O aumento do preço do biodiesel tem sido apontado como provocador da alta dos preços do diesel, que neste mês está, no mínimo, 2% mais caro para os consumidores.
A elevação, contudo, não deve continuar, segundo avalia o presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), Paulo Soares. “Os preços do óleo devem ficar estáveis este ano”, afirma. Embora o aumento da mistura de 4% para 5% de biodiesel no diesel contribua para esse aumento, ele não é determinante.
Ou seja, apesar de apontado como o fator decisivo, o aumento do preço do biocombustível, não pode ser apontado como unico fator para esse aumento, diga-se de passagem, exagerado.
A elevação, para Soares, não deveria ser repassada. Isso porque, no primeiro leilão de biodiesel da ANP (Agência Nacional de Petróleo), ocorrido em janeiro do ano passado, o combustível foi vendido a R$ 2,32 o litro. No leilão de agosto, houve queda no preço, para R$ 1,70. “Quando o preço caiu, o correto seria as distribuidoras repassarem essa queda aos postos, mas elas absorveram essa redução”, afirma Soares.
No último leilão da ANP do ano passado, contudo, o preço do litro do biodiesel voltou a R$ 2,30. Quando as distribuidoras recebem o combustível, elas misturam ao diesel, na proporção de 5%. Dessa vez, porém, elas repassaram o aumento aos postos, que agora vendem diesel aos consumidores ao menos 2% mais caro.
Vemos, portanto, que o aumento do preço do Diesel esta muito mais relacionado a margem de lucro das distribuidoras do que propiamente pelo aumento do preço do biocombustivel
Preços
Dados da ANP mostram que, da semana encerrada no dia 25 de dezembro até a semana terminada no último dia 15, o preço do litro do diesel registrou um aumento de 0,4%, ao passar de R$ 1,983 para R$ 1,991, em média, no País. Esses valores devem registrar maiores aumentos nas próximas semanas.
Considerando os estados, no período, a maior alta ficou com o Rio Grande do Norte, cujo litro do diesel passou de R$ 1,960 para R$ 1,977 – uma elevação de 0,86%. Em São Paulo, os consumidores encontraram, até a última semana, o valor do litro ficou 0,85% mais caro, em média, de R$ 1,999, contra R$ 1,982. No Rio de Janeiro, a alta foi de 0,76%, com o litro do diesel passando de R$ 1,982 para R$ 1,997.
Sergipe, por outro lado, registrou a maior queda no período, de 0,9%. O preço do combustível passou de R$ 1,999 para R$ 1,981. Além dele, apenas outros quatro estados, dos 25 estados analisados, mais o Distrito Federal, apresentaram queda: Ceará (-0,15%), Paraíba (-0,1%), Pernambuco (-0,2%) e Santa Catarina (-0,1%). Outros seis estados registraram estabilidade.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Projeto Biodiesel Osasco chega a 100 mil litros de óleo coletado
Implantado em 2008 pela Secretaria de Meio Ambiente de Osasco, sob a coordenaç
ão do secretário Carlos Marx Alves, o projeto Biodiesel Osasco acaba de bater a marca de coleta de 100 mil litros de óleo de cozinha usados, impedindo, assim, a contaminação de rios, córregos e do aterro sanitário por meio do descarte incorreto do fluido em pias, sacolas e vasos sanitários. (clique na imagem)
Captados em mais de 800 pontos de coleta na cidade, os 100 mil litros de óleo de cozinha foram encaminhados para a produção de biodiesel na usina da Cooperativa Remodela, localizada em Campinas.
Por meio do projeto Biodiesel Osasco, o óleo de cozinha coletado é transformado em biodiesel, deixando de poluir o meio ambiente, além de contribuir com o desenvolvimento do Brasil no que se refere à produção de biocombustíveis, um combustível mais limpo ambientalmente, com menor emissão de poluentes.
De acordo com o secretário Carlos Marx Alves, o objetivo do projeto é disseminar a responsabilidade de cada cidadão, de modo que todos entendam a importância de suas ações individuais para reverter o processo de degradação ambiental. “Aos poucos estamos chegando a grandes resultados e temos a convicção de que este projeto, somado a todas as ações globais a favor do meio ambiente, trará impactos positivos ao planeta”, afirma.
Desde a implantação do projeto, a cidade de Osasco conta com uma equipe de palestrantes, coletores e gestores que se uniram com o objetivo de conscientizar a população sobre a degradação ambiental causada pelas ações sem planejamento do homem, como a grande poluição dos recursos hídricos, solo e ar, e também sobre as formas de se combater esse problema, incluindo o projeto Biodiesel.
Para estimular a participação da sociedade na campanha, a secretaria também oferece 10 litros de água sanitária ou de detergente, ou ainda 5 litros de óleo de cozinha novo, a cada doação de 50 litros de óleo de cozinha usado.
Dentre os 813 pontos de coleta na cidade estão os instalados em empresas parcerias, como o Osasco Plaza Shopping, Indústrias Anhambi, Hotel Vollare, Belgo Bekaaert e Supermercado Sena.
Em 2010, alunos de escolas municipais, estaduais e particulares também contribuíram com o projeto por meio da “GinKana Interescolar do Projeto Biodiesel”. Entre o 1º e 2º semestre, período em que foram realizadas as gincanas, foram coletados mais de 11 mil litros de óleo. Atualmente, a média mensal, considerando todos os pontos de coleta (escolas, restaurantes, empresas privadas etc) é de aproximadamente 5 mil litros.
Voluntários interessados em participar do projeto, estudantes e a sociedade em geral podem obter informações pelo telefone 3652 9041, pelo e-mail sema@osasco.sp.gov.br, ou ainda pelo site www.osasco.sp.gov.br/bio.
Fonte:
ão do secretário Carlos Marx Alves, o projeto Biodiesel Osasco acaba de bater a marca de coleta de 100 mil litros de óleo de cozinha usados, impedindo, assim, a contaminação de rios, córregos e do aterro sanitário por meio do descarte incorreto do fluido em pias, sacolas e vasos sanitários. (clique na imagem)Captados em mais de 800 pontos de coleta na cidade, os 100 mil litros de óleo de cozinha foram encaminhados para a produção de biodiesel na usina da Cooperativa Remodela, localizada em Campinas.
Por meio do projeto Biodiesel Osasco, o óleo de cozinha coletado é transformado em biodiesel, deixando de poluir o meio ambiente, além de contribuir com o desenvolvimento do Brasil no que se refere à produção de biocombustíveis, um combustível mais limpo ambientalmente, com menor emissão de poluentes.
De acordo com o secretário Carlos Marx Alves, o objetivo do projeto é disseminar a responsabilidade de cada cidadão, de modo que todos entendam a importância de suas ações individuais para reverter o processo de degradação ambiental. “Aos poucos estamos chegando a grandes resultados e temos a convicção de que este projeto, somado a todas as ações globais a favor do meio ambiente, trará impactos positivos ao planeta”, afirma.
Desde a implantação do projeto, a cidade de Osasco conta com uma equipe de palestrantes, coletores e gestores que se uniram com o objetivo de conscientizar a população sobre a degradação ambiental causada pelas ações sem planejamento do homem, como a grande poluição dos recursos hídricos, solo e ar, e também sobre as formas de se combater esse problema, incluindo o projeto Biodiesel.
Para estimular a participação da sociedade na campanha, a secretaria também oferece 10 litros de água sanitária ou de detergente, ou ainda 5 litros de óleo de cozinha novo, a cada doação de 50 litros de óleo de cozinha usado.
Dentre os 813 pontos de coleta na cidade estão os instalados em empresas parcerias, como o Osasco Plaza Shopping, Indústrias Anhambi, Hotel Vollare, Belgo Bekaaert e Supermercado Sena.
Em 2010, alunos de escolas municipais, estaduais e particulares também contribuíram com o projeto por meio da “GinKana Interescolar do Projeto Biodiesel”. Entre o 1º e 2º semestre, período em que foram realizadas as gincanas, foram coletados mais de 11 mil litros de óleo. Atualmente, a média mensal, considerando todos os pontos de coleta (escolas, restaurantes, empresas privadas etc) é de aproximadamente 5 mil litros.
Voluntários interessados em participar do projeto, estudantes e a sociedade em geral podem obter informações pelo telefone 3652 9041, pelo e-mail sema@osasco.sp.gov.br, ou ainda pelo site www.osasco.sp.gov.br/bio.
Fonte:
Biodiesel na Argentina
A demanda por biodiesel da Argentina deve superar a oferta ao fim deste ano, com a adoção do B10 no segundo semestre e uso em geração de energia. A estimativa é que haja uma demanda de 3,25 milhões de t e oferta de 3,071 milhões de t. O déficit de 179 mil t de biodiesel terá de ser importado. As informações são de relatório da Câmara Argentina de Energias Renováveis.
A capacidade instalada deve fecha RO ano em 3,084 milhões de t, crescimento de 24% quando comparado com 2010.
Duas companhias serão as responsáveis pelo aumento da capacidade do país vizinho. A companhia americana Cargill anunciou recentemente que pretende construir uma planta de biodiesel na província de Santa Fé com capacidade de produzir 240mil t/ano do biocombustível. A Unec Bio pretende instalar, também na província de Santa Fé, uma planta com capacidade de produzir 220 mil t/ano.
Em julho do ano passado, a Argentina aumentou a concentração de biodiesel presente no diesel mineral para 7% (B7). A adoção do B7 consumiu 1,073 milhão de t de biodiesel em 2010, 43% na produção do país. Mais da metade da produção (51%) foi destinada à exportação, enquanto a cogeração de energia consumiu 150 mil t (8%).
Fonte:
A capacidade instalada deve fecha RO ano em 3,084 milhões de t, crescimento de 24% quando comparado com 2010.
Duas companhias serão as responsáveis pelo aumento da capacidade do país vizinho. A companhia americana Cargill anunciou recentemente que pretende construir uma planta de biodiesel na província de Santa Fé com capacidade de produzir 240mil t/ano do biocombustível. A Unec Bio pretende instalar, também na província de Santa Fé, uma planta com capacidade de produzir 220 mil t/ano.
Em julho do ano passado, a Argentina aumentou a concentração de biodiesel presente no diesel mineral para 7% (B7). A adoção do B7 consumiu 1,073 milhão de t de biodiesel em 2010, 43% na produção do país. Mais da metade da produção (51%) foi destinada à exportação, enquanto a cogeração de energia consumiu 150 mil t (8%).
Fonte:
sábado, 3 de julho de 2010
Embrapa e Novozymes fazem parceria em estudos para agroenergia
Parceria vai buscar enzimas e microrganismos para agroenergia
A Embrapa e a Novozymes discutiram diversos temas para efetivar parcerias de modo a executar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em agroenergia. Foram discutidas várias possibilidades de atuação conjunta das empresas, realizando projetos de exploração de novas fontes de enzimas e de microrganismos e identificando aplicações em diferentes aspectos da produção de alimentos, fibras e biocombustíveis.
A reunião ocorreu na Embrapa Agroenergia e, por parte dessa Unidade, estiveram presentes o Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Esdras Sundfeld, o Chefe de Comunicação e Negócios, José Manuel Cabral e uma equipe de pesquisadores que trabalham em diferentes aspectos da produção de etanol e de biodiesel. Por parte da Novozymes, participaram o Presidente Regional para América Latina, Pedro Luiz Fernandes, e Henrik Bisgaard-Frentzen e Tomas Sorensen, respectivamente Diretor Geral e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da corporação mundial.
Em relação aos biocombustíveis, Esdras Sundfeld ressaltou que a Embrapa trabalha em toda a cadeia de investigação, desde aspectos da genômica e proteômica das matérias-primas e microrganismos, até aos processos de produção de etanol e biodiesel e de agregação de valor aos coprodutos e resíduos. “Como a Novozymes tem vários interesses, a parceria proposta poderá se beneficiar da diversidade de Centros de Pesquisa da Embrapa, em que muitas facilidades de trabalhos em laboratórios e em campos experimentais já estão instalados”, observou.
Os próximos passos para a cooperação entre as empresas será a definição, por parte da Novozymes de alguns assuntos prioritários para cooperação. A partir daí, serão realizadas reuniões técnicas entre as equipes de pesquisa das empresas, para definir projetos conjuntos, que poderão ser realizados no Brasil ou em outros países, dependendo da disponibilidade de infraestrutura e pessoal qualificado.
Em termos globais, a Novozymes é a empresa líder no campo de enzimas industriais e microrganismos, com participação de 47% do mercado mundial. Tem cerca de 700 produtos, vendidos em 130 países para aplicações em laboratórios, nas indústrias de detergentes, têxteis, alimentos e rações. Com um total de 5.200 empregados, tem fábricas na Dinamarca, Estados Unidos, China e Brasil e em 2009 obteve um volume de vendas de US $ 1,5 bilhão. No Brasil, a sede da empresa, os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e as instalações industriais estão situados no Distrito Industrial de Araucária, no Paraná, empregando 180 funcionários.
De acordo com Pedro Fernandes, a base para todas as pesquisas da empresa é o estudo de processos biológicos. “O uso de microrganismos e enzimas se tornará mais e mais difundido com o aumento da consciência global da necessidade de preservação dos recursos naturais e respeito por nosso meio ambiente”, destacou o Presidente Regional da Novozymes durante a reunião.
Fonte: Agora MS
A Embrapa e a Novozymes discutiram diversos temas para efetivar parcerias de modo a executar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em agroenergia. Foram discutidas várias possibilidades de atuação conjunta das empresas, realizando projetos de exploração de novas fontes de enzimas e de microrganismos e identificando aplicações em diferentes aspectos da produção de alimentos, fibras e biocombustíveis.
A reunião ocorreu na Embrapa Agroenergia e, por parte dessa Unidade, estiveram presentes o Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Esdras Sundfeld, o Chefe de Comunicação e Negócios, José Manuel Cabral e uma equipe de pesquisadores que trabalham em diferentes aspectos da produção de etanol e de biodiesel. Por parte da Novozymes, participaram o Presidente Regional para América Latina, Pedro Luiz Fernandes, e Henrik Bisgaard-Frentzen e Tomas Sorensen, respectivamente Diretor Geral e Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da corporação mundial.
Em relação aos biocombustíveis, Esdras Sundfeld ressaltou que a Embrapa trabalha em toda a cadeia de investigação, desde aspectos da genômica e proteômica das matérias-primas e microrganismos, até aos processos de produção de etanol e biodiesel e de agregação de valor aos coprodutos e resíduos. “Como a Novozymes tem vários interesses, a parceria proposta poderá se beneficiar da diversidade de Centros de Pesquisa da Embrapa, em que muitas facilidades de trabalhos em laboratórios e em campos experimentais já estão instalados”, observou.
Os próximos passos para a cooperação entre as empresas será a definição, por parte da Novozymes de alguns assuntos prioritários para cooperação. A partir daí, serão realizadas reuniões técnicas entre as equipes de pesquisa das empresas, para definir projetos conjuntos, que poderão ser realizados no Brasil ou em outros países, dependendo da disponibilidade de infraestrutura e pessoal qualificado.
Em termos globais, a Novozymes é a empresa líder no campo de enzimas industriais e microrganismos, com participação de 47% do mercado mundial. Tem cerca de 700 produtos, vendidos em 130 países para aplicações em laboratórios, nas indústrias de detergentes, têxteis, alimentos e rações. Com um total de 5.200 empregados, tem fábricas na Dinamarca, Estados Unidos, China e Brasil e em 2009 obteve um volume de vendas de US $ 1,5 bilhão. No Brasil, a sede da empresa, os laboratórios de pesquisa e desenvolvimento e as instalações industriais estão situados no Distrito Industrial de Araucária, no Paraná, empregando 180 funcionários.
De acordo com Pedro Fernandes, a base para todas as pesquisas da empresa é o estudo de processos biológicos. “O uso de microrganismos e enzimas se tornará mais e mais difundido com o aumento da consciência global da necessidade de preservação dos recursos naturais e respeito por nosso meio ambiente”, destacou o Presidente Regional da Novozymes durante a reunião.
Fonte: Agora MS
Biodiesel ainda esta só engatinhando
Apesar dos avanços obtidos no segmento de biodiesel nos últimos cinco anos, o Brasil ainda precisa superar obstáculos e trabalhar novas alternativas de matéria-prima para produção do combustível renovável. A preocupação com o futuro da produção de biodiesel é tema de um evento, que começou ontem e termina hoje em Ribeirão Preto, com a participação de 12 especialistas em agroenergia do País.
De acordo com o coordenador do evento, José Roberto Scarpellini, engenheiro agrônomo e pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), entre as principais barreiras que a produção de biodiesel enfrenta hoje está definição de alternativas para a expansão nos volumes produzidos. “Para ampliar ainda mais a produção, precisamos trabalhar em matérias-primas e fomentar pesquisas nessa área. Não podemos ter uma produção de biodiesel centralizada em uma matéria-prima, como acontece hoje com a soja.”
Atualmente, segundo o pesquisador, cerca de 85% do biodiesel produzido no Brasil vem da soja. “Existe uma demanda muito grande pelo combustível, mas falta a ampliação da matéria-prima. Temos várias opções como o amendoim, milho e sorgo, mas ainda existem questões como a remuneração ao produtor, que, na maioria das vezes, é melhor se a produção for destinada à indústria de alimentos”, disse Scarpellini.
Para o professor da Universidade de São Paulo em Ribeirão (USP) Miguel Dabdoub, que participou ontem do evento, uma das grandes alternativas para a ampliação na produção de biodiesel, é a cana-de-açúcar. “Existem muitas matérias-primas para serem exploradas, mas o biodiesel resultante da reação química entre o álcool de cana e óleos vegetais também é uma alternativa interessante para o futuro.”
Segundo José Roberto Scarpellini, a evolução nas pesquisas desse tipo de matéria-prima faz com que a região de Ribeirão ganhe potencial na produção de biodiesel. “Por conta da força das usinas e do setor sucroalcooleiro existente aqui.”
Lavoura familiar pode ser a saída
A agricultura familiar também foi uma opção apontada por pesquisadores que participaram ontem do evento em Ribeirão, para o avanço na produção nacional de biodiesel. “Desenvolvemos um trabalho em todo o Estado com pequenos produtores familiares para o cultivo de sementes oleaginosas como o girasol, para que a produção de biodiesel tenha um avanço social também”, disse Dílson Rodrigues Cáceres, engenheiro agrônomo do Núcleo de Produção de Sementes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Segundo Cáceres, a produção de biodiesel em escala industrial teve início com o Programa Nacional de Produção de Biodiesel, pela Lei número 11.097, de 2005. “Em breve espaço de tempo, estamos com uma média de produção 1,6 bilhão de litros de biodiesel e satisfazendo a obrigatoriedade da adição de 4% de biodiesel ao diesel fóssil, por isso temos de ampliar as variedades cultivadas para a produção.”
Fonte:Gazeta de Ribeirão
De acordo com o coordenador do evento, José Roberto Scarpellini, engenheiro agrônomo e pesquisador científico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), entre as principais barreiras que a produção de biodiesel enfrenta hoje está definição de alternativas para a expansão nos volumes produzidos. “Para ampliar ainda mais a produção, precisamos trabalhar em matérias-primas e fomentar pesquisas nessa área. Não podemos ter uma produção de biodiesel centralizada em uma matéria-prima, como acontece hoje com a soja.”
Atualmente, segundo o pesquisador, cerca de 85% do biodiesel produzido no Brasil vem da soja. “Existe uma demanda muito grande pelo combustível, mas falta a ampliação da matéria-prima. Temos várias opções como o amendoim, milho e sorgo, mas ainda existem questões como a remuneração ao produtor, que, na maioria das vezes, é melhor se a produção for destinada à indústria de alimentos”, disse Scarpellini.
Para o professor da Universidade de São Paulo em Ribeirão (USP) Miguel Dabdoub, que participou ontem do evento, uma das grandes alternativas para a ampliação na produção de biodiesel, é a cana-de-açúcar. “Existem muitas matérias-primas para serem exploradas, mas o biodiesel resultante da reação química entre o álcool de cana e óleos vegetais também é uma alternativa interessante para o futuro.”
Segundo José Roberto Scarpellini, a evolução nas pesquisas desse tipo de matéria-prima faz com que a região de Ribeirão ganhe potencial na produção de biodiesel. “Por conta da força das usinas e do setor sucroalcooleiro existente aqui.”
Lavoura familiar pode ser a saída
A agricultura familiar também foi uma opção apontada por pesquisadores que participaram ontem do evento em Ribeirão, para o avanço na produção nacional de biodiesel. “Desenvolvemos um trabalho em todo o Estado com pequenos produtores familiares para o cultivo de sementes oleaginosas como o girasol, para que a produção de biodiesel tenha um avanço social também”, disse Dílson Rodrigues Cáceres, engenheiro agrônomo do Núcleo de Produção de Sementes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati). Segundo Cáceres, a produção de biodiesel em escala industrial teve início com o Programa Nacional de Produção de Biodiesel, pela Lei número 11.097, de 2005. “Em breve espaço de tempo, estamos com uma média de produção 1,6 bilhão de litros de biodiesel e satisfazendo a obrigatoriedade da adição de 4% de biodiesel ao diesel fóssil, por isso temos de ampliar as variedades cultivadas para a produção.”
Fonte:Gazeta de Ribeirão
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Concurso Petrobras Biocombustível - 2010
A Petrobras Biocombustível oferece 81 vagas imediatas e formação de cadastro de reserva para profissionais de níveis médio/técnico e superior. As remunerações variam de R$ 1,9 mil a R$ 5,6 mil. Inscrições de 26 de abril a 9 de maio. Provas previstas para 6 de junho. O concurso é organizado pela Cesgranrio.
Veja aqui o Edital do concurso
Veja aqui o Edital do concurso
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Bactérias para produzir biodiesel
A aposta no uso de microrganismos para melhorar a produção de biocombustíveis está em alta. Frequentemente surgem estudos com esse tema. O último reuniu pesquisadores de um ramo acadêmico inusitado para a área energética, como o Centro de Doenças Infecciosas e Vacinologia do Instituto de Biodesign da Universidade do Estado do Arizona. Eles desenvolveram uma cepa de cianobactéria, que possui cor azulada e capacidade de fazer fotossíntese, do gênero Synechocystis, para produzir ácidos graxos, substâncias gordurosas presentes em óleos, de soja, amendoim, dendê, que são a principal matéria-prima na produção de biodiesel. Os pesquisadores conseguiram retirar esses ácidos sem destruir a bactéria por meio da introdução de genes no DNA desses microrganismos para a produção de uma enzima chamada tioesterase. Ela facilita a secreção dos ácidos pela bactéria através da membrana celular. Os pesquisadores liderados pelo professor Xinyao Liu também introduziram modificações genéticas, ao longo de sucessivas gerações de cianobactérias, com adição de novos genes para provocar uma superprodução de ácidos graxos, além de eliminar estruturas celulares que não são essenciais para a sobrevivência da bactéria. O trabalho foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) e os pesquisadores acreditam que as cianobactérias geneticamente modificadas são uma tecnologia promissora para a produção de biodiesel porque podem ser bem competitivas. Atualmente para produzir biodiesel é necessário cultivar plantas oleaginosas e depois fazer a extração do óleo por meio de solventes, além do alto gasto de energia elétrica.
Fonte:
Fonte:
sexta-feira, 9 de abril de 2010
CNPq recebe propostas para edital de apoio a cadeia produtiva do biodiesel
O CNPq está com as inscrições abertas até o dia 20 de maio para o edital 3/2010, que tem como objetivo apoiar projetos de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação, mediante a seleção de propostas que visem ao desenvolvimento da cadeia produtiva do biodiesel. Os investimentos somam R$ 15 milhões, recurso proveniente do FNDCT/Fundos Setoriais.
A chamada contempla duas linhas de pesquisa. A primeira, Cadeia de Produção e Uso de Biodiesel, abrange as seguintes fases: produção e obtenção de matérias primas graxas; produção de biodiesel via rotas metílica e/ou etílica; caracterização e controle da qualidade do óleo e do biodiesel produzido e controle de processos de extração do óleo e obtenção dos mono-ésteres; estratégias e formas de armazenamento; e utilização de co-produtos das fases de obtenção de matéria prima, de extração do óleo e produção do biodiesel.
A segunda linha de pesquisa tem como foco a sustentabilidade ambiental, cujos projetos devem envolver uma das ações a seguir: recuperação de áreas degradadas com a utilização de culturas oleaginosas endêmicas e não convencionais como fonte de matéria prima para produção de biodiesel, envolvendo a extração do óleo e a utilização de co-produtos da fase agrícola; avaliação de impactos ambientais e estratégias de remediação ambiental; e análise do ciclo de vida de processos associados à produção de biodiesel.
O prazo de execução dos projetos é de 24 meses. Para participar, o proponente deve atender a alguns requisitos como possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes; ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto; ter experiência de pesquisa na área, o que será caracterizado pela autoria de patentes e/ou artigos científicos e tecnológicos publicados em periódicos indexados, entre outros.
O edital está disponível neste link.
A chamada contempla duas linhas de pesquisa. A primeira, Cadeia de Produção e Uso de Biodiesel, abrange as seguintes fases: produção e obtenção de matérias primas graxas; produção de biodiesel via rotas metílica e/ou etílica; caracterização e controle da qualidade do óleo e do biodiesel produzido e controle de processos de extração do óleo e obtenção dos mono-ésteres; estratégias e formas de armazenamento; e utilização de co-produtos das fases de obtenção de matéria prima, de extração do óleo e produção do biodiesel.
A segunda linha de pesquisa tem como foco a sustentabilidade ambiental, cujos projetos devem envolver uma das ações a seguir: recuperação de áreas degradadas com a utilização de culturas oleaginosas endêmicas e não convencionais como fonte de matéria prima para produção de biodiesel, envolvendo a extração do óleo e a utilização de co-produtos da fase agrícola; avaliação de impactos ambientais e estratégias de remediação ambiental; e análise do ciclo de vida de processos associados à produção de biodiesel.
O prazo de execução dos projetos é de 24 meses. Para participar, o proponente deve atender a alguns requisitos como possuir o título de doutor e ter seu currículo cadastrado na Plataforma Lattes; ter vínculo formal com a instituição de execução do projeto; ter experiência de pesquisa na área, o que será caracterizado pela autoria de patentes e/ou artigos científicos e tecnológicos publicados em periódicos indexados, entre outros.
O edital está disponível neste link.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Biodiesel - Curitiba mais uma vez sai na frente
A comissão de licitação do transporte coletivo de Curitiba abriu ontem os envelopes com as propostas de preços dos três consórcios que participam da seleção.
A licitação apresentou alguns avanços, principalmente na área técnica. Os três consórcios concorrentes se comprometeram a cumprir os índices máximos descritos no edital da licitação em termos de acessibilidade, motores modernos e uso de biocombustível, entre outros.
As empresas apresentaram que 75% dos ônibus terão motores Euro 3 e parte da frota contará com tanques de biocombustível (B100). A maioria dos veículos (80%) terá plataformas elevatórias e a velocidade média, para otimização da frota e do serviço, deve subir para 21 quilômetros por hora, contra os 16 quilômetros por hora atuais. Haverá ainda a redução na taxa de ocupação dos veículos. Os itens devem ser cumpridos em até 24 meses de vigência do contrato.
Mas o fator que talvez seja de maior destaque é a mudança na remuneração das empresas que vão operar o sistema. Atualmente, as empresas que possuem a permissão para o serviço recebem por quilômetro rodado.
Após a licitação, os repasses serão de acordo com a composição quilômetro rodado por passageiros pagantes. Isso significa que as empresas terão que trazer mais usuários para o sistema de transporte coletivo.
Fonte:
A licitação apresentou alguns avanços, principalmente na área técnica. Os três consórcios concorrentes se comprometeram a cumprir os índices máximos descritos no edital da licitação em termos de acessibilidade, motores modernos e uso de biocombustível, entre outros.
As empresas apresentaram que 75% dos ônibus terão motores Euro 3 e parte da frota contará com tanques de biocombustível (B100). A maioria dos veículos (80%) terá plataformas elevatórias e a velocidade média, para otimização da frota e do serviço, deve subir para 21 quilômetros por hora, contra os 16 quilômetros por hora atuais. Haverá ainda a redução na taxa de ocupação dos veículos. Os itens devem ser cumpridos em até 24 meses de vigência do contrato.
Mas o fator que talvez seja de maior destaque é a mudança na remuneração das empresas que vão operar o sistema. Atualmente, as empresas que possuem a permissão para o serviço recebem por quilômetro rodado.
Após a licitação, os repasses serão de acordo com a composição quilômetro rodado por passageiros pagantes. Isso significa que as empresas terão que trazer mais usuários para o sistema de transporte coletivo.
Fonte:
Fusão Shell-Cosan muda estratégia da Petrobras
Gabrielli, presidente da Petrobras, e Rossetto, que comanda a PBio, subsidiária de biocombustíveis.
Entrada de petroleiras estrangeiras na produção de álcool faz estatal preferir aquisição de usinas para crescer mais rápido.
Diante da ofensiva de empresas estrangeiras como a anglo-holandesa Shell no mercado brasileiro de etanol, a Petrobras Biocombustível (PBio) vai dar uma guinada na estratégia de negócios a partir deste ano, com maior agressividade na política de aquisições.
Uma fonte da companhia, subsidiária da Petrobras para etanol e biodiesel, afirma que a estratégia de crescer por meio da construção de novas usinas foi deixada em segundo plano.
"A chegada de uma grande concorrente, e já na liderança, está nos levando a focar as aquisições", diz a fonte, um alto executivo da PBio que prefere não se identificar.
A Shell e a Cosan fecharam em janeiro parceria por meio da qual vão transferir para uma nova companhia seus ativos de produção de etanol e açúcar e de distribuição de combustíveis no país.
O negócio incomodou a Petrobras. Na semana passada em São Paulo, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli deixou claro que vai disputar espaço no setor com a construção e a aquisição de empresas.
Guinada
O anúncio fez a PBio mudar de estratégia por vários motivos. Basicamente, a empresa entende que precisa crescer rápido e tomando oportunidades de grandes concorrentes do setor de petróleo, que começam a entrar no etanol.
Além da Shell e da Petrobras, a British Petroleum (BP) também está presente na produção de álcool no Brasil, com 50% da Tropical Bioenergia.
Era das petroleiras
No mercado de açúcar e álcool, fala-se na "era das petroleiras", com a expectativa de que novos investimentos cheguem ao setor. "Os biocombustíveis estão para as petroleiras como a ala das baianas está para as escolas de samba: não tem nada a ver com o enredo, mas quem não investir perde pontos", compara o diretor do Itaú BBA, Alexandre Figliolino. O executivo trabalha com fusões e aquisições de usinas.
Diante dessas perspectivas, as aquisições permitirão à PBio um crescimento mais rápido do que a construção de novas usinas, que leva no mínimo dois anos. É muito tempo, considerando a diferença entre as participações que Petrobras e Shell detêm no setor.
O único ativo da Petrobras em etanol é 40% na usina Total, de Bambuí (MG), pelo qual a estatal pagou R$ 150 milhões em dezembro de 2009. A Total tem capacidade de produzir 100 milhões de litros de álcool por ano, e crescerá para 200 milhões com os recursos da PBio.
Já a Shell ficará com uma participação de 50% das usinas da Cosan, que produzem 2 bilhões de litros de etanol por ano.
Mercado externo
Além disso, a fusão Cosan-Shell também afeta diretamente a estratégia de crescimento orgânico da Petrobras Biocombustível. Isso porque o plano de negócios prevê que o foco da estatal nas aquisições de usinas é o mercado interno.
Já a construção de novos projetos estaria voltada ao mercado externo, em sociedade com tradings e compradores internacionais.
Mas a força da rede de distribuição de combustíveis da Shell no mundo dá à joint venture com a Cosan uma capacidade imbatível de desenvolver mercados mundiais de etanol. Ficar esperando por parceiros para construir usinas perdeu o sentido, segundo a fonte da PBio.
Fonte: Brasil Econômico/Luiz Silveira e Ricardo Rêgo Monteiro
Entrada de petroleiras estrangeiras na produção de álcool faz estatal preferir aquisição de usinas para crescer mais rápido.
Diante da ofensiva de empresas estrangeiras como a anglo-holandesa Shell no mercado brasileiro de etanol, a Petrobras Biocombustível (PBio) vai dar uma guinada na estratégia de negócios a partir deste ano, com maior agressividade na política de aquisições.
Uma fonte da companhia, subsidiária da Petrobras para etanol e biodiesel, afirma que a estratégia de crescer por meio da construção de novas usinas foi deixada em segundo plano.
"A chegada de uma grande concorrente, e já na liderança, está nos levando a focar as aquisições", diz a fonte, um alto executivo da PBio que prefere não se identificar.
A Shell e a Cosan fecharam em janeiro parceria por meio da qual vão transferir para uma nova companhia seus ativos de produção de etanol e açúcar e de distribuição de combustíveis no país.
O negócio incomodou a Petrobras. Na semana passada em São Paulo, o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli deixou claro que vai disputar espaço no setor com a construção e a aquisição de empresas.
Guinada
O anúncio fez a PBio mudar de estratégia por vários motivos. Basicamente, a empresa entende que precisa crescer rápido e tomando oportunidades de grandes concorrentes do setor de petróleo, que começam a entrar no etanol.
Além da Shell e da Petrobras, a British Petroleum (BP) também está presente na produção de álcool no Brasil, com 50% da Tropical Bioenergia.
Era das petroleiras
No mercado de açúcar e álcool, fala-se na "era das petroleiras", com a expectativa de que novos investimentos cheguem ao setor. "Os biocombustíveis estão para as petroleiras como a ala das baianas está para as escolas de samba: não tem nada a ver com o enredo, mas quem não investir perde pontos", compara o diretor do Itaú BBA, Alexandre Figliolino. O executivo trabalha com fusões e aquisições de usinas.
Diante dessas perspectivas, as aquisições permitirão à PBio um crescimento mais rápido do que a construção de novas usinas, que leva no mínimo dois anos. É muito tempo, considerando a diferença entre as participações que Petrobras e Shell detêm no setor.
O único ativo da Petrobras em etanol é 40% na usina Total, de Bambuí (MG), pelo qual a estatal pagou R$ 150 milhões em dezembro de 2009. A Total tem capacidade de produzir 100 milhões de litros de álcool por ano, e crescerá para 200 milhões com os recursos da PBio.
Já a Shell ficará com uma participação de 50% das usinas da Cosan, que produzem 2 bilhões de litros de etanol por ano.
Mercado externo
Além disso, a fusão Cosan-Shell também afeta diretamente a estratégia de crescimento orgânico da Petrobras Biocombustível. Isso porque o plano de negócios prevê que o foco da estatal nas aquisições de usinas é o mercado interno.
Já a construção de novos projetos estaria voltada ao mercado externo, em sociedade com tradings e compradores internacionais.
Mas a força da rede de distribuição de combustíveis da Shell no mundo dá à joint venture com a Cosan uma capacidade imbatível de desenvolver mercados mundiais de etanol. Ficar esperando por parceiros para construir usinas perdeu o sentido, segundo a fonte da PBio.
Fonte: Brasil Econômico/Luiz Silveira e Ricardo Rêgo Monteiro
Ipea garate o futuro da produção de biocombustíveis
A diversidade de matérias-primas renováveis e o reaproveitamento de resíduos vão garantir o futuro dos biocombustíveis no Brasil, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As novas tecnologias, segundo o instituto, também vão contribuir para garantir o suprimento.
Ainda de acordo com o Ipea, a produção nacional de soja será capaz de atender a demanda crescente de biodiesel. O estudo alerta, no entanto, que se houver uma elevação de preço no mercado internacional, o mercado pode sofrer os mesmos problemas do açúcar e do álcool, com o desvio da produção para exportação e a falta de matéria-prima para produção de biodiesel localmente.
“É claro que, se os preços dos combustíveis fósseis retornarem aos patamares elevados do início deste século, o mercado de biocombustíveis será extremamente promissor, o que impulsionará o desenvolvimento de novos processos e tecnologias. O setor energético deve se preparar para a substituição da matriz energética e o setor agroindustrial exercerá papel importante nesta mudança”, diz o Ipea em nota.
Leia mais notícias de Economia e Negócios
Ainda de acordo com o Ipea, a produção nacional de soja será capaz de atender a demanda crescente de biodiesel. O estudo alerta, no entanto, que se houver uma elevação de preço no mercado internacional, o mercado pode sofrer os mesmos problemas do açúcar e do álcool, com o desvio da produção para exportação e a falta de matéria-prima para produção de biodiesel localmente.
“É claro que, se os preços dos combustíveis fósseis retornarem aos patamares elevados do início deste século, o mercado de biocombustíveis será extremamente promissor, o que impulsionará o desenvolvimento de novos processos e tecnologias. O setor energético deve se preparar para a substituição da matriz energética e o setor agroindustrial exercerá papel importante nesta mudança”, diz o Ipea em nota.
Leia mais notícias de Economia e Negócios
A Inserção dos biocombustíveis na matriz energética brasileira á luz do princípio da precaução
Texto de final de curso de LARISSA TAVARES DE ALMEIDA
terça-feira, 6 de abril de 2010
A Esalq e a Itesp têm projeto para produzir biodiesel de macaúba
Projeto inédito no país realizado em parceria entre a Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) e a Fundação Itesp (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) visa à produção de biodiesel a partir do óleo de macaúba.
De acordo com o professor responsável pelo Departamento de Ciências Florestais da Esalq, Paulo Kageyama, estudo preliminar realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostra que o fruto da palmeira produz entre 5 e 10 vezes mais óleo do que a soja por hectare. Além disso, a iniciativa pretende ajudar os agricultores familiares que vivem em mais de 100 assentamentos da região, contribuindo ainda para a recuperação ambiental de áreas degradadas.
Atualmente, 90% do biodiesel produzido no país é feito a partir do óleo extraído da soja. Com a macaúba, além do óleo para o combustível, Kageyama explicou que o produto também poderá ser utilizado para fins medicinais e na produção de cosméticos.
O projeto teve início há um ano e é financiado pelo MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário). Segundo o professor da Esalq, para iniciar uma plantação seria necessário esperar quatro anos para que a planta oferecesse o óleo. No entanto, na região nativa da espécie (Pontal do Paranapanema) já existe uma grande quantidade de plantação natural de macaúba que já permite a produção imediata do biodiesel. (Alessandra Santos)
Fonte: Jornal de Piracicaba
Leia a íntegra da reportagem na edição impressa do JP ou no JP Virtual
De acordo com o professor responsável pelo Departamento de Ciências Florestais da Esalq, Paulo Kageyama, estudo preliminar realizado pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) mostra que o fruto da palmeira produz entre 5 e 10 vezes mais óleo do que a soja por hectare. Além disso, a iniciativa pretende ajudar os agricultores familiares que vivem em mais de 100 assentamentos da região, contribuindo ainda para a recuperação ambiental de áreas degradadas.
Atualmente, 90% do biodiesel produzido no país é feito a partir do óleo extraído da soja. Com a macaúba, além do óleo para o combustível, Kageyama explicou que o produto também poderá ser utilizado para fins medicinais e na produção de cosméticos.
O projeto teve início há um ano e é financiado pelo MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário). Segundo o professor da Esalq, para iniciar uma plantação seria necessário esperar quatro anos para que a planta oferecesse o óleo. No entanto, na região nativa da espécie (Pontal do Paranapanema) já existe uma grande quantidade de plantação natural de macaúba que já permite a produção imediata do biodiesel. (Alessandra Santos)
Fonte: Jornal de Piracicaba
Leia a íntegra da reportagem na edição impressa do JP ou no JP Virtual
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Lucro com biodiesel
Este ano, a mistura obrigatória de biodiesel no diesel passou de 4% para 5%, antecipando a meta do governo prevista para 2013. A produção vai muito bem.
O problema é que continua vindo quase tudo da soja, contrariando aquela expectativa inicial de usar o óleo de culturas alternativas como matéria-prima.
No começo da safra, o Globo Rural visitou agricultores familiares em Goiás que estão plantando soja para produção do novo combustível.
Muitos carros, caminhões, ônibus. Uma frota que não para de crescer. Uma preocupação mundial: diminuir os gases causadores do efeito estufa. Fontes de energia renováveis são bem-vindas. Nesse cenário, surgiu o Programa Nacional do Biodiesel, lançado pelo governo há cinco anos.
O objetivo era investir num combustível biodegradável e menos poluente, produzido a partir de óleos vegetais e animais, para substituir parte do diesel de petróleo. E de quebra ainda inserir a agricultura familiar nessa nova cadeia produtiva, principalmente no Norte e no Nordeste, que têm como produzir oleaginosas como a palma, que dá o dendê, e a mamona. O governo autorizou, então, a mistura de 2% do novo combustível ao diesel comum.
A ideia era chegar gradativamente, aos 5% em 2013. Mas a indústria respondeu rápido e os planos mudaram. O governo decidiu antecipar essa meta. Desde janeiro de 2010, todo diesel que sai das bombas dos postos de combustível do país passou a ter em sua composição 5% biodiesel. Uma mistura obrigatória.
Para atender à nova demanda, o país deve produzir este ano 2,3 milhões de metros cúbicos de biodiesel, que, contrariando as expectativas iniciais, será quase todo produzido a partir do óleo de soja.
O biodiesel de mamona (Ricinus communis L.), de que tanto se falou no início do programa, por enquanto não deu certo. No ano passado, o Globo Rural mostrou pequenos agricultores do Ceará que tiveram sérios problemas.
O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na coordenação do Programa Nacional do Biodiesel admite que houve erro de avaliação. “O governo já esperava que a soja fosse a oleaginosa mais importante. A velocidade da entrada dessas alternativas é que talvez nós tenhamos errado no tempo. Nós acreditávamos que seria mais rápido e tem sido mais lento. Essa lentidão se deve às diferenças de estrutura agrícola. Você tem uma cadeia produtiva como a da soja, com 40 anos de evolução, infra-estrutura, tecnologia, financiamento e todo um conhecimento dos agricultores já colocados. E essas outras culturas são novas. Então, estão sendo implantadas no nosso país”, explicou Arnoldo Campos.
Hoje, setenta e oito por cento do biodiesel produzido no Brasil vem da soja, quinze por cento é do sebo de animais e 3% do caroço de algodão. Todas as outras culturas dividem os 4% restantes.
“Hoje há uma participação de quase 20% da agricultura familiar no total do biodiesel produzido. Desse montante, são 93% de soja”, completou Campos.
Se é verdade que o programa de biodiesel ainda não decolou direito em regiões que dependem de oleaginosas alternativas, em outras partes do país onde a soja se dá bem ele vai de vento e popa.
No Estado de Goiás hoje são cerca de 1,7 mil agricultores familiares trabalhando para a produção do biodiesel. Mais de 90% plantam soja.
Jataí, no sudoeste goiano, é uma região com tradição na produção de grãos. No lugar, agricultores familiares de oito assentamentos, reunidos em cooperativa, vão entregar, este ano, sua quarta safra de soja para as indústrias que esmagam o grão para fazer biodiesel.
Fábio Gottems e seu irmão, Paulo, plantaram, juntos, nesta safra, setenta hectares. Cada um é dono de um lote no assentamento Rio Paraíso. Eles sempre plantaram soja. Primeiro, em terra arrendada. Depois, em terra própria. Desde 2007, entregam tudo o que produzem para a indústria de biodiesel.
“É uma diferença em questão do incentivo, preço melhor e a questão de crédito. As empresas também estão fornecendo um crédito com mais facilidade. Facilitou mais um pouco a vida do produtor”, comparou Fábio.
Fábio e Paulo são beneficiados pelo Selo Combustível Social, um tipo de certificado concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário a indústrias de biodiesel que fecham contratos antecipados com agricultores familiares para a compra de parte de sua matéria-prima e prestam assistência técnica para eles. A vantagem é que 80% do mercado de biodiesel, hoje, só pode ser acessado por empresas que detenham o selo. E elas também contam com um desconto no imposto Pis/Cofins.
Gilmar Katzer é presidente da Coparpa, cooperativa que fica no assentamento Rio Paraíso e atende, além do Fábio e do Paulo Gottems, outras 300 famílias produtoras de soja. Ele explicou que, juntos, fica mais fácil conseguir um bônus com as indústrias, que, por causa do selo, têm interesse em negociar.
“Esse ano, nós temos 4,5% a mais do que preço de mercado, mais R$ 2,00 para a soja convencional e R$ 1,00 para a soja transgênica. Nós vimos que essa diferença influencia em cerca de 20% a 25% do lucro do produtor”, avaliou Gilmar.
Fábio planta soja convencional e está satisfeito. Como ele já negociou boa parte do que está colhendo com a indústria, sabe o quanto esse bônus vai representar. “Da cerca de R$ 3,5 por saca. Numa produtividade de 50 sacas por hectares, aumenta em torno de R$ 150 a R$ 160 o hectare. Isso aí é um aumento de lucro”, calculou.
A soja dos irmãos Gottems segue para Anápolis, sede de uma das indústrias que compram o grão para fazer biodiesel na região. Os grãos são testados, secos e laminados. O importante é saber que desse processo de esmagamento saem dois produtos principais. O primeiro é o farelo, produto nobre da soja, base da ração animal. O segundo produto da soja é o óleo, que a indústria usa para fazer o biodiesel.
O primeiro óleo extraído da soja fica armazenado em tanques. É o chamado óleo bruto. Agora em 2010, o Brasil deve utilizar 1,6 milhão de toneladas desse óleo. É a produção de 2,9 milhões de hectares. É o equivalente a 12% da área plantada no país.
“Esse óleo tem uma parcela destinada para refino, vendido no mercado interno, através de garrafas pets ou óleo enlatado. Tem outra parte que destinada para a produção de biodiesel, feita na unidade de Anápolis”, falou Wallinson Cavazzani, gerente de produção.
Segundo o diretor industrial, Juan Diego Ferrés, a maior parte do óleo produzido em uma indústria já vai para a produção de biodiesel. “Mais ou menos hoje 70% hoje do total já vai para o biodiesel e 30% vai para alimento”, contou.
O doutor Diego é também presidente da Ubrabio, União Brasileira do Biodiesel, entidade que já defende um aumento no percentual do biodiesel no diesel, de 5% para 10%. Segundo ele, há hoje um excedente de óleo de soja no mercado que permitiria o aumento. “Os mercados de óleo alimentício crescem 1,8 % ao ano, sendo que a oferta de produção cresce 7,6% ao ano”, justificou.
Ricardo Dornelles, diretor de combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, explicou, no entanto, que a prioridade do governo, por enquanto, é outra.
“Hoje, nós temos a capacidade instalada de fábrica de produção de biodiesel superior à nossa demanda. Esse é um ponto que o governo olha, obviamente, mas nós temos hoje duas prioridades que talvez hoje sejam mais importantes: uma é consolidar e fortificar a questão da participação da agricultura familiar como agente desse processo; a segunda prioridade é ter uma menor dependência da soja. É buscar formas alternativas de diversificar a produção de matérias-primas. Com a diversificação você vai poder aproveitar a capacidade produção das micro regiões do país”, explicou Dornelles.
Enquanto isso, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel tem mudado mesmo é a vida do agricultor familiar que planta soja.
O seu José Antônio dos Santos é da Bahia. Ele trabalhava como técnico agrícola em fazenda de cacau no sul Estado. Com a decadência da cultura e a crise, ele foi para Goiás tentar a sorte. Virou sem-terra. Dos tempos de acampado, ele e a mulher, Norma dos Santos, não gostam nem de lembrar.
“Difícil demais. Muito perigoso. Você perde a liberdade e não conhece ninguém. E o povo não quer aproximação com a gente porque é um sem-terra”, reclamou dona Norma.
Quando o casal conseguiu um lote no assentamento Rio Verdinho, em Rio Verde, também no sudoeste goiano, eles decidiram criar gado de leite. Conseguiam se manter, mas a vida era dura.
O seu Zé e dona Norma migraram para a soja por conta do programa de biodiesel, incentivados pela cooperativa. Outros 27 agricultores do assentamento seguiram pelo mesmo caminho. Juntos, financiaram as máquinas que servem a todos. Muito zeloso, o seu Zé deposita na lavoura de 40 hectares a esperança de outro ano bom.
“Nós estamos esperando uma produtividade de 60 sacos por hectare. E nós estamos querendo ver se fazemos uma média de R$ 40,00 por saco”, falou seu Zé.
Esta é a quarta vez que seu Zé e a dona Norma vão entregar a soja para a indústria de biodiesel. Neste meio tempo, ampliaram a casa, reformaram a cozinha e renovaram os eletrodomésticos. Construiram novos quartos e a tão sonhada suíte. A sala também ganhou uma TV maior para divertir os netos.
Tem até computador com internet. Mas o xodó de seu Zé está garagem.
“Já é o segundo carro zero. Eu compro e pago à vista. Eu queria que o biodiesel num parasse nunca e fosse para frente a vida toda porque é uma fonte de energia renovável e está dando muito lucro para o pequeno produtor”, concluiu seu Zé.
O Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo. Só perde para a Alemanha. Mas com o preço atual do petróleo, o novo combustível ainda custa mais do que o diesel comum.
Fonte:
O problema é que continua vindo quase tudo da soja, contrariando aquela expectativa inicial de usar o óleo de culturas alternativas como matéria-prima.
No começo da safra, o Globo Rural visitou agricultores familiares em Goiás que estão plantando soja para produção do novo combustível.
Muitos carros, caminhões, ônibus. Uma frota que não para de crescer. Uma preocupação mundial: diminuir os gases causadores do efeito estufa. Fontes de energia renováveis são bem-vindas. Nesse cenário, surgiu o Programa Nacional do Biodiesel, lançado pelo governo há cinco anos.
O objetivo era investir num combustível biodegradável e menos poluente, produzido a partir de óleos vegetais e animais, para substituir parte do diesel de petróleo. E de quebra ainda inserir a agricultura familiar nessa nova cadeia produtiva, principalmente no Norte e no Nordeste, que têm como produzir oleaginosas como a palma, que dá o dendê, e a mamona. O governo autorizou, então, a mistura de 2% do novo combustível ao diesel comum.
A ideia era chegar gradativamente, aos 5% em 2013. Mas a indústria respondeu rápido e os planos mudaram. O governo decidiu antecipar essa meta. Desde janeiro de 2010, todo diesel que sai das bombas dos postos de combustível do país passou a ter em sua composição 5% biodiesel. Uma mistura obrigatória.
Para atender à nova demanda, o país deve produzir este ano 2,3 milhões de metros cúbicos de biodiesel, que, contrariando as expectativas iniciais, será quase todo produzido a partir do óleo de soja.
O biodiesel de mamona (Ricinus communis L.), de que tanto se falou no início do programa, por enquanto não deu certo. No ano passado, o Globo Rural mostrou pequenos agricultores do Ceará que tiveram sérios problemas.
O representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário na coordenação do Programa Nacional do Biodiesel admite que houve erro de avaliação. “O governo já esperava que a soja fosse a oleaginosa mais importante. A velocidade da entrada dessas alternativas é que talvez nós tenhamos errado no tempo. Nós acreditávamos que seria mais rápido e tem sido mais lento. Essa lentidão se deve às diferenças de estrutura agrícola. Você tem uma cadeia produtiva como a da soja, com 40 anos de evolução, infra-estrutura, tecnologia, financiamento e todo um conhecimento dos agricultores já colocados. E essas outras culturas são novas. Então, estão sendo implantadas no nosso país”, explicou Arnoldo Campos.
Hoje, setenta e oito por cento do biodiesel produzido no Brasil vem da soja, quinze por cento é do sebo de animais e 3% do caroço de algodão. Todas as outras culturas dividem os 4% restantes.
“Hoje há uma participação de quase 20% da agricultura familiar no total do biodiesel produzido. Desse montante, são 93% de soja”, completou Campos.
Se é verdade que o programa de biodiesel ainda não decolou direito em regiões que dependem de oleaginosas alternativas, em outras partes do país onde a soja se dá bem ele vai de vento e popa.
No Estado de Goiás hoje são cerca de 1,7 mil agricultores familiares trabalhando para a produção do biodiesel. Mais de 90% plantam soja.
Jataí, no sudoeste goiano, é uma região com tradição na produção de grãos. No lugar, agricultores familiares de oito assentamentos, reunidos em cooperativa, vão entregar, este ano, sua quarta safra de soja para as indústrias que esmagam o grão para fazer biodiesel.
Fábio Gottems e seu irmão, Paulo, plantaram, juntos, nesta safra, setenta hectares. Cada um é dono de um lote no assentamento Rio Paraíso. Eles sempre plantaram soja. Primeiro, em terra arrendada. Depois, em terra própria. Desde 2007, entregam tudo o que produzem para a indústria de biodiesel.
“É uma diferença em questão do incentivo, preço melhor e a questão de crédito. As empresas também estão fornecendo um crédito com mais facilidade. Facilitou mais um pouco a vida do produtor”, comparou Fábio.
Fábio e Paulo são beneficiados pelo Selo Combustível Social, um tipo de certificado concedido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário a indústrias de biodiesel que fecham contratos antecipados com agricultores familiares para a compra de parte de sua matéria-prima e prestam assistência técnica para eles. A vantagem é que 80% do mercado de biodiesel, hoje, só pode ser acessado por empresas que detenham o selo. E elas também contam com um desconto no imposto Pis/Cofins.
Gilmar Katzer é presidente da Coparpa, cooperativa que fica no assentamento Rio Paraíso e atende, além do Fábio e do Paulo Gottems, outras 300 famílias produtoras de soja. Ele explicou que, juntos, fica mais fácil conseguir um bônus com as indústrias, que, por causa do selo, têm interesse em negociar.
“Esse ano, nós temos 4,5% a mais do que preço de mercado, mais R$ 2,00 para a soja convencional e R$ 1,00 para a soja transgênica. Nós vimos que essa diferença influencia em cerca de 20% a 25% do lucro do produtor”, avaliou Gilmar.
Fábio planta soja convencional e está satisfeito. Como ele já negociou boa parte do que está colhendo com a indústria, sabe o quanto esse bônus vai representar. “Da cerca de R$ 3,5 por saca. Numa produtividade de 50 sacas por hectares, aumenta em torno de R$ 150 a R$ 160 o hectare. Isso aí é um aumento de lucro”, calculou.
A soja dos irmãos Gottems segue para Anápolis, sede de uma das indústrias que compram o grão para fazer biodiesel na região. Os grãos são testados, secos e laminados. O importante é saber que desse processo de esmagamento saem dois produtos principais. O primeiro é o farelo, produto nobre da soja, base da ração animal. O segundo produto da soja é o óleo, que a indústria usa para fazer o biodiesel.
O primeiro óleo extraído da soja fica armazenado em tanques. É o chamado óleo bruto. Agora em 2010, o Brasil deve utilizar 1,6 milhão de toneladas desse óleo. É a produção de 2,9 milhões de hectares. É o equivalente a 12% da área plantada no país.
“Esse óleo tem uma parcela destinada para refino, vendido no mercado interno, através de garrafas pets ou óleo enlatado. Tem outra parte que destinada para a produção de biodiesel, feita na unidade de Anápolis”, falou Wallinson Cavazzani, gerente de produção.
Segundo o diretor industrial, Juan Diego Ferrés, a maior parte do óleo produzido em uma indústria já vai para a produção de biodiesel. “Mais ou menos hoje 70% hoje do total já vai para o biodiesel e 30% vai para alimento”, contou.
O doutor Diego é também presidente da Ubrabio, União Brasileira do Biodiesel, entidade que já defende um aumento no percentual do biodiesel no diesel, de 5% para 10%. Segundo ele, há hoje um excedente de óleo de soja no mercado que permitiria o aumento. “Os mercados de óleo alimentício crescem 1,8 % ao ano, sendo que a oferta de produção cresce 7,6% ao ano”, justificou.
Ricardo Dornelles, diretor de combustíveis renováveis do Ministério de Minas e Energia, explicou, no entanto, que a prioridade do governo, por enquanto, é outra.
“Hoje, nós temos a capacidade instalada de fábrica de produção de biodiesel superior à nossa demanda. Esse é um ponto que o governo olha, obviamente, mas nós temos hoje duas prioridades que talvez hoje sejam mais importantes: uma é consolidar e fortificar a questão da participação da agricultura familiar como agente desse processo; a segunda prioridade é ter uma menor dependência da soja. É buscar formas alternativas de diversificar a produção de matérias-primas. Com a diversificação você vai poder aproveitar a capacidade produção das micro regiões do país”, explicou Dornelles.
Enquanto isso, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel tem mudado mesmo é a vida do agricultor familiar que planta soja.
O seu José Antônio dos Santos é da Bahia. Ele trabalhava como técnico agrícola em fazenda de cacau no sul Estado. Com a decadência da cultura e a crise, ele foi para Goiás tentar a sorte. Virou sem-terra. Dos tempos de acampado, ele e a mulher, Norma dos Santos, não gostam nem de lembrar.
“Difícil demais. Muito perigoso. Você perde a liberdade e não conhece ninguém. E o povo não quer aproximação com a gente porque é um sem-terra”, reclamou dona Norma.
Quando o casal conseguiu um lote no assentamento Rio Verdinho, em Rio Verde, também no sudoeste goiano, eles decidiram criar gado de leite. Conseguiam se manter, mas a vida era dura.
O seu Zé e dona Norma migraram para a soja por conta do programa de biodiesel, incentivados pela cooperativa. Outros 27 agricultores do assentamento seguiram pelo mesmo caminho. Juntos, financiaram as máquinas que servem a todos. Muito zeloso, o seu Zé deposita na lavoura de 40 hectares a esperança de outro ano bom.
“Nós estamos esperando uma produtividade de 60 sacos por hectare. E nós estamos querendo ver se fazemos uma média de R$ 40,00 por saco”, falou seu Zé.
Esta é a quarta vez que seu Zé e a dona Norma vão entregar a soja para a indústria de biodiesel. Neste meio tempo, ampliaram a casa, reformaram a cozinha e renovaram os eletrodomésticos. Construiram novos quartos e a tão sonhada suíte. A sala também ganhou uma TV maior para divertir os netos.
Tem até computador com internet. Mas o xodó de seu Zé está garagem.
“Já é o segundo carro zero. Eu compro e pago à vista. Eu queria que o biodiesel num parasse nunca e fosse para frente a vida toda porque é uma fonte de energia renovável e está dando muito lucro para o pequeno produtor”, concluiu seu Zé.
O Brasil é o segundo maior produtor de biodiesel do mundo. Só perde para a Alemanha. Mas com o preço atual do petróleo, o novo combustível ainda custa mais do que o diesel comum.
Fonte:
Escassez de matéri-prima para 40% das usinas no Brasil
Apesar do potencial agrícola do país, atualmente 40% das usinas credenciadas para produção de biodiesel estão paradas, por falta de matéria-prima. Este e outos problemas serão discutidos durante o II Seminário de Biodiesel, em maio, promovido pela Academia Pernambucana de Ciência Agronômica (APCA).
Fonte: Diario de Pernambuco
Fonte: Diario de Pernambuco
10 mil toneladas de biocombustível apreendidos na Europae
A Europa apreendeu 10 mil toneladas de biocombustível nos portos de Veneza e Trieste, acusando os exportadores americanos de fraude. Os Estados Unidos sofrem uma taxa de importação que praticamente torna inviável o comércio com a Europa.
A suspeita é de que exportadores americanos estejam usando outros países como forma de driblar as tarifas e garantir a venda para o mercado europeu. Entre os países investigados estão Argentina, Brasil, Indonésia e, principalmente, o Canadá.
Na sexta-feira, a aduana italiana apreendeu 10 mil toneladas de biocombustível vindo de exportadores canadenses. A suspeita, porém, é de que o combustível tenha origem nos Estados Unidos e o Canadá esteja sendo usado como forma de driblar as imposições europeias.
Ao Estado, o Conselho Europeu de Biodiesel (EBB) admitiu que os produtores europeus estão investigando não apenas o Canadá, mas também argentinos, brasileiros e até a Indonésia por ajudar a mascarar as importações americanas.
A estratégia seria simples. Produtores americanos enviariam seus produtos a diferentes partes do mundo e, de lá, o biodiesel seguiria para a Europa, com nova origem. Segundo Amandine Lacourt, representante do Conselho Europeu de Biodiesel, a fraude poderia chegar a 100 milhões por ano em tarifas não pagas por americanos usando outros países.
Jamil Chade - 02/04/2010
Fonte:
A suspeita é de que exportadores americanos estejam usando outros países como forma de driblar as tarifas e garantir a venda para o mercado europeu. Entre os países investigados estão Argentina, Brasil, Indonésia e, principalmente, o Canadá.
Na sexta-feira, a aduana italiana apreendeu 10 mil toneladas de biocombustível vindo de exportadores canadenses. A suspeita, porém, é de que o combustível tenha origem nos Estados Unidos e o Canadá esteja sendo usado como forma de driblar as imposições europeias.
Ao Estado, o Conselho Europeu de Biodiesel (EBB) admitiu que os produtores europeus estão investigando não apenas o Canadá, mas também argentinos, brasileiros e até a Indonésia por ajudar a mascarar as importações americanas.
A estratégia seria simples. Produtores americanos enviariam seus produtos a diferentes partes do mundo e, de lá, o biodiesel seguiria para a Europa, com nova origem. Segundo Amandine Lacourt, representante do Conselho Europeu de Biodiesel, a fraude poderia chegar a 100 milhões por ano em tarifas não pagas por americanos usando outros países.
Jamil Chade - 02/04/2010
Fonte:
Petrobras - duplicação de Candeias elevará em 33% capacidade de produção de biodiesel
Com a conclusão das obras de duplicação da Usina de Biodiesel de Candeias, na Bahia, prevista para agosto, a Petrobras aumentará em 33% a capacidade de produção de biodiesel de suas três unidades: a de Montes Claros (MG), a de Quixadá (CE) e a de Candeias.
A capacidade de produção conjunta das três usinas passará dos atuais 326 milhões de litros para 434 milhões de litros por ano, até o final do ano, após a conclusão das obras na Bahia. A outras duas usinas produzem, cada uma, 108 milhões de litros anuais.
O Planejamento Estratégico da Petrobras prevê ainda a construção de uma usina de grande porte na Região Norte do Brasil até 2012, que poderá para processar 120 milhões de litros de biodiesel por ano – o que vai dobrar a capacidade de produção da estatal nos próximos três anos. Para isso, a estatal vai transformar uma das suas duas unidades experimentais localizadas em Guamaré, no Rio Grande do Norte, em usina industrial.
Para os próximos cinco anos, já foram aprovados pela companhia investimentos de R$ 1 bilhão, destinados ao desenvolvimento de tecnologias em biocombustíveis, a serem implementadas pelo Centro de Pesquisas da estatal, na Ilha do Fundão, e também por outras instituições de pesquisa.
A intenção da estatal brasileira de energia de se tornar uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do mundo levou a estatal a concluir, em novembro do ano passado, o primeiro negócio para produção em parceria com a iniciativa privada, com a aquisição de 50% da Usina de Marialva, em Maringá, no norte do Paraná, do grupo BSBios.
O início da produção, que será de 120 milhões de litros por ano, está previsto para o segundo semestre de 2010. Esse volume representa 60% da demanda atual do estado do Paraná, que é de 200 milhões de litros por ano.
A produção de biodiesel da Petrobras em 2009 evitou a emissão na atmosfera de 320 mil toneladas de dióxido de carbono.
Fonte:
A capacidade de produção conjunta das três usinas passará dos atuais 326 milhões de litros para 434 milhões de litros por ano, até o final do ano, após a conclusão das obras na Bahia. A outras duas usinas produzem, cada uma, 108 milhões de litros anuais.
O Planejamento Estratégico da Petrobras prevê ainda a construção de uma usina de grande porte na Região Norte do Brasil até 2012, que poderá para processar 120 milhões de litros de biodiesel por ano – o que vai dobrar a capacidade de produção da estatal nos próximos três anos. Para isso, a estatal vai transformar uma das suas duas unidades experimentais localizadas em Guamaré, no Rio Grande do Norte, em usina industrial.
Para os próximos cinco anos, já foram aprovados pela companhia investimentos de R$ 1 bilhão, destinados ao desenvolvimento de tecnologias em biocombustíveis, a serem implementadas pelo Centro de Pesquisas da estatal, na Ilha do Fundão, e também por outras instituições de pesquisa.
A intenção da estatal brasileira de energia de se tornar uma das cinco maiores produtoras de biodiesel do mundo levou a estatal a concluir, em novembro do ano passado, o primeiro negócio para produção em parceria com a iniciativa privada, com a aquisição de 50% da Usina de Marialva, em Maringá, no norte do Paraná, do grupo BSBios.
O início da produção, que será de 120 milhões de litros por ano, está previsto para o segundo semestre de 2010. Esse volume representa 60% da demanda atual do estado do Paraná, que é de 200 milhões de litros por ano.
A produção de biodiesel da Petrobras em 2009 evitou a emissão na atmosfera de 320 mil toneladas de dióxido de carbono.
Fonte:
terça-feira, 30 de março de 2010
A Novozyme promove um "breakthrough" na hidrólise enzimática
Em 15 de fevereiro, a Novozyme, empresa de destaque na indústria de enzimas, anunciou que tinha chegado a uma redução no custo da enzima para produção do etanol de materiais celulósicos (Etanol Celulósico), levando-o para a faixa de 50 cents/ galão de etanol. Esse resultado permite atingir a famosa paridade com o etanol de milho americano – na faixa de US$ 2 / galão – que ainda é bem mais caro que o etanol brasileiro. Mas o que chama a atenção é a trajetória do progresso tecnológico. Não se deve esquecer que no final dos anos 90 o DOE “deu” US$ 15 milhões para a Novozyme tentar reduzir em 10 vezes o custo da enzima celulase. Isso foi feito em 3 ou 4 anos. Agora, é sobre essa base que a Novozyme anuncia ter conseguido uma redução adicional.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Brasil Ecodiesel reduz perdas em 2009
São Paulo, 23 mar (EFE).- A Brasil Ecodiesel, uma das líderes do mercado nacional na produção de biodiesel, reduziu suas perdas em 2009, com um saldo negativo de R$ 88,4 milhões, segundo dados da empresa. Este resultado se deve ao aumento de vendas de biodiesel nos leilões oficiais no segundo semestre de 2009.
A companhia, que passa por um processo de reestruturação financeira e de mudança estratégica, tinha registrado em 2008 um prejuízo de R$ 197,1 milhões. Esta reestruturação, no entanto, não foi suficiente para evitar um novo prejuízo anual que, no ano passado, fez a empresa recorrer a uma capitalização na Bolsa de Valores.
"A companhia viveu uma virada em 2009 e os números mostram a consolidação da reestruturação financeira e operacional", afirmou o diretor de Relacionamento com Investidores, Charles Mann de Toledo.
O balanço desfavorável foi influenciado por um impacto contábil negativo de R$ 63,7 milhões, produto de uma valorização de ativos e uma série de ajustes adotados pelo novo Conselho de Administração.
O ajuste do lucro bruto de exploração Ebitda (que mede os lucros antes de juros, taxas, impostos, depreciação e amortização) passou de R$ 58,6 milhões de reais negativos para R$ 45,8 milhões.
No ano passado, a empresa faturou R$ 404,9 milhões com a produção de 151,9 milhões de metros cúbicos do biocombustível, produzido de óleos de mamona e soja, entre outros.
A dívida de R$ 290,4 milhões, com o ajuste de disponibilidade e aplicações, passou a gerar um caixa líquido de R$ 37,2 milhões, segundo a empresa.
Com o novo direcionamento estratégico, duas usinas no Nordeste chegaram a ser desativadas, possibilitando reduzir ainda mais o prejuízo, para R$ 11,89 milhões.
No entanto, o MDA suspendeu o Selo Combustível Social da companhia no início do mês. Sem a certificação, a empresa não pode participar dos leilões da ANP voltados para o biodiesel produzido pela agricultura familiar.
A Brasil Ecodiesel é a principal fornecedora de biodiesel para a Petrobras.
Fonte: Fontes Diversas
A companhia, que passa por um processo de reestruturação financeira e de mudança estratégica, tinha registrado em 2008 um prejuízo de R$ 197,1 milhões. Esta reestruturação, no entanto, não foi suficiente para evitar um novo prejuízo anual que, no ano passado, fez a empresa recorrer a uma capitalização na Bolsa de Valores.
"A companhia viveu uma virada em 2009 e os números mostram a consolidação da reestruturação financeira e operacional", afirmou o diretor de Relacionamento com Investidores, Charles Mann de Toledo.
O balanço desfavorável foi influenciado por um impacto contábil negativo de R$ 63,7 milhões, produto de uma valorização de ativos e uma série de ajustes adotados pelo novo Conselho de Administração.
O ajuste do lucro bruto de exploração Ebitda (que mede os lucros antes de juros, taxas, impostos, depreciação e amortização) passou de R$ 58,6 milhões de reais negativos para R$ 45,8 milhões.
No ano passado, a empresa faturou R$ 404,9 milhões com a produção de 151,9 milhões de metros cúbicos do biocombustível, produzido de óleos de mamona e soja, entre outros.
A dívida de R$ 290,4 milhões, com o ajuste de disponibilidade e aplicações, passou a gerar um caixa líquido de R$ 37,2 milhões, segundo a empresa.
Com o novo direcionamento estratégico, duas usinas no Nordeste chegaram a ser desativadas, possibilitando reduzir ainda mais o prejuízo, para R$ 11,89 milhões.
No entanto, o MDA suspendeu o Selo Combustível Social da companhia no início do mês. Sem a certificação, a empresa não pode participar dos leilões da ANP voltados para o biodiesel produzido pela agricultura familiar.
A Brasil Ecodiesel é a principal fornecedora de biodiesel para a Petrobras.
Fonte: Fontes Diversas
terça-feira, 23 de março de 2010
Energia limpa não pode ser só retórica, afirma especialista
22/03/10 - "Hoje, fala-se muito sobre energia renovável, mas não se faz muito". Na opinião de Aldo Vieira da Rosa, 92, professor de engenharia da Universidade Stanford, na Califórnia, esse é um dos problemas impedindo o avanço das tecnologias que podem ajudar a substituir o uso combustíveis fósseis que alimenta o aquecimento global. Autor de um livro tido como referência no estudo de energia renovável, Rosa acaba de ser admitido na Ordem Nacional do Mérito Científico no Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)