação de diesel
RIO - O superintendente de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Dirceu Amorelli, revelou que a mistura de 4% de biodiesel no óleo diesel comercializado no país significou uma economia de US$ 1,3 bilhão em divisas que seriam gastas na importação do derivado de petróleo.
No ano passado, o consumo de biodiesel apresentou a maior alta entre os combustíveis regulados pela ANP. Em 2009 foram consumidos 1,565 bilhão de litros do produto, 39,1% acima dos 1,125 bilhão de litros registrados em 2008.
Em contrapartida, o consumo de óleo diesel caiu 1%, passando de 44,764 bilhões de litros em 2008 para 44,298 bilhões de litros no ano passado.
Outros combustíveis que apresentaram queda no consumo no ano passado foram o GLP e o óleo combustível. O primeiro passou de 12,259 bilhões de litros em 2008 para 12,113 bilhões de litros no ano passado, um recuo de 1,2%. As vendas de óleo combustível retrocederam 3,2%, passando de 5,172 bilhões de litros para 5,004 bilhões de litros.
Estimulado pelo crescimento do setor de aviação, o consumo de querosene de aviação (QAV) cresceu 3,8%, passando de 5,227 bilhões de litros em 2008 para 5,428 bilhões de litros. Já a gasolina de aviação subiu 2,4%, de 61 milhões de litros para 62 milhões de litros.
Rafael Rosas
Fonte:
No ano passado, o consumo de biodiesel apresentou a maior alta entre os combustíveis regulados pela ANP. Em 2009 foram consumidos 1,565 bilhão de litros do produto, 39,1% acima dos 1,125 bilhão de litros registrados em 2008.
Em contrapartida, o consumo de óleo diesel caiu 1%, passando de 44,764 bilhões de litros em 2008 para 44,298 bilhões de litros no ano passado.
Outros combustíveis que apresentaram queda no consumo no ano passado foram o GLP e o óleo combustível. O primeiro passou de 12,259 bilhões de litros em 2008 para 12,113 bilhões de litros no ano passado, um recuo de 1,2%. As vendas de óleo combustível retrocederam 3,2%, passando de 5,172 bilhões de litros para 5,004 bilhões de litros.
Estimulado pelo crescimento do setor de aviação, o consumo de querosene de aviação (QAV) cresceu 3,8%, passando de 5,227 bilhões de litros em 2008 para 5,428 bilhões de litros. Já a gasolina de aviação subiu 2,4%, de 61 milhões de litros para 62 milhões de litros.
Rafael Rosas
Fonte:

Leilão de biodiesel
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou ontem que o 17º leilão de biodiesel foi encerrado ontem (02/03) com a venda de 565 milhões de litros. Participaram da concorrência 43 unidades produtoras. Os preços médios ponderados praticados no leilão tiveram 2,74% de deságio, fechando em R$ 2,2369 por litro, contra preço de referência de R$ 2,3 por litro. No 16o leilão, em novembro, o deságio havia ficado em 1 por cento, com preço de venda de 2,33 reais o litro.
Das 33 empresas vencedoras, a Granol foi a que ofereceu o maior volume de biodiesel, 70 milhões de litros, sendo 40 milhões de litros da unidade produtora de Anapólis (GO).
O leilão teve a participação de produtores de 14 Estados brasileiros, sendo que a região Centro-Oeste foi a que teve o maior volume arrematado no leilão, cerca de 273,7 milhões de litros de biodiesel.
A região Sudeste ficou em segundo lugar, com 96,5 milhões de litros, seguida das regiões Sul (95,9 milhões de litros), nordeste (75,0 milhões de litros) e norte (23,8 milhões de litros).
O volume comercializado destina-se a atender resolução que estabelece em 5 por cento o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B5), a partir de janeiro deste ano.
O primeiro lote, de 452 milhões de litros, foi ofertado aos produtores de biodiesel autorizados pela ANP e detentores do selo "Combustível Social". Já o segundo lote, de 113 milhões de litros, foi ofertado aos produtores que não detêm o selo. O volume comercializado no leilão destina-se a atender a obrigatoriedade de mistura de 5% de biodiesel no óleo diesel vendido ao consumidor final. O período de entrega do produto à Petrobras e e à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) será de abril a junho de 2010.
Fontes:
Das 33 empresas vencedoras, a Granol foi a que ofereceu o maior volume de biodiesel, 70 milhões de litros, sendo 40 milhões de litros da unidade produtora de Anapólis (GO).
O leilão teve a participação de produtores de 14 Estados brasileiros, sendo que a região Centro-Oeste foi a que teve o maior volume arrematado no leilão, cerca de 273,7 milhões de litros de biodiesel.
A região Sudeste ficou em segundo lugar, com 96,5 milhões de litros, seguida das regiões Sul (95,9 milhões de litros), nordeste (75,0 milhões de litros) e norte (23,8 milhões de litros).
O volume comercializado destina-se a atender resolução que estabelece em 5 por cento o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B5), a partir de janeiro deste ano.
O primeiro lote, de 452 milhões de litros, foi ofertado aos produtores de biodiesel autorizados pela ANP e detentores do selo "Combustível Social". Já o segundo lote, de 113 milhões de litros, foi ofertado aos produtores que não detêm o selo. O volume comercializado no leilão destina-se a atender a obrigatoriedade de mistura de 5% de biodiesel no óleo diesel vendido ao consumidor final. O período de entrega do produto à Petrobras e e à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) será de abril a junho de 2010.
Fontes:


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Biocombustíveis na berlinda
Um relatório divulgado nas últimas semanas mostrou uma realidade diferente das que de costume com relação aos biocombustíveis. O estudo indicou que praticamente todos os atuais biocombustíveis produzidos e utilizados no mundo são mais poluentes e nocivos ao meio ambiente do que o petróleo.
O economista, Argemiro Luís Brum, aborta este tema em sua coluna no Portal Agrolink. Em primeiro lugar, na grande maioria dos países a produção de biocombustíveis ocupa as terras que são utilizadas para a produção de alimentos. Além, igualmente, de invadirem áreas de florestas. Em segundo lugar, o que seria um balanço até certo ponto positivo em relação aos biocombustíveis, pode se transformar rapidamente, na prática, em algo catastrófico para a humanidade, segundo o relatório. Em terceiro lugar, o estudo, preciso e objetivo, mostra que na hipótese dos biocombustíveis serem produzidos mediante áreas desmatadas em zonas tropicais, a situação é crítica.
Ainda conforme o relatório O biodiesel de colza/canola, por exemplo, acusa uma quantidade de carbono nocivo duas vezes superior ao que existe atualmente com o uso do combustível fóssil (petróleo). Além disso, a quantidade de óleo de colza que passa a ser transferida para a produção de biodiesel, e que seria para o consumo humano, acaba tendo que ser substituída pelo óleo de palma num grande número de países.
Segundo Brum os discursos políticos acabam ultrapassando o ponto científico e induzindo a sociedade de que produzir biocombustível é a melhor solução para a ecologia global. “Os recentes estudos vêm mostrando, em termos mundiais, que não é bem assim. Obviamente, alguns produtos, como o etanol de cana, ainda possuem alguma vantagem sobre os demais, particularmente no Brasil, porém, está longe de ser a panacéia para os problemas existentes em torno do tema”, critica.
Os resultados ainda são novos e a pesquisa deve evoluir mais rápido sobre esse tema. “Na ânsia de querer encontrar alternativas economicamente viáveis ao petróleo, corremos o risco de poluir ainda mais o Planeta. É preciso, portanto, deixar a ciência evoluir mais, antes de nos lançarmos em práticas duvidosas. Um dia, certo, precisaremos substituir o petróleo, porém, por enquanto os estudos indicam que se torna mais sábio controlar melhor o uso deste combustível do que se lançar a tentar gerar, em escala comercial, alternativas que começam a se comprovar, em boa parte dos casos, piores”, enfatiza o colunista.
Fonte:
O economista, Argemiro Luís Brum, aborta este tema em sua coluna no Portal Agrolink. Em primeiro lugar, na grande maioria dos países a produção de biocombustíveis ocupa as terras que são utilizadas para a produção de alimentos. Além, igualmente, de invadirem áreas de florestas. Em segundo lugar, o que seria um balanço até certo ponto positivo em relação aos biocombustíveis, pode se transformar rapidamente, na prática, em algo catastrófico para a humanidade, segundo o relatório. Em terceiro lugar, o estudo, preciso e objetivo, mostra que na hipótese dos biocombustíveis serem produzidos mediante áreas desmatadas em zonas tropicais, a situação é crítica.
Ainda conforme o relatório O biodiesel de colza/canola, por exemplo, acusa uma quantidade de carbono nocivo duas vezes superior ao que existe atualmente com o uso do combustível fóssil (petróleo). Além disso, a quantidade de óleo de colza que passa a ser transferida para a produção de biodiesel, e que seria para o consumo humano, acaba tendo que ser substituída pelo óleo de palma num grande número de países.
Segundo Brum os discursos políticos acabam ultrapassando o ponto científico e induzindo a sociedade de que produzir biocombustível é a melhor solução para a ecologia global. “Os recentes estudos vêm mostrando, em termos mundiais, que não é bem assim. Obviamente, alguns produtos, como o etanol de cana, ainda possuem alguma vantagem sobre os demais, particularmente no Brasil, porém, está longe de ser a panacéia para os problemas existentes em torno do tema”, critica.
Os resultados ainda são novos e a pesquisa deve evoluir mais rápido sobre esse tema. “Na ânsia de querer encontrar alternativas economicamente viáveis ao petróleo, corremos o risco de poluir ainda mais o Planeta. É preciso, portanto, deixar a ciência evoluir mais, antes de nos lançarmos em práticas duvidosas. Um dia, certo, precisaremos substituir o petróleo, porém, por enquanto os estudos indicam que se torna mais sábio controlar melhor o uso deste combustível do que se lançar a tentar gerar, em escala comercial, alternativas que começam a se comprovar, em boa parte dos casos, piores”, enfatiza o colunista.
Fonte:

Biodiesel alavanca faturamento da Granol
Tradicional processadora de grãos de capital nacional que enfrentou sérios problemas financeiros no início desta década, a paulista Granol encontrou no crescente mercado brasileiro de biodiesel uma oportunidade para deixar as agruras para trás e praticamente triplicar de tamanho.
A empresa se destacou como a maior fornecedora de biodiesel para o programa governamental de disseminação do uso do combustível misturado ao diesel no País em 2008. A posição deve ser mantida em 2009, e a estratégia para defender esta liderança em 2010, quando a concorrência deverá aumentar, já está definida.
No 16º leilão de compra de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 17 de novembro, a Granol foi mais uma vez a vencedora. Ofertou 80 milhões de litros diante de um preço de referência de R$ 2,35 por litro e preço médio ponderado de R$ 2,33 (deságio médio de 1%) e fincou as bases para avançar no mercado no ano que vem, quando estreia a mistura de 5% de biodiesel no diesel (B5).
A adoção desse percentual deveria começar a valer apenas em 2013, mas tendo em vista o crescimento do parque produtivo no país o governo decidiu antecipá-la - até porque o consumo de diesel recuou no país em 2009, principalmente por causa dos reflexos da crise financeira global.
Mesmo com a crise e seus efeitos no processamento de grãos e na exportação de derivados em geral, Paula Regina Ferreira, diretora financeira da Granol e filha do principal acionista da empresa, antecipa que o faturamento total voltará a aumentar em real em 2009, como acontece desde 2005. Números preliminares indicam que a receita alcançará R$ 1,717 bilhão, 2,1% mais que em 2008.
Em dólar, contudo, haverá queda. A projeção sinaliza US$ 855 milhões, 10,5% menos em igual comparação. A guinada cambial verificada após o aprofundamento da crise financeira irradiada dos EUA, em setembro do ano passado, deixou como saldo prejuízo em 2008, mas, de acordo com Paula, a Granol encerrará 2009 no azul.
Fundada no interior paulista em 1966, a processadora de grãos sobreviveu à intensa concentração deste segmento liderada por multinacionais como Cargill, ADM e Bunge com atuação regionalizada focada no mercado a granel. Ancorada pela soja, avançou a partir da aposta em clientes institucionais de farelo para a produção de ração e de óleo vegetal para o varejo.
Após quase quebrar por não contar com uma política apropriada de hedge quando houve a maxidesvalorização do real, em 1999, quando contou com a "compreensão" de fornecedores e clientes para continuar a operar, vislumbrou a oportunidade aberta pelo biodiesel já em 2004.
"A Granol foi uma das primeiras empresas a levar a questão do biodiesel ao governo. É um produto com grande sinergia com o nosso negócio", afirma Paula. Para a produção do combustível alternativo, investiu na soja como principal matéria-prima e não errou, já que o grão segue como a fonte economicamente mais viável para sustentar o avanço do mercado.
A companhia estreou na área com o arrendamento de uma unidade de oleoquímicos em Campinas (SP), em 2006. Depois investiu R$ 150 milhões em duas plantas - em Anápolis (GO) e Cachoeira do Sul (RS) -, onde já estavam instalados dois de seus cinco complexos industriais. Tem pronto um projeto para uma terceira planta em São Paulo, que depende da evolução das vendas e de questões tributárias como a incidência de ICMS no transporte interestadual, que tira competitividade da operação.
"O biodiesel ainda não é economicamente viável sem o programa do governo, mas o mercado está se consolidando e já há uma matriz considerável no país", diz Paula Ferreira. A Granol mantém parceria com pequenos produtores em Mato Grosso do Sul, mas ainda considera que, de um modo geral, trabalhar com pequenos produtores é um dos grandes desafios do programa.
Em 2008, segundo a ANP, a Granol liderou as vendas de biodiesel nos leilões realizados, com participação de 20%. A fatia foi inflada pelo fato de que algumas empresas não cumpriram totalmente seus compromissos de entrega. Em 2009, mesmo sem esta "ajuda", a Granol projeta manter a liderança no fornecimento.
Com a queda das vendas de diesel no país em 2009, muitas das quatro dezenas de companhias que atuam nesse mercado não entregarão 100% do volume comprometido nos leilões. As regras do governo preveem um percentual de 10% para mais ou para menos nas entregas acertadas.
Com o avanço, o biodiesel deverá representar 37% do faturamento da empresa em 2009, segundo os dados preliminares fornecidos pela diretora. Óleos para alimentação humana e fins industriais deverão responder por 14%, enquanto o farelo de soja, destinado sobretudo à produção de rações, ainda abocanhará uma fatia de 45% das vendas totais. "Outros" negócios completam os 100%.
Com o biodiesel, a participação do mercado interno na receita total deverá alcançar 66%, ficando as exportações com os 34% restantes. "Apesar do biodiesel, nosso 'core business' continua sendo o esmagamento de sementes e oleaginosas", afirma Paula. A Granol tem capacidade anual para esmagar 1,9 milhão de toneladas de grãos e refinar 250 mil toneladas de óleo bruto. A empresa tem 1,3 mil funcionários e 8 mil clientes ativos.
Fonte:
A empresa se destacou como a maior fornecedora de biodiesel para o programa governamental de disseminação do uso do combustível misturado ao diesel no País em 2008. A posição deve ser mantida em 2009, e a estratégia para defender esta liderança em 2010, quando a concorrência deverá aumentar, já está definida.
No 16º leilão de compra de biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 17 de novembro, a Granol foi mais uma vez a vencedora. Ofertou 80 milhões de litros diante de um preço de referência de R$ 2,35 por litro e preço médio ponderado de R$ 2,33 (deságio médio de 1%) e fincou as bases para avançar no mercado no ano que vem, quando estreia a mistura de 5% de biodiesel no diesel (B5).
A adoção desse percentual deveria começar a valer apenas em 2013, mas tendo em vista o crescimento do parque produtivo no país o governo decidiu antecipá-la - até porque o consumo de diesel recuou no país em 2009, principalmente por causa dos reflexos da crise financeira global.
Mesmo com a crise e seus efeitos no processamento de grãos e na exportação de derivados em geral, Paula Regina Ferreira, diretora financeira da Granol e filha do principal acionista da empresa, antecipa que o faturamento total voltará a aumentar em real em 2009, como acontece desde 2005. Números preliminares indicam que a receita alcançará R$ 1,717 bilhão, 2,1% mais que em 2008.
Em dólar, contudo, haverá queda. A projeção sinaliza US$ 855 milhões, 10,5% menos em igual comparação. A guinada cambial verificada após o aprofundamento da crise financeira irradiada dos EUA, em setembro do ano passado, deixou como saldo prejuízo em 2008, mas, de acordo com Paula, a Granol encerrará 2009 no azul.
Fundada no interior paulista em 1966, a processadora de grãos sobreviveu à intensa concentração deste segmento liderada por multinacionais como Cargill, ADM e Bunge com atuação regionalizada focada no mercado a granel. Ancorada pela soja, avançou a partir da aposta em clientes institucionais de farelo para a produção de ração e de óleo vegetal para o varejo.
Após quase quebrar por não contar com uma política apropriada de hedge quando houve a maxidesvalorização do real, em 1999, quando contou com a "compreensão" de fornecedores e clientes para continuar a operar, vislumbrou a oportunidade aberta pelo biodiesel já em 2004.
"A Granol foi uma das primeiras empresas a levar a questão do biodiesel ao governo. É um produto com grande sinergia com o nosso negócio", afirma Paula. Para a produção do combustível alternativo, investiu na soja como principal matéria-prima e não errou, já que o grão segue como a fonte economicamente mais viável para sustentar o avanço do mercado.
A companhia estreou na área com o arrendamento de uma unidade de oleoquímicos em Campinas (SP), em 2006. Depois investiu R$ 150 milhões em duas plantas - em Anápolis (GO) e Cachoeira do Sul (RS) -, onde já estavam instalados dois de seus cinco complexos industriais. Tem pronto um projeto para uma terceira planta em São Paulo, que depende da evolução das vendas e de questões tributárias como a incidência de ICMS no transporte interestadual, que tira competitividade da operação.
"O biodiesel ainda não é economicamente viável sem o programa do governo, mas o mercado está se consolidando e já há uma matriz considerável no país", diz Paula Ferreira. A Granol mantém parceria com pequenos produtores em Mato Grosso do Sul, mas ainda considera que, de um modo geral, trabalhar com pequenos produtores é um dos grandes desafios do programa.
Em 2008, segundo a ANP, a Granol liderou as vendas de biodiesel nos leilões realizados, com participação de 20%. A fatia foi inflada pelo fato de que algumas empresas não cumpriram totalmente seus compromissos de entrega. Em 2009, mesmo sem esta "ajuda", a Granol projeta manter a liderança no fornecimento.
Com a queda das vendas de diesel no país em 2009, muitas das quatro dezenas de companhias que atuam nesse mercado não entregarão 100% do volume comprometido nos leilões. As regras do governo preveem um percentual de 10% para mais ou para menos nas entregas acertadas.
Com o avanço, o biodiesel deverá representar 37% do faturamento da empresa em 2009, segundo os dados preliminares fornecidos pela diretora. Óleos para alimentação humana e fins industriais deverão responder por 14%, enquanto o farelo de soja, destinado sobretudo à produção de rações, ainda abocanhará uma fatia de 45% das vendas totais. "Outros" negócios completam os 100%.
Com o biodiesel, a participação do mercado interno na receita total deverá alcançar 66%, ficando as exportações com os 34% restantes. "Apesar do biodiesel, nosso 'core business' continua sendo o esmagamento de sementes e oleaginosas", afirma Paula. A Granol tem capacidade anual para esmagar 1,9 milhão de toneladas de grãos e refinar 250 mil toneladas de óleo bruto. A empresa tem 1,3 mil funcionários e 8 mil clientes ativos.
Fonte:

Brasil Ecodiesel desativa usinas de biodiesel no NE
São Paulo - A Brasil Ecodiesel anunciou na terça-feira, 15/12, que desativou definitivamente suas duas usinas de produção de biodiesel localizadas no Nordeste, em Crateús (CE) e Floriano (PI). As usinas foram construídas para a produção de biodiesel a partir de oleaginosas alternativas que seriam produzidas pela agricultura familiar no Nordeste. O projeto não vingou.
Segundo comunicado divulgado ao mercado, a decisão está em linha com a diretiva estratégica de melhor uso dos seus ativos ociosos e se baseia, entre outras razões, na "dificuldade logística incontornável" de obtenção de matérias-primas e que afetou a competitividade dessas usinas nos leilões organizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte:
Segundo comunicado divulgado ao mercado, a decisão está em linha com a diretiva estratégica de melhor uso dos seus ativos ociosos e se baseia, entre outras razões, na "dificuldade logística incontornável" de obtenção de matérias-primas e que afetou a competitividade dessas usinas nos leilões organizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Fonte:

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Biodiesel é a esperança para "salvar" preço do óleo de soja
SÃO PAULO - A produção de biodiesel irá sustentar os preços do óleo de soja no Brasil e no mercado internacional em 2010. Mesmo o País registrando o menor índice de exportação da commodity na década, o incremento na demanda do biocombustível, estimulado pelo início do B5 (adição de 5% de óleo vegetal no diesel), a partir de janeiro, será suficiente para absorver o excedente e estimular os preços.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques nacionais do óleo de soja somarão 1,5 milhão de toneladas este ano.
No mercado externo, a tendência é a mesma. Apesar de o USDA indicar um aumento de 1 milhão de toneladas nos estoques mundiais, o crescente consumo deverá equilibrar a relação oferta e demanda do produto.
O 16º leilão de biodiesel realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em novembro, já sinalizou os reajustes que deverão ser impulsionados pelo aumento na produção de biodiesel. O preço do produto foi de R$ 2,33 o litro. No leilão anterior, o valor negociado foi de R$ 2,27 o litro. Para o próximo leilão, que deve acontecer no final de fevereiro, visando o abastecimento no segundo trimestre de 2010, a expectativa é de nova alta. "O B5 vai continuar dando suporte aos preços. Não vamos ver queda para o óleo de soja", afirmou Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado.
Desde o lançamento do Programa Nacional de Biodiesel, os preços médios do óleo de soja no mercado interno registram alta anual contínua. A exceção fica no comparativo entre 2009 e 2008, pois no ano passado os picos nas cotações do petróleo, que chegaram a US$ 160 o barril, resultaram em uma elevação atípica.
"Isso é resultado do consumo interno, que tem aumentado drasticamente, fazendo com que a exportação diminua. Ainda assim, os preços do óleo no mercado interno ficam mais firmes", avaliou Biegai.
Segundo o analista, se não fosse a evolução da produção de biodiesel, hoje haveria um enorme excedente de óleo no mundo, exigindo volumes de exportações ainda maiores de grandes produtores como Estados Unidos (EUA) e Argentina. "Sem o biodiesel, o Brasil teria que exportar quase 3 milhões de toneladas de óleo", disse. Biegai destacou ainda a melhoria na rentabilidade do complexo soja. "Antes, o farelo era tudo, agora o esmagamento agrega ainda mais valor", disse.
O governo federal e a iniciativa privada irão lançar até março de 2010 uma agenda conjunta para os próximos cinco anos com o objetivo de ampliar a produção nacional de biodiesel. "Estão sendo desenvolvidas pesquisas com vários produtos, como semente de girassol, pinhão manso, óleo de dendê, canola e até cana-de-açúcar, mas ainda é importante buscar outras fontes de biodiesel", afirmou Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultural. Segundo Sérgio Beltrão, diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), como algumas das culturas utilizadas para a produção do combustível são perenes, com ciclo de vida longo, é importante haver planejamento a médio prazo.
Brasil Ecodiesel
A Brasil Ecodiesel anunciou ontem que fechou contratos de aquisição de matéria-prima com seus fornecedores de óleo vegetal. O volume, não revelado, será destinado à produção de 65,36 milhões de litros de biodiesel que serão entregues a Petrobras até o primeiro trimestre de 2010. O volume a ser entregue para a Petrobras será produzido por todas as unidades da companhia.
Concorrentes sob pressão
O Conselho Europeu de Biodiesel ameaça apresentar uma denúncia à Comissão Europeia contra as exportações de biodiesel dos EUA para o bloco. Os produtores de biodiesel norte-americano estariam utilizando países para embarcar o combustível para a União Europeia (UE) e contornar as tarifas impostas pelo bloco ao biodiesel norte-americano.
O Conselho também está estudando mecanismos para deter o crescimento das exportações de biodiesel da Argentina para a região uma vez que, segundo o grupo, sediado em Bruxelas, o país estaria utilizando o sistema fiscal para apoiar as exportações.
Fonte:
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os embarques nacionais do óleo de soja somarão 1,5 milhão de toneladas este ano.
No mercado externo, a tendência é a mesma. Apesar de o USDA indicar um aumento de 1 milhão de toneladas nos estoques mundiais, o crescente consumo deverá equilibrar a relação oferta e demanda do produto.
O 16º leilão de biodiesel realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), em novembro, já sinalizou os reajustes que deverão ser impulsionados pelo aumento na produção de biodiesel. O preço do produto foi de R$ 2,33 o litro. No leilão anterior, o valor negociado foi de R$ 2,27 o litro. Para o próximo leilão, que deve acontecer no final de fevereiro, visando o abastecimento no segundo trimestre de 2010, a expectativa é de nova alta. "O B5 vai continuar dando suporte aos preços. Não vamos ver queda para o óleo de soja", afirmou Miguel Biegai, analista da Safras & Mercado.
Desde o lançamento do Programa Nacional de Biodiesel, os preços médios do óleo de soja no mercado interno registram alta anual contínua. A exceção fica no comparativo entre 2009 e 2008, pois no ano passado os picos nas cotações do petróleo, que chegaram a US$ 160 o barril, resultaram em uma elevação atípica.
"Isso é resultado do consumo interno, que tem aumentado drasticamente, fazendo com que a exportação diminua. Ainda assim, os preços do óleo no mercado interno ficam mais firmes", avaliou Biegai.
Segundo o analista, se não fosse a evolução da produção de biodiesel, hoje haveria um enorme excedente de óleo no mundo, exigindo volumes de exportações ainda maiores de grandes produtores como Estados Unidos (EUA) e Argentina. "Sem o biodiesel, o Brasil teria que exportar quase 3 milhões de toneladas de óleo", disse. Biegai destacou ainda a melhoria na rentabilidade do complexo soja. "Antes, o farelo era tudo, agora o esmagamento agrega ainda mais valor", disse.
O governo federal e a iniciativa privada irão lançar até março de 2010 uma agenda conjunta para os próximos cinco anos com o objetivo de ampliar a produção nacional de biodiesel. "Estão sendo desenvolvidas pesquisas com vários produtos, como semente de girassol, pinhão manso, óleo de dendê, canola e até cana-de-açúcar, mas ainda é importante buscar outras fontes de biodiesel", afirmou Manoel Bertone, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultural. Segundo Sérgio Beltrão, diretor executivo da União Brasileira do Biodiesel (Ubrabio), como algumas das culturas utilizadas para a produção do combustível são perenes, com ciclo de vida longo, é importante haver planejamento a médio prazo.
Brasil Ecodiesel
A Brasil Ecodiesel anunciou ontem que fechou contratos de aquisição de matéria-prima com seus fornecedores de óleo vegetal. O volume, não revelado, será destinado à produção de 65,36 milhões de litros de biodiesel que serão entregues a Petrobras até o primeiro trimestre de 2010. O volume a ser entregue para a Petrobras será produzido por todas as unidades da companhia.
Concorrentes sob pressão
O Conselho Europeu de Biodiesel ameaça apresentar uma denúncia à Comissão Europeia contra as exportações de biodiesel dos EUA para o bloco. Os produtores de biodiesel norte-americano estariam utilizando países para embarcar o combustível para a União Europeia (UE) e contornar as tarifas impostas pelo bloco ao biodiesel norte-americano.
O Conselho também está estudando mecanismos para deter o crescimento das exportações de biodiesel da Argentina para a região uma vez que, segundo o grupo, sediado em Bruxelas, o país estaria utilizando o sistema fiscal para apoiar as exportações.
Fonte:

Biodiesel fortalece a Caramuru
Maior processadora de grãos de capital nacional, a Caramuru Alimentos conseguiu com o biodiesel, sua mais recente frente de negócios, um retorno suficientemente positivo em 2009 para preservar seus resultados gerais, também sustentados pelas exportações nos primeiros cinco meses do ano.
Segundo César Borges de Sousa, vice-presidente da Caramuru, o faturamento da empresa deverá totalizar R$ 2,2 bilhões neste ano, praticamente o mesmo patamar de 2008 (R$ 2,16 bilhões).
Em dólar também haverá pouca variação, mas, neste caso, negativa em virtude da erosão da moeda americana. Sousa prevê US$ 1,13 bilhão em 2009, ante US$ 1,2 bilhão no ano passado.
O câmbio explica as dificuldades que a companhia teve que contornar no ano nas atividades pelas quais é mais conhecida, que são originação, processamento e venda de grãos e derivados nos mercados doméstico e externo, com grande peso para as exportações.
Atualmente a Caramuru produz biodiesel, sobretudo a partir da soja, em uma planta localizada em sua fábrica instalada em São Simão, em Goiás. A capacidade instalada na unidade é de cerca de 180 milhões de litros por ano.
Com o amadurecimento do mercado do combustível alternativo no país - que já levou o governo a antecipar a adoção da mistura de 5% de biodiesel no diesel de 2013 para 2010 - a produção de São Simão será responsável por mais de 10% do faturamento da companhia em 2009.
O mesmo processo de maturação do mercado já levou a Caramuru a investir em sua segunda unidade de biodiesel, que deverá começar a rodar em Ipameri, também em Goiás, em junho de 2010.
Conforme Sousa, este projeto está absorvendo a maior parte dos investimentos de R$ 52 milhões da empresa em 2009 e assim será também no ano que vem, quando os aportes totais deverão somar R$ 40 milhões.
Tanto os gastos deste ano quanto os de 2010 são superiores ao montante investido pela Caramuru em 2008 (R$ 36 milhões), em mais um sinal da importância do biodiesel para a companhia brasileira. Ipameri agregará à empresa uma capacidade de produção de 110 milhões de litros por ano.
"Apesar de ainda carecer de ajustes, o programa de biodiesel está dando certo e o país já pode pensar em antecipar a adoção de um percentual de mistura de 10% no diesel. Podemos ter estratégias mais agressivas", disse o executivo.
Os reflexos do avanço desse mercado no país e da empresa no segmento aparecem nas margens de esmagamento de soja, que em geral foram melhores em 2009 graças ao óleo de soja.
"Foi um ano bom para o óleo, inclusive para nossas vendas no varejo, e difícil para o farelo [de soja]", afirmou Sousa. As vendas no varejo representam cerca de 30% do faturamento da Caramuru, enquanto as exportações de grãos e derivados respondem por 40% a 45%. Quando um grão de soja é esmagado, o resultado é 20% de óleo e 80% de farelo, e a demanda por este último derrapou também por causa do ano difícil para as carnes.
O biodiesel fortaleceu o papel da soja nos negócios da companhia. Na divisão do faturamento por matéria-prima processada ou não, a soja abocanha 80%, o milho fica com 10% e girassol e canola com a fatia restante, que também inclui serviços como armazenagem, frente na qual a Caramuru conta com 60 unidades com capacidade total para 1,9 milhão de toneladas de grãos.
No total, conforme Sousa, a Caramuru processou e comercializou 3 milhões de toneladas de grãos em 2009. Sua movimentação portuária em Santos, incluindo terceiros, também foi da ordem de 3 milhões de toneladas.
Para o vice-presidente, 2010 pode não ser um ano tão surpreendentemente bom como 2009, em grande medida por causa do câmbio. E não há no horizonte sinais de que a demanda por soja brasileira puxada pela China será tão forte no início de 2010 como foi até maio deste ano, quando a oferta argentina estava magra em razão da seca na safra 2008/09.
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Segundo César Borges de Sousa, vice-presidente da Caramuru, o faturamento da empresa deverá totalizar R$ 2,2 bilhões neste ano, praticamente o mesmo patamar de 2008 (R$ 2,16 bilhões).
Em dólar também haverá pouca variação, mas, neste caso, negativa em virtude da erosão da moeda americana. Sousa prevê US$ 1,13 bilhão em 2009, ante US$ 1,2 bilhão no ano passado.
O câmbio explica as dificuldades que a companhia teve que contornar no ano nas atividades pelas quais é mais conhecida, que são originação, processamento e venda de grãos e derivados nos mercados doméstico e externo, com grande peso para as exportações.
Atualmente a Caramuru produz biodiesel, sobretudo a partir da soja, em uma planta localizada em sua fábrica instalada em São Simão, em Goiás. A capacidade instalada na unidade é de cerca de 180 milhões de litros por ano.
Com o amadurecimento do mercado do combustível alternativo no país - que já levou o governo a antecipar a adoção da mistura de 5% de biodiesel no diesel de 2013 para 2010 - a produção de São Simão será responsável por mais de 10% do faturamento da companhia em 2009.
O mesmo processo de maturação do mercado já levou a Caramuru a investir em sua segunda unidade de biodiesel, que deverá começar a rodar em Ipameri, também em Goiás, em junho de 2010.
Conforme Sousa, este projeto está absorvendo a maior parte dos investimentos de R$ 52 milhões da empresa em 2009 e assim será também no ano que vem, quando os aportes totais deverão somar R$ 40 milhões.
Tanto os gastos deste ano quanto os de 2010 são superiores ao montante investido pela Caramuru em 2008 (R$ 36 milhões), em mais um sinal da importância do biodiesel para a companhia brasileira. Ipameri agregará à empresa uma capacidade de produção de 110 milhões de litros por ano.
"Apesar de ainda carecer de ajustes, o programa de biodiesel está dando certo e o país já pode pensar em antecipar a adoção de um percentual de mistura de 10% no diesel. Podemos ter estratégias mais agressivas", disse o executivo.
Os reflexos do avanço desse mercado no país e da empresa no segmento aparecem nas margens de esmagamento de soja, que em geral foram melhores em 2009 graças ao óleo de soja.
"Foi um ano bom para o óleo, inclusive para nossas vendas no varejo, e difícil para o farelo [de soja]", afirmou Sousa. As vendas no varejo representam cerca de 30% do faturamento da Caramuru, enquanto as exportações de grãos e derivados respondem por 40% a 45%. Quando um grão de soja é esmagado, o resultado é 20% de óleo e 80% de farelo, e a demanda por este último derrapou também por causa do ano difícil para as carnes.
O biodiesel fortaleceu o papel da soja nos negócios da companhia. Na divisão do faturamento por matéria-prima processada ou não, a soja abocanha 80%, o milho fica com 10% e girassol e canola com a fatia restante, que também inclui serviços como armazenagem, frente na qual a Caramuru conta com 60 unidades com capacidade total para 1,9 milhão de toneladas de grãos.
No total, conforme Sousa, a Caramuru processou e comercializou 3 milhões de toneladas de grãos em 2009. Sua movimentação portuária em Santos, incluindo terceiros, também foi da ordem de 3 milhões de toneladas.
Para o vice-presidente, 2010 pode não ser um ano tão surpreendentemente bom como 2009, em grande medida por causa do câmbio. E não há no horizonte sinais de que a demanda por soja brasileira puxada pela China será tão forte no início de 2010 como foi até maio deste ano, quando a oferta argentina estava magra em razão da seca na safra 2008/09.
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