sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Programa de Apoio Financeiro a Investimentos em Biodiesel



Objetivo
Apoiar investimentos em todas as fases da produção de biodiesel (fase agrícola, produção de óleo bruto, produção de biodiesel, armazenamento, logística e equipamentos para a produção de biodiesel), sendo que, em relação às fases agrícola e de produção de óleo bruto, podem ser apoiados projetos desvinculados da produção imediata de biodiesel, desde que seja formalmente demonstrada a destinação futura do produto agrícola ou do óleo bruto para a produção de biodiesel;

Apoiar a aquisição de máquinas e equipamentos homologados para uso de biodiesel ou de óleo vegetal bruto;

Apoiar investimentos em beneficiamento de co-produtos e subprodutos do biodiesel;

Oferecer condições diferenciadas para projetos que promovam a inclusão social mediante a utilização de matéria-prima fornecida por agricultores familiares e para os quais o Ministério do Desenvolvimento Agrário tenha concedido "enquadramento social" e "selo social".


Clientes
Conforme disposto nas Políticas Operacionais do BNDES.
Veja: Clientes

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Charges do Dia


Charge do Aroeira foi feita para a

Charge do Jorge Braga foi feita para a

Charge do Aroeira foi feita para a

Lula deve inaugurar usina da Barrálcool no MT


a Dedini Indústria de Base, juntamente com sua cliente, a Usina Barrálcool, inauguram no dia 14 de novembro a primeira planta de biodiesel integrada a uma usina de álcool, em Barra do Bugres, no Mato Grosso. A cerimônia deve contar com a presença do presidente Luiz Ignácio Lula da Silva, conforme informou ontem a assessoria de comunicação da Dedini. A Barrálcool investiu R$ 27 milhões na planta construída pela empresa piracicabana.
A nova unidade produzirá o biodiesel a partir de vários óleos e, quando estiver se utilizando da rota etílica, ou seja, o bioetanol como matéria prima, o biodiesel produzido será “100% ecológico”, segundo a Dedini. Isso porque utilizará em sua composição exclusivamente produtos de origem vegetal e provenientes de fontes renováveis, até mesmo em suas fontes de energia elétrica e térmica, que aproveitarão o bagaço de cana gerado como combustível.
Além disso, o fato de estar instalada anexa a uma usina de bioetanol e açúcar permitirá uma perfeita integração energética, inclusive com o aproveitamento de outras facilidades existentes no complexo industrial.
Essa solução, segundo a Dedini, vai possibilitar a redução de cerca de 20 a 25 % no investimento quando comparada com uma planta de biodiesel não integrada.
Além da produção de biodiesel, a planta contempla uma unidade para tratamento da matéria prima – possibilitando trabalhar com diferentes opções – um parque de estocagem para matéria prima, produtos e subprodutos, unidade de carregamento e descarregamento, tudo isso, interligado, comandado e controlado por um sistema supervisor.
Segundo o vice-presidente de operações da Dedini Indústrias de Base, José Luiz Olivério, o fato de estar instalada anexa à usina de bioetanol e açúcar trará uma grande vantagem econômica, já que parte da matéria-prima e todos os insumos serão provenientes da usina existente. Isso vai gerar uma redução no custo final do biodiesel.

Com a instalação da planta, a Barrálcool passa a ser a primeira usina do mundo a gerar as bioenergias: bioeletricidade, bioetanol e biodiesel.

Fonte: Jornal de Piracicaba

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Brasil e Argentina disputam biodiesel


São Paulo, 1 de Novembro de 2006 - Empresas dos dois países começam a investir pesado na produção, mas com focos diferentes. O Brasil está próximo de torna-se uma potência mundial na produção e venda do biodiesel, combustível regularizado há dois anos pelo governo federal para sustentar a agricultura familiar, mas que hoje já faz parte do portfólio de negócios estratégicos de empresas de grande porte como a Petrobras, Ipiranga, ADM, Caramuru e Bertin.


Fonte: Gazeta Mercantil

Usina vai produzir Biodiesel em Comodoro-MT


A empresa Acácia Biodiesel Ltda deverá iniciar dentro de aproximadamente 60 dias a operação de sua planta de produção de Biodiesel em Comodoro, com capacidade inicial para 12 mil litros/dia, gerando aproximadamente dez empregos direto na indústria e mais 300 indiretos.

Segundo informações do diretor Rogério Caproni (Mineiro) a instalação dos equipamentos adquiridos da empresa Amazônia Eco Biodiesel, de Tangará da Serra, devera iniciar a partir da próxima semana. "Já recebemos alguns equipamentos, e estamos concluindo as obras do barracão. Esperamos poder iniciar a produção dentro de no máximo dois meses", afirma o empresário.

A usina deverá utilizar para a produção de Biodiesel óleos de origem vegetal e animal, "a planta industrial inclui uma esmagadora de grão para a produção de óleos vegetais, podendo utilizar como matéria prima: soja, caroço de algodão, girassol, pinhão manso, ou qualquer outra oleaginosa, além de gorduras animais, como sebo e óleo de cozinha reciclado", revela.

Segundo Mineiro a empresa pretende iniciar nos próximos dias um programa de troca evolvendo restaurantes e donas de casa, com a troca de 4 litros de óleo usado por um litro de óleo novo. A empresa também deverá iniciar o cadastramento de agricultores familiares interessados no cultivo de pinhão manso, visando à obtenção do selo social.

Fonte: O Documento

Integração Nacional instala comitê do biodiesel

Sob a coordenação da Secretaria-Executiva do Ministério da Integração Nacional, foi instalado, ontem, o Comitê de Gestão das Ações do Biodiesel. O comitê será responsável pela definição das estratégias de ação do Ministério e de seus órgãos vinculados, com base nas diretrizes do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPD).

Fonte: Última Hora News

Furlan vai aos EUA para iniciar reaproximação comercial

A maior aproximação comercial entre Brasil e Estados Unidos no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva começa a tomar forma na segunda-feira, com a visita que o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, fará a Washington, onde encontrará autoridades do governo Bush.

O ministro terá encontro, também, com autoridades da área de energia, com quem quer discutir bioenergia (etanol e biodiesel), e com a representante comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, que tem funções de ministra do Comércio Exterior. Com Gutierrez, o ministro pretende avançar nas negociações para reduzir prazos e burocracia na concessão de vistos para executivos em negócio entre os dois países - idéia já aceita pelo secretário de Comércio americano, que tenta convencer as autoridades da Imigração e de segurança nos EUA.

Fonte:

Hot Rod bicombustível está no SEMA


Carsale – A empresa sueca Caresto, tradicional parceira da Volvo, produziu um hot rod com motor bicombustível para o SEMA Show, que abriu suas portas ontem (31), em Las Vegas (EUA). O modelo, batizado V8 Speedster, foi construído com componentes da Volvo, entre eles o motor 4.4 V8. Este rende 315 cavalos com gasolina e 340 cavalos com uso exclusivo de etanol.

O câmbio automático de seis marchas, o painel de instrumentos e o seletor de marchas também foram fornecidos pela fabricante sueca. Já o estilo retrô do V8 Speedster é uma criação exclusiva da Caresto. O modelo será vendido sob encomenda, e o cliente poderá escolher alguns detalhes do carro. Seu preço ficará próximo aos US$ 338 milhões, o equivalente a cerca de R$ 725 mil.

Fonte:

Austrália anuncia fundos para reduzir emissões


Hoje (Quarta-feira), o Primeiro Ministro da Austrália, John Howard, anunciou que investirá 60 milhões de dólares australianos para projetos de redução das emissões de gases do efeito estufa, em meio a crescente pressão do governo para mitigar o aquecimento global.

O anúncio de Howard foi feito após a publicação de um importante relatório britânico, o qual ressaltou que a Austrália se recusou a retificar o Protocolo de Kyoto sobre mudanças climáticas, alertando sobre as conseqüências econômicas diretas da falta de ação.

“Os projetos abrangem uma série de áreas, incluindo energias renováveis, melhoria da performance ambiental dos combustíveis fósseis, eficiência energética, e melhoria das práticas ambientais em setores como mineração do carvão e produção de alumínio,” disse Howard.

O anúncio do pacote de 60 milhões dólares soma-se a diretiva de 500 milhões de dólares, lançada na semana passada para mitigar as mudanças climáticas, incluindo fundos para projetos como a maior usina de energia fotovoltáica do mundo.

Na segunda-feira, o ex-chefe Economista do Banco Mundial, Nicholas Stern, disse em seu relatório que o prejuízo econômico das mudanças climáticas podem ser da escala de duas guerras mundiais e da Grande Depressão ocorrida na década de 1930.

Fonte: Agence France Presse
Agência UDOP de Notícias

Finlandesa investirá na 2ª geração de biocombustíveis

A companhia finlandesa de papel UPM-Kymmene Oyj (UPM) disse hoje que vai investir pesadamente na segunda geração de biodiesel nos próximos anos a fim de se tornar uma importante produtora de biocombustível. Atualmente, a UPM disse que está em desenvolvimento o conceito do negócio e as respectivas soluções técnicas. A decisão de investir na primeira fábrica para produção comercial em escala deve sair em alguns anos. A fábrica será adjacente a uma das unidades produtoras da UPM na Finlândia, França, Alemanha ou Reino Unido.

"Os investimentos no desenvolvimento de conceitos e fábricas serão significativos. A produção de biocombustível é uma coisa boa para a UPM uma vez que seu core business é agregar valor à madeira bruta. Nosso objetivo é maximizar os ganhos com a matéria bruta da biomassa", disse Jussi Pesonen, presidente e chefe-executivo da empresa. "A importância dos combustíveis renováveis está crescendo e consideramos esta uma oportunidade para utilizar melhor a cadeia de valor que temos e participar do desenvolvimento futuro."

A principal matéria-prima usada na produção de biodiesel será a biomassa da madeira. A UPM já está utilizando a madeira para a fabricação de produtos e geração de energia. A fábrica de biocombustível adjacente às plantas existentes da UPM de produção de polpa ou de papel aumentará a possibilidade de usar o material bruto de madeira, informou a companhia. As informações são da Dow Jones.

Fonte:

INFINITY INVESTE R$ 1,7 BILHÃO EM ÁLCOOL E BIODIESEL NO BRASIL

Grupo multinacional, presidido por brasileiro, vai iniciar operação de cinco novas indústrias até o fim de 2007

Integra da Matéria

Biodiesel: agricultores/mt iniciam plantio de pinhão manso para produção


Agricultores familiares e assentados da reforma agrária iniciaram esta semana, no Mato Grosso, o preparo da terra para o primeiro plantio no estado de pinhão manso visando à produção de biodiesel. O trabalho envolve cerca de 560 famílias de 14 municípios que compõem o Consórcio Intermunicipal do Alto Paraguai. A área plantada deve chegar a 3,2 mil hectares.
Leia na Integra a Matéria
Fonte:

Biodiesel alternativo para motores a diesel

A comissão política do CDS - PP de Oliveira de Azeméis organizou uma conferência para discutir as vantagens da utilização do ‘Biodiesel – O combustível do futuro’. Os oradores apontaram como vantagens de utilização deste combustível, obtido através do reaproveitamento do óleo já utilizado na cozinha, a duração do motor do veículo, o baixo custo e o combate à poluição.
Fonte: Correio de Azemeis

Biodiesel: Subsídios garantem competitividade

01/11/06 - Os preços do biodiesel vão cair quando os governos europeus tornarem obrigatórias as misturas dos combustíveis e à medida que a produção quadruplicar nos próximos quatro anos, segundo o Goldman Sachs Group Inc., a mais lucrativa corretora mundial. O combustível produzido a partir de óleos vegetais alcançou a média de € 780 (US$ 982) a tonelada esse ano e vai cair 18%, para €640 a tonelada, quando os governos tornarem obrigatória a adoção de proporções determinadas para a mistura do combustível com o diesel convencional.

A produção européia de biodiesel deverá se multiplicar quase por quatro, para 12 milhões de toneladas, até 2010, puxada por investimentos estimados em US$ 3,8 bilhões, disse o Goldman Sachs. ``A capacidade de produção deverá aumentar consideravelmente nos próximos anos devido às baixas barreiras ao ingresso'''' do biocombustível, disseram os analistas Mariano Alarco, Jason Channell e Stephen Benson, que trabalham em Londres, em relatório divulgado no último dia 23 de outubro. ``As prováveis empresas mais bem-sucedidas serão processadoras de óleos vegetais grandes, de baixo custo e capazes de operar com várias matérias-primas vegetais, situadas em localizações privilegiadas do ponto de vista da logística."

O interesse dos consumidores e dos governos pelos biocombustíveis é puxado pelo desejo de substituir os combustíveis fósseis devido à disparada dos preços do petróleo, e de restringir a emissão de gases de estufa responsabilizados pelo aquecimento global. Os programas de apoio dos governos são o principal impulsionador da expansão do setor, disseram analistas do Goldman.

O biodiesel não se torna competitivo na ausência de subsídios, disseram analistas. Sem qualquer ajuda do governo, o preço do petróleo teria de alcançar US$ 110 o barril para torná-lo atraente.

Fonte: Gazeta Mercantil

Especialista fala da redenção pelos biocombustíveis

Criar emprego e distribuir renda e, a partir disso ganhar mercado externo, são fundamentos de um plano socioeconômico para a produção de biocombustíveis, desafio lançado para o setor no Brasil, inclusive em Piracicaba, pelo professor doutor Ignacy Sachs durante o Seminário Competitividade e Sustentabilidade das Cadeias de Biocombustíveis, realizado ontem na Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz). O evento foi promovido em conjunto pela escola, Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Semic (Secretaria de Indústria e Comércio de Piracicaba) e Pólo Nacional de Biocombustíveis.

Fonte: Jornal de Piracicaba

Esportivo a biodiesel é atração do SEMA


O apresentador de TV norte-americano Jay Leno se uniu à General Motors para criar o EcoJet, um dos destaques do estande da montadora no SEMA Show, o maior evento de produtos de personalização automotiva dos Estados Unidos. Hoje (31), durante a abertura da mostra, Leno e Ed Wellburn, vice-presidente de Design da GM, apresentaram o carro ao público. Trata-se de um esportivo equipado com motor turbo da Honeywell. Este rende 650 cavalos de potência e funciona com biodiesel.

O design do EcoJet traz linhas de carros da Cadillac, marca controlada pelo grupo GM. Porém, também buscou inspiração no estilo de aviões e monopostos de Fórmula 1. O resultado é um protótipo de linhas futuristas, ressaltadas pela grade do radiador, pelo formato do teto e pelas rodas. O EcoJet foi montado no chassi do Corvette Z06, da Chevrolet, que conta com componentes de alumínio, magnésio e fibra de carbono em sua estrutura.

O SEMA Show, é realizado todos os anos em Las Vegas (EUA) e consiste na mais importante feira global do segmento. Jay Leno, apresentador do "Tonight Show", da rede norte-americana NBC, é colecionador de carros e tradicional parceiro da General Motors. A idéia de produzir o EcoJet surgiu a partir de conversas entre Leno, o mecânico de seus carros e Ed Wellburn.

Fonte:

"Efeito etanol" eleva vendas e lucro líquido da americana ADM

A americana Archer Daniels Midland (ADM), gigante mundial do agronegócio com forte presença no mercado brasileiro, encerrou o primeiro trimestre de seu atual exercício, em 30 de setembro passado, com aumentos tanto de receita quanto de lucro.

Segundo informou a multinacional, suas vendas líquidas globais alcançaram US$ 9,447 bilhões, 9,5% mais que entre julho e setembro do ano passado. O lucro líquido, por sua vez, cresceu 116,1% na mesma comparação e alcançou US$ 402,745 milhões.

Em comunicado emitido ontem (dia 31), a executiva-chefe e presidente do grupo, Patricia Woertz, afirmou que a ADM esteve muito perto de sua melhor performance histórica para um primeiro trimestre de exercício.

Ainda de acordo com informações da companhia, seu lucro operacional consolidado aumentou quase 85% no primeiro trimestre, para US$ 647,9 milhões, com expressivo reflexo do desempenho no mercado de etanol. A ADM já é a maior produtora do combustível dos Estados Unidos.

Na divisão de processamento de oleaginosas, o lucro operacional chegou a US$ 169,645 milhões, US$ 70,530 milhões a mais que em igual período de 2005. No processamento de milho, o salto foi de US$ 154,240 milhões, para US$ 290,498 milhões.

Já a divisão que envolve as operações de serviços agrícolas da múlti deixou como saldo um lucro operacional de US$ 111,299 milhões, US$ 91,290 milhões a mais que de julho a setembro do ano passado. Nos outros segmentos em que a ADM atua, o lucro operacional global diminuiu US$ 18,644 milhões e ficou em US$ 76,492 milhões, principalmente em conseqüência de problemas nos ramos de cacau, moagem de trigo e nutrição.

Fonte:

Agência UDOP de Notícias

Bolívia prepara novo golpe contra o Brasil. Agora no setor petroquímico

Acordo entre a PDVSA e a YPFB para industrialização do gás inviabiliza projeto da Petrobrás e da Braskem

O plano de industrialização do gás natural, próximo passo da política petrolífera do governo Evo Morales, é o novo golpe contra a Petrobrás. A iniciativa pode jogar por terra o plano da Petroquisa, subsidiária da Petrobrás no setor petroquímico, e da Braskem, do Grupo Odebrecht, de construir uma unidade de polietileno (matéria-prima para o plástico) na fronteira entre os dois países, em Corumbá (MS). Fonte diplomática diz que esse assunto é, potencialmente, o maior conflito entre Brasil e Bolívia.

A estratégia boliviana será possível apenas se o gás natural entregue à Petrobrás for empobrecido, com a retirada de frações nobres, como o propano, o butano e o etano. Para isso, a Bolívia precisa renegociar as especificações do produto com a companhia brasileira ou descumprir o contrato de fornecimento, que expira apenas em 2019.

A decisão compromete o projeto bilionário de construção de unidade petroquímica, além da perda de receitas anuais que seriam injetadas no Brasil, de aproximadamente US$ 1,5 bilhão, com a venda da produção de resina de polietileno. A Petrobrás, líder do projeto, não falou sobre o assunto. Recentemente, disse que não conhecia o projeto boliviano.

A petroleira venezuelana PDVSA e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) prometem iniciar em novembro a construção da unidade processadora de gás que retirará uma das principais matérias-primas da indústria petroquímica, o etano. O insumo representa 2% da composição do gás natural, mas, com o volume de 30 milhões de metros cúbicos importados diariamente pelo Brasil, há escala para uma unidade petroquímica.

O insumo abastece a indústria produtora de polietileno, a resina mais consumida na indústria de transformação de plásticos. O produto está presente numa infinidade de itens de consumo, desde o copo descartável até peças para automóveis ou aviões.

A Braskem é a líder latino-americana em polietileno, com produção superior a 800 mil toneladas por ano e conta com esta matéria-prima (o etano) para a produção anual de 1,2 milhão de toneladas da resina a partir de 2010.

'Sem o etano que segue hoje para o Brasil misturado ao gás natural, esse plano da Braskem e da Petrobrás não se viabiliza. Não existe insumo suficiente para dois projetos petroquímicos; ou é um, ou é outro', explica Carlos Miranda Pacheco, um dos maiores especialistas no setor petrolífero e ex-ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia.
Fonte O Estado de S. Paulo

"Se fosse o Lula, daria refinarias de presente à Bolívia", diz Evo


01/11/06 - O presidente boliviano, Evo Morales, afirmou ontem que, se fosse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, daria à Bolívia as duas refinarias, hoje controladas pela Petrobrás. 'Se fosse o Brasil, presentearia as refinarias (para a Bolívia), se estamos pensando em como nos ajudar para reduzir as desigualdades sociais.'

Evo disse que as duas refinarias da Petrobrás 'não são nada para o Brasil'. Ontem o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, afirmou que a empresa vai lutar por indenizações pela perda do controle das refinarias que opera na Bolívia, como prevê a Constituição daquele país.

Segundo Evo, as duas refinarias custam cerca de US$ 100 milhões e a perda destes ativos não causaria problemas ao Brasil. O presidente boliviano disse que vai recomprá-las para corrigir 'maus negócios' feitos por governos anteriores, que venderam o patrimônio do Estado boliviano.

Evo cobrou de Lula o mesmo apoio recebido do governo Néstor Kirchner, que recentemente assinou contrato para a compra de mais 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia. Esse acordo, segundo ele, contribuiu para manter as dez petroleiras operando no país.

Os novos contratos assinados com as companhias multinacionais serão enviados ao Congresso na próxima segunda-feira. Evo afirmou que, depois da aprovação pelo Parlamento, chamará a direção das multinacionais e pedirá a retomada imediata dos investimentos. Quer em dois anos estar pronto para atender a Argentina.

'UMA SUÍÇA'

O presidente boliviano cobrou esforço dos países da região para reduzir as 'assimetrias' entre as nações sul-americanas e afirmou que isso significa ter mais generosidade. Disse que o governo socialista mudará a face da nação. 'Entre 10 e 15 anos, a Bolívia não será este país pobre e mendigo.' Evo disse que podem chamá-lo de louco, mas a partir das mudanças atuais pretende transformar a Bolívia numa Suíça.

Charge do Ique foi feita para o
Fonte: O Estado de S. Paulo

Interesse por combustível renovável é maior em país rico

O diretor do Departamento de Açúcar e Álcool do Ministério da Agricultura, Ângelo Bressan, lembrou que os países ricos são grandes consumidores de energia e estimou que eles usam de 60% a 65% dos combustíveis fósseis disponíveis no mundo.

São esses países, disse o diretor, os maiores interessados em adquirir combustíveis produzidos a partir da biomassa. Ele citou os Estados Unidos, países da Europa e da Ásia como potenciais compradores. "Eles querem saber se o Brasil tem capacidade de produzir o suficiente", comentou.

Os países localizados nos trópicos têm clima favorável ao plantio de cana-de-açúcar e madeira, matérias-primas usadas nesse tipo de produção. "O álcool é um produto eficiente, seguro e fácil de ser produzido. Além disso, é ambientalmente seguro e de fonte renovável", destacou ele, que participa de um seminário sobre agroenergia organizado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

30/10/06
Agência Estado